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17.2.22

Rede Europeia Anti-Pobreza recorda direito à habitação

Ana E. Freitas, in Rádio Voz da Planície

A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal está a desenvolver uma campanha nacional de sensibilização sobre o direito à habitação.

Nesta ação está a ser entregue, a cada autarca, um tijolo, de forma simbólica, onde é recordada a necessidade de ser cumprido o artigo 65.º da Constituição. No distrito de Beja foram entregues tijolos aos autarcas de Beja, Castro Verde, Ferreira, Moura, Ourique e Odemira.

A ideia é que todos os presidentes de câmara do País recebam um tijolo impresso com o apelo simbólico de lançar a “primeira pedra” para a “construção, e implementação de respostas mais eficazes e eficientes, no acesso a uma habitação digna pois é na população com menos rendimentos e riqueza que a dificuldade em conseguir uma habitação se agudiza”, esclarece o documento sobre a campanha.

Miguel Januário é, mais uma vez, o mentor da campanha promovida por esta Organização Não Governamental (ONG).

18.4.12

Encontro aponta necessidade de criação de Associação de Mulheres Ciganas

in Rádio Pax

Os Núcleos Distritais de Beja e Faro da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Probreza, organizaram, em Faro, o 1º Encontro Transfronteiriço de Mediadores Ciganos. Nos trabalhos participaram investigadores e mediadores dos distritos de Beja, Faro e Huelva.

No Encontro foi identificada a necessidade de criação de uma Associação de Mulheres Ciganas na região sul do País, de forma a promover a inclusão da mulher cigana na sociedade. João Martins, presidente do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Probreza, realça que “a mulher acaba por ser um elemento mais vulnerável” e, nesse sentido, foi recomendada a criação de uma Associação.

De acordo com João Martins, a realidade das comunidades ciganas é bem diferente nos dois lados da fronteira. Enquanto em Portugal ainda se debatem problemas como a inclusão e a habitação, Espanha discute o emprego e a formação das comunidades ciganas. Em Espanha há mediadores com formação académica quando no sul de Portugal está apenas identificada uma mulher mediadora com o 9º ano de escolaridade, “a escolaridade mais elevada do lado português”, realça o presidente do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Probreza.