Maria João Guimarães , in Público on-line
Argélia abandona milhares de pessoas no deserto expulsando-as para o Níger.
O mar Mediterrâneo tornou-se o símbolo das travessias perigosas, dos barcos apinhados, dos migrantes e refugiados mortos, embora o verdadeiro número nunca se saiba, provas de naufrágios e as suas vítimas davam, por vezes, à costa. A rota é tida como a mais mortífera. Mas há um local em que se estima que morram ainda mais pessoas, a maior parte das vezes sem deixar vestígios: o deserto do Sara.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) têm vindo a alertar para este fenómeno. “Ainda não temos uma estimativa do número de mortos no deserto” do Sara, declarou há meses o director para a África Ocidental e Central, Richard Danziger, numa conferência em Genebra. Poderão ter morrido no deserto, perdidas, com sede, exaustas e sob um calor de mais de 40 graus, até 30 mil pessoas desde 2014. Sozinhas, com filhos, em pequenos grupos.
O que se sabe é através de pessoas que fizeram a viagem e sobreviveram. Algumas, que conseguiram manter os seus telefones, gravaram o que aconteceu para responsabilizar as autoridades. Porque muitas vezes o facto de estas pessoas se encontrarem no meio do nada tem um responsável: as autoridades fronteiriças de países, sobretudo da Argélia.
Ju Dennis, da Libéria, filmou a sua deportação com um telefone que conseguiu manter escondido no corpo, conta a agência Associated Press que recolheu uma série de testemunhos. Foi levado num camião junto com dezenas de outros durante horas por quase estradas de areia, e deixado num local chamado “ponto zero”, onde guardas armados lhe indicaram a direcção do Níger – e lhe ordenaram para seguir viagem. Sem água, sem comida, sem orientação. Há relatos de guardas a disparar quando os expulsos não andam suficientemente depressa.
"Sentaram-se e deixámo-las"
São por vezes grupos de centenas de pessoas, mas depressa começam a dividir-se. “Houve pessoas que não aguentaram. Sentaram-se e deixámo-las”, contou pelo seu lado Aliou Kande, senegalês de 18 anos, que fez uma viagem semelhante mas a partir do Mali. Nunca mais as viu.
A Argélia não publica dados sobre as expulsões de migrantes. Mas a OIM diz que desde que começou a contar, em Maio de 2017 – quando 135 pessoas foram deixadas perto da fronteira para andar até ao Níger – que os números não param de aumentar. Em Abril deste ano foram 2888. No total deste período, sobreviveram 11.276 pessoas.
“Chegam aos milhares”, comentou Alhoussan Adouwal, responsável da OIM na localidade de Assamaka (Níger), a mais perto da fronteira com a Argélia, encarregado de dar o alerta quando chega um grupo. “A escala das expulsões que estou a ver agora, nunca tinha visto nada semelhante”, disse à agência de notícias norte-americana. “É uma catástrofe”.
A OIM e o ACNUR têm equipas a correr o deserto, e por vezes conseguem salvar quem encontram a vaguear no calor. Algumas pessoas vagueiam dias seguidos antes de serem salvas. Muitas outras não aguentam. Por vezes as equipas encontram mortos – em 2013, num caso que chocou o país, durante cinco dias foram sendo encontrado cadáveres. No final eram 92 corpos, incluindo de 33 mulheres e 52 crianças. Alguns estavam em pequenos grupos, outros morreram sozinhos.
No Níger, os migrantes também se arriscam a ser abandonados pelos traficantes. “Por vezes são enganados pelos traficantes, que fogem com o seu dinheiro, deixando-os no meio do nada, num país que não conhecem, a tentar ganhar dinheiro para continuar viagem ou voltar a casa”, descrevia Guiseppe Loprete, responsável pelas operações da OIM no Níger, à agência de notícias das Nações Unidas.
Um recente combate ao tráfico de pessoas das autoridades do Níger levou a que os traficantes evitem agora parte da rota mais popular, usando desvios e aumentando o perigo. Com a crescente penalização, também os que lucram com a viagem são cada vez mais traficantes também de armas e droga.
Dos que se cruzam com as patrulhas das organizações humanitárias, a maioria opta por seguir de autocarro até Arlit, a seis horas numa estrada de areia de Assamaka. Daí vão até Agadez, a cidade do Níger na rota de comércio há gerações, e que está agora no centro de vários tráficos.
Os avisos de quem sobreviveu
Em Agadez, quem é resgatado pelas equipas de socorro e faz a viagem de regresso para o seu país (ou a sua terra, muitos são naturais do Níger) transforma-se muitas vezes num porta-voz dos perigos da viagem quando se cruzam com quem chega ali para na viagem para norte.
Daniel, dos Camarões, é um deles. Aos 26 anos saiu do seu país com o irmão gémeo e o tio e sofreu nas mãos dos traficantes entre o Níger e a Líbia, a paragem que se segue ao deserto do Sara. Na gradação de infernos pelos quais é possível passar a Líbia e as torturas dos traficantes está num lugar cimeiro.
Marcelo promulga alterações à lei da nacionalidade
Depois de lhes contar a sua história, de ser preso e espancado por não ter mas dinheiro para dar aos traficantes, não sabe o que decidem. “Isso é com eles, mas fiz a minha parte ao avisá-los”, conta no site do ACNUR.
Na cidade, a Associated Press descreve como todas as segundas-feiras à noite dezenas de carrinhas passam o posto de controlo para a abandonar, cheias de pessoas com uma carga de garrafas de água para enfrentar o Sara, de olhos fixos no que está em frente. A partir dali, só se vê pó.
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26.6.18
5.8.15
Nova tragédia com imigrantes ilegais
in Jornal de Notícias
A guarda costeira italiana anunciou, esta quarta-feira, que centenas de migrantes desapareceram após o naufrágio de um barco de pesca ao largo da Líbia, durante a travessia do Mediterrâneo.
A embarcação enviou um pedido de socorro a cerca de 15 milhas naúticas ao largo da Líbia, sinal que foi recebido pela guarda costeira de Catânia, na Sicília.
Dois navios - o holandês "Dignity One" e o irlandês "Le Niamh" - foram enviados de imediato para o local do naufrágio, mas a embarcação naufragou quando os passageiros se deslocaram todos para um lado para serem socorridos, disse a guarda costeira italiana.
Nawal Soufi, uma árabe que fala italiano na Sicília frequentemente contactada por migrantes em dificuldades, afirmou ter recebido uma chamada sobre uma embarcação em dificuldades com perto de 600 pessoas a bordo.
"Provavelmente é o mesmo barco", disse o porta-voz da guarda costeira Filippo Marini.
Três outros navios foram enviados para a zona em busca de sobreviventes.
Mais de duas mil pessoas morreram este ano na travessia do Mediterrâneo com destino à Europa, de acordo com a Organização Internacional das Migrações.
A guarda costeira italiana anunciou, esta quarta-feira, que centenas de migrantes desapareceram após o naufrágio de um barco de pesca ao largo da Líbia, durante a travessia do Mediterrâneo.
A embarcação enviou um pedido de socorro a cerca de 15 milhas naúticas ao largo da Líbia, sinal que foi recebido pela guarda costeira de Catânia, na Sicília.
Dois navios - o holandês "Dignity One" e o irlandês "Le Niamh" - foram enviados de imediato para o local do naufrágio, mas a embarcação naufragou quando os passageiros se deslocaram todos para um lado para serem socorridos, disse a guarda costeira italiana.
Nawal Soufi, uma árabe que fala italiano na Sicília frequentemente contactada por migrantes em dificuldades, afirmou ter recebido uma chamada sobre uma embarcação em dificuldades com perto de 600 pessoas a bordo.
"Provavelmente é o mesmo barco", disse o porta-voz da guarda costeira Filippo Marini.
Três outros navios foram enviados para a zona em busca de sobreviventes.
Mais de duas mil pessoas morreram este ano na travessia do Mediterrâneo com destino à Europa, de acordo com a Organização Internacional das Migrações.
24.4.15
Migrantes. Só um em cada 30 refugiados fica na União Europeia
António Ribeiro Ferreira, in iOnline
Líderes europeus limitam a 5 mil o número de refugiados por ano. Os outros são expulsos rapidamente.
Em 2014 entraram 150 mil refugiados.
A Europa tinha dois caminhos a seguir depois das sucessivas tragédias no Mediterrâneo e da cimeira extraordinária de ontem à tarde em Bruxelas: fechar-se como uma fortaleza ou mostrar que é um continente em que a solidariedade e a humanidade são princípios fundamentais a defender. Seguiu o primeiro com a imposição de uma quota de 5 mil felizardos por ano que podem ganhar o estatuto de refugiados e viver longe da guerra e da morte. Cinco mil refugiados num continente que o ano passado recebeu 150 mil. Sem esquecer que o número dos que querem entrar na Europa por mar e terra está a aumentar todos os anos; feitas as contas, a quota agora estabelecida significa que só um em 30 refugiados ficará na Europa. Os outros serão rapidamente expulsos para os seus países de origem, sejam eles quais forem, com o Frontex, aparelho europeu responsável pela segurança das fronteiras, a ser dotado de meios humanos e financeiros para desempenhar rapidamente a sua tarefa.
Nesta matéria de refugiados, a questão das quotas divide naturalmente os líderes europeus, que querem ao máximo empurrar os refugiados para os seus vizinhos. O ano passado, por exemplo, Itália, Malta, Chipre e Espanha, as portas da Europa, foram os que receberam os muitos milhares de migrantes. No entanto, quatro estados-membros receberam quase dois terços de todos os pedidos de asilo: Alemanha, Suécia, Itália e França e, destes, a Alemanha foi o principal país de acolhimento. É por isso que agora, na discussão sobre quem fica com o quê, os países que recebem mais refugiados querem ver reduzido esse número em troca do envio de mais forças navais para o mar Egeu e o mar Mediterrâneo para controlar a sua chegada à Europa. Foi isso que disse ontem à tarde David Cameron, primeiro-ministro inglês: Londres vai disponibilizar navios e helicópteros para o Mediterrâneo, na condição de os imigrantes resgatados não terem automaticamente direito a pedir asilo no Reino Unido. Precisando melhor a proposta, Cameron adiantou que, como o país da Europa com maior orçamento de Defesa, podemos dar um contributo de vulto. “O que vou oferecer é o navio da marinha real HMS Bulwark, e ainda três helicópteros e dois outros navios de patrulhamento”, disse. Mas como não há bela sem senão, Cameron acrescentou que a oferta britânica está “naturalmente sujeita a condições”, entre as quais que os imigrantes resgatados “sejam levados para o país seguro mais próximo, que será muito provavelmente Itália”, e não tenham automaticamente direito a pedir asilo ao Reino Unido.
Além de discutir a quota de refugiados e a sua distribuição pelos estados-membros da União Europeia, a cimeira decidiu duplicar os financiamentos para 2015 e 2016 das operações de resgate e salvamento de migrantes, mantendo a vigilância numa aérea que vai até às 30 milhas das costas italiana e maltesa.
Por outro lado, muito embora não se saiba nem como nem com que forças, os líderes europeus estão decididos a atacar os traficantes de seres humanos e a destruir as suas embarcações nas praias líbias. Ainda ontem o procurador de Palermo, que investiga o naufrágio de domingo, revelou que os migrantes pagaram entre 700 e 7 mil dólares cada um pela viagem para a morte e estiveram um mês retidos numa quinta perto de Tripoli antes de embarcarem na traineira pilotada por um tunisino. Mas atacar os traficantes e as suas embarcações em território líbio ou de outros países não será com certeza uma tarefa fácil e implica correr riscos que podem levar a novas tragédias. Com os líderes reunidos de emergência, a marinha italiana resgatou ontem mais 220 migrantes no Mediterrâneo e espera-se que nos próximos meses o fluxo diário aumente com o bom tempo no mar nesta Primavera e no Verão.
Mas para além dos pontos que a cimeira de ontem abordou durante a tarde em Bruxelas há muitas decisões que a pesada máquina da União Europeia vai pôr em prática. O presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, foi pondo alguma água na fervura. Além de descartar uma posição definitiva para ontem, Tusk afirmou que um dos temas mais difíceis na agenda é o do “reforço da solidariedade europeia e da responsabilidade comum”. Por isso mesmo, adiantou, a cimeira não chegou a nenhuma solução. “Temos de debater assuntos complicados, como a instalação, o acolhimento e as políticas de asilo, o sacrifício de interesses nacionais em nome de um bem comum”, disse, acrescentando que “é uma questão europeia e não apenas um problema dos países do Sul da Europa.” “Salvar pessoas é a prioridade, mas não passa só por resgatá-las do mar, mas também pelo combate aos contrabandistas e pela prevenção de fluxos de imigração ilegal”, nomeadamente “desmantelando as redes de contrabando de pessoas e destruindo os seus modelos de negócio”, salientou Tusk. Tudo questões que a Europa conhece há muitos anos e pouco fez para ultrapassar.
Com Lusa
Líderes europeus limitam a 5 mil o número de refugiados por ano. Os outros são expulsos rapidamente.
Em 2014 entraram 150 mil refugiados.
A Europa tinha dois caminhos a seguir depois das sucessivas tragédias no Mediterrâneo e da cimeira extraordinária de ontem à tarde em Bruxelas: fechar-se como uma fortaleza ou mostrar que é um continente em que a solidariedade e a humanidade são princípios fundamentais a defender. Seguiu o primeiro com a imposição de uma quota de 5 mil felizardos por ano que podem ganhar o estatuto de refugiados e viver longe da guerra e da morte. Cinco mil refugiados num continente que o ano passado recebeu 150 mil. Sem esquecer que o número dos que querem entrar na Europa por mar e terra está a aumentar todos os anos; feitas as contas, a quota agora estabelecida significa que só um em 30 refugiados ficará na Europa. Os outros serão rapidamente expulsos para os seus países de origem, sejam eles quais forem, com o Frontex, aparelho europeu responsável pela segurança das fronteiras, a ser dotado de meios humanos e financeiros para desempenhar rapidamente a sua tarefa.
Nesta matéria de refugiados, a questão das quotas divide naturalmente os líderes europeus, que querem ao máximo empurrar os refugiados para os seus vizinhos. O ano passado, por exemplo, Itália, Malta, Chipre e Espanha, as portas da Europa, foram os que receberam os muitos milhares de migrantes. No entanto, quatro estados-membros receberam quase dois terços de todos os pedidos de asilo: Alemanha, Suécia, Itália e França e, destes, a Alemanha foi o principal país de acolhimento. É por isso que agora, na discussão sobre quem fica com o quê, os países que recebem mais refugiados querem ver reduzido esse número em troca do envio de mais forças navais para o mar Egeu e o mar Mediterrâneo para controlar a sua chegada à Europa. Foi isso que disse ontem à tarde David Cameron, primeiro-ministro inglês: Londres vai disponibilizar navios e helicópteros para o Mediterrâneo, na condição de os imigrantes resgatados não terem automaticamente direito a pedir asilo no Reino Unido. Precisando melhor a proposta, Cameron adiantou que, como o país da Europa com maior orçamento de Defesa, podemos dar um contributo de vulto. “O que vou oferecer é o navio da marinha real HMS Bulwark, e ainda três helicópteros e dois outros navios de patrulhamento”, disse. Mas como não há bela sem senão, Cameron acrescentou que a oferta britânica está “naturalmente sujeita a condições”, entre as quais que os imigrantes resgatados “sejam levados para o país seguro mais próximo, que será muito provavelmente Itália”, e não tenham automaticamente direito a pedir asilo ao Reino Unido.
Além de discutir a quota de refugiados e a sua distribuição pelos estados-membros da União Europeia, a cimeira decidiu duplicar os financiamentos para 2015 e 2016 das operações de resgate e salvamento de migrantes, mantendo a vigilância numa aérea que vai até às 30 milhas das costas italiana e maltesa.
Por outro lado, muito embora não se saiba nem como nem com que forças, os líderes europeus estão decididos a atacar os traficantes de seres humanos e a destruir as suas embarcações nas praias líbias. Ainda ontem o procurador de Palermo, que investiga o naufrágio de domingo, revelou que os migrantes pagaram entre 700 e 7 mil dólares cada um pela viagem para a morte e estiveram um mês retidos numa quinta perto de Tripoli antes de embarcarem na traineira pilotada por um tunisino. Mas atacar os traficantes e as suas embarcações em território líbio ou de outros países não será com certeza uma tarefa fácil e implica correr riscos que podem levar a novas tragédias. Com os líderes reunidos de emergência, a marinha italiana resgatou ontem mais 220 migrantes no Mediterrâneo e espera-se que nos próximos meses o fluxo diário aumente com o bom tempo no mar nesta Primavera e no Verão.
Mas para além dos pontos que a cimeira de ontem abordou durante a tarde em Bruxelas há muitas decisões que a pesada máquina da União Europeia vai pôr em prática. O presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, foi pondo alguma água na fervura. Além de descartar uma posição definitiva para ontem, Tusk afirmou que um dos temas mais difíceis na agenda é o do “reforço da solidariedade europeia e da responsabilidade comum”. Por isso mesmo, adiantou, a cimeira não chegou a nenhuma solução. “Temos de debater assuntos complicados, como a instalação, o acolhimento e as políticas de asilo, o sacrifício de interesses nacionais em nome de um bem comum”, disse, acrescentando que “é uma questão europeia e não apenas um problema dos países do Sul da Europa.” “Salvar pessoas é a prioridade, mas não passa só por resgatá-las do mar, mas também pelo combate aos contrabandistas e pela prevenção de fluxos de imigração ilegal”, nomeadamente “desmantelando as redes de contrabando de pessoas e destruindo os seus modelos de negócio”, salientou Tusk. Tudo questões que a Europa conhece há muitos anos e pouco fez para ultrapassar.
Com Lusa
24.2.14
Cerca de 500 imigrantes tentam entrar em Melilla
in Notícias ao Minuto
Cerca de 100 imigrantes subsarianos conseguiram entrar, esta manhã, na cidade espanhola Melilla localizada no norte de África. De acordo com a agência EFE foram cerca de 500 as pessoas que protagonizaram este “assalto muito violento”, sendo que apenas 100 conseguiram mesmo entrar na cidade.
O “assalto muito violento” à cidade autónoma de Melilla, no norte de África, foi levado a cabo por cerca de 500 imigrantes subsarianos. No entanto, apenas 100 conseguiram ter sucesso e entrar na cidade.
De acordo com a agência EFE, a violência empregue pelos imigrantes levou a Guardia Civil a auxiliar as autoridades marroquinas que tiveram de se refugiar entre as cercas que separam Melilla de Marrocos.
Para já não é conhecido o número de feridos provocado pela confusão desta manhã. Recorde-se que na passada segunda-feira 150 imigrantes conseguiram entrar em Melilla usando o mesmo modus operandi.
Cerca de 100 imigrantes subsarianos conseguiram entrar, esta manhã, na cidade espanhola Melilla localizada no norte de África. De acordo com a agência EFE foram cerca de 500 as pessoas que protagonizaram este “assalto muito violento”, sendo que apenas 100 conseguiram mesmo entrar na cidade.
O “assalto muito violento” à cidade autónoma de Melilla, no norte de África, foi levado a cabo por cerca de 500 imigrantes subsarianos. No entanto, apenas 100 conseguiram ter sucesso e entrar na cidade.
De acordo com a agência EFE, a violência empregue pelos imigrantes levou a Guardia Civil a auxiliar as autoridades marroquinas que tiveram de se refugiar entre as cercas que separam Melilla de Marrocos.
Para já não é conhecido o número de feridos provocado pela confusão desta manhã. Recorde-se que na passada segunda-feira 150 imigrantes conseguiram entrar em Melilla usando o mesmo modus operandi.
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