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20.4.17

Região Norte tem pela frente “desafios consideráveis” no domínio da inovação

Patrícia Sousa, in Corrio do Minho

“O Norte é uma região inovadora moderada, porque existe alguma vulnerabilidade que precisa ser abordada com políticas públicas adequadas que têm que ir ao encontro, por exemplo, do aumento da qualidade internacional da produção científica, do reforço de transferência de conhecimento e tecnologia das empresas e do aumento do investimento das próprias empresas”, desafiou, ontem, a vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Ester Gomes da Silva.

A vice-presidente da CCDRN, que falava durante o painel ‘Economia e Governança’ do Fórum Internacional das Comunidades Inteligentes e Sustentáveis (FICIS), que começou ontem no Museu D. Diogo de Sousa, admitiu que “a região Norte tem desafios consideráveis no domínio da inovação”, evidenciando aqui algumas “fraquezas”, com destaque, por exemplo, para o registo de patentes.
A região Norte, continuou aquela responsável, “é a menos desenvolvida do país, apesar de ser a mais industrializada, acabando por ser um território com grandes potencialidades, mas também com grandes vulnerabilidades”.

A política nacional, ainda segundo Ester Gomes da Silva, está orientada para uma estratégia europeia comum com cinco focos principais: I&D, apostando- -se no investimento em I&D, Educação com enfoque nas taxas de abandono escolar e no ennino superior, Mudança climáticas e Energia, com a aposta nas energias renováveis e no consumo de energia primária, Emprego, com atenção para as taxas de emprego, e a Pobreza e Exclusão Social com destaque para a população em risco de pobreza e exclusão social.

Em Portugal, com a implementação do acordo de parceria através do Portugal 2020 e com os programas operacionais temáticos “há uma concentração de recursos na competitividade das PME’s e na internacionalização”, assumiu.
Perante este cenário, as mensagens principais deixadas pela vice-presidente passam pela necessidade de fazer “um diagnós- tico da região No rte que é um território industrial com forte orientação exportadora e potencial em I&D, mas ainda é um território relativamente atrasado no domínio da inovação, enfrentando ainda diversos desafios”. Por isso, continuou Ester Gomes da Silva, “é preciso concentrar os recursos na competitividade económica e nainternacionalização”.

Depois há factores distintivos a ter em conta como são “o ênfase nos resultados, o alinhamento com planeamento estratégico e a adopção de abordagens de base territorial e governação a vários níveis”, definiu.
Ainda no mesmo painel Rui Miguel Santos, director do Gabinete de Sustentabilidade do Grupo Santander, começou por destacar os modelos de sustentabilidade e de descentralização do grupo, sendo que a política do grupo passa por oito objectivos: saúde, educação (grande foco), igualdade de género, acção climática, trabalho digno, redução de desigulades, cidades e comunidades sutentáveis e produção de consumo sustentáveis.

Rui Miguel Santos destacou ainda alguns projectos do grupo no âmbito das novas tecnologias e inovação. Mas os desafios ainda são muitos: “os governos e cidades estão a desenvolver cenários de descarbonização, as empresas estão a investir nas novas tecnologias para serem vendidas e usadas a partir de 2030, os próximos anos serão marcados por um aumento de conectividade e ser socialmente responsável é cada vez mais um factor de lealdade na banca”.

Ainda no mesmo painel, José Carlos Tomás, CFO da Pagaqui, admitiu que as cidades e comunidades sutentáveis “precisam crescer e ter um stock de capital e um crescimento económico”. Essa é a única forma de satisfazer as necessidades e aspirações com a melhoria qualidade de vida. E, ainda nas palavras daquele responsável, “o crescimento sustentado passa pelo apoio às empresas, às pessoas e a promoção da qualidade de vida”.

José Carlos Tomás falou também da “angústia existencial em que áreas se devem apostar”, referindo que “são precisas empresas que tenham rentabilidade sobre o capital investido”.
No âmbito das linhas de actuação, ao nível público, “é fundamental ter em atenção o custo- benefício dos investimenos públicos que devem ser hierarquizados e privilegiar estratégias e infra-estruturas regionais”. Já no que diz respeito às iniciativas privadas, o CFO daquela empresa, defendeu que “é necessário privilegiar sectores fundamentais com recursos humanos altamente qualificados e as empresas devem aumentar a escala das operações e melhorar a qualidade do produto”.

4.2.14

Região Norte tem o PIB mais baixo da Península Ibérica

Ana Paula Lima e Virgínia Alves, in Jornal de Notícias

Segundo um estudo divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB per capita a preços correntes foi de 13 mil euros na Região Norte de Portugal. Lisboa tinha o valor mais alto do país, com uma riqueza gerada de 22 700 euros, e, em Espanha, o País Basco tem o PIB per capita mais alto, cerca de 30 200 euros, enquanto a Extremadura tem o valor mais baixo do país vizinho, 15 900 euros.

A nível global, em 2012, o PIB per capita atingia os 22,3 mil euros no país vizinho e em Portugal era de 15,6 mil euros.

24.1.14

Norte vai receber mais fundos comunitários, diz Poiares Maduro

in Jornal de Notícias

O ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, afirmou, esta quinta-feira, que o Programa Operacional Regional vai sofrer um aumento de 24,8% no Norte, pelo que as críticas de alguns autarcas "não têm qualquer correspondência" com a realidade.

"Alguns comentários nessa matéria lembram-me um pouco como acontece antes dos jogos de futebol: critica-se muito os árbitros ainda antes de arbitrar no sentido de colocar pressão, mas nem o Governo, nem eu, respondemos a qualquer tipo de pressão. Para além disso, algumas críticas que têm sido feitas não têm qualquer correspondência com a realidade", afirmou o governante à margem da abertura da 23ª edição da Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso, em Montalegre.

A Câmara do Porto aprovou na terça-feira uma moção, apresentado por Rui Moreira, afirmando que "a Comissão Europeia recusou assinar o Acordo de Parceria proposto pelo Estado português por considerar que este não acautelava os mecanismos de promoção de coesão territorial e de valorização das regiões de convergência, nomeadamente da região Norte".

Num momento em que Portugal vai receber menos 10% dos fundos, a região Norte, realçou o ministro, sofre um aumento de verbas e ganha a sede da instituição financeira de desenvolvimento, localizada no Porto, exemplo de como o Governo quer valorizar e potenciar a região em matéria de fundos.

O governante frisou que o Norte é quem vai gerir a quase totalidade dos apoios a serem dados às empresas, por esse motivo, não tem quaisquer razões de preocupação quanto ao próximo quadro financeiro.

E, acrescentou, "não há qualquer acordo de parceira ainda apresentado pelo Parlamento em Bruxelas, nem podia haver. Portanto, não há qualquer atraso, na medida em que os regulamentos europeus foram concluídos no final de dezembro".

Neste momento, segundo Miguel Poiares Maduro, nas discussões com a Comissão Europeia não houve "qualquer crítica" a uma desvalorização do Norte.

"Não vou valorizar algo que não assenta na realidade, quem fez declarações nesse sentido foi induzido em erro, não sei por quem, nem com que objetivo. Mas não vou especular, os factos são muito simples", disse.

30.3.12

Rui Rio denuncia "desleixo na gestão de dossiês do Norte e do Porto"

Tiago Rodrigues Alves, in Jornal de Noticias

O presidente da Junta Metropolitana do Porto foi, esta sexta-feira, a cara e voz do protesto público daquele organismo pela forma como vários assuntos importantes para a região têm sido sucessivamente adiados pelo Poder Central, demonstrando mesmo alguma falta de respeito.

"O respeito pela Área Metropolitana do Porto não tem sido muito grande", acusou Rui Rio, no final de uma reunião da Junta. "Esta situação, que não é apenas do Metro, é algo de profundamente lamentável e demonstra, de certa forma, algum desleixo de gestão dos dossiês ligados ao Norte e à região do Porto", acrescentou.

Além do adiamento da Assembleia Geral do Metro do Porto, o autarca portuense lembrou os casos de adiamentos na Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa do Porto e nos STCP, o facto de saber que a Autoridade Municipal de Transportes aguarda "há algum tempo" a nomeação de um vogal, as indicações de que não haverá condições para nomear uma nova administração da Casa da Música e, ainda, o tempo que a CCDR-N esteve à espera para que fosse nomeada uma nova direção.

A JMP manifestou o desejo de que as coisas possam a passar a ser feitas de outra forma a partir de 16 de abril, data em que reunirá com o ministro da Economia, responsável por grande parte destes temas.

Rui Rio disse ainda compreender tanto a demissão de Guilherme Pinto, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, como a de Gonçalo Gonçalves, vereador da Câmara do Porto, da Metro do Porto. "As coisas não se podem arrastar indefinidamente, senão as pessoas começam a ficar cúmplices dessa situação", justificou.