in iOnline
Nesta primeira sessão do Conselho Europeu, os líderes dos 28 Estados-membros deverão acertar uma estratégia para tirar maiores vantagens do capital científico europeu, reforçar o investimento e desenvolver um mercado único digital na União Europeia
Os líderes europeus reúnem-se na quinta e na sexta-feira, em Bruxelas, para debater propostas de reforço da economia digital na União Europeia e avaliar a implementação da união bancária e dos programas de emprego jovem.
Segundo uma nota do presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, divulgada hoje, a cimeira europeia, que começa na quinta-feira às 17:00 (16:00 em Lisboa), irá ter na sua primeira sessão de trabalho uma discussão dedicada à economia digital, inovação e serviços, estando prevista uma introdução pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
Numa carta enviada aos chefes de Estado e de governo da União Europeia, no final do mês de setembro, Durão Barroso, pediu mais empenho para "tirar o máximo partido" do mercado digital e fornecer um impulso ao crescimento económico e à criação de emprego.
Nesta primeira sessão do Conselho Europeu, os líderes dos 28 Estados-membros deverão acertar uma estratégia para tirar maiores vantagens do capital científico europeu, reforçar o investimento e desenvolver um mercado único digital na União Europeia.
Ao jantar, os chefes de Estado e de governo da União Europeia irão avaliar os progressos feitos desde junho na aplicação dos programas de apoio ao emprego jovem e debater os principais temas relativamente ao aprofundamento união económica e monetária: união bancária, coordenação das políticas económicas e medidas para reforçar a dimensão social.
O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, deverá estar presente no jantar para discutir com os líderes europeus o processo de execução da união bancária e de avaliação das instituições bancárias, previsto para 2014.
Na sexta-feira de manhã, os líderes europeus deixarão os temas económicos e financeiros para preparar a cimeira da Parceria para o Leste, que terá lugar em Vilnius, na Lituânia, a 28 e 29 de novembro.
Os chefes de Estado e de governo da União Europeia deverão ainda abordar os recentes naufrágios em Lampedusa e os problemas humanitários e de imigração recorrentes naquela zona do Mar Mediterrâneo.
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13.5.13
Especialista defende que bancos terão que fechar por toda a Europa
in Jornal de Notícias
O especialista em banca René Smits considera que bancos por toda a Europa vão ter de fechar portas, mas que isso deve ser feito através do mecanismo de resolução comum, um dos pilares da futura União Bancária.
"Temos demasiados bancos a serem recapitalizados pelos Estados, mas temos de fazer isso [fechar bancos] com calma e em comum, porque se o fizermos individualmente cada Estado-membro terá um problema orçamental. Por isso precisamos da união bancária mais cedo que tarde", disse em entrevista à Lusa René Smits, referindo-se a um dos três pilares da União Bancária, o Mecanismo de Resolução Comum.
A criação da União Bancária foi aprovada em junho do ano passado pelos líderes europeus com o objetivo de quebrar a ligação entre o sistema financeiro e as finanças públicas, com os países a colocarem em causa a sustentabilidade das suas finanças públicas devido à necessidade de acudir ao sistema financeira, como foi o caso da Irlanda que chegou a ter um défice de mais de 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
A União Bancária assenta em três pilares: um supervisor comum (cujo papel de supervisionar os principais bancos europeus vai caber ao Banco Central Europeu), um sistema de garantia de depósitos comum (que garante os 100 mil euros de depósitos caso um banco vá à falência) e um mecanismo de resolução e de recapitalização bancária comum.
Apesar de todos os problemas que envolvem a criação da União Bancária, o Mecanismo de Resolução Comum é para René Smits aquele que será "mais difícil" de concretizar, devido à necessidade de ser dotado com fundos pagos pela banca.
O professor da área de economia e política monetária na Universidade de Amesterdão e que já trabalhou no banco central da Holanda diz-se ainda "desiludido" com outros aspetos da futura União Bancária, como a redução do número de bancos que serão supervisionados pelo BCE no âmbito do mecanismo comum de supervisão e que deixará de fora bancos regionais e "politizados", como as "cajas" em Espanha ou os "länder", na Alemanha.
"É uma das minhas desilusões, mas ainda assim vejo como positivos alguns sinais. O BCE mantém o poder de autorizar todos os novos bancos, se alguma coisa correr mal pode tirar os bancos dos supervisores nacionais e ainda organiza o Mecanismo Único de Supervisão", afirmou René Smits.
O responsável considera que a União Bancária é um "elemento essencial" na resolução da crise, ao reduzir os danos que o sistema financeiro possa colocar sobre as contas dos países, mas que não é a única para resolver a crise.
"Precisamos de mais", garantiu.
O especialista em banca René Smits considera que bancos por toda a Europa vão ter de fechar portas, mas que isso deve ser feito através do mecanismo de resolução comum, um dos pilares da futura União Bancária.
"Temos demasiados bancos a serem recapitalizados pelos Estados, mas temos de fazer isso [fechar bancos] com calma e em comum, porque se o fizermos individualmente cada Estado-membro terá um problema orçamental. Por isso precisamos da união bancária mais cedo que tarde", disse em entrevista à Lusa René Smits, referindo-se a um dos três pilares da União Bancária, o Mecanismo de Resolução Comum.
A criação da União Bancária foi aprovada em junho do ano passado pelos líderes europeus com o objetivo de quebrar a ligação entre o sistema financeiro e as finanças públicas, com os países a colocarem em causa a sustentabilidade das suas finanças públicas devido à necessidade de acudir ao sistema financeira, como foi o caso da Irlanda que chegou a ter um défice de mais de 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
A União Bancária assenta em três pilares: um supervisor comum (cujo papel de supervisionar os principais bancos europeus vai caber ao Banco Central Europeu), um sistema de garantia de depósitos comum (que garante os 100 mil euros de depósitos caso um banco vá à falência) e um mecanismo de resolução e de recapitalização bancária comum.
Apesar de todos os problemas que envolvem a criação da União Bancária, o Mecanismo de Resolução Comum é para René Smits aquele que será "mais difícil" de concretizar, devido à necessidade de ser dotado com fundos pagos pela banca.
O professor da área de economia e política monetária na Universidade de Amesterdão e que já trabalhou no banco central da Holanda diz-se ainda "desiludido" com outros aspetos da futura União Bancária, como a redução do número de bancos que serão supervisionados pelo BCE no âmbito do mecanismo comum de supervisão e que deixará de fora bancos regionais e "politizados", como as "cajas" em Espanha ou os "länder", na Alemanha.
"É uma das minhas desilusões, mas ainda assim vejo como positivos alguns sinais. O BCE mantém o poder de autorizar todos os novos bancos, se alguma coisa correr mal pode tirar os bancos dos supervisores nacionais e ainda organiza o Mecanismo Único de Supervisão", afirmou René Smits.
O responsável considera que a União Bancária é um "elemento essencial" na resolução da crise, ao reduzir os danos que o sistema financeiro possa colocar sobre as contas dos países, mas que não é a única para resolver a crise.
"Precisamos de mais", garantiu.
13.6.12
União bancária é 'prioridade natural' da União Europeia
in Diário de Notícias
O presidente da Comissão Europeia defendeu hoje que a criação de uma união bancária na Europa deve ser vista como uma "prioridade natural", até porque a integração financeira é uma área onde "grandes progressos podem ser atingidos rapidamente".
José Manuel Durão Barroso, que falava no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sublinhou que devem ser rapidamente adotadas as "propostas já em cima da mesa", sobre os requisitos de capital para o setor bancário. Num segundo ponto, Bruxelas deve estar pronta para uma "supervisão bancária mais integrada e comum" do setor.
"Os benefícios de aprofundamento da União Económica e Monetária e da criação de uma união bancária poderão ser aproveitados pelo desenvolvimento da união orçamental", acrescentou o presidente do executivo comunitário perante o hemiciclo de Estrasburgo.
Durão Barroso advertiu os eurodeputados para a necessidade de "vincular o desenvolvimento da união orçamental com o desenvolvimento da união política".
"Uma união económica e monetária mais profunda exige mais responsabilidade e legitimidade" dos Estados-membros, concretizou.
O presidente da Comissão Europeia discute esta manhã com os eurodeputados a agenda do próximo Conselho Europeu.
O encontro, a realizar no final do mês em Bruxelas, é aguardado com muita expetativa. Os líderes europeus deverão chegar a acordo sobre medidas para promover o crescimento e o emprego, a par das políticas de contenção orçamental que estão a ser levadas a cabo
O presidente da Comissão Europeia defendeu hoje que a criação de uma união bancária na Europa deve ser vista como uma "prioridade natural", até porque a integração financeira é uma área onde "grandes progressos podem ser atingidos rapidamente".
José Manuel Durão Barroso, que falava no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sublinhou que devem ser rapidamente adotadas as "propostas já em cima da mesa", sobre os requisitos de capital para o setor bancário. Num segundo ponto, Bruxelas deve estar pronta para uma "supervisão bancária mais integrada e comum" do setor.
"Os benefícios de aprofundamento da União Económica e Monetária e da criação de uma união bancária poderão ser aproveitados pelo desenvolvimento da união orçamental", acrescentou o presidente do executivo comunitário perante o hemiciclo de Estrasburgo.
Durão Barroso advertiu os eurodeputados para a necessidade de "vincular o desenvolvimento da união orçamental com o desenvolvimento da união política".
"Uma união económica e monetária mais profunda exige mais responsabilidade e legitimidade" dos Estados-membros, concretizou.
O presidente da Comissão Europeia discute esta manhã com os eurodeputados a agenda do próximo Conselho Europeu.
O encontro, a realizar no final do mês em Bruxelas, é aguardado com muita expetativa. Os líderes europeus deverão chegar a acordo sobre medidas para promover o crescimento e o emprego, a par das políticas de contenção orçamental que estão a ser levadas a cabo
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