13.11.15

Chegou a Agualva a primeira família de refugiados

In "Jornal de Sintra"

Câmara Municipal de Sintra celebrou no dia 10 a assinatura do protocolo de coAutarquia de Sintra assina protocolo para acolher refugiados como a generosidade, a solidariedade e acolhe pessoas que estão totalmente desprotegidas”. O edil referiu ainda o Plano para o Acolhimento e Integração de Refugiados (PAIR/Sintra) aprovado pelo executivo camarário que "permite dar a estas pessoas a possibilidade de uma verdadeira integração na sociedade, através de apoio ao alojamento, aceso a educação, saúde, formação profissional e emprego”.

A presidente da Direção do Conselho Português para os Refugiados, Maria Teresa Tito de Morais Mendes, enalteceu o posicionamento da Câmara de Sintra que desta forma “ajuda a dar resposta a um imperativo ético de Portugal e contribui para combater este flagelo”.

O Conselho Português para os Refugiados (CPR) é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), sem fins lucrativos, e representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Portugal.

Fonte: CMS Maria Teresa Tito de Morais Mendes e Basílio Horta assinam protocolo A operação entre o município de Sintra e o Conselho Português para os Refugiados (CPR) com o objetivo de acolher e integrar agregados familiares refugiados.

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, sublinhou a importância da assinatura deste protocolo: “Esta colaboração significa que Sintra defende princípios de humanismo or estes dias tem alastrado, em alguns dos nossos concidadãos, um medo insidioso quanto à vinda de refugiados para Portugal.

Do medo à coragem de acolher Rui Marques* Virão terroristas? Há uma invasão? Vai haver uma “islamização”? O que temos chega para todos ou somos pobres de mais para partilha o que temos? Importa, com serenidade, olhar para cada uma destas questões e analisar factos e argumentos. Mais do que emoções, trazer a razão para esta reflexão. Mais do que ideias feitas, procurar a verdade.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), que reúne mais de 130 organizações da sociedade civil, em parceria com o Altocomissariado para as Migrações (ACM), procura, dar um contributo para que o medo que nos tolhe seja ultrapassado e para que possamos afirmar a coragem de acolher.
Acolher quem, tendo perdido tudo, procura uma oportunidade de recomeçar a vida. Acolher quem, tendo sofrido as dores provocadas pela guerra e por outros conflitos, procura um abrigo e uma comunidade que os receba como seres humanos iguais a nós.

Acolher quem espera que a Europa seja a terra da solidariedade, dos Direitos Humanas e do convívio pacífico entre a diversidade.
Esta opção exige coragem. A coragem serena de quem não se deixa manipular por campanhas xenófobas. A coragem determinada de quem, sabendo que há sempre riscos, se mobiliza pelos valores da hospitalidade. A coragem persistente de quem sabe que o desafio do acolhimento de refugiados exige resiliência, gestão de expetativas e capacidade de construir pontes.

A atual crise não é só a maior crise humanitária na Europa desde a II.ª Guerra Mundial. É um momento fundamental para o nosso futuro colectivo. Por estes dias vamo-nos definir. Quem somos, o que queremos, para onde vamos enquanto civilização. A resposta está em cada um/a de nós. E não deve ser condicionada pelo medo.

Chegou a Agualva a primeira família de refugiados Portugal já finalizou o mapeamento de recursos disponíveis para o acolhimento dos requerentes de proteção internacional que serão recolocados em território nacional nos próximos dois anos, em 18 distritos e duas regiões autónomas.
São cerca de cinco mil pessoas.

Ao concelho de Sintra já chegou a primeira família composta de um casal e dois filhos de 3 e 5 anos de idade que já estão a residir na cidade de AgualvaCacém.

Aos refugiados são concedidos alojamento, educação, saúde, formação profissional, alimentação e transporte tendo por base os recursos da administração central, municípios, entidades do sector social e solidário, bem como da sociedade civil. Existe, assim, disponibilidade imediata para iniciar o processo de acolhimento, devendo o mesmo ter por base uma integração descentralizada e de base comunitária.
A nível estatal a coordenação das entradas está a cargo do grupo de Trabalho para a Agenda Europeia da Migração do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Os refugiados a receber por Portugal vêm sobretudo da Síria, da Eritreia, do Sudão e do Iraque.