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26.7.23

Portugueses não conseguem poupar nem comprar casa

Dinheiro Vivo, in DN

Três em cada quatro pessoas dizem-se afetadas pelo aumento do preço das casas.


Quase 54% dos portugueses não consegue poupar dinheiro e cerca de 42% não possui depósitos, conclui um inquérito a 1280 proprietários ou compradores ativos de imóveis.

O inquérito, promovido pela Imovendo, releva ainda que 64% reconheceram não ter capacidade para comprar ou recuperar uma casa. Há 14,8% com possibilidades para adquirir um imóvel, mas não o faz por alegado receio devido à conjuntura económica e financeira do país e à instabilidade do mercado imobiliário.

Três em cada quatro participantes afirmaram ser afetados pelo aumento do preço das casas e apenas 10,2% dos inquiridos declararam-se beneficiados por essa tendência.

Adicionalmente, 12,5% dos participantes revelaram que o aumento dos preços das casas os motiva a vender a sua propriedade.

A análise mostrou ainda que 23,4% dos inquiridos sentem-se impedidos de comprar casa devido ao aumento das taxas de juro. Por outro lado, 54,7% dos portugueses expressam preocupação com o aumento das taxas de juro e o seu impacto no orçamento familiar

Apenas 15,6% dos inquiridos afirmaram que o aumento das taxas de juro não os afeta.

25.5.23

Preços das casas não vão descer em Portugal

in ECO


Os preços das casas vão continuar a aumentar em Portugal, alerta a Comissão Europeia (CE). A subida deverá desacelerar em comparação com os últimos anos, sendo “improvável” que venham a cair de forma acentuada em breve. “O crescimento dos preços das casas será moderado no futuro, pois as taxas de juro estão a subir”, prevê a Comissão, que nas previsões da Primavera já tinha alertado para a perda de rendimento das famílias portuguesas devido à elevada percentagem 

de taxa variável no crédito à habitação.
A escassez de casas no mercado e a “procura forte por parte de investidores estrangeiros” é justificação, segundo o ‘Country Report’ um dos documentos da avaliação ao país no âmbito do ciclo do Semestre Europeu de 2023 da CE. As conclusões tiveram em conta o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em habitação.

A CE aponta a sobrevalorização média do mercado habitacional e diz que, no ano passado, os preços foram 24% mais elevados face ao que seria um valor normal, de referência, tendo em conta os fundamentais do mercado. Em 2021, esse desvio que reflete a sobrevalorização das casas já tinha atingido os 20%. “Na última década, em Portugal, estes preços duplicaram em termos nominais, tendo nos últimos três anos, 2020 a 2022, registado um aumento de 34%”, calcula a Comissão. Só em 2022, “os preços subiram cerca de 13%“.
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