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2.12.22

Associação Reencontro premiada por projeto contra exclusão social infantil

Carla Soares, in JN

A Reencontro - Associação Social, Educativa e Cultural, com sede no concelho de Gouveia, recebeu o Prémio Manuel António da Mota, no valor de 50 mil euros, pelo seu projeto especialmente dedicado à exclusão social infantil.

Criada em 2010, a Reencontro está sediada em Vila Nova de Tazem. Procura desenvolver atividades nas áreas social, educativa e cultural, atuando junto de pessoas e de famílias em situação de vulnerabilidade ou de exclusão social.

O prémio foi entregue este domingo no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, numa cerimónia que contou com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Destacam-se ainda da lista de presenças o ex-presidente da República Ramalho Eanes, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, os presidentes do Conselho de Administração da Fundação Manuel António da Mota, Maria Manuela Mota, e do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS, António Mota.

"As crianças que crescem num ambiente de pobreza e exclusão social têm menos probabilidades de alcançar o sucesso na escola e de se inserirem na sociedade, em consequência da inadequação de recursos, correndo o risco de permanecerem na situação de desvantagem social ao longo da vida", sublinha a Fundação Manuel António da Mota.

Além disso, acrescenta que "a adoção de estratégias integradas que combinem a ajuda prestada aos pais para integrarem o mercado de trabalho, com apoios adequados ao rendimento e ao acesso a serviços essenciais nos domínios da educação e nos cuidados de saúde, mais do que um investimento social, são determinantes para o desenvolvimento económico das sociedades".

Na sua 13.ª edição, sob o lema "Portugal Justo", o prémio foi atribuído ao projeto "Ser Criança", com público-alvo dos três aos 10 anos de idade. Trata-se de um programa comunitário que inclui as fases de diagnóstico, intervenção e desenvolvimento de competências.

Combate à pobreza sem setor social? "Estado não teria meios. Impossível"

Márcia Guímaro Rodrigues, in País ao Minuto

O Presidente da República considerou que "o país não teria podido enfrentar" as crises das últimas décadas sem o "tecido social".

Se não existisse o tecido social constituído por instituições, serviços, e outros, o país não teria podido enfrentar como enfrentou, no meio de tantas dificuldades, tantas crises, como aquelas que vivemos nas últimas duas décadas”, afirmou o chefe de Estado no seu discurso na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, no Porto.

Na ótica de Marcelo, o “Estado não teria meios” para ajudar a população. “Não é um problema ideológico ou doutrinário, de mais Estado ou menos Estado. Era impossível”, frisou.

No discurso, o Presidente da República destacou a necessidade de “estarmos preparados permanentemente para aquilo que é o viver em contingência por virtudes de fatores que uns controlamos e outros não controlamos”.

“Uma coisa é certa: não poderemos voltar a olhar para os números da pobreza dentro de uma década e reconhecer que, por causa de fatores entretanto exógenos, o essencial não mudou”, asseverou.

O Prémio Manuel António da Mota distinguiu, na edição deste ano, a ‘Reencontro - Associação Social, Educativa e Cultural’ que atua junto de pessoas e famílias vulneráveis, no concelho de Gouveia.

A 13.ª edição do Prémio Manuel António da Mota distinguiu ainda nove instituições nacionais, sendo que em segundo lugar ficou o Centro Humanitário de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, à qual foi atribuído um prémio no valor de 25 mil euros, e em terceiro lugar a Associação Pão a Pão (PAP), premiada com 10 mil euros.