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8.6.22

Mangualde inova atendimento com Plataforma de Ação Social online

in Mais Beiras

A Câmara Municipal de Mangualde desenvolveu mais um instrumento de ajuda ao munícipe, inteiramente online como forma de evitar a propagação do vírus, não havendo necessidade de deslocação ao local, para tratar de assuntos relativos à ação social.

No âmbito do projeto “Modernização Administrativa na Região Viseu Dão Lafões — Um modelo, catorze municípios”, foi desenvolvida a Plataforma de Ação Social (PAS). É uma ferramenta de incorporação de informação de cariz social, de suporte à gestão operacional, monitorização de casos e de apoio à tomada de decisão na atribuição de apoios sociais, permitindo, a racionalização dos recursos existentes bem como o acompanhamento de situações complexas ou de emergência social.

Enquadrado na Lei-quadro 50/2018 de 16 de agosto, da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais no domínio da ação social, a PAS — Plataforma de Ação Social, torna-se um instrumento essencial no apoio ao desenvolvimento da ação social e concretização das políticas locais deste cariz.

Para efetuar o pedido de atendimento social online basta aceder à seguinte ligação: https://pas.cmmangualde.pt/

Após a sua marcação deverá aguardar o contacto dos serviços com a confirmação.

9.11.20

Imigrantes vítimas de violência doméstica têm primeiro espaço de atendimento

Joana Gorjão Henriques, in Público on-line

Espaço está aberto desde quinta-feira e apoia também vítimas de mutilação genital feminina. Percentagem de mulheres migrantes na pandemia subiram de 8 para 26% do total de vítimas atendidas entre Março e Junho.

O Governo criou o primeiro espaço de atendimento para imigrantes que são vítimas de violência doméstica, no Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes (CNAIM) de Lisboa. O espaço, que abriu esta quinta-feira, irá também apoiar vítimas de "práticas tradicionais nefastas, designadamente a mutilação genital feminina (MGF)”.

Segundo dados do gabinete da Ministra da Presidência, que tutela a área, durante a pandemia triplicou a percentagem de mulheres migrantes que solicitaram o apoio da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD), coordenada pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG): entre Abril e Junho passou de 8% para 26% do total de vítimas atendidas. Dados do Governo mostram que entre 30 de Março e 7 de Junho houve um total de 15919 atendimentos. Os pedidos de ajuda cresceram sobretudo via telefónica e digital (mais 180% do que no ano anterior), reportava em Junho a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade Rosa Monteiro. No essencial, a conclusão nessa altura (quando se divulgou os últimos dados disponíveis) era que a pandemia tinha agudizado situações de violência doméstica já existentes.

As mulheres migrantes que apresentaram queixa são de várias nacionalidades (brasileira, ucraniana, russa, cabo-verdiana, cubana, suíça, indiana, francesa, são-tomense, angolana, síria, romena, espanhola e bangladeshi).

Por outro lado, depois de ter sido criado em 2018 o Projecto Práticas Saudáveis (parceria da CIG, Alto Comissariado para as Migrações, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e oito organizações da sociedade civil) foram detectados mais do dobro (129) dos casos de mutilação genital feminina do que no ano anterior, segundo o gabinete da ministra. Em 2020 já foram identificados 88 casos, acrescentou.

O Ministério da Presidência acredita que a abertura deste gabinete reforça a rede de apoio às vítimas com um atendimento especializado, seguindo o Plano de Acção para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e Violência Doméstica, da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030 “Portugal + Igual”.

“A violência contra as mulheres e a violência doméstica é transversal a toda a sociedade; no entanto, as mulheres migrantes e descendentes de migrantes encontram-se em situação de vulnerabilidade acrescida. Para além disso, as práticas tradicionais nefastas, designadamente a mutilação genital feminina, constituem uma violação dos direitos humanos baseada na desigualdade de género, que limita a autodeterminação de meninas e mulheres, privando-as do seu direito à integridade física e psicológica. Assim como a violência doméstica, a mutilação genital feminina é crime público em Portugal”, refere o comunicado.

O Governo diz que tem estimulado o maior conhecimento e melhor intervenção no combate a práticas como “a mutilação genital feminina e os casamentos infantis, precoces e forçados, reflectindo-se no aumento da formação, no trabalho de proximidade junto de comunidades de risco e na capacidade de detecção de casos de MGF, designadamente por profissionais da área da saúde”.

Os contactos para agendamento de atendimento são através de email (cnaim.lisboa@acm.gov.pt) e telefone (21 810 61 91).