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8.6.22

Mangualde inova atendimento com Plataforma de Ação Social online

in Mais Beiras

A Câmara Municipal de Mangualde desenvolveu mais um instrumento de ajuda ao munícipe, inteiramente online como forma de evitar a propagação do vírus, não havendo necessidade de deslocação ao local, para tratar de assuntos relativos à ação social.

No âmbito do projeto “Modernização Administrativa na Região Viseu Dão Lafões — Um modelo, catorze municípios”, foi desenvolvida a Plataforma de Ação Social (PAS). É uma ferramenta de incorporação de informação de cariz social, de suporte à gestão operacional, monitorização de casos e de apoio à tomada de decisão na atribuição de apoios sociais, permitindo, a racionalização dos recursos existentes bem como o acompanhamento de situações complexas ou de emergência social.

Enquadrado na Lei-quadro 50/2018 de 16 de agosto, da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais no domínio da ação social, a PAS — Plataforma de Ação Social, torna-se um instrumento essencial no apoio ao desenvolvimento da ação social e concretização das políticas locais deste cariz.

Para efetuar o pedido de atendimento social online basta aceder à seguinte ligação: https://pas.cmmangualde.pt/

Após a sua marcação deverá aguardar o contacto dos serviços com a confirmação.

6.5.22

Plataforma ajuda empresas a reutilizar resíduos

Zulay Costa, in JN

A Associação Smart Waste Portugal (ASMP) dá a conhecer, esta quinta-feira, uma plataforma online para aumentar a circularidade dos produtos, reduzindo o desperdício.

A myWaste, desenvolvida em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), funcionará como uma bolsa nacional de subprodutos para valorização, permitindo a partilha de produtos que são desperdício de umas empresas, mas podem ser usados como recursos/matérias-primas por outras.

Esta é uma das novidades da conferência "Smart Growth: o Papel da Economia Circular", que a ASWP promove esta quinta-feira à tarde na Fundação Serralves, no Porto.

A plataforma é uma "grande ferramenta de trabalho para as empresas que queiram lá colocar os seus resíduos", explicou ao JN Aires Pereira, presidente da ASWP, adiantando que conta com os 142 associados da Smart Waste e está aberta a outras empresas, procurando chegar ao maior número possível de utilizadores. Após a apresentação, "entrará imediatamente em funcionamento".

A myWaste permite ultrapassar a "enorme burocracia, demora e custos elevados" dos processos de desclassificação de resíduos, por ser um procedimento "validado pela APA", que funciona de forma "automática e segura", acrescentou Aires Pereira.

Aumentar reciclagem do vidro

A ASWP está, também, a promover a criação da plataforma Vidro+, uma iniciativa semelhante à que foi desenvolvida para o plástico. A ideia é juntar diferentes agentes da cadeia de valor do vidro de embalagem para promover o aumento da reciclagem e a incorporação de vidro reciclado na produção de novas embalagens. A intenção é que a recolha das embalagens de vidro atinja os 90% até 2030.


A plataforma, que será lançada oficialmente no dia 24, na sala "O Século" do Ministério do Ambiente, conta já com 30 membros, incluindo indústrias, associações, universidades e centros de investigação e ONG.

7.7.20

Onde estão os quartos mais baratos? Preço do alojamento universitário desceu em Lisboa, Porto e Braga

Nuno Rafael Gomes, in Público on-line

Plataforma lançada este sábado resulta de uma parceria entre o Ministério do Ensino Superior, a DGES e uma startup portuguesa. Apesar de “importante”, dirigentes académicos alertam: o Observatório do Alojamento Estudantil “não vem responder às necessidades” dos estudantes.
Entre Outubro de 2019 e o início de Julho de 2020, o preço médio do alojamento universitário nos concelhos de Braga, Porto e Lisboa desceu. Arrendar um quarto para estudar na capital ficou mais barato 32 euros; no Porto, o decréscimo foi de 29 euros. E mais visível foi a redução em Braga, com uma queda no valor médio de 73 euros. Por outro lado, na Covilhã, o valor é o mesmo num e noutro mês (apesar de algumas variações ao longo dos últimos meses): 145 euros. Mais abaixo, em Évora, os preços só começaram a cair a partir de Janeiro. Estas são algumas das conclusões que, a partir deste sábado, 4 de Julho, poderão ser retiradas do Observatório do Alojamento Estudantil. A plataforma, aberta a todos, resulta da parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) e a Alfredo Real Estate Analytics, uma startup portuguesa que, através da inteligência artificial e big data, se debruça sobre o mercado imobiliário.

Com o Observatório do Alojamento Estudantil, o primeiro do género a nível europeu, procura-se “ajudar os alunos na escolha do quarto”, diz Gonçalo Abreu, da startup. Não é um site com anúncios, antes “uma congregação de dados de oferta pública e privada para potenciar o máximo de informação”. “E, assim, os alunos podem tomar uma decisão factual e informada”, acrescenta. Há uma série de dados que pode ajudar nessa escolha: para além dos preços mínimo, médio e máximo por concelho e freguesia, também é possível observar a evolução do corpo estudantil do sítio onde se escolhe estudar. E caso a curiosidade aguce, também se pode perceber como tem evoluído a população residente. O site conta com “todos os quartos disponíveis online”, sendo que há um “tratamento estatístico em todas as freguesias e concelhos”, refere João Januário, da mesma empresa, que tem vindo a desenvolver a plataforma “ao longo do último ano e meio”.

Para a recolha diária de dados da oferta privada entram nas contas 22 plataformas (como portais imobiliários) de acesso público. Destas, foram analisados, até agora, 13.541 quartos, espalhados “por 163 concelhos e 452 freguesias”, confirma Gonçalo Abreu. Àquele número de quartos juntam-se outros 15 mil, mas desta vez das residências estudantis públicas. E o que acontece quando o mesmo quarto está anunciado em duas plataformas diferentes? “Não contabilizamos duas vezes. Temos um processo que consegue percebê-lo, através da análise de preço e imagem”, responde. “Valores atípicos” — quando o preço anunciado “é muito alto ou baixo” ou quando “a oferta é mal introduzida” — também são automaticamente eliminados.
“Tapar o sol com a peneira”

Interpretar a descida observada nestes preços com uma eventual influência da pandemia de covid-19 é algo que a startup prefere deixar “para os utilizadores”. Para Ricardo Nora, presidente da Associação de Estudantes da Universidade da Beira Interior (UBI), “ainda é cedo” para se desenharem conclusões desse impacto. Ainda assim, concorda que o preço médio observado corresponda ao apontado pela plataforma.

Mas, em Guimarães e em Braga, os preços não estão, “de todo, a baixar”, afirma o presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Os dados do observatório indicam que no concelho bracarense, com um total de 267 quartos disponíveis, o preço médio é de 222 euros, mas o valor máximo pode chegar aos 350 euros. Rui Oliveira diz mesmo que os preços estão “um pouco mais altos para a altura do ano”, quando as actividades estudantis cessam. Por sua vez, a Federação Académica do Porto (FAP) salienta que o Observatório do Alojamento Estudantil “tira alguns dados, mas não todos”, frisando ainda “a preocupação com o mercado informal”, que não entra nas contas e que, por isso, poderá esconder o panorama real da habitação estudantil. Marcos Alves Teixeira, presidente da FAP, esperava “um arrefecimento do mercado” devido à pandemia, que diz não observar: “Seria uma falsa esperança dizer que as coisas estão a melhorar”. No Porto, em 1788 quartos, a média é de 272 euros; o valor máximo é de 426 euros e o mínimo, de 161 euros.

Para os três dirigentes académicos, a plataforma cumpre a sua função, ainda que haja problemas maiores por resolver. “Tem um âmbito estatístico interessante, mas não vem responder à necessidade”, diz Rui Oliveira. Para além disso, como refere Ricardo Nora, “as próprias universidades já faziam esse levantamento”. “É curioso estarmos a falar de alojamento e de como os estudantes podem escolher. Mas é tapar o sol com a peneira. A plataforma ajuda na escolha, mas esquecemo-nos do número de camas anunciadas prometidas”, comenta.


Marcos Alves Teixeira partilha da opinião: “Isto não pode ser uma resposta ao problema. É importante e positivo, mas é preciso construir camas. E o Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior [PNAES] tem falhado redondamente, pelo menos para o Porto.” E, perspectiva o presidente da FAP, “prevê-se que diminua o número de camas nos próximos tempos”: outro dos impactos da pandemia, já que quartos partilhados nas residências poderão deixar de o ser, por questões sanitárias.

Essa questão também preocupa José Pinheiro, presidente da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD): “O alojamento público já era baixo. Agora, e mais do que nunca, é importante haver uma indicação por parte da tutela face ao problema da pandemia”, começa por explicar. Em Vila Real, onde se situa a UTAD, há “530 camas para 5 mil estudantes deslocados”. “Se houver restrições” devido ao vírus, a oferta pública (e, em princípio, mais em conta) diminuirá; logo, “com a crise financeira e a fragilidade económica das famílias”, este passa a ser outro problema a somar à crise no alojamento estudantil. Por isso, o presidente da AAUTAD opina que “o esforço dado [pelo ministério] continua a não ser para o objectivo principal, que é criar mais alojamento”.

3.9.15

Plataforma portuguesa que vai promover o acolhimento de refugiados

in o Observador

A Plataforma de Apoio aos Refugiados vai juntar famílias de acolhimento, câmaras dispostas a ajudar, e empresas que oferecem trabalho, para criar condições para a vinda de refugiados para Portugal.

Chama-se Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) e a partir de sexta-feira vai juntar várias associações da sociedade civil para que possam começar a preparar a chegada de vários refugiados a Portugal. “As manifestações de generosidade da sociedade portuguesa são um bom sinal, agora é preciso organizar a generosidade, torná-la eficaz”, refere Rui Marques, Alto Comissário Adjunto para a Imigração e Minorias Étnicas e um dos mentores do projeto, segundo o Público.

A iniciativa surgiu após cerca de cem famílias terem manifestado vontade de receber refugiados, tendo para isso enviado emails ao Conselho Português dos Refugiados (CPR), de câmaras municipas terem oferecido ajuda – como as de Olhão, Vila Velha do Ródão e Penela e Lisboa, e até juntas de freguesias, como a de Alvalade, em Lisboa – e de várias empresas terem postos trabalho disponíveis para os migrantes, nomeadamente nas áreas da agricultura e serviços, refere Teresa Tito de Morais, a presidente da organização não-governamental CPR. “Tem havido mobilização em termos nacionais com provas de generosidade e grande abertura para participar no acolhimento de refugiados em fuga”, constata Teresa Tito de Morais.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados irá atuar em duas áreas: uma direcionada ao acolhimento e integração de crianças refugiadas e das suas famílias em Portugal, e outra focada no apoio aos refugiados no seu país de origem.

“Um desafio de emergência humanitária exige uma resposta dos Estados e da sociedade civil. Saudamos a generosidade da sociedade portuguesa, mas agora a generosidade precisa de ser organizada e articulada. Temos de responder a essa generosidade de impulso imediato para a tornar eficaz, em complementariedade com o Estado”, refere Rui Marques à edição desta quinta-feira do Público.

Para além do CPR, existem também outras empresas que se irão juntar a esta plataforma, como a Cáritas Portuguesa, a Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade, Comissão Nacional justiça e Paz, o Instituto de Apoio à Criança, Comité Português da Unicef, o Instituto Padre António Vieira, a Obra Católica Portuguesa das Migrações, o Serviço Jesuíta aos Refugiados, representantes do sector empresarial, entre outros, explica Rui Marques.