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19.5.22

IPBeja acolhe XII Simpósio de Segurança Informática e Cibercrime

in Rádio Pax

Realiza-se, hoje, no auditório do Instituto Politécnico de Beja, o XII Simpósio de Segurança Informática e Cibercrime – SimSIC 2022.

O evento é organizado pelo laboratório UbiNET do IPBeja, cuja atividade assenta no combate ao cibercrime.

“Cibersegurança e Privacidade” é o tema em destaque nesta 12ª edição do evento.

Rui Silva, coordenador do laboratório UbiNET, explica que a temática vai ser abordada em três perspetivas: na sociedade, nas empresas e no poder local.

“É um evento que pretende contribuir de forma diferenciada e positiva para as questões da cibersegurança e privacidade”, explica Rui Silva.

O responsável revela, ainda, que durante a iniciativa vai ser lançada uma nova revista científica dedicada ao tema do simpósio.

Realiza-se, hoje, no auditório do Instituto Politécnico de Beja, o XII Simpósio de Segurança Informática e Cibercrime – SimSIC 2022.

O evento é organizado pelo laboratório UbiNET do IPBeja, cuja atividade assenta no combate ao cibercrime.

“Cibersegurança e Privacidade” é o tema em destaque nesta 12ª edição do evento.

Rui Silva, coordenador do laboratório UbiNET, explica que a temática vai ser abordada em três perspetivas: na sociedade, nas empresas e no poder local.

“É um evento que pretende contribuir de forma diferenciada e positiva para as questões da cibersegurança e privacidade”, explica Rui Silva.

O responsável revela, ainda, que durante a iniciativa vai ser lançada uma nova revista científica dedicada ao tema do simpósio.

19.1.21

Crimes sexuais passam cada vez mais pela Net. PJ deteve 32 pessoas por pornografia infantil em 2020

Ana Cristina Pereira, in Público on-line

No total, a Judiciária deteve este ano 173 pessoas por crimes sexuais contra crianças e jovens. Com a pandemia, as crianças que passam mais tempo online sem supervisão ficam mais expostas a predadores.

Há cada vez mais pornografia infantil a circular à superfície e nas profundezas da Internet. No ano passado, a Polícia Judiciária deteve 173 pessoas por crimes sexuais contra crianças e jovens. Pelo menos 32 estiveram envolvidas nalguma forma de pornografia infantil – fotografia ou vídeo.

Ainda esta segunda-feira a PJ anunciou a detenção de um homem de 28 anos. Através da Net, levou uma menina de 11 anos a produzir fotografias e vídeos, “despida e em poses sexualizadas”, para lhe enviar. Por três vezes, convenceu-a a encontrar-se com ele e sujeitou-a a práticas sexuais.

Os alertas ecoaram na alvorada da pandemia de covid-19. Com o confinamento decretado em Março, toda a população passaria mais tempo na Internet – a trabalhar, a estudar ou a entreter-se. As crianças que ficassem online sem supervisão ficariam mais expostas a predadores.

As crianças e jovens podem tornar-se vítimas por: 1. vulnerabilidade, quer relacional (expressões de carência) quer técnica (falta de competências de segurança online); 2. ausência ou fraca supervisão parental; 3. tendência excessiva para partilhar, incluindo material sexual gerado pela própria pessoa; 4. muito tempo online todos os dias; 5. utilização de redes sociais e outros meios de comunicação online, especialmente através de dispositivos móveis; 6. tendência para fazer amizade com estranhos online; 7. abordagem relaxada das interacções / comunicações sexualizadas online; 8. falta de conhecimento técnico (uso de palavras-passe fortes, como lidar com links suspeitos, etc.).Europol

O caso desta segunda-feira, investigado pela directoria de Lisboa e Vale do Tejo, já não é o primeiro deste ano. No dia 6, o Departamento de Investigação Criminal de Setúbal identificou, localizou e deteve outro homem de 30 anos que, “além de ser consumidor e distribuidor de pornografia de menores, terá, ao longo de cerca de dois anos, abusado sexualmente de uma menina, actualmente com 10 anos”.

Antes, as fronteiras eram claras, começa por explicar Carlos Farinha, director nacional adjunto da Polícia Judiciária. A maior parte dos crimes sexuais contra crianças e jovens acontecia num contexto de grande proximidade. Fora isso, havia alguns casos sem qualquer relação prévia (prostituição infantil e assalto sexual) ou alguma iniciada pela Net. Agora, tudo se pode misturar. O acesso aos telemóveis e à Net vulgarizaram a produção e difusão de imagens. Quer com isto dizer que não foram só aqueles 32 detidos que recorreram a pornografia infantil. O material surgiu na investigação de outros detidos por crimes sexuais contra crianças e jovens.
Novo fenómeno

Um caso divulgado no dia 27 de Dezembro, pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro, é paradigmático do novo fenómeno. O homem, de 24 anos, criou um perfil usando um nome inventado e uma fotografia falsa. Fazendo-se passar por um adolescente, metia conversa com raparigas entre os 11 e os 15 anos. No plano da descoberta, incitava-as a partilhar imagens íntimas cada vez mais ousadas. Quando se recusavam a continuar aquele jogo, partia para a chantagem e a extorsão. Dizia-lhes que se não fizessem o que queria divulgaria o material que tinha em sua posse.

Na operação de busca domiciliária, a PJ deparou-se com “milhares de conversações”, tidas através do Messenger, “contendo centenas de ficheiros multimédia – vídeo, imagem e áudio – em que as crianças aparecem desnudadas, com plena exibição e manipulação de zonas corporais íntimas”. A espiral foi tão grande que não só foi indiciado por abuso sexual e pornografia infantil, mas também por violação.

“Temos de falar de prevenção primária junto da vítima”, diz Farinha. “Para evitar determinado tipo de conduta ou de vitimização é preciso maior intervenção de escolas, professores, pais, ainda que às vezes estes sejam assuntos que antes de determinada idade não se abordem, por se julgar que a sexualidade não está representada antes da puberdade”, salienta. “O que é facto é que pode estar.” Em suma, a educação parece-lhe a chave para crianças e jovens saberem o que podem e o que não podem partilhar pela Internet.

Investigações de actividade suspeita online quase quadruplicam

Afiança a Europol que várias polícias da União Europeia se vêem confrontadas com uma quantidade tão “avassaladora” de material referente a abuso sexual de crianças que nem sabem para onde se virar. Em Portugal, a Polícia Judiciária também regista um aumento considerável.

Carlos Farinha, director Nacional Adjunto da PJ, pega nas investigações da actividade online associada a pornografia de menores: “Em 2017 e 2018 andávamos nas quatro centenas e meia e em 2019 tivemos um aumento significativo para as nove centenas e em 2020 passámos para os dois milhares.”

Parece-lhe importante perceber que o número de sinalizações “não corresponde ao número de predadores”. “Tudo isto carece de um esforço investigatório para separar o trigo do joio”, salienta. “Pode haver sinalizações de pesquisas não intencionais deste tipo de conteúdos”, exemplifica. E pode haver “predadores que se contactam, que se agrupam ou mesmo que se federam”, razão pela qual a cooperação internacional é tão relevante.

No seu último relatório sobre crime organizado na Internet, a Europol atribui este aumento a dois factores fundamentais: mais produção de conteúdo pornográfico e melhores mecanismos de detecção. E admite que, como os recursos não são infinitos, “muitos investigadores enfrentam diariamente a tarefa de fazer escolhas impossíveis entre investigar um caso em vez de outro”.

O material fica com o agressor, é partilhado numa base de um para um ou em comunidades que usam aplicações com comunicação criptografada, como o WhatsApp, ou plataformas alojadas na dark web. Ainda há poucos dias, a Europol desmantelou uma rede que se servia de um fórum ali alojado para traficar droga e pornografia infantil. Com as restrições de viagens impostas pela pandemia de covid-19, as autoridades estão a descobrir um maior recurso de predadores a serviços de livestreaming. Faz-se mediante pagamento, sobretudo a partir das Filipinas.

29.10.15

Dados de desempregados expostos a máfia de Leste pelo NetEmprego

Erika Nunes, in Jornal de Notícias

Uma "máfia de Leste" estará na origem da fraude de proporções ainda por apurar que visou alguns dos 777 107 portugueses cujos currículos estão inseridos no NetEmprego, o portal do Instituto do Emprego e Formação Profissional. A Polícia Judiciária está a investigar o caso.

No final da semana passada, alguns dos inscritos receberam SMS com o remetente NetEmprego e uma alegada oferta de emprego, à qual deveriam responder via email para pt@duparex.eu. Quem aceder ao domínio do email, em duparex.eu, encontra uma página de uma suposta empresa de logística sediada em Alfena, Valongo, com vários certificados a dar "credibilidade" à falsificação. Porém, uma simples pesquisa da morada referida no Google Maps revela que, naquele endereço, existe apenas uma bomba de gasolina.

"Começámos a receber queixas de pessoas que diziam que tinham recebido mensagens nossas, quando nós não pedimos os números de telemóvel das pessoas", explica Rui Encarnação, fundador e diretor do site NetEmpregos, que foi erroneamente associado inicialmente à fraude em causa. "Pedimos que nos enviassem imagens das mensagens e os emails que receberam em resposta, com o contrato de trabalho proposto, e verificámos que se tratava de esquemas de grupos organizados do Leste que procuram angariar mulas de dinheiro", acrescenta.

Uma "mula de dinheiro" é cúmplice, sabendo ou não no que participa, de cibercrimes que permitem lavar dinheiro proveniente, por exemplo, do acesso indevido a contas bancárias. O criminoso faz a transferência para uma série de "mulas", neste caso, coniventes com o esquema, oferecendo-lhes uma comissão para que transfiram o dinheiro recebido, rapidamente, via Western Union, para o autor do crime. Assim, as autoridades têm dificuldade em seguir o rasto ao dinheiro e identificar o criminoso. Mas a "mula" pode ser chamada a responder por esse desvio e condenada pelo crime.

O site Net-Empregos, criado no ano 2000, nada tem a ver com o portal do emprego lançado, anos depois, com o nome semelhante de NetEmprego. Mas foi a empresa privada quem lançou o alerta, desde logo, junto das autoridades. "Já há algum tempo que trabalhámos em conjunto com a PJ em casos deste género, até porque esses grupos já tinham tentado registar-se no nosso site, para colocar ofertas semelhantes", revela Rui Encarnação.

O IEFP demorou mais tempo a reagir. Anteontem à tarde, bloqueou a pesquisa de currículos no site, mas tornou a abri-la ontem, referindo que "não foi detetada qualquer falha de segurança ou situação anómala no funcionamento" do portal netemprego.gov.pt. Fonte do IEFP explicou ao JN/Dinheiro Vivo que "os utilizadores têm a possibilidade de optar pela disponibilização pública ou privada da sua informação, item a item", descartando responsabilidade na exposição dos dados usados neste esquema.

Os currículos com os dados dos candidatos continuaram visíveis até meio da tarde de ontem, apesar de o IEFP já ter "conhecimento de que alguns candidatos registados neste portal podem ter sido contactados com falsas propostas de ofertas de emprego, tendo sido utilizado indevidamente o nome do IEFP e do portal netemprego.gov.pt".