Mostrar mensagens com a etiqueta Clima económico - Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Clima económico - Portugal. Mostrar todas as mensagens

30.3.23

Confiança dos consumidores e clima económico sobem ligeiramente em março

Sílvia Abreu, in Jornal de Negócios

Perspetivas de evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias contribuíram para o aumento da confiança dos portugueses.

O indicador de confiança dos consumidores aumentou ligeiramente entre dezembro e março, travando a tendência negativa dos três meses anteriores que levou, em novembro, ao registo mais baixo desde o início da pandemia, abril de 2020.

"A evolução do indicador no último mês resultou do contributo positivo das perspetivas de evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias", divulga esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Contudo, denota o instituto, as expetativas de evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado das familias, assim como as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar, registaram um contributo negativo.

"O saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu em março, após ter aumentado nos quatro meses anteriores e de ter atingido, em fevereiro, o valor mais elevado desde fevereiro de 2022", refere o INE, acrescentando que também o saldo das perspetivas relativas à evolução financeira do agregado familiar diminuiu ligeiramente em março.

Já o indicador de clima económico aumentou entre janeiro e março "de forma ligeira no último mês", invertendo o movimento descendente iniciado há um ano. Na indústria transformadora e da construção de obras públicas, os indicadores aumentaram relativamente a fevereiro. Já no comércio e nos serviços diminuíram.

No comércio, "a evolução do indicador no último mês resultou do contributo negativo de todas as componentes, opiniões sobre o volume de vendas, perspetivas de atividade da empresa e apreciações sobre o volume de stocks", explica o INE.

Indústria e comércio alinhados sobre a evolução de preços

A nível de evolução de preços, o saldo das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu de forma expressiva entre novembro e março na Indústria Transformadora, atingindo o valor mais baixo desde outubro de 2020.

"Este saldo também diminuiu de forma significativa em março no comércio, atingindo o nível mais baixo desde outubro de 2021, enquanto na construção e obras públicas e nos serviços verificaram-se reduções moderadas", conclui.

1.9.14

Confiança dos consumidores cai pela primeira vez em 14 meses

João Pedro Pereira, in Público on-line

O indicador de confiança dos consumidores em Portugal sofreu uma queda ligeira este mês, em linha com o recuo verificado no resto da União Europeia. A descida, a primeira nos últimos 14 meses, foi motivada sobretudo por perspectivas mais negativas sobre a possibilidade de poupança futura e sobre a evolução da situação económica do país.

O indicador é medido pelo INE, através de inquéritos. Em Julho, tinha sido apurado o valor mais elevado desde Janeiro de 2007. A quebra anterior foi registada em Maio do ano passado.

Os dados, publicados nesta quinta-feira, mostram que, considerando a situação no momento do inquérito, os consumidores até se mostraram mais confiantes do que em Julho na possibilidade de realizar poupanças. Mas as perspectivas são mais negativas quando questionados sobre os 12 meses seguintes. Os inquiridos afirmaram também estarem menos dispostos a comprar bens duradouros, uma categoria onde se incluem produtos como automóveis, electrodomésticos e mobiliário.

Estes indicadores traduzem incerteza quanto ao futuro, nota o economista João Cerejeira, professor na Universidade do Minho: “As pessoas estão a poupar mais, mas têm desconfiança quanto ao futuro. É um comportamento de salvaguarda.”

O economista argumenta que o ligeiro recuo na confiança dos consumidores pode estar associado à crise no BES. “É um pouco o reviver do caso BPN. Pode haver alguma desconfiança quanto à forma como isto está a ser resolvido”. Para além disso, observa ter havido um pico em Julho na intenção de compra de bens duradouros, que poderá ser explicado com a decisão de Maio do Tribunal Constitucional, que chumbou os cortes salariais aos funcionários públicos.

As incertezas quanto a medidas que poderiam estar presentes no orçamento rectificativo (enviado esta quinta-feira ao Parlamento) também pode ter ajudado à ligeira retracção na confiança dos consumidores, refere Cerejeira.

Já o economista José Reis, da Universidade de Coimbra – ressalvando que estes são “indicadores genéricos” cujas variações mensais podem não reflectir realidades estruturais – nota que a descida acaba por traduzir “um país que não oferece perspectivas, não tem uma trajectória económica e social estabilizada”. A falta de confiança, diz o académico, pode ainda ser explicada pelos “grandes focos de instabilidade que da noite para o dia caem sobre a economia e a sociedade”.

Europa menos confiante

Também a União Europeia – tal como a zona euro – está menos confiante na evolução da economia. O indicador de sentimento económico, que agrega as perspectivas de empresas e consumidores, recuou neste mês para o valor mais baixo de 2014, segundo dados publicados também nesta quinta-feira pela Comissão Europeia.

A descida acontece numa altura em que prossegue a instabilidade na Ucrânia e quando a Rússia e a Europa travam uma batalha de sanções económicas. Na Alemanha, a maior economia do continente, o sentimento económico sofreu uma queda pelo quarto mês consecutivo.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Jyrki Katain, admitiu, num comunicado, preocupação com a quebra, notando, porém, que não se tratou de uma surpresa, dados “os números decepcionantes de crescimento no segundo trimestre e as tensões geopolíticas que que marcaram este Verão”.

Enquanto na UE, tanto empresas, como consumidores se mostraram mais pessimistas do que em Julho, em Portugal, porém, os empresários disseram estar mais confiantes. O indicador do clima económico, medido pelo INE e que reflecte as perspectivas das empresas, recuperou ligeiramente este mês, atingindo o máximo desde Julho de 2008, embora o sector do comércio manifeste um sentimento negativo.

Na indústria transformadora, a confiança aumentou para o valor mais elevado desde Setembro de 2008, com a subida a resultar das opiniões positivas sobre a procura global. Já no sector da construção e obras públicas, a confiança aumentou ligeiramente, “prolongando a trajectória crescente iniciada em Dezembro de 2012 e atingindo o máximo desde Novembro de 2010”, informa o INE. No entanto, apesar de as empresas mostrarem uma opinião positiva sobre as encomendas, as perspectivas de emprego no sector tiveram uma evolução negativa. Também nas empresas de serviços o indicador de confiança manteve a trajectória ascendente.

No comércio, pelo contrário, o mês de Agosto veio acentuar a queda registada ao longo dos últimos três meses, depois de um crescendo de confiança que se vinha a verificar desde Fevereiro de 2012. São os retalhistas que mais contribuem para a descida, explica o INE: "No comércio a retalho verificou-se uma redução na maioria das variáveis em Agosto, salientando-se o agravamento das apreciações sobre o volume de vendas e das perspectivas de actividade."

1.7.14

Paulo Portas considera “muito importante” recuperação do indicador de clima económico

in iOnline

Paulo Portas falou também dos efeitos da crise e lembrou que nos últimos três anos "a questão social mais séria no nosso país chamava-se, e chama-se, desemprego"

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, reagiu na sexta-feira com satisfação aos dados sobre a confiança económica publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e considerou que "a recessão foi embora" e o crescimento "está a recuar".

"A confiança dos consumidores continua a subir e atingiu este mês o ponto mais elevado desde 2009. O indicador de clima económico voltou a recuperar e atingiu este mês o valor mais alto desde 2008", disse Paulo Portas, referindo-se aos dados do INE.

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro ministro falava na sexta-feira à noite, na Guarda, no jantar de tomada de posse da nova comissão política concelhia do CDS-PP, liderada por Henrique Monteiro.

"Isto é muito importante. É a confiança que trás investimento, é o investimento que gera emprego", observou.

Tendo em conta este cenário, o líder nacional do CDS-PP referiu que "o primeiro dever de todos os órgãos de soberania em Portugal é estarem à altura dos sinais que a economia portuguesa está a dar".

"Assim a política esteja à altura do que a economia e as empresas estão a conseguir fazer no nosso país", observou, dizendo que "é preciso proteger estes indicadores".

Paulo Portas falou também dos efeitos da crise e lembrou que nos últimos três anos "a questão social mais séria no nosso país chamava-se, e chama-se, desemprego".

Portugal chegou a ter uma taxa de 17,7% de desemprego, mas "desde há um ano" o desemprego "está a descer mês após mês", observou.

"Terminámos o ano passado com 15,6% e estamos neste momento com 14,6%. Ou seja ainda temos um desemprego demasiado alto, mas a tendência para a redução do desemprego é constante, mês após mês" e é disso que o país e as novas gerações "precisam", referiu.

Portas indicou que no momento atual "a recessão foi embora, o crescimento voltou, o desemprego está a recuar", as exportações "subiram" e o turismo "teve o melhor ano de sempre em 2013".

Disse ainda aos militantes que na questão dos funcionários públicos e dos reformados que pagam Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), as propostas do Governo são "propostas razoáveis e equilibradas".

"O país viveu três anos sob o ciclo da 'troika'. Esse tempo terminou", lembrou.

Em matéria de pensões, no caso das "pensões mínimas sociais e rurais" o Governo "aumentou-as com a 'troika' cá dentro, enquanto os socialistas as congelaram e ainda não havia 'troika' cá dentro", esclareceu.

A partir do próximo ano, "80% dos pensionistas ficarão isentos de qualquer contribuição" e aqueles que pagavam CES "ficarão todos em melhor situação".

"Nenhum ficará igual, nenhum ficará pior, ficarão todos em melhor situação a partir de janeiro de 2015", disse Paulo Portas, admitindo que haverá "uma recuperação substancial do valor da pensões, a partir de janeiro de 2015".

"Eu tenho esperança que esta solução não seja invalidada pelo Tribunal Constitucional", assumiu.

20.6.14

Clima económico e atividade económica atingem novos máximos em Portugal

in Jornal de Notícias

O indicador de clima económico em Portugal aumentou em maio para o valor mais elevado desde setembro de 2010 e o indicador de atividade económica acelerou em abril para o máximo desde o final de 2000, divulgou, esta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística.

Segundo a síntese económica de conjuntura de maio hoje publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico "voltou a recuperar em maio, prolongando o perfil ascendente observado desde o início de 2013" e "apresentando o valor mais elevado desde setembro de 2010".

Já o indicador de atividade económica "acelerou em abril, atingindo o máximo desde o final de 2000, na sequência da trajetória positiva iniciada em junho de 2012", referem.

Em abril, a informação proveniente dos Indicadores de Curto Prazo (ICP) revelou "uma diminuição homóloga da atividade económica nos serviços, na construção e obras públicas e na indústria".

Já o indicador quantitativo do consumo privado apresentou "um crescimento homólogo mais expressivo em abril, refletindo sobretudo o aumento do contributo positivo da componente de consumo duradouro", e atingiu a taxa máxima desde agosto de 2010.

No mesmo mês, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registou uma diminuição "menos significativa em abril, retomando o perfil ascendente iniciado em março de 2013 e atingindo o valor mais elevado desde julho de 2010".

Segundo o INE, a evolução deste indicador "refletiu sobretudo o contributo positivo mais expressivo da componente de material de transporte, mas também da componente de máquinas de equipamentos, e o contributo negativo menos intenso da componente de construção".

Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações apresentaram variações homólogas de -0,8% e -0,1% em abril (que comparam com 1,5% e 5,5% no mês anterior, respetivamente).

Em maio, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga mensal de -0,4% (-0,1% em abril), apresentando taxas de -1,2% na componente de bens (-1,0% no mês anterior) e de 0,7% na de serviços, menos 0,3 pontos percentuais (p.p.) do que em abril.

A síntese do INE reporta ainda uma diminuição homóloga do desemprego de 5,8% em abril, o que compara com a redução de 4,4% observada em março. Contudo, sem a utilização das médias móveis de três meses, o desemprego registado nos centros de emprego passou de uma variação homóloga de -16,3% em março para -4,0% em abril.

Em abril, o indicador de emprego dos IPC "manteve o perfil ascendente observado desde fevereiro de 2013, registando uma variação homóloga de -1,5% (2,0% em março) e atingindo a taxa mais elevada desde novembro de 2008.

Em Portugal, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento homólogo em volume de 1,3% de janeiro a março, após a variação de 1,5% no quarto trimestre de 2013, "suspendendo a trajetória crescente observada desde o 2.º trimestre de 2013".

Já a variação em cadeia do PIB foi de -0,6% no primeiro trimestre (0,5% no último trimestre de 2013), "devido ao contributo negativo mais acentuado da procura externa líquida e da redução do contributo positivo da procura interna".

28.5.14

Clima económico atinge valor positivo pela 1.ª vez desde 2010

in Jornal de Notícias

O indicador de clima económico em Portugal conseguiu, em maio, um valor positivo pela primeira vez desde setembro de 2010, enquanto o indicador de confiança dos consumidores manteve a recuperação registando o valor mais elevado desde novembro de 2009.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários setores de atividade) recuperou dos -0,2 pontos em abril para os 0,1 pontos em maio, registando o primeiro valor positivo desde setembro de 2010.

O indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares), por sua vez, melhorou em maio alcançando os -29,3 pontos (dos -30,3 pontos observados em abril) e atingindo o valor mais elevado desde novembro de 2009.

A "ligeira recuperação" do indicador de confiança dos consumidores em maio - prolongando o "acentuado movimento ascendente" observado desde o início do ano passado - deveu-se ao contributo positivo de todas as componentes, sobretudo das expectativas sobre a evolução da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar, refere o INE.

Ainda de acordo com o instituto, o indicador de confiança aumentou na indústria transformadora e nos serviços, diminuiu na construção e obras públicas e estabilizou no comércio.