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5.7.23

Consumidores europeus estão mais otimistas e esperam inflação abaixo de 4% no início de 2024

Jorge Nascimento Rodrigues Jornalista, in Expresso 

Os consumidores da zona euro estão mais otimistas quanto ao surto inflacionista. O inquérito mensal do Banco Central Europeu feito em maio revela que a expetativa de inflação desceu para 3,9% num horizonte de 12 meses


Os consumidores da zona euro estão mais otimistas em relação à desaceleração do surto inflacionista. A mediana das respostas dos mais de 14 mil inquiridos pelo Banco Central Europeu (BCE) em maio aponta para uma expetativa de inflação em 3,9% num horizonte de 12 meses, segundo os resultados publicados esta quarta-feira.


O inquérito, designado Consumer Expectations Survey (CES), é realizado mensalmente pela Ipsos Public Affairs e publicado pelo BCE dois meses depois. É uma espécie de radar das expetativas dos consumidores em seis economias do euro mais desenvolvidas (não inclui Portugal). O primeiro inquérito foi feito em 2020.

Recorde-se que o BCE projeta que a inflação média anual em 2023 se situe em 5,4% e que desça para 3% em 2024 e 2,2% em 2025, não conseguindo chegar ao objetivo de 2% neste horizonte de previsões avançado pelas projeções macroeconómicas divulgadas na reunião de junho.

INFLAÇÃO PODE ABRANDAR PARA MENOS DE 4% NO INÍCIO DE 2024

As expetativas dos consumidores da zona euro revelam mais otimismo em relação ao surto inflacionista que registou um pico de 10,6% em outubro do ano passado. No inquérito de março, os inquiridos apontavam para 5% e em abril para 4,1% num horizonte de 12 meses. Em maio, desceram as expetativas para 3,9% no mesmo horizonte.

Em suma, os consumidores inquiridos em maio esperam que a inflação, que ainda estava naquele mês em 6,1%, desacelere claramente nos próximos 12 meses, ficando abaixo de 4% perto do final do primeiro semestre do próximo ano.

No entanto, mantêm-se céticos em relação à capacidade do BCE de fazer descer a inflação para o objetivo de 2% num horizonte de três anos. Neste inquérito de maio, ainda projetam uma inflação de 2,5% num horizonte de três anos.

Os resultados do inquérito realizado em junho serão publicados a 8 de agosto.

30.3.23

Confiança dos consumidores e clima económico sobem ligeiramente em março

Sílvia Abreu, in Jornal de Negócios

Perspetivas de evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias contribuíram para o aumento da confiança dos portugueses.

O indicador de confiança dos consumidores aumentou ligeiramente entre dezembro e março, travando a tendência negativa dos três meses anteriores que levou, em novembro, ao registo mais baixo desde o início da pandemia, abril de 2020.

"A evolução do indicador no último mês resultou do contributo positivo das perspetivas de evolução futura da realização de compras importantes por parte das famílias", divulga esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Contudo, denota o instituto, as expetativas de evolução futura da situação económica do país e da situação financeira do agregado das familias, assim como as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar, registaram um contributo negativo.

"O saldo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país diminuiu em março, após ter aumentado nos quatro meses anteriores e de ter atingido, em fevereiro, o valor mais elevado desde fevereiro de 2022", refere o INE, acrescentando que também o saldo das perspetivas relativas à evolução financeira do agregado familiar diminuiu ligeiramente em março.

Já o indicador de clima económico aumentou entre janeiro e março "de forma ligeira no último mês", invertendo o movimento descendente iniciado há um ano. Na indústria transformadora e da construção de obras públicas, os indicadores aumentaram relativamente a fevereiro. Já no comércio e nos serviços diminuíram.

No comércio, "a evolução do indicador no último mês resultou do contributo negativo de todas as componentes, opiniões sobre o volume de vendas, perspetivas de atividade da empresa e apreciações sobre o volume de stocks", explica o INE.

Indústria e comércio alinhados sobre a evolução de preços

A nível de evolução de preços, o saldo das expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda diminuiu de forma expressiva entre novembro e março na Indústria Transformadora, atingindo o valor mais baixo desde outubro de 2020.

"Este saldo também diminuiu de forma significativa em março no comércio, atingindo o nível mais baixo desde outubro de 2021, enquanto na construção e obras públicas e nos serviços verificaram-se reduções moderadas", conclui.

29.9.14

Confiança dos consumidores aumenta em setembro para máximos desde 2006

in Jornal de Notícias

O indicador de confiança dos consumidores "aumentou ligeiramente" em setembro e atingiu o valor mais elevado dos últimos oito anos, divulgou, esta segunda-feira.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) retoma, assim, "a acentuada tendência ascendente observada desde o início de 2013" e atinge o valor mais elevado desde outubro de 2006.

Para esta subida, refere o instituto, contribuiu a melhoria das "expetativas sobre a evolução da situação económica do país e das perspetivas de evolução da poupança e da situação financeira do agregado familiar". Já as perspetivas sobre a evolução do desemprego afetaram negativamente.

Este indicador fixou-se em setembro nos -24,6 pontos, que compara com os -25,2 de agosto.

Já indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários setores de atividade) estabilizou em setembro, fixando-se nos 0,7 pontos já registados em agosto. Segundo o INE, este indicador suspendeu assim "o perfil crescente iniciado em janeiro de 2013", ainda que permaneça no valor máximo desde julho de 2008.

Também hoje a Comissão Europeia divulgou o sentimento económico para Portugal, o qual subiu em setembro.

Enquanto na União Europeia o sentimento económico recuou 1,0 pontos e 0,7 na zona euro (para 103,6 e 99,9 pontos, respetivamente), em Portugal subiu 1,1 pontos, face a agosto, para se fixar em 101,6 pontos.

Este indicador voltou assim a melhorar, depois de em agosto ter caído e interrompido cinco meses de subidas consecutivas.

1.9.14

Confiança dos consumidores cai pela primeira vez em 14 meses

João Pedro Pereira, in Público on-line

O indicador de confiança dos consumidores em Portugal sofreu uma queda ligeira este mês, em linha com o recuo verificado no resto da União Europeia. A descida, a primeira nos últimos 14 meses, foi motivada sobretudo por perspectivas mais negativas sobre a possibilidade de poupança futura e sobre a evolução da situação económica do país.

O indicador é medido pelo INE, através de inquéritos. Em Julho, tinha sido apurado o valor mais elevado desde Janeiro de 2007. A quebra anterior foi registada em Maio do ano passado.

Os dados, publicados nesta quinta-feira, mostram que, considerando a situação no momento do inquérito, os consumidores até se mostraram mais confiantes do que em Julho na possibilidade de realizar poupanças. Mas as perspectivas são mais negativas quando questionados sobre os 12 meses seguintes. Os inquiridos afirmaram também estarem menos dispostos a comprar bens duradouros, uma categoria onde se incluem produtos como automóveis, electrodomésticos e mobiliário.

Estes indicadores traduzem incerteza quanto ao futuro, nota o economista João Cerejeira, professor na Universidade do Minho: “As pessoas estão a poupar mais, mas têm desconfiança quanto ao futuro. É um comportamento de salvaguarda.”

O economista argumenta que o ligeiro recuo na confiança dos consumidores pode estar associado à crise no BES. “É um pouco o reviver do caso BPN. Pode haver alguma desconfiança quanto à forma como isto está a ser resolvido”. Para além disso, observa ter havido um pico em Julho na intenção de compra de bens duradouros, que poderá ser explicado com a decisão de Maio do Tribunal Constitucional, que chumbou os cortes salariais aos funcionários públicos.

As incertezas quanto a medidas que poderiam estar presentes no orçamento rectificativo (enviado esta quinta-feira ao Parlamento) também pode ter ajudado à ligeira retracção na confiança dos consumidores, refere Cerejeira.

Já o economista José Reis, da Universidade de Coimbra – ressalvando que estes são “indicadores genéricos” cujas variações mensais podem não reflectir realidades estruturais – nota que a descida acaba por traduzir “um país que não oferece perspectivas, não tem uma trajectória económica e social estabilizada”. A falta de confiança, diz o académico, pode ainda ser explicada pelos “grandes focos de instabilidade que da noite para o dia caem sobre a economia e a sociedade”.

Europa menos confiante

Também a União Europeia – tal como a zona euro – está menos confiante na evolução da economia. O indicador de sentimento económico, que agrega as perspectivas de empresas e consumidores, recuou neste mês para o valor mais baixo de 2014, segundo dados publicados também nesta quinta-feira pela Comissão Europeia.

A descida acontece numa altura em que prossegue a instabilidade na Ucrânia e quando a Rússia e a Europa travam uma batalha de sanções económicas. Na Alemanha, a maior economia do continente, o sentimento económico sofreu uma queda pelo quarto mês consecutivo.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Jyrki Katain, admitiu, num comunicado, preocupação com a quebra, notando, porém, que não se tratou de uma surpresa, dados “os números decepcionantes de crescimento no segundo trimestre e as tensões geopolíticas que que marcaram este Verão”.

Enquanto na UE, tanto empresas, como consumidores se mostraram mais pessimistas do que em Julho, em Portugal, porém, os empresários disseram estar mais confiantes. O indicador do clima económico, medido pelo INE e que reflecte as perspectivas das empresas, recuperou ligeiramente este mês, atingindo o máximo desde Julho de 2008, embora o sector do comércio manifeste um sentimento negativo.

Na indústria transformadora, a confiança aumentou para o valor mais elevado desde Setembro de 2008, com a subida a resultar das opiniões positivas sobre a procura global. Já no sector da construção e obras públicas, a confiança aumentou ligeiramente, “prolongando a trajectória crescente iniciada em Dezembro de 2012 e atingindo o máximo desde Novembro de 2010”, informa o INE. No entanto, apesar de as empresas mostrarem uma opinião positiva sobre as encomendas, as perspectivas de emprego no sector tiveram uma evolução negativa. Também nas empresas de serviços o indicador de confiança manteve a trajectória ascendente.

No comércio, pelo contrário, o mês de Agosto veio acentuar a queda registada ao longo dos últimos três meses, depois de um crescendo de confiança que se vinha a verificar desde Fevereiro de 2012. São os retalhistas que mais contribuem para a descida, explica o INE: "No comércio a retalho verificou-se uma redução na maioria das variáveis em Agosto, salientando-se o agravamento das apreciações sobre o volume de vendas e das perspectivas de actividade."

22.4.14

Confiança dos consumidores da Zona Euro melhorou para valores de 2007

por Daniela Rocha Gonçalves, in Negócios on-line

A beneficiar do ambiente de recuperação económica na Zona Euro, a confiança dos consumidores do bloco da moeda única aumentou para níveis de há quase sete anos.

A confiança das famílias da Zona Euros aumentou mais do que o estimado em Abril deste ano para valores registados em Outubro de 2007, a beneficiar de um recuo nos valores recorde do desemprego e do ambiente positivo de recuperação económica do bloco da moeda única. O índice que mede este indicador avançou para -8,7 pontos, dos -9,3 registados em Março, revelou esta terça-feira, 22 de Abril, a Comissão Europeia.

Os valores superam as previsões de 24 economistas consultados pela Bloomberg, que apontavam a manutenção do índice no mesmo valor registado em Março, de -9,3 pontos.

“A confiança dos consumidores está a registar um avanço consistente”, comenta um analista do Commerzbank, Christoph Weil, à Bloomberg. “Há uma forte correlação entre a taxa de desemprego e o sentimento dos consumidores, ou seja, se há melhorias no mercado laboral isso reflecte-se na confiança dos consumidores”.

A taxa de desemprego na Zona Euro manteve-se nos 11,9% em Fevereiro, abaixo do recorde de 12%. O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou no passado dia 10 de Abril que apesar do desemprego “manter-se elevado”, os mercados laborais “têm mostrado os primeiros sinais de melhorias”.

27.2.13

Clima económico e confiança dos consumidores saem de mínimos históricos

Félix Ribeiro, in Público on-line

Consumidores estão menos pessimistas em relação à situação económica do país, mas mostram-se mais comedidos face ao desemprego e situação familiar.

A confiança dos consumidores e o clima económico em Portugal aumentaram em Janeiro e Fevereiro, depois de ambos haverem atingido um mínimo histórico em Dezembro. Os indicadores rompem assim com a queda ininterrupta que se registara desde Setembro de 2012, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador do clima económico aumentou 0,1 pontos entre Dezembro e Janeiro, dos 4,4 negativos para os 4,3 negativos. Entre Janeiro e Fevereiro, este valor aumentou outros 0,1 pontos, para os 4,2 pontos negativos.

Este indicador é calculado através de inquéritos de conjuntura distribuídos pelo INE à indústria transformadora, ao comércio, à construção e obras públicas e aos serviços.

Já o indicador de confiança dos consumidores saiu da marca negativa dos 59 pontos negativos de Dezembro, aumentando para os 58,7 pontos negativos em Janeiro e para os 56,3 negativos em Fevereiro.

A confiança dos consumidores aumentou particularmente em relação à situação económica do país nos próximos 12 meses. Neste indicador, o INE registou uma melhoria de mais de seis pontos, dos 71,6 negativos de Dezembro para os 65,1 pontos em Fevereiro.

Já o aumento de confiança face à situação familiar, ao desemprego e à capacidade de poupança foi mais ténue.

Os valores recolhidos pelo INE para Janeiro e Fevereiro mostram que houve também um aumento de confiança face a todos os sectores económicos considerados pelo INE.

Na indústria transformadora o indicador aumentou para os 18,1 negativos em Fevereiro, vindo dos 21,4 negativos de Dezembro; no sector da construção, a confiança aumentou dos 70,7 negativos para os 66,7 entre os mesmos meses; em relação à confiança do comércio, o INE aponta para 18,5 negativos em Fevereiro frente a 19,9 negativos em Dezembro; e, face ao sector dos serviços, os 31 pontos negativos de Fevereiro representam uma melhoria diante dos 35,2 pontos negativos de Dezembro.

30.8.12

Confiança dos consumidores voltou a melhorar em agosto

in Jornal de Notícias

O indicador de confiança dos consumidores voltou a melhorar em agosto, mantendo uma tendência que já se verifica desdeo início do ano, embora continue com valores muito negativos, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

"O indicador de confiança dos Consumidores prolongou em agosto o perfil positivo iniciado em fevereiro", depois de ter registado o mínimo histórico em janeiro, sublinha o Instituto Nacional de Estatística (INE)

O INE adianta que esta recuperação "resultou dos contributos positivos das perspetivas sobre a evolução da situação económica do país e sobre a situação financeira das famílias e das expectativas relativas à evolução do desemprego, mais expressivos nos dois últimos casos".

Apesar da melhoria verificada em termos de confiança dos consumidores, o valor alcançado em agosto não só se manteve em terreno negativo (-49,2 pontos), como continua muito abaixo da média da série (-28,6 pontos). O ponto mínimo foi alcançado em janeiro de 2012, com um valor de -57,1, e o valor máximo foi obtido em novembro de 1997, com um registo de -5,5 pontos.

Para a melhoria da confiança dos consumidores em agosto contribuíram todas as suas componentes, com exceção da referente à "capacidade de poupar dinheiro nos próximos 12 meses", em que o valor regrediu de -46,6 pontos em julho para -47,2 pontos em agosto.

Nas restantes componentes a evolução foi positiva.

A opinião dos consumidores sobre a situação financeira do lar nos próximos 12 meses melhorou de um valor negativo de -29,6 em julho para -27,8 em agosto, mas manteve-se longe do valor médio da série (-11,6).

Já a opinião sobre a situação económica do país nos próximos 12 meses também melhorou entre julho e agosto, passando de um valor de -56,3 para -54,8, ainda assim muito abaixo do valor médio da série de -30,4 pontos.

Quanto à perspetiva dos consumidores em relação è evolução do desemprego nos próximos 12 meses, a opinião também melhorou, passando de 69 pontos para 67,2 pontos, mas muito acima do valor médio da série, que é de 43,1 pontos.