in RTP
O professor universitário Domingos Xavier Viegas recusou esta terça-feira a ideia, em entrevista à RTP3, de que os fogos de verão sejam inevitáveis. O especialista em incêndios florestais argumentou que "não são as altas temperaturas que produzem os fogos. Em geral é a atividade humana, muitas vezes por descuido, às vezes por má intenção".
"Os fogos são facilitados pela existência destas altas temperaturas, das baixas humidades do ar, que fazem com que a vegetação seque e fique mais propícia a que entre em ignição", ressalvou Xavier Viegas.
"Temos que ter ainda mais cuidado. Infelizmente, vemos que não é isso que acontece. Muitas vezes, as pessoas fazem atividades que pensam que não vão ter qualquer consequência e causam estes focos de incêndio", enfatizou o perito.
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26.5.23
Peritos defendem que herdeiros só tenham dois anos para se entender ou perdem os terrenos
Camilo Soldado, in Público
Grupo de Trabalho para a Propriedade Rústica quer promover a dimensão para facilitar gestão do território. Relatório defende aceleração do processo de heranças para evitar terrenos no limbo.
Apesar de há muito a lei portuguesa dizer que não se pode dividir a propriedade rural, esse processo de fragmentação foi avançando. A situação cria uma vasta lista de problemas que passa pelas perdas económicas e termina naquele que é mais visível a olho nu: os incêndios florestais que assolam o país todos os anos. Agora, há uma proposta para travar essa fragmentação e promover o emparcelamento. Outra das medidas defendidas para tornar o território mais resiliente em relação aos fogos pretende contrariar a falta de gestão devido às incertezas sobre a posse das propriedades. Pelo que se propõe que os herdeiros passem a ter só dois anos para se entender sob pena de perder a gestão dos terrenos.
Grupo de Trabalho para a Propriedade Rústica quer promover a dimensão para facilitar gestão do território. Relatório defende aceleração do processo de heranças para evitar terrenos no limbo.
Apesar de há muito a lei portuguesa dizer que não se pode dividir a propriedade rural, esse processo de fragmentação foi avançando. A situação cria uma vasta lista de problemas que passa pelas perdas económicas e termina naquele que é mais visível a olho nu: os incêndios florestais que assolam o país todos os anos. Agora, há uma proposta para travar essa fragmentação e promover o emparcelamento. Outra das medidas defendidas para tornar o território mais resiliente em relação aos fogos pretende contrariar a falta de gestão devido às incertezas sobre a posse das propriedades. Pelo que se propõe que os herdeiros passem a ter só dois anos para se entender sob pena de perder a gestão dos terrenos.
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6.4.23
Ministro alerta que 2023 será "ainda mais difícil" do que 2022
Por Lusa, in RTP
"Aquilo que eu posso dizer é que por todos os indicadores que temos hoje, o ano de 2023 vai ser ainda mais difícil do que foi o ano de 2022", disse José Luís Carneiro aos jornalistas à saída da inauguração da esquadra da PSP de Matosinhos, no distrito do Porto.
Reforçando que o ano vai ser "muito difícil", o governante referiu que cada um tem de fazer a sua parte.
"Temos de nos preparar, estamo-nos a preparar, mas é evidente que os meios são sempre limitados em circunstâncias de emergência e aquilo que temos que fazer é cada um a sua parte", frisou.
O ministro vincou que o Estado Português, a Proteção Civil e as autarquias estão a procurar fazer a sua parte, mas todos têm de contribuir porque 55% dos incêndios que deflagraram em 2022 foram por negligência.
Significa, acrescentou, que se houvesse mais cuidado, responsabilidade e outras atitudes, o número de incêndios provocados por negligência poderia ser mais baixo.
Além disso, José Luís Carneiro adiantou que a GNR anda já por todo o país a sensibilizar as populações para a necessidade de fazer limpezas preventivas.
"Ninguém me pode acusar de não ter tido, desde setembro do ano que passou, a preocupação de sempre que posso alertar para a necessidade de cada uma e cada um que tem responsabilidades em todo o sistema fazer a sua parte", ressalvou.
Reforçando que o ano vai ser "muito difícil", o governante referiu que cada um tem de fazer a sua parte.
"Temos de nos preparar, estamo-nos a preparar, mas é evidente que os meios são sempre limitados em circunstâncias de emergência e aquilo que temos que fazer é cada um a sua parte", frisou.
O ministro vincou que o Estado Português, a Proteção Civil e as autarquias estão a procurar fazer a sua parte, mas todos têm de contribuir porque 55% dos incêndios que deflagraram em 2022 foram por negligência.
Significa, acrescentou, que se houvesse mais cuidado, responsabilidade e outras atitudes, o número de incêndios provocados por negligência poderia ser mais baixo.
Além disso, José Luís Carneiro adiantou que a GNR anda já por todo o país a sensibilizar as populações para a necessidade de fazer limpezas preventivas.
"Ninguém me pode acusar de não ter tido, desde setembro do ano que passou, a preocupação de sempre que posso alertar para a necessidade de cada uma e cada um que tem responsabilidades em todo o sistema fazer a sua parte", ressalvou.
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