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30.5.23

Confiança dos consumidores atinge máximo desde fevereiro de 2022 e clima económico cai

Por Lusa, in RR


O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio para o valor máximo desde fevereiro de 2022, enquanto o indicador de clima económico diminuiu pela primeira vez este ano.

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio para o valor máximo desde fevereiro de 2022, enquanto o indicador de clima económico diminuiu pela primeira vez este ano, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo os resultados dos "Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores" do INE, "o indicador de confiança dos consumidores aumentou entre dezembro e maio, atingindo o valor máximo desde fevereiro de 2022, após ter registado em novembro o valor mais baixo desde o início da pandemia, em abril de 2020".

Quanto ao indicador de clima económico, "diminuiu em maio, após ter aumentado entre janeiro e abril", tendo os indicadores de confiança diminuído em todos setores inquiridos: Indústria transformadora, construção e obras públicas, comércio e serviços.

27.11.19

Portugal: Rede Europeia Anti Pobreza defende estratégia nacional para evitar repetição de ciclos de exclusão

in Ecclesia

Padre Agostinho Jardim Moreira comenta dados divulgados pelo INE

Porto, 27 nov 2019 (Ecclesia) – O presidente da Rede Europeia Anti Pobreza Portugal (EAPN) defendeu hoje uma estratégia nacional para evitar a repetição de ciclos de exclusão e uma análise “capilar” para procurar superar o problema dos trabalhadores que vivem com menos de 501 euros.

“É uma injustiça que haja gerações que nascem e morrem sucessivamente sem poderem viver uma vida digna. Quer dizer que a justiça em Portugal está longe de se aplicar a todos os portugueses. Entendo que a democracia está doente porque não se aplica”, referiu à Agência ECCLESIA o padre Agostinho Jardim Moreira.

O entrevistado comentava os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, relativo a 2018, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), segundo o qual 11% dos trabalhadores portugueses vivem com menos de 501 euros mensais e metade dos desempregados são pobres.

“Espero que as empresas sejam menos autofágicas, quando apenas dedicam alguma verba para a pobreza e no fim aplicam-na apenas nos seus próprios interesses internos”, realçou.

O padre Agostinho Jardim Moreira considera negativo o aumento da pobreza nos trabalhadores e alerta que “muitos empregos são mal pagos, são precários, o que não é razoável”.

Para o presidente da EAPN Portugal, o número “é tão elevado” que parece que todo o setor empresarial “precisa de ser despertado”.
É uma questão de justiça social, dos patrões e das empresas na empregabilidade, têm dificuldades de remunerar os trabalhadores É necessário despertar as empresas para a sua responsabilidade social, capacitarmos os excluídos para darmos inserção na vida laboral”.

O documento do INE, publicado esta terça-feira, informa que “17,2% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2018”, menos 0,1 ponto percentual (p.p.) do que no ano anterior.
“Dá uma perspetiva de reduzida melhora na situação dos mais débeis”, observou o padre Agostinho Jardim Moreira, destacando alguns fatores como a descida do desemprego, o aumento do rendimento mínimo – que “também ajudou certamente outros a melhorar a sua receita mensal”.

Assinalando que a vida dos idosos “também melhorou, com aumento de algumas receitas, de alguns subsídios”, o sacerdote da Diocese do Porto alerta, sobre a ‘redução do risco de pobreza infantil’, que “não há crianças pobres”, mas “família pobres, sejam mais agregadas ou monoparentais”.

O presidente da EAPN Portugal considera que a pobreza é “um fator multidimensional e estrutural” e é necessário “entrar num entendimento do bem coletivo e não apenas no bem micro, ter uma atitude mais global e justa para todos os portugueses”.

Neste contexto, recorda que têm apelado desde o Presidente da República aos partidos na Assembleia da República para a necessidade de Portugal “ter uma estratégia concertada e que responda às causas geradoras da pobreza”.
O entrevistado salientou que “é importante” na atual Legislatura conseguirem, “com o Governo, aprovar uma estratégia nacional para evitar que os portugueses se reproduzam na pobreza” e recordou que o estudo apresentado o ano passado alerta que em Portugal “são preciso cinco gerações para sair da pobreza”.

A European Anti Poverty Network é a “maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de organizações não-governamentais”, fundada em 1990, em Bruxelas, e criada em Portugal a 17 de dezembro de 1991.
CB/OC

2.2.15

Os números do INE e as propostas do FMI

in Público on-line

Entre a realidade e a intrusão política até se percebe a ministra das Finanças.

Entre as várias estatísticas divulgadas pelo INE e o relatório do FMI para avaliar o desempenho do país pós-troika, a semana foi pródiga em números e recados mais ou menos inesperados. O Governo ouviu boas e más notícias e, como sempre acontece nestas ocasiões, tratou de falar do que lhe convém e de omitir tudo o que é revelador da fragilidade das suas políticas. É verdade que o défice está melhor, que o indicador de confiança dos consumidores recuperou para o valor mais elevado desde Maio de 2002 e que o indicador de clima económico também subiu “ligeiramente”, interrompendo um ciclo negativo iniciado em Setembro do ano passado. O desemprego também já teve piores dias, situando-se agora numa taxa de 13,4%, e até daria para Passos Coelho respirar de alívio face aos preocupantes aumentos verificados em Outubro e Novembro de ano passado, não fora a tendência crescente do desemprego jovem, que atinge agora uns astronómicos 34,5% na população entre os 15 e os 24 anos.

Infelizmente, as más notícias não se ficam por aqui. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o número de pessoas em risco de pobreza aumentou em 2013 em todos os grupos etários e já atinge 19,5% da população, contra 18,7% em 2012. Os grupos mais atingidos são os menores de 18 anos e os desempregados, estes apresentando um risco de 40,5%. Como se estes números não fossem já altamente perturbadores, as estatísticas revelam ainda que se agravou a desigualdade na distribuição de rendimentos.

É neste quadro que surge nesta sexta-feira o relatório divulgado pelo FMI para avaliar o desempenho do país após a saída da troika. Não é um texto tecnocrata, como seria próprio de funcionários de uma instituição deste tipo, é antes e sobretudo um documento político dirigido não só ao Governo, mas também ao principal partido da oposição. O que diz então o FMI? Que a economia vai crescer pouco nos próximos anos, o que não dará para travar a estagnação do mercado de trabalho. Assim sendo, Portugal corre o risco de ver partir os quadros mais bem preparados para a emigração, perdendo com isso qualificações que seriam cruciais para o crescimento. E o que propõe então o FMI para contrariar isto? Manter o factor trabalho sob pressão, revertendo os cortes salariais e o fim da contribuição extraordinária de solidariedade. Apressar os despedimentos na função pública e cortar mais nas despesas sociais. Enfim, o Fundo propõe tudo o que faz fugir a mão-de-obra qualificada para o estrangeiro: baixos salários e fraca protecção social.

Depois de há dois dias o governador do Banco de Inglaterra ter arrasado a política de austeridade da zona euro e de ainda hoje se ter sabido que foi o consumo a grande alavanca de crescimento do PIB dos EUA, o FMI não hesita em criticar o Governo pelo aumento do nosso salário mínimo. E, de caminho, avisar o PS que “o processo de reformas em Portugal tem de ser feito durante muitos anos, independentemente de quem estiver no governo”. Percebe-se que a ministra das Finanças os queira ver pelas costas.

22.4.14

Algarve e Centro foram únicas regiões lusas a descer desemprego

Por: tvi24 / DC

Dados do Eurostat referem-se a 2013

Lisboa era a região portuguesa com maior taxa de desemprego, mas longe dos piores números europeus, segundo dados do Eurostat relativos a 2013.

Na liderança, a região de Lisboa (18,5%), seguindo-se depois a Madeira (18,3%), o Algarve (17,1%), os Açores (17,0%), o Alentejo (16,8%), o Norte (16,2%) e Centro (11,7%).

O Eurostat constata que os números do desemprego aumentaram no Norte (16,1%), em Lisboa (17,6%), no Alentejo (15,9%), nos Açores (15,3%) e na Madeira (17,5%), face a 2012.
As regiões do Algarve (17,9% em 2012) e do Centro (12%) foram as únicas que viram o desemprego descer em 2013.

A taxa de desemprego nacional portuguesa também aumentou dos 15,7% em 2012 para os 16,3% em 2013, sendo que mais de metade dos desempregados no ano passado (56,3%) era de longa duração.

A Madeira era a região que tinha mais desempregados de longa duração (64,1%), seguindo-se o Norte (58,7%), os Açores (58%), Lisboa (57,3%), o Alentejo (53%), o Centro (50,5%) e o Algarve (50,1%).

A maior percentagem de desemprego jovem foi registada na Madeira (51,5%), seguindo-se Lisboa (45,5%), os Açores (39,6%), o Algarve (39,5%), o Alentejo (38,9%), o Norte (35,1%) e o Centro (31%), enquanto a média nacional foi de 37,7%.

As taxas de desemprego nas 272 regiões da União Europeia (UE) variaram entre os 2,6% em Oberbayern (Alemanha) e os 36,3% na Andaluzia (Espanha.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, além dos 2,6% de Oberbayern, as menores taxas de desemprego registaram-se em Freigurg (Alemanha) e Salzburgo (Áustria), com 2,9% cada, e Tubingen (Alemanha) e Tirol (Áustria), ambas com 3,0%.

Na cauda da Europa estava a Espanha, com cinco regiões a registarem as piores taxas: Andaluzia (36,3%), Ceuta (35,6%), Melilla (34,4%), canárias (34,1%) e Extremadura (33,7%).

A região de Ovre Norrland, na Suécia, era a que apresentava a menor taxa de desemprego de longa duração (12,4%) e Guadalupe (França) a maior (79,5%).

A nível da UE, a menor taxa de desemprego jovem era a das regiões alemãs de Tubingen e Oberbayern (4,4% cada) e a mais alta pertence Ceuta (Espanha) com 72,7%.

29.10.13

Portugal perdeu 55 mil habitantes num ano

in SOL

Portugal perdeu no ano passado mais de 55 mil habitantes, mantendo-se a tendência decrescente no número de nascimentos, casamentos e divórcios, enquanto o número de mortes aumentou, segundo as estatísticas demográficas do INE divulgadas hoje.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de Dezembro de 2012, a população residente em Portugal estimava-se em 10.487.289 pessoas, menos 55.109 pessoas do que na mesma data no ano anterior.

Estes dados traduzem, segundo o INE, o acentuar "da quebra populacional" em Portugal.

O número de nascimentos foi de 89.841, menos 7,2 por cento do que em 2011 (96.856), descendo, pela primeira vez desde que há registos, abaixo de 90 mil.

A taxa de fecundidade passou para 1,28 filhos (1,35 em 2011), atingindo o valor mais baixo de sempre.

A idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho foi de 29,5 anos (29,2 anos em 2011), mantendo-se a tendência de adiamento da idade à maternidade, segundo o INE.

Nos casamentos mantém-se igualmente a tendência decrescente e os divórcios registaram uma quebra pelo segundo ano consecutivo.

Em 2012, realizaram-se 34.423 casamentos (menos 1.612 do que os realizados em 2011), dos quais 324 entre pessoas do mesmo sexo.

A idade média do casamento continuou a aumentar, situando-se em 34,7 anos para os homens e 32,3 anos para as mulheres (34,6 anos e 32,0 anos, respectivamente, em 2011).

O número de divórcios de casais residentes em território nacional decretados em Portugal foi de 25.380, menos 1.371 que em 2011

O número de mortes aumentou 4,6 por cento, passando de 102.848 em 2011 para 107.612 em 2012.

Da totalidade de óbitos, 68,8 por cento ocorreram em pessoas com idades iguais ou superiores a 75 anos (66,8 por cento em 2011).

A taxa bruta de mortalidade passou de 9,7 óbitos por mil habitantes, em 2011, para 10,2 óbitos por mil habitantes, em 2012 e a taxa de mortalidade infantil foi de 3,4 óbitos por mil nados vivos, subindo ligeiramente face a 2011 (3,1 óbitos por mil nados vivos).

A tendência de envelhecimento demográfico manteve-se com a redução do peso da população jovem (de 14,9 por cento em 2011 para 14,8 por cento em 2012) e da população em idade activa (de 66,0 por cento em 2011 para 65,8 por cento em 2012), e ainda com o aumento da proporção de pessoas idosas (de 19,0 por cento em 2011 para 19,4 por cento em 2012).

"Este comportamento reflecte a descida continuada da natalidade, o aumento da longevidade e, mais recentemente, o crescimento dos fluxos emigratórios", adianta o INE, que estima que tenham saído do país em 2012 51.958 emigrantes permanentes e 69.460 emigrantes temporários (pessoas que saem do país por períodos inferiores a um ano).

O número de imigrantes permanentes foi de 14.606, agravando o saldo migratório negativo de Portugal.

Lusa/SOL

30.12.12

Rede Anti-Pobreza desvaloriza dados mais recentes do INE

Graça Barbosa Ribeiro, in Público on-line

Relatório divulgado nesta quinta-feira indica que em 2010 havia 18% de portugueses em risco de pobreza. Mas a situação alterou-se muito. E para pior.

O dirigente da Rede Europeia Anti-Pobreza, Jardim Moreira, apelou nesta quinta-feira ao Governo para que não se baseie nos indicadores hoje revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2010, segundo os quais 18% da população se encontrava em risco de pobreza e os mais bem pagos auferiam 9,4 vezes mais do que os que tinham rendimentos mais baixos.

“A realidade está a alterar-se demasiado depressa e para pior. Estes números não retratam o que entretanto aconteceu ao país”, frisou.

No “retrato social” hoje apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística, diz-se que o valor relativo ao risco de pobreza está próximo do estimado para os dois anos anteriores, que era de 17, 9%; é revelado, ainda, que em 2010 o rendimento monetário líquido equivalente dos 10% da população com maiores rendimentos correspondeu a 9,4 vezes o rendimento dos 10% da população com menores rendimentos, um “valor ligeiramente superior ao estimado para o ano anterior (9,2)”.

“Os dados estatísticos são sempre interessantes mas, em relação à pobreza, variam segundo os indicadores utilizados no cálculo e, principalmente, ficam desactualizados com muita rapidez”, diz Jardim Moreira. Contactado pelo PÚBLICO, frisou que “não se pode esperar dois anos para ler neles a terrível realidade do desemprego, do agravamento do fosso entre ricos e pobres, do desaparecimento da classe média e mesmo da fome, especialmente perturbadora entre as crianças e os idosos, que actualmente estão à vista de quem para eles queira olhar".

O mesmo estudo indica que a taxa de desemprego em 2011 se situou nos 12,7%. Segundo também o INE, esta subiu no terceiro trimestre deste ano para os 15,8%, face aos 15% observados no trimestre anterior, com o número oficial de pessoas fora do mercado de trabalho a ultrapassar as 870 mil.