In "Correio da Manhã"
Cerca de 500 emigrantes lusos frequentam uma cantina social na capital luxemburguesa.
Os emigrantes portugueses no Luxemburgo foram quem mais recorreu em 2015 às cantinas sociais da "Voz da Rua", que serve refeições a sem-abrigo e pessoas em situação precária, segundo dados da associação. No último ano, 500 portugueses frequentaram a cantina social da associação na capital luxemburguesa (18,5%), um número superior aos 484 luxemburgueses que por lá passaram no mesmo período, representando ainda 23% do total em Esch-sur-Alzette, a segunda maior cidade do país (241 pessoas). Segundo a assistente social da "Voz da Rua" ("Stëmm vun der Strooss", em luxemburguês), o perfil dos portugueses que recorrem às cantinas sociais não se limita aos que não têm casa para viver.
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11.2.16
23.12.14
Quase um quarto dos trabalhadores portugueses no Luxemburgo enfrentam risco de pobreza
in Visão
Luxemburgo, 23 de dez (Lusa) - Os trabalhadores portugueses no Luxemburgo são os mais expostos ao risco de cair na miséria, com quase um quarto a ganhar menos que o limiar de pobreza, segundo o último relatório "Coesão Social e Emprego", do Statec.
De acordo com o instituto de estatísticas do Luxemburgo, no ano passado 22,1% dos trabalhadores portugueses viviam com menos de 1.665 euros por mês, considerado o limiar da pobreza, num país em que as rendas podem ultrapassar os mil euros.
A taxa de risco de pobreza dos portugueses aumentou no último ano (em 2012 era de 20,9%) e é superior ao risco da população em geral (15,9%), representando mais do triplo dos luxemburgueses na mesma situação (6,4%).
Luxemburgo, 23 de dez (Lusa) - Os trabalhadores portugueses no Luxemburgo são os mais expostos ao risco de cair na miséria, com quase um quarto a ganhar menos que o limiar de pobreza, segundo o último relatório "Coesão Social e Emprego", do Statec.
De acordo com o instituto de estatísticas do Luxemburgo, no ano passado 22,1% dos trabalhadores portugueses viviam com menos de 1.665 euros por mês, considerado o limiar da pobreza, num país em que as rendas podem ultrapassar os mil euros.
A taxa de risco de pobreza dos portugueses aumentou no último ano (em 2012 era de 20,9%) e é superior ao risco da população em geral (15,9%), representando mais do triplo dos luxemburgueses na mesma situação (6,4%).
22.12.14
Instituições para sem-abrigo no Luxemburgo recusam acolher portugueses que estejam há menos de 5 anos no país
in Diário de Notícias
Diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa, gerido pela ONG católica.
A situação dos portugueses que vivem nas ruas do Luxemburgo agravou-se no último ano, com as instituições que acolhem os sem-abrigo a recusarem estrangeiros há menos de cinco anos no país, disse à Lusa fonte da Caritas.
A diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa com capacidade para 65 pessoas, gerido pela ONG católica.
"Enquanto a percentagem de portugueses a viver nas ruas aumenta, o número no 'foyer' diminui, por causa das limitações de financiamento impostas pelo Ministério da Família", disse à Lusa Ute Heinz, da direção da Caritas, durante uma ceia de Natal para os sem-abrigo organizada pela Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo, no sábado.
As novas regras do Ministério da Família e da Integração já levaram a Caritas a ter de recusar vários portugueses, e há mesmo casos de emigrantes que foram obrigados a sair.
"Este ano deixámos de ter autorização para aceitar pessoas que não tenham uma autorização de residência permanente no país, ou seja, os que vivem no Luxemburgo há menos de cinco anos, quando antes bastavam três meses. Por esta razão, o número de portugueses que podemos acolher aqui diminuiu, e já tivemos de recusar alguns casos", disse Ute Heinz.
Um dos portugueses obrigados a abandonar a instituição vivia há 21 anos no Luxemburgo, mas não conseguiu fazer prova de residência para obter a autorização necessária para continuar no abrigo, contou à Lusa a diretora do 'Foyer Ulysse', Martine Drauer.
"Estas regras foram criadas para combater o chamado 'turismo social', mas já tivemos de recusar ou pôr fora pessoas que precisavam realmente da nossa ajuda, e não estamos nada contentes", disse a responsável.
Sem teto e endereço, fica mais difícil encontrar emprego e conseguir refazer a vida, explicou a técnica social Diana Pereira, ao serviço da Caritas.
"Se ficam desempregados e deixam de poder pagar a renda, acabam sem morada, e sem ela perdem todos os direitos sociais. Além de o alojamento ser muito caro, sem morada não podem fazer nada, porque até para arranjar emprego é preciso ter um endereço. É um efeito bola de neve", sublinhou.
O governo luxemburguês organiza alojamento temporário para os sem-abrigo durante o inverno, mas a partir de 31 de Março, "só os que têm autorização de residência permanente são acolhidos", disse uma responsável da Caritas.
Augusto Gomes, de 57 anos, foi um dos portugueses a quem a instituição recusou cama.
O emigrante de origem guineense, a viver há 26 anos em Portugal, veio para o Luxemburgo a convite de um amigo português, em junho deste ano, depois de ter ficado desempregado, mas quando chegou, ficou a dormir na rua.
Desde então, só conseguiu trabalho durante dois meses, e o que paga por um quarto leva-lhe a maior parte das economias.
"Estou num quarto com duas camas, cada um a pagar 450 euros por mês, só dormida. Nem uma peúga posso lavar".
A agravar a situação, o português não conseguiu reconhecer o diploma de condutor-manobrador exigido pelas agências de trabalho temporário, e teve de pagar do seu bolso um curso de formação adicional.
No Foyer da Caritas, pode almoçar gratuitamente em troca de pequenos serviços, como lavar a louça ou ajudar na cozinha, e apesar de não viver na instituição, foi um dos convidados para a ceia de Natal organizada por uma associação portuguesa.
Cerca de 17% dos sem-abrigo no albergue da Caritas são portugueses, segundo dados da organização. Muitos sofrem de alcoolismo e de problemas mentais, e há "situações terríveis", garante o psiquiatra português João Tavares, que presta assistência na instituição.
"A constelação de problemas é muito difícil: os problemas sociais, a exclusão, incluindo cultural, a distância da família e do país, o que origina outros problemas, como a depressão ou problemas psiquiátricos mais graves, incluindo psicoses", disse o médico.
A Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo (ACHBL) organizou no sábado a oitava ceia para os sem-abrigo, a que não faltaram os pratos natalícios portugueses, incluindo bacalhau.
"Queremos mostrar que a associação existe não só para os portugueses, mas também para atender outras pessoas de várias nacionalidades no Luxemburgo", disse o presidente da ACHBL, Rogério de Oliveira.
Diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa, gerido pela ONG católica.
A situação dos portugueses que vivem nas ruas do Luxemburgo agravou-se no último ano, com as instituições que acolhem os sem-abrigo a recusarem estrangeiros há menos de cinco anos no país, disse à Lusa fonte da Caritas.
A diretiva vem do Ministério da Família do Luxemburgo, que financia o "Foyer Ulysse", um abrigo na capital luxemburguesa com capacidade para 65 pessoas, gerido pela ONG católica.
"Enquanto a percentagem de portugueses a viver nas ruas aumenta, o número no 'foyer' diminui, por causa das limitações de financiamento impostas pelo Ministério da Família", disse à Lusa Ute Heinz, da direção da Caritas, durante uma ceia de Natal para os sem-abrigo organizada pela Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo, no sábado.
As novas regras do Ministério da Família e da Integração já levaram a Caritas a ter de recusar vários portugueses, e há mesmo casos de emigrantes que foram obrigados a sair.
"Este ano deixámos de ter autorização para aceitar pessoas que não tenham uma autorização de residência permanente no país, ou seja, os que vivem no Luxemburgo há menos de cinco anos, quando antes bastavam três meses. Por esta razão, o número de portugueses que podemos acolher aqui diminuiu, e já tivemos de recusar alguns casos", disse Ute Heinz.
Um dos portugueses obrigados a abandonar a instituição vivia há 21 anos no Luxemburgo, mas não conseguiu fazer prova de residência para obter a autorização necessária para continuar no abrigo, contou à Lusa a diretora do 'Foyer Ulysse', Martine Drauer.
"Estas regras foram criadas para combater o chamado 'turismo social', mas já tivemos de recusar ou pôr fora pessoas que precisavam realmente da nossa ajuda, e não estamos nada contentes", disse a responsável.
Sem teto e endereço, fica mais difícil encontrar emprego e conseguir refazer a vida, explicou a técnica social Diana Pereira, ao serviço da Caritas.
"Se ficam desempregados e deixam de poder pagar a renda, acabam sem morada, e sem ela perdem todos os direitos sociais. Além de o alojamento ser muito caro, sem morada não podem fazer nada, porque até para arranjar emprego é preciso ter um endereço. É um efeito bola de neve", sublinhou.
O governo luxemburguês organiza alojamento temporário para os sem-abrigo durante o inverno, mas a partir de 31 de Março, "só os que têm autorização de residência permanente são acolhidos", disse uma responsável da Caritas.
Augusto Gomes, de 57 anos, foi um dos portugueses a quem a instituição recusou cama.
O emigrante de origem guineense, a viver há 26 anos em Portugal, veio para o Luxemburgo a convite de um amigo português, em junho deste ano, depois de ter ficado desempregado, mas quando chegou, ficou a dormir na rua.
Desde então, só conseguiu trabalho durante dois meses, e o que paga por um quarto leva-lhe a maior parte das economias.
"Estou num quarto com duas camas, cada um a pagar 450 euros por mês, só dormida. Nem uma peúga posso lavar".
A agravar a situação, o português não conseguiu reconhecer o diploma de condutor-manobrador exigido pelas agências de trabalho temporário, e teve de pagar do seu bolso um curso de formação adicional.
No Foyer da Caritas, pode almoçar gratuitamente em troca de pequenos serviços, como lavar a louça ou ajudar na cozinha, e apesar de não viver na instituição, foi um dos convidados para a ceia de Natal organizada por uma associação portuguesa.
Cerca de 17% dos sem-abrigo no albergue da Caritas são portugueses, segundo dados da organização. Muitos sofrem de alcoolismo e de problemas mentais, e há "situações terríveis", garante o psiquiatra português João Tavares, que presta assistência na instituição.
"A constelação de problemas é muito difícil: os problemas sociais, a exclusão, incluindo cultural, a distância da família e do país, o que origina outros problemas, como a depressão ou problemas psiquiátricos mais graves, incluindo psicoses", disse o médico.
A Associação Cultural e Humanitária da Bairrada no Luxemburgo (ACHBL) organizou no sábado a oitava ceia para os sem-abrigo, a que não faltaram os pratos natalícios portugueses, incluindo bacalhau.
"Queremos mostrar que a associação existe não só para os portugueses, mas também para atender outras pessoas de várias nacionalidades no Luxemburgo", disse o presidente da ACHBL, Rogério de Oliveira.
5.11.14
Mais de 20% dos portugueses radicados no Luxemburgo vivem em risco de pobreza”
Antero Fernandes Monteiro, in Diário @tual
Há muitos portugueses radicados no Luxemburgo a sofrer com a crise. E agora, ainda muito mais. Os três países fronteiriços França, Alemanha e Bélgica com vai e vem frenético de 170.000 pessoas a entrarem e a saírem do país todos os dias também para trabalharem; contribuem para o caos que se instalou e se constata no momento. Há muitos trabalhadores fronteiriços que depois de terem perdido os seus respetivos trabalhos nos seus países de eleição não hesitam em “vender-se por quatro moedas”.
Quer isso dizer, que aceitam muitas vezes trabalho abaixo do valor estipulado pela lei do ministério do trabalho deste país. Além do mais, essas pessoas até o pão trazem das suas casas que é mais barato que no Luxemburgo. Os cigarros e a gasolina compram onde trabalham, porque como o Iva é apenas de 15% facilita, sobretudo, sendo nos seus países o Iva de 20% e mais. O trabalho no Luxemburgo é cada vez mais escasso e raro, “tal como as minas de ouro que não existem nesta pequena parcela” de terra europeia.
Ora o flagelo ainda se faz mais sentir, sobretudo quando um dos cônjuges que trabalha no pequeno país perde o seu emprego. A renda de casa é um quebra-cabeças para qualquer cidadão, ou pai de família que habita no Luxemburgo. Não há nada no mercado de arrendamento, abaixo dos mil e cem euros mês. Isto é, para um apartamento com apenas um quarto, e sem os condomínios, claro… E como a maioria dos salários dos portugueses não ultrapassam os 1.670 euros mensais, já dá para imaginar o problema endémico.
O próprio governo tendo como Primeiro-Ministro Xavier Betel, não hesitou em dizer para quem quis ouvir que “os portugueses na época de crise atual já não são bem-vindos ao Luxemburgo”. Mas o Primeiro- Ministro Xavier Betel, esqueceu-se de dizer, que se a situação de rendas tão altas chegou a este rubro num ponto tão crucial, foi porque os governos sucessivos do seu país não quiseram travar a especulação imobiliária que já se arrasta há mais de 15 anos sucessivos. Como é possível um apartamento de 100 metros quadrados custar neste pequeno país a soma astronómica de 600.000 euros?
Essa dita soma tão elevada para os tempos que correm, é idêntica àquela que se paga na mesma aquisição de um apartamento em Paris. Portanto, os governos dos passados 20 anos no Luxemburgo, comprometeram e arruinaram a vida da juventude vindoura. Hoje em Luxemburgo, tal como existe em Portugal se não forem os pais a ajudar os filhos tudo é muito complicado.
O que eu desejava deixar no ar como colaborador do jornal aqui neste país, é que os jovens portugueses que desejam emigrar e antes de saírem de Portugal deviam em primeiro lugar pensar duas vezes. O Luxemburgo Já não é o que as pessoas imaginam e vêem na televisão, e que infelizmente não passa de mera ficção. Esse tempo maravilhoso onde corria o leite e o mel de outrora já há muito que morreu, aliás…
Hoje aqui no Luxemburgo, numa população de meio milhão de habitantes, há quase 20% das pessoas que vivem no limiar da pobreza. Portanto, pensem bem antes de deixarem os vossos trabalhos, os vossos amigos, e também as vossas famílias para virem ao encontro daquilo que é só fantasia imaginária nas vossas mentes de pessoas sonhadoras sem terem os pés bem assentes no chão. Eu sei que tem havido alguns emigrantes, uns familiares, outros amigos e vizinhos bastante arrogantes; e também inconscientes sem saberem o mal que provocam a outrem, e que na sua vaidade desmedida têm induzido alguns dos mesmos familiares, amigos e vizinhos em erro. O que eu quero aqui frisar, é que saibam ler entre as linhas, e se possível, sem se deixarem enganar por quem sabe menos que vocês. Não acham que se houvesse trabalho em demasia ou que chegasse no Luxemburgo, o serviço de emigração seria o primeiro a anunciar às pessoas fora das fronteiras?
Se me permitem a expressão e um conselho amigo de um homem com experiência, de alguém que já está há meio século fora de Portugal, é que em suma, vive-se melhor em Portugal com 800 euros mensais do que no Luxemburgo com 3.000 euros. Não se deixem iludir, porque depois quem perdem são vocês. Como eu frisei no princípio do artigo ao dizer que os três países fronteiriços são o principal problema a respeito da mão-de-obra é um facto. Portanto, se essas pessoas não tivessem perdido os seus empregos nos seus respetivos países, o Luxemburgo seria realmente um oásis.
Assim é aquilo que se vê e o que alguns que vieram há procura de trabalho ao Luxemburgo já constataram. Tenham calma que um dia tudo isto irá passar e ser como dantes. Mas até lá, têm que se contentar com aquilo que conseguem perto de casa, e sobretudo com a ajuda da família e de alguns amigos sinceros. Eu sei que ninguém tem o direito de dizer a alguém para não tentar a sua “chance” onde quer que seja no mundo. Mas na nossa vida, que às vezes que selecionar certas e determinadas coisas e escolher as melhores. E claro, às vezes abrir os olhos e fechar a boca. O que quer que aconteça, devemos ser sempre responsáveis das nossas escolhas, sendo grandes nos nossos pensamentos e humildes nas nossas ações. Pois o que eu vos desejo é que sejais todos muito felizes, “mesmo com estas águas turbas que pairam no ar”. A prevenção e a reflexão de cabeça fria, são as coisas que nos podem evitar alguns problemas e muitas dores desagradáveis de cabeça, e tempo perdido. Depois, quando passar a tempestade é tempo de voar para outros horizontes. Por conseguinte, não se esqueçam que Deus dá o tempo de graça e atrás de tudo isso, outros momentos felizes chegarão.
Os Sindicatos dizem que o pacote social é injusto no Luxemburgo
Os dois sindicatos OGB-L e LCGB classificam as medidas de poupança anunciadas pelo Governo de Xavier Bettel como “socialmente injustas”, enquanto a União Luxemburguesa dos Consumidores as considera “uma nova bofetada aos consumidores”.
“O pacote de medidas de poupança do Governo é socialmente injusto e um erro do ponto de vista económico”, critica o presidente do OGB-L, Jean-Claude Reding, denunciando em particular a nova contribuição para a infância, de 0,5%. Para o LCGB, a política do executivo de Bettel prejudica “a população ativa, os jovens e os reformados”. O sindicato social-cristão também questiona o fim do subsídio de maternidade e de educação, lamentando a “deterioração da situação dos agregados monoparentais” e com as crianças.
A ULC também não poupa críticas ao Orçamento de Estado apresentado pelo Governo. Para a ULC, são “novamente os salários médios que vão pagar a fatura”.
A ULC diz que os consumidores “vão ser enganados” pelos aumentos do IVA e pela contribuição de 0,5%. O organismo luxemburguês de proteção dos consumidores teme também que o aumento do IVA para 17% na compra de uma segunda casa prejudique o mercado de arrendamento e os locatários. Uma crise secundária pela Federação dos Artesãos, que teme que no futuro sejam construídas menos casas para arrendar no Luxemburgo. A União das Empresas luxemburguesas (UEL) diz que as medidas do Governo vão custar ao patronato entre 200 a 250 milhões de euros, com a redução das margens de lucro, devido ao aumento do IVA, a indexação automática dos salários e a redução da comparticipação do Estado na formação profissional e na Mutualidade dos Trabalhadores. Apesar disso, a UEL aprova as medidas do Governo para sanear as contas do Estado. “ O Governo deu um primeiro passo importante para reformar o país”, disse Paul Wurth, presidente da UEL.
Há muitos portugueses radicados no Luxemburgo a sofrer com a crise. E agora, ainda muito mais. Os três países fronteiriços França, Alemanha e Bélgica com vai e vem frenético de 170.000 pessoas a entrarem e a saírem do país todos os dias também para trabalharem; contribuem para o caos que se instalou e se constata no momento. Há muitos trabalhadores fronteiriços que depois de terem perdido os seus respetivos trabalhos nos seus países de eleição não hesitam em “vender-se por quatro moedas”.
Quer isso dizer, que aceitam muitas vezes trabalho abaixo do valor estipulado pela lei do ministério do trabalho deste país. Além do mais, essas pessoas até o pão trazem das suas casas que é mais barato que no Luxemburgo. Os cigarros e a gasolina compram onde trabalham, porque como o Iva é apenas de 15% facilita, sobretudo, sendo nos seus países o Iva de 20% e mais. O trabalho no Luxemburgo é cada vez mais escasso e raro, “tal como as minas de ouro que não existem nesta pequena parcela” de terra europeia.
Ora o flagelo ainda se faz mais sentir, sobretudo quando um dos cônjuges que trabalha no pequeno país perde o seu emprego. A renda de casa é um quebra-cabeças para qualquer cidadão, ou pai de família que habita no Luxemburgo. Não há nada no mercado de arrendamento, abaixo dos mil e cem euros mês. Isto é, para um apartamento com apenas um quarto, e sem os condomínios, claro… E como a maioria dos salários dos portugueses não ultrapassam os 1.670 euros mensais, já dá para imaginar o problema endémico.
O próprio governo tendo como Primeiro-Ministro Xavier Betel, não hesitou em dizer para quem quis ouvir que “os portugueses na época de crise atual já não são bem-vindos ao Luxemburgo”. Mas o Primeiro- Ministro Xavier Betel, esqueceu-se de dizer, que se a situação de rendas tão altas chegou a este rubro num ponto tão crucial, foi porque os governos sucessivos do seu país não quiseram travar a especulação imobiliária que já se arrasta há mais de 15 anos sucessivos. Como é possível um apartamento de 100 metros quadrados custar neste pequeno país a soma astronómica de 600.000 euros?
Essa dita soma tão elevada para os tempos que correm, é idêntica àquela que se paga na mesma aquisição de um apartamento em Paris. Portanto, os governos dos passados 20 anos no Luxemburgo, comprometeram e arruinaram a vida da juventude vindoura. Hoje em Luxemburgo, tal como existe em Portugal se não forem os pais a ajudar os filhos tudo é muito complicado.
O que eu desejava deixar no ar como colaborador do jornal aqui neste país, é que os jovens portugueses que desejam emigrar e antes de saírem de Portugal deviam em primeiro lugar pensar duas vezes. O Luxemburgo Já não é o que as pessoas imaginam e vêem na televisão, e que infelizmente não passa de mera ficção. Esse tempo maravilhoso onde corria o leite e o mel de outrora já há muito que morreu, aliás…
Hoje aqui no Luxemburgo, numa população de meio milhão de habitantes, há quase 20% das pessoas que vivem no limiar da pobreza. Portanto, pensem bem antes de deixarem os vossos trabalhos, os vossos amigos, e também as vossas famílias para virem ao encontro daquilo que é só fantasia imaginária nas vossas mentes de pessoas sonhadoras sem terem os pés bem assentes no chão. Eu sei que tem havido alguns emigrantes, uns familiares, outros amigos e vizinhos bastante arrogantes; e também inconscientes sem saberem o mal que provocam a outrem, e que na sua vaidade desmedida têm induzido alguns dos mesmos familiares, amigos e vizinhos em erro. O que eu quero aqui frisar, é que saibam ler entre as linhas, e se possível, sem se deixarem enganar por quem sabe menos que vocês. Não acham que se houvesse trabalho em demasia ou que chegasse no Luxemburgo, o serviço de emigração seria o primeiro a anunciar às pessoas fora das fronteiras?
Se me permitem a expressão e um conselho amigo de um homem com experiência, de alguém que já está há meio século fora de Portugal, é que em suma, vive-se melhor em Portugal com 800 euros mensais do que no Luxemburgo com 3.000 euros. Não se deixem iludir, porque depois quem perdem são vocês. Como eu frisei no princípio do artigo ao dizer que os três países fronteiriços são o principal problema a respeito da mão-de-obra é um facto. Portanto, se essas pessoas não tivessem perdido os seus empregos nos seus respetivos países, o Luxemburgo seria realmente um oásis.
Assim é aquilo que se vê e o que alguns que vieram há procura de trabalho ao Luxemburgo já constataram. Tenham calma que um dia tudo isto irá passar e ser como dantes. Mas até lá, têm que se contentar com aquilo que conseguem perto de casa, e sobretudo com a ajuda da família e de alguns amigos sinceros. Eu sei que ninguém tem o direito de dizer a alguém para não tentar a sua “chance” onde quer que seja no mundo. Mas na nossa vida, que às vezes que selecionar certas e determinadas coisas e escolher as melhores. E claro, às vezes abrir os olhos e fechar a boca. O que quer que aconteça, devemos ser sempre responsáveis das nossas escolhas, sendo grandes nos nossos pensamentos e humildes nas nossas ações. Pois o que eu vos desejo é que sejais todos muito felizes, “mesmo com estas águas turbas que pairam no ar”. A prevenção e a reflexão de cabeça fria, são as coisas que nos podem evitar alguns problemas e muitas dores desagradáveis de cabeça, e tempo perdido. Depois, quando passar a tempestade é tempo de voar para outros horizontes. Por conseguinte, não se esqueçam que Deus dá o tempo de graça e atrás de tudo isso, outros momentos felizes chegarão.
Os Sindicatos dizem que o pacote social é injusto no Luxemburgo
Os dois sindicatos OGB-L e LCGB classificam as medidas de poupança anunciadas pelo Governo de Xavier Bettel como “socialmente injustas”, enquanto a União Luxemburguesa dos Consumidores as considera “uma nova bofetada aos consumidores”.
“O pacote de medidas de poupança do Governo é socialmente injusto e um erro do ponto de vista económico”, critica o presidente do OGB-L, Jean-Claude Reding, denunciando em particular a nova contribuição para a infância, de 0,5%. Para o LCGB, a política do executivo de Bettel prejudica “a população ativa, os jovens e os reformados”. O sindicato social-cristão também questiona o fim do subsídio de maternidade e de educação, lamentando a “deterioração da situação dos agregados monoparentais” e com as crianças.
A ULC também não poupa críticas ao Orçamento de Estado apresentado pelo Governo. Para a ULC, são “novamente os salários médios que vão pagar a fatura”.
A ULC diz que os consumidores “vão ser enganados” pelos aumentos do IVA e pela contribuição de 0,5%. O organismo luxemburguês de proteção dos consumidores teme também que o aumento do IVA para 17% na compra de uma segunda casa prejudique o mercado de arrendamento e os locatários. Uma crise secundária pela Federação dos Artesãos, que teme que no futuro sejam construídas menos casas para arrendar no Luxemburgo. A União das Empresas luxemburguesas (UEL) diz que as medidas do Governo vão custar ao patronato entre 200 a 250 milhões de euros, com a redução das margens de lucro, devido ao aumento do IVA, a indexação automática dos salários e a redução da comparticipação do Estado na formação profissional e na Mutualidade dos Trabalhadores. Apesar disso, a UEL aprova as medidas do Governo para sanear as contas do Estado. “ O Governo deu um primeiro passo importante para reformar o país”, disse Paul Wurth, presidente da UEL.
18.3.13
Há portugueses “a ganhar 350 euros” no Luxemburgo
in RR
"As pessoas chegam a trabalhar 14 horas por dia, de segunda a sábado, e às vezes domingos e feriados, para receberem muito abaixo do salário mínimo no Luxemburgo", alerta um responsável do sindicato luxemburguês.
O sindicato luxemburguês OGB-L denuncia a existência de trabalhadores recrutados em Portugal para trabalhar na construção no Luxemburgo que recebem salários de 350 euros/mês, nalguns casos a trabalhar "sete dias por semana" e "14 horas por dia".
"As pessoas têm contratos que na aparência estão correctos, com o salário mínimo luxemburguês, mas depois descontam-lhes o transporte, o alojamento e a comida, o que é ilegal, e acabam a ganhar um salário de 500 ou 400 euros por mês, em alguns casos até 350 euros", disse à Lusa Stefano Araújo, secretário-central adjunto do departamento da construção da central sindical OGB-L.
Segundo o responsável sindical, os trabalhadores são recrutados por subempreiteiros em Portugal para trabalhar em empresas no Luxemburgo, em regime de destacamento, mas a lei comunitária que obriga a empresa a pagar o salário mais vantajoso dos dois países "não é respeitada".
"As pessoas chegam a trabalhar 14 horas por dia, de segunda a sábado, e às vezes domingos e feriados, para receberem muito abaixo do salário mínimo no Luxemburgo", diz o responsável sindical.
"Pela lei luxemburguesa, deviam receber 13,44 euros por hora, cerca de 2.325 euros brutos por mês, se trabalharem oito horas por dia e 40 horas por semana. Mas em vez disso recebem quatro a cinco euros brutos por hora e não lhes pagam as horas extra", acrescentou.
O sindicalista diz que há vários portugueses nesta situação, mas também "emigrantes da Ucrânia, Angola e Moçambique" a viver em Portugal.
São alojados em França, na fronteira com o Luxemburgo, e transportados diariamente para o Grão-Ducado, o que dificulta a fiscalização da Inspecção do Trabalho. Além de serem pagos "muito abaixo do mínimo" e não receberem horas extra, os trabalhadores são alojados em locais "sem nenhumas condições", denuncia o sindicalista.
"Há casos em que não têm água nem aquecimento", diz Stefano Araújo, explicando que isto obriga os trabalhadores a "lavarem-se em bacias nos estaleiros de construção".
"As pessoas chegam a trabalhar 14 horas por dia, de segunda a sábado, e às vezes domingos e feriados, para receberem muito abaixo do salário mínimo no Luxemburgo", alerta um responsável do sindicato luxemburguês.
O sindicato luxemburguês OGB-L denuncia a existência de trabalhadores recrutados em Portugal para trabalhar na construção no Luxemburgo que recebem salários de 350 euros/mês, nalguns casos a trabalhar "sete dias por semana" e "14 horas por dia".
"As pessoas têm contratos que na aparência estão correctos, com o salário mínimo luxemburguês, mas depois descontam-lhes o transporte, o alojamento e a comida, o que é ilegal, e acabam a ganhar um salário de 500 ou 400 euros por mês, em alguns casos até 350 euros", disse à Lusa Stefano Araújo, secretário-central adjunto do departamento da construção da central sindical OGB-L.
Segundo o responsável sindical, os trabalhadores são recrutados por subempreiteiros em Portugal para trabalhar em empresas no Luxemburgo, em regime de destacamento, mas a lei comunitária que obriga a empresa a pagar o salário mais vantajoso dos dois países "não é respeitada".
"As pessoas chegam a trabalhar 14 horas por dia, de segunda a sábado, e às vezes domingos e feriados, para receberem muito abaixo do salário mínimo no Luxemburgo", diz o responsável sindical.
"Pela lei luxemburguesa, deviam receber 13,44 euros por hora, cerca de 2.325 euros brutos por mês, se trabalharem oito horas por dia e 40 horas por semana. Mas em vez disso recebem quatro a cinco euros brutos por hora e não lhes pagam as horas extra", acrescentou.
O sindicalista diz que há vários portugueses nesta situação, mas também "emigrantes da Ucrânia, Angola e Moçambique" a viver em Portugal.
São alojados em França, na fronteira com o Luxemburgo, e transportados diariamente para o Grão-Ducado, o que dificulta a fiscalização da Inspecção do Trabalho. Além de serem pagos "muito abaixo do mínimo" e não receberem horas extra, os trabalhadores são alojados em locais "sem nenhumas condições", denuncia o sindicalista.
"Há casos em que não têm água nem aquecimento", diz Stefano Araújo, explicando que isto obriga os trabalhadores a "lavarem-se em bacias nos estaleiros de construção".
12.3.13
Depressão atinge emigrantes portugueses no Luxemburgo
in TSF
Está a aumentar o número de portugueses no Luxemburgo vítimas de depressão. Muitos confrontam-se com a falta de trabalho e dificuldades de integração. O Governo garante estar atento.
Entre 40 a 50 casos de depressão estão a ser diagnosticados todos os meses a portugueses que chegam ao Luxemburgo. Partem para o país com a expectativa de uma saída com sucesso para a crise e para a falta de emprego em Portugal, mas a realidade que encontram frusta-lhes, muitas vezes, essa esperança.
São cada vez mais casos, alerta a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que criou um Gabinete de Apoio Psicosocial para responder aos problemas dos novos emigrantes.
O secretário de Estado das Comunidades diz que o Governo está a par do aumento dos problemas de integração e que está a tomar medidas. Em declarações à TSF, José Cesário salienta que o Governo português celebrou várias parcerias que pretendem combater esses problemas.
Ciente de que os jovens que chegam ao Luxemburgo sentem muitas dificuldades em lidar com a nova realidade e com a nova língua, a Secretaria de Estado das Comunidades equaciona também a elaboração de um projeto-piloto de ensino de francês aos jovens portugueses.
O secretário de Estado das Comunidades lembra ainda que o Governo está a alertar quem pondere emigrar para o Luxemburgo para os problemas com que pode vir a confrontar-se. Aliás, está nos jornais uma campanha que avisa que aquele país deve ser evitado como destino porque o mercado de trabalho está saturado.
Está a aumentar o número de portugueses no Luxemburgo vítimas de depressão. Muitos confrontam-se com a falta de trabalho e dificuldades de integração. O Governo garante estar atento.
Entre 40 a 50 casos de depressão estão a ser diagnosticados todos os meses a portugueses que chegam ao Luxemburgo. Partem para o país com a expectativa de uma saída com sucesso para a crise e para a falta de emprego em Portugal, mas a realidade que encontram frusta-lhes, muitas vezes, essa esperança.
São cada vez mais casos, alerta a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, que criou um Gabinete de Apoio Psicosocial para responder aos problemas dos novos emigrantes.
O secretário de Estado das Comunidades diz que o Governo está a par do aumento dos problemas de integração e que está a tomar medidas. Em declarações à TSF, José Cesário salienta que o Governo português celebrou várias parcerias que pretendem combater esses problemas.
Ciente de que os jovens que chegam ao Luxemburgo sentem muitas dificuldades em lidar com a nova realidade e com a nova língua, a Secretaria de Estado das Comunidades equaciona também a elaboração de um projeto-piloto de ensino de francês aos jovens portugueses.
O secretário de Estado das Comunidades lembra ainda que o Governo está a alertar quem pondere emigrar para o Luxemburgo para os problemas com que pode vir a confrontar-se. Aliás, está nos jornais uma campanha que avisa que aquele país deve ser evitado como destino porque o mercado de trabalho está saturado.
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