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5.6.23

Internamentos sociais: "Pensar que é o estado que vai resolver tudo é um erro”

Henrique Cunha, in RR

Relações sociais e familiares devem ser trabalhadas para evitar que haja pessoas abandonadas em unidades hospitalares, defende Rede Europeia Anti-Pobreza.

É um erro pensar que o Estado é a única solução para o problema. É desta forma que o padre Jardim Moreira, da Rede Europeia Anti-Pobreza, reage ao sétimo Barómetro de Internamentos Sociais que revela um aumento do número de internados sociais de pessoas que não têm par onde ir.

Em declarações à Renascença, o padre Jardim Moreira diz haver um quadro de egoísmo que motiva este cenário.

“A solução tem de ser repensar a pessoa humana e relações sociais porque o que está mal é este tipo de sociedade que estamos a criar a partir do interesse de lucros e egoísmo que resulta numa sociedade inacreditável e desumana “, afirma.

O padre Jardim Moreira conclui que não é o Estado a solução para o problema dos internamentos sociais.

Sublinha que as relações sociais e familiares devem ser trabalhadas para evitar que haja pessoas abandonadas em unidades hospitalares.

O barómetro dos internamentos sociais revela um aumento de 60% em relação a 2022. Em março, 1.675 camas nos hospitais públicos estavam ocupadas por pessoas internadas apenas por razões sociais. Este aumento percentual dos internamentos inapropriados custará ao Estado 226 milhões de euros este ano.

27.2.23

Internamentos sociais: mais de 660 pessoas estão internadas sem estarem doentes

in SIC

A alta médica é dada, mas estas pessoas não têm condições para sair. Aguardam por lugares em lares ou precisam de reabilitação.

No final de janeiro, estavam 665 pessoas internadas em hospitais, sem estarem doentes.

São os chamados doentes sociais, que já tiveram alta e aguardam lugar em lares ou em unidades de cuidados continuados para reabilitação.

O hospital com mais doentes sociais é o Fernando da Fonseca, na Amadora. No total, 85 pessoas continuam à guarda do hospital Amadora-Sintra.

Em segundo lugar, surge o Hospital São José que, de acordo com o Diário de Notícias, tem 28 idosos internados exclusivamente por questões sociais. Um dos idosos está à espera há quase seis meses.

No Norte, o Santo António é o hospital com mais doentes sociais, seguindo-se o São João.