in Portugal.Gov
O programa Avançar tem como finalidade «incentivar a contratação sem termo de jovens qualificados com salário base igual ou superior a 1330 euros», disse a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na apresentação do programa, em Lisboa, na qual esteve também presente o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes.
Outro objetivo é a contratação sem termo de 25 mil jovens qualificados, prevendo o programa apoios financeiros de entre 8,6 e 12,4 mil euros para as empresas e descontos de 50% das contribuições para a Segurança Social.
Os jovens contratados – até aos 35 anos, com qualificação de nível superior e inscritos como desempregados no Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) – ainda recebem uma bolsa mensal de 150 euros, um «apoio financeiro à autonomização», durante o primeiro ano da vigência do contrato de trabalho.
O programa Avançar, que é regulado pela Portaria n.º 187/2023 publicada em Diário da República, prevê ainda majorações do apoio financeiro à contratação «sempre que esteja em causa a contratação de jovem com deficiência e incapacidade, posto de trabalho localizado em território do interior, quando a entidade empregadora seja parte de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, quando esteja em causa a contratação de jovem qualificado que esteja em situação de desemprego de longa duração e, ainda, a contratação de jovens qualificados do sexo sub-representado na profissão».
O programa pretende «atrair e reter o talento dos jovens qualificados» e apoiar a sua autonomização, assim como «promover a melhoria da qualidade do emprego, incentivando vínculos laborais mais estáveis e promovendo a fixação de salários adequados às qualificações dos jovens, fomentando e apoiando a criação líquida de postos de trabalho de jovens qualificados».
Em maio estavam desempregados em Portugal 70 500 jovens, o que corresponde a uma taxa de desemprego jovem de 18,6%, mais do triplo da registada para os adultos (5,5%).
O programa Avançar concretiza mais uma medida do Acordo de Rendimentos e Competitividade.
Para mais informações sobre destinatários, condições e candidaturas consulte o site do Instituto do Emprego e Formação Profissional.
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28.4.22
"Estancar a sangria dos jovens mais qualificados, apoiar o seu regresso", defende Santos Silva
Paulo Ribeiro Pinto, in Negócios on-line
O discurso do Presidente da Assembleia da República foi interrompido por uma indisposição de um funcionário do protocolo do Parlamento. Augusto Santos Silva dedicou o discurso às comunidades emigrantes portuguesas.
O Presidente da Assembleia da República defendeu esta segunda-feira que o país deve "estancar a sangria dos nossos jovens mais qualificados, apoiar o seu regresso e servir melhor as comunidades no estrangeiro", lembrando que "ao contrário da ditadura, a democracia não esconde os problemas."
No discurso na sessão solene do 25 de abril, na Assembleia da República, Augusto Santos Silva dedicou todo o seu discurso às comunidades portuguesas, apontando os vários casos de portugueses que estão à frente de organizações internacionais, "ilustres emigrantes que hoje nos dignificam à frente das Nações Unidas e de outras organizações, no mundo económico e profissional, nas artes, na Igreja, no desporto, no voluntariado", afirmou.
Nos desafios, Santos Silva apontou que é preciso "compreender que estas comunidades são parte indispensável da nação que formamos, um recurso essencial para a nossa influência do mundo e um exemplo vivo de que identidade e integração, multiculturalidade e coesão são polos que se complementam e não opostos que se digladiem".
A segunda figura do Estado apontou ainda o papel "frutífero de Portugal no concerto das nações: como berço da casa de gente a seu modo cosmopolita, pacífica, humanista, solidária, aberta aos outros, calcorreando pelo mundo e em todo o lado derrubando muros e erguendo pontes."
O discurso do Presidente da Assembleia da República foi interrompido por uma indisposição de um funcionário do protocolo do Parlamento. Augusto Santos Silva dedicou o discurso às comunidades emigrantes portuguesas.
O Presidente da Assembleia da República defendeu esta segunda-feira que o país deve "estancar a sangria dos nossos jovens mais qualificados, apoiar o seu regresso e servir melhor as comunidades no estrangeiro", lembrando que "ao contrário da ditadura, a democracia não esconde os problemas."
No discurso na sessão solene do 25 de abril, na Assembleia da República, Augusto Santos Silva dedicou todo o seu discurso às comunidades portuguesas, apontando os vários casos de portugueses que estão à frente de organizações internacionais, "ilustres emigrantes que hoje nos dignificam à frente das Nações Unidas e de outras organizações, no mundo económico e profissional, nas artes, na Igreja, no desporto, no voluntariado", afirmou.
Nos desafios, Santos Silva apontou que é preciso "compreender que estas comunidades são parte indispensável da nação que formamos, um recurso essencial para a nossa influência do mundo e um exemplo vivo de que identidade e integração, multiculturalidade e coesão são polos que se complementam e não opostos que se digladiem".
A segunda figura do Estado apontou ainda o papel "frutífero de Portugal no concerto das nações: como berço da casa de gente a seu modo cosmopolita, pacífica, humanista, solidária, aberta aos outros, calcorreando pelo mundo e em todo o lado derrubando muros e erguendo pontes."
1.10.12
Desemprego: Trabalhar no Estado deixou de ser atrativo para os jovens mais qualificados - OIT
in Expresso
O economista da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Daniel Vaughan-Whitehead considera que o setor público português deixou de ser atrativo para os jovens mais qualificados e que a austeridade poderá comprometer a qualidade dos serviços públicos.
"O que nós vemos é uma redução do capital humano no setor público, os trabalhadores mais qualificados estão a reformar-se e a ser substituídos por funcionários com menos qualificações porque o setor já não atrai os jovens mais qualificados", disse o economista em declarações à agência Lusa a propósito de um estudo da OIT ainda a publicar sobre o impacto das medidas de austeridade sobre a Administração Pública.
Para Daniel Vaughan-Whitehead, o principal autor do estudo, o objetivo dos cortes no setor público português é "pagar menos e conseguir mais".
O economista da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Daniel Vaughan-Whitehead considera que o setor público português deixou de ser atrativo para os jovens mais qualificados e que a austeridade poderá comprometer a qualidade dos serviços públicos.
"O que nós vemos é uma redução do capital humano no setor público, os trabalhadores mais qualificados estão a reformar-se e a ser substituídos por funcionários com menos qualificações porque o setor já não atrai os jovens mais qualificados", disse o economista em declarações à agência Lusa a propósito de um estudo da OIT ainda a publicar sobre o impacto das medidas de austeridade sobre a Administração Pública.
Para Daniel Vaughan-Whitehead, o principal autor do estudo, o objetivo dos cortes no setor público português é "pagar menos e conseguir mais".
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