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15.6.22

Reino Unido disponível para negociar com União Europeia solução para a Irlanda do Norte

in Expresso

Governo britânico avança com legislação que vai alterar unilateralmente o acordo do Brexit, garantindo que não será violado o direito internacional

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Liz Truss, manifestou esta segunda-feira disponibilidade para negociar com a União Europeia uma solução para a Irlanda do Norte, ao mesmo tempo que vai avançar com legislação que vai alterar unilateralmente o acordo do Brexit.

Num telefonema esta manhã com o vice-presidente da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič, Liz Truss informou-o de que o Governo vai apresentar esta tarde no Parlamento legislação "para resolver os problemas com o Protocolo da Irlanda do Norte e restaurar a estabilidade política”.

A chefe da diplomacia britânica disse na rede social Twitter que a "preferência é uma solução negociada”, mas” insistiu que "a UE deve estar disposta a mudar o próprio Protocolo”.

Šefčovič respondeu que a UE "sempre prestou a máxima atenção ao impacto que o Brexit tem na Irlanda do Norte, oferecendo soluções viáveis” e avisou que “a ação unilateral é prejudicial à confiança mútua e uma fórmula para a incerteza”.

O Governo britânico vai apresentar esta segunda-feira uma proposta de lei para alterar unilateralmente o Protocolo da Irlanda do Norte, a qual garante que não vai violar o direito internacional.

A legislação vai dar aos ministros poderes para desaplicar partes do Protocolo, que foi desenhado entre o Reino Unido e UE como parte do Acordo de Saída do Reino Unido do bloco europeu para manter a fronteira terrestre na Irlanda aberta.

A ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Liz Truss, manifestou esta segunda-feira disponibilidade para negociar com a União Europeia uma solução para a Irlanda do Norte, ao mesmo tempo que vai avançar com legislação que vai alterar unilateralmente o acordo do Brexit.

Num telefonema esta manhã com o vice-presidente da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič, Liz Truss informou-o de que o Governo vai apresentar esta tarde no Parlamento legislação "para resolver os problemas com o Protocolo da Irlanda do Norte e restaurar a estabilidade política”.

A chefe da diplomacia britânica disse na rede social Twitter que a "preferência é uma solução negociada”, mas” insistiu que "a UE deve estar disposta a mudar o próprio Protocolo”.

Šefčovič respondeu que a UE "sempre prestou a máxima atenção ao impacto que o Brexit tem na Irlanda do Norte, oferecendo soluções viáveis” e avisou que “a ação unilateral é prejudicial à confiança mútua e uma fórmula para a incerteza”.

O Governo britânico vai apresentar esta segunda-feira uma proposta de lei para alterar unilateralmente o Protocolo da Irlanda do Norte, a qual garante que não vai violar o direito internacional.

A legislação vai dar aos ministros poderes para desaplicar partes do Protocolo, que foi desenhado entre o Reino Unido e UE como parte do Acordo de Saída do Reino Unido do bloco europeu para manter a fronteira terrestre na Irlanda aberta.

MANTER NA PRÁTICA O MERCADO ÚNICO DE MERCADORIAS DA UE

O acordo assinado em 2020 introduz controlos e documentação adicional sobre mercadorias que circulam entre o Reino Unido e a província da Irlanda do Norte, atrito que foi criticado por empresas e pelos partidos unionistas, que são pró-britânicos.

O protocolo mantém na prática a Irlanda do Norte dentro do mercado único de mercadorias da UE, ficando o território sujeito a normas e leis europeias.

Preocupado com o afastamento económico e político da região do resto do país, o Partido Democrata Unionista (DUP) bloqueou em protesto a formação de um novo governo regional após as eleições de maio até que o Protocolo seja alterado.

Truss disse, em telefonema esta manhã com o homólogo irlandês, Simon Coveney, que a proposta de lei que vai "proteger a paz e a estabilidade na Irlanda do Norte e manter o Acordo de Belfast (Sexta-feira Santa)”.

"Continuamos abertos a negociações com a UE, mas não podemos esperar para resolver as questões que o povo da Irlanda do Norte enfrenta”, justificou

Embora não seja conhecido o conteúdo, a imprensa britânica avança que a legislação vai remover todos os processos alfandegários de mercadorias do Reino Unido destinados à Irlanda do Norte, mas mantém controlos aos bens que se destinam ao mercado único europeu.

17.5.22

Teto máximo para preço do gás. Gasóleo mais barato. Alimentos mais caros.

Ana E. de Freitas, in Rádio Voz da Planície

A negociação foi feita em Bruxelas e estabelece um teto máximo para o preço do gás utilizado para produção de eletricidade. Esta semana a gasolina ficou mais cara um cêntimo, mas o preço do gasóleo diminuiu cerca de sete cêntimos por litro. Ir às compras voltou a ficar mais caro um euro e 21 cêntimos, diz a Deco.

O Governo aprovou o mecanismo para limitar o preço do gás para produção de eletricidade. Foi negociado com Bruxelas e diz que, nos próximos 12 meses, o gás custará uma média de 48,8 euros/megawatt hora (MWh), quase metade do preço que esta matéria-prima tem atualmente. "Vai beneficiar tanto os consumidores domésticos como industriais afetados pela subida dos preços da eletricidade no mercado grossista", asseguram os governantes.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério das Finanças, em comunicado, o preço da gasolina subiu um cêntimo por litro esta semana, ao passo que o valor do gasóleo reduziu cerca de sete cêntimos por litro. Mantêm-se sem alterações os valores dos descontos do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP).

Ir às compras está, de novo, mais caro. Cabaz de bens alimentares essenciais aumentou um euro e 21 cêntimos euros face à semana anterior, mas há produtos - como o óleo ou o salmão - cujo preço já aumentou mais de 50 por cento desde o início da guerra, diz a Deco.

Desde que iniciou esta análise, a 23 de fevereiro, a Deco frisa que o preço do mesmo cabaz já aumentou 12,84 por cento, ou seja, 23 euros e 58 cêntimos.

Esta análise tem por base, recordamos, os preços de um cabaz de 63 produtos alimentares essenciais, que inclui alimentos como peru, frango, pescada, carapau, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.