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5.7.22

"Virámos a página desta crise. Agora, é arregaçar as mangas e trabalhar", diz Costa

in JN

O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que, com a aprovação em votação final global da proposta de Orçamento para 2022, o país virou a página da crise política e defendeu que esse era um passo que os portugueses aguardavam.

Esta posição foi transmitida por António Costa momentos depois de o Parlamento ter aprovado a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, com votos favoráveis do PS, abstenções dos três deputados do PSD/Madeira e dos deputados únicos do PAN e Livre, e contra da bancada social-democrata, Chega, Iniciativa Liberal, PCP e Bloco de Esquerda.

Tendo ao seu lado os ministros das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, o líder do executivo defendeu que os portugueses aguardavam pela aprovação deste Orçamento.

"Virámos a página desta crise. Portanto, agora, é mesmo arregaçar as mangas e pormo-nos ao trabalho. É isso que o país precisa, é isso que os portugueses merecem e é isso que seguramente querem", considerou.

Perante os jornalistas, numa breve declaração, António Costa procurou sintetizar a sua perspetiva sobre as principais características da proposta orçamental do Governo que entrará em vigor a 7 de julho próximo.

"Este é um Orçamento que vai permitir aos jovens, à classe média e às famílias com menores rendimentos pagarem menos IRS. Vai permitir aos pensionistas receberem já a partir de julho o aumento extraordinário das suas pensões com efeitos retroativos a janeiro, assim como reforçar os equipamentos sociais, começando no Serviço Nacional de Saúde, mas, também, com o início do programa das creches gratuitas já a partir do início do próximo ano letivo", sustentou.

António Costa defendeu em seguida que o Orçamento irá melhorar "significativamente a ação escolar para todos os jovens que pretendam frequentar os seus mestrados".

"É um Orçamento que apoia fortemente a recuperação económica, seja pelo incentivo que dá às empresas para poderem investir, seja também pelo reforço do investimento público", acrescentou.


8.6.22

"Nota-se a diferença." PCP critica maioria socialista e quer Cabaz Alimentar com preço controlado

Judith Menezes e Sousa, in TSF

Apesar do chumbo da proposta, os comunistas levam a plenário a proposta para que exista uma regulação do mercado para "travar o aumento brutal de preços" de produtos essenciais. Até ontem nenhuma proposta do PCP tinha sido aprovada pelo PS.

Pão, carne, peixe e óleo, são alguns dos produtos que para o PCP devem ter preços regulados para travar a "escalada exorbitante relativamente àquilo que é depois o esmagamento dos preços da produção", na denúncia do deputado Bruno Dias, em declarações à TSF.

"É preciso tomar medidas para que haja o controlo de preços que deve assumir uma regulação do mercado de uma forma muito concreta: o Estado deve assumir a sua responsabilidade, por um lado, defendendo a produção nacional e por outro os consumidores", afirma o deputado do PCP que, apesar de ter visto o PS chumbar a proposta na especialidade, vai insistir em plenário, esta quarta-feira.

O PCP acusa o PS de falta de "coragem política para enfrentar interesses poderosos", tanto entre os grandes grupos da grande distribuição, como na questão dos combustíveis e da energia.

Depois de ter obtido alguns ganhos de causa nos últimos Orçamentos de Estado negociados com os governos minoritários do PS, o PCP não viu ainda qualquer das propostas apresentadas merecer a aprovação da nova maioria absoluta socialista.

"Nota-se uma diferença", ironiza Bruno Dias adiantando que " há uma incapacidade "por parte do Partido Socialista em responder às propostas do PCP, decorrente da maioria que tem "rejeitado sistematicamente" as propostas comunistas.

A proposta de Orçamento de Estado para 2022 tem votação final global agendada para sexta-feira à tarde.