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16.2.18

Fundação “la Caixa” inicia implantação de projetos sociais em Portugal

in o Observador

Fundação "la Caixa", dona do espanhol CaixaBank e do BPI, apresentou as linhas mestras da atuação em Portugal. Vão ser 50 milhões de euros por ano para projetos, sobretudo de apoio social.
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Artur Santos Silva, responsável pela ação da Fundação la Caixa em Portugal

Depois de, no ano passado, o grupo financeiro catalão CaixaBank ter passado a deter 84,5% dos direitos de voto do banco BPI na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre aquele banco português, a fundação “la Caixa” (dona da CaixaBank) deu esta quarta-feira o tiro de partida para iniciar a sua “obra social” em Portugal. O investimento, tal como já tinha sido anunciado, vai ser de 50 milhões de euros por ano em ação social no nosso país, com o objetivo de implementar vários programas de apoio a idosos e pessoas em exclusão.

No quadro da entrada do BPI no Grupo CaixaBank, a Fundação Bancária ‘la Caixa’ inicia este ano a sua implantação progressiva em Portugal com o objetivo de contribuir para o bem-estar dos portugueses, especialmente daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade”, lê-se no comunicado de imprensa divulgado esta quarta-feira.


A apresentação das linhas mestras de atuação da fundação “la Caixa” em Portugal foi feita esta quarta-feira numa conferência com o diretor-geral da Fundação Bancária, Jaume Giró, e com o presidente honorário do BPI, Artur Santos Silva. “Hoje formalizamos o nosso plano de atuação para este ano, que é o resultado de meses de reflexão e preparação. Ouvimos, e vamos continuar a ouvir, os portugueses, as administrações públicas e as entidades sociais para contribuir, até onde estiver ao nosso alcance, para o progresso de Portugal e dos seus cidadãos”, disse Jaume Giró, na apresentação dos projetos, em Lisboa.

O investimento de 50 milhões anuais da fundação tinha sido anunciado em abril do ano passado pelo presidente Isidro Fainé, depois de um encontro que teve com o primeiro-ministro português, António Costa. “Fruto desta colaboração, Portugal converte-se no epicentro do compromisso internacional da Fundação Bancária ‘la Caixa’ que prevê alcançar um orçamento anual de 50 milhões de euros destinados à ação social em Portugal”, diria o BPI em comunicado nessa altura.

O investimento na área social será feito em programas ligados à inserção no mercado de trabalho de pessoas em exclusão social (como o programa Incorpora), mas também em programas de apoio aos idosos (com atividades de desenvolvimento ativo) e de oferta de cuidados paliativos. De acordo com o comunicado divulgado esta quarta-feira, o plano diretor para Portugal em 2018 contempla quatro eixos: o eixo dos programas da fundação; o do lançamento de prémios destinados a apoiar projetos de entidades sociais; o eixo da gestão do orçamento, gerido através do BPI; e o eixo dos projetos especiais, onde se incluem projetos destinados a situações de emergência.
Entre os projetos próprios, a fundação “la Caixa” destaca não só o programa Incorpora, “destinado a fomentar a contratação de pessoas em risco ou em situação de exclusão”, como o programa de Atenção a Pessoas com Doenças Avançadas, “centrado no apoio a pessoas que se encontram no final da sua vida e no apoio aos seus familiares”.

Além do investimento em projectos sociais, a “la Caixa” terá também linhas dedicadas à investigação — com ênfase em área como as doenças oncológicas, neurodegenerativas e cardiovasculares –, à educação e à cultura

27.2.17

Projetos sociais apresentados em jornadas

Texto Juliana Batista, in Fátima Missionária

O encontro terá lugar no Teatro Miguel Franco

Vários projetos sociais, «considerados como boas práticas de intervenção», serão dados a conhecer nas «Jornadas de Economia Social», que vão realizar-se na cidade de Leiria

Membros de oito organizações de economia social vão dinamizar a sexta edição das «Jornadas de Economia Social» na cidade de Leiria, no próximo dia 4 de abril. O encontro terá lugar no Teatro Miguel Franco, a partir das 09h00, e vai decorrer sob o tema «Projetos sociais: da conceção aos resultados – o diálogo virtuoso entre financiadores e promotores».
 
O encontro será uma ocasião para apresentar os «projetos sociais apoiados pelas entidades financiadoras, considerados como boas práticas de intervenção». Além disso vai ser um meio para fornecer aos participantes «conhecimentos e informação sobre as expetativas das entidades financiadoras e as expetativas das entidades promotoras dos projetos».
 
As «Jornadas de Economia Social» foram ainda programadas para debater «perspetivas sobre o financiamento de projetos, tendo em vista a identificação de fatores que potenciem a convergência de expetativas e resultados», informam os serviços de comunicação da Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN-Portugal).

12.1.16

Apoio a projetos sociais

In "Diário de Notícias"

O Movimento Mais para Todos, que beneficiou mais de 16 mil pessoas de Norte a Sul do País, está a decorrer com a missão renovada de apoiar instituições de todo o País que, diariamente, estão no terreno a ajudar quem mais precisa.

É agora a altura de todas as IPSS, dos 18 distritos de Portugal, independentemente da sua área de atuação, apresentarem os seus projetos em www.maisparatodos.pt até ao dia 15 de janeiro.

As IPSS têm neste movimento uma oportunidade imperdível de continuar a ajudar ainda mais os seus beneficiários. Até dia 15 de janeiro de 2016, todas as Instituições Particulares de Solidariedade Social podem apresentar as candidaturas dos seus projetos através do site www.maisparatodos.pt. Este site contém toda a informação sobre a segunda edição deste movimento solidário e será também através desta plataforma que será possível acompanhar os projetos selecionados.

Para garantir uma visão abrangente e isenta, os projetos-candidatos vão ser avaliados por um júri constituído por personalidades de diversas áreas e com valor amplamente reconhecido. Presidido por Mercedes Balsemão, presidente da SIC Esperança, o painel de jurados conta com os repetentes Ana Rita Clara, Fernanda Freitas e Óscar Daniel, aos quais se juntam pela primeira vez Andreia Rodrigues e os professores Américo Mendes, coordenador da ATES -Área Transversal de Economia Social da Universidade Católica (Porto) e Fernando Humberto Serra, coordenador do ISCSP Cidadania.
A representar as marcas parceiras deste movimento está Vanessa Romeu, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social do Lidl Portugal.
Reforçando a amplitude geográfica que caracteriza este movimento, o júri selecionará pelo menos um projeto por distrito em Portugal continental tendo por base critérios sólidos de sustentabilidade e impacto.

À semelhança da primeira edição, o Movimento Mais para Todos conta como apoio de um conjunto de marcas com uma forte consciência social e que fazem questão de ajudar reforçando o donativo monetário angariado nas lojas.
A campanha de angariação de fundos decorreu de 1 a 24 de dezembro nas 240 lojas Lidl do País e, por cada compra realizada, independentemente do valor, o Lidl doou 0,10 €.

A ajuda esteve assim ao alcance de todos, bastava escolher marcas socialmente responsáveis, não sendo necessária contribuição financeira individual.

22.9.14

"Os espaços públicos deviam ser livres para a intervenção"

Texto de Miguel Januário, in Público on-line (P3)

No dia em que o P3 comemora três anos pedimos a algumas pessoas que fossem o génio da lâmpada e apresentassem desejos de futuro. Miguel ±MAISMENOS± Januário já fez o funeral de Portugal, mas ainda acredita num "espaço público mais rico"

Os meus desejos são simples, mas acredito que possam ser pertinentes para uma mudança de mentalidades, para uma evolução social e do conhecimento, direccionando a sociedade para o esclarecimento, inter-relacionando-se entre si.

Se todos os espaços abandonados e suportes publicitários das cidades servissem livremente para a intervenção, teriamos uma maior informação, mais conhecimento vindo de fontes livres, desligada de intenções corporativas e/ou interesses económicos e políticos, como acontece com os media.

Se a população fosse, nesse sentido, mais activa, seria mais informada no todo, o espaço público mais rico, com mais diálogo e opinião, ao serviço e à disposição de todos, servindo a população.

O espaço público, livre da exclusividade da publicidade e interesses privados, preenchido de ideias, de projectos sociais e de manifestações artísticas iria enriquecer os indivíduos e, à disposição de todos, funcionaria como um motor para uma sociedade mais educada e aberta, mais livre e justa.

20.3.12

My Social Project. Nova rede social portuguesa quer juntar causas, voluntários e empresas

Por Marta F. Reis, in iOnline

Projecto é apresentado amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian. Fundadores esperam chegar aos 5 mil membros até ao final do ano

Nova rede social portuguesa quer criar um mercado de projectos sociais e incentivar o voluntariado. É apresentada amanhã na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

O Facebook tem dois milhões de utilizadores registados em Portugal, o Linked-In tem cerca de 400 mil, e o thestartracker, rede para talentos portugueses espalhados pelo mundo, 33 mil membros. E amanhã é apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma nova rede social criada de raiz em Portugal por dois jovens empreendedores, Pedro Bártolo e Martim Vaz Pinto.

O objectivo da My Social Project é ligar pessoas, empresas e causas para dar gás a diferentes projectos sociais em curso no país, seja movimentos espontâneos da população seja iniciativas de instituições particulares de solidariedade social ou associações. Até ao final do ano esperam chegar aos 5 mil membros – um cenário realista, diz ao i Pedro Bártolo, um dos fundadores. Mas o objectivo é ambicioso: criar um mercado de projectos sociais e obter dados para medir pela primeira vez em Portugal o impacto do voluntariado e as carências sociais das organizações, numa parceria com a Católica–Lisbon School of Business and Economics.

Pedro Bártolo, 28 anos e licenciado em Gestão Industrial, explicou ao i que a ideia nasceu há um ano e três meses de conversas entre um grupo de amigos com alguma experiência no voluntariado. Bártolo fundou em 2008 um movimento chamado Pegadas, um grupo de jovens católicos que organiza actividades como campos de férias para cerca de 150 crianças de Cascais. Com a ajuda do amigo Martim Vaz Pinto, de 26 anos e formado em Economia, e assessorados pelos “seniores” Pedro Rocha e Mello (Brisa) e Rui Diniz (José de Mello Saúde), passaram os últimos meses a de- senvolver a plataforma e a encontrar os primeiros membros.

O projecto, que só será oficialmente apresentado amanhã, arranca com 100 empresas inscritas e cerca de 30 associações, mas o objectivo é chegar às 100 durante as próximas semanas, diz Bártolo. Para isso, o My Social Project tem já uma parceria com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, que lhes abriu as portas a 5 mil organizações. “Noventa por cento das instituições que temos estado a contactar têm aderido à rede, mas um dos desafios que já identificámos é que vai ser preciso criar uma rotina nas IPSS para que actualizem os seus perfis. A rede vai funcionar como um mercado: quando mais forem sensíveis ao marketing e à necessidade de se divulgarem, mais vão conseguir canalizar recursos e donativos.”

Do lado das empresas, além de terem criado uma carteira de 100 organizações com capacidade financeira para reforçar o mecenato, Bártolo explica que outro pilar importante para o seu envolvimento serão não só os projectos de solidariedade social, mas também aqueles orientados para a sustentabilidade. Apesar de já haver alguns projectos de promoção do voluntariado social, como é o caso do projecto Do Something ou da Bolsa de Valores Sociais, o fundador sublinha que este é o primeiro projecto no país que aproveita o modelo das redes sociais para ligar todos os intervenientes.

“A nossa primeira ambição é ter uma rede, suficientemente sólida e credível, que mobilize as pessoas”, diz Bártolo. Neste primeiro ano, a rede vai ter permanentemente duas pessoas a gerir os contactos e a aconselhar as associações a promover as suas causas, seja com textos ou vídeos do trabalho que estão a desenvolver. Mas o objectivo é que a plataforma funcione por si, com as leis da oferta e da procura. Uma pessoa que queira fazer voluntariado pode pesquisar pela área que lhe interessa e região do país, e se tem disponibilidade total ou parcial. Já uma instituição ou empresa poderá fazer a mesma busca, seja à procura de voluntários ou de projectos que vão ao encontro do programa de responsabilidade social da organização. Já o primeiro retrato destas interacções, a cargo da Católica, é esperado dentro de um ano: “Como é uma rede que criámos de raiz, consoante a adesão vamos poder ter dados sobre quem ajuda e como é que ajuda, que donativos é que as pessoas estão mais dispostas a dar e quais as carências das IPSS, o que permitirá um retrato que, até ao momento, não há nenhuma entidade a fazer.”