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5.7.22

NATO responsabiliza Putin pela crise alimentar global

in DN

"A crise alimentar global é um resultado direto da invasão russa da Ucrânia", afirmou o secretário-geral da NATO. Stoltenberg afirmou ainda que Putin deve acabar "imediatamente" com a guerra na Ucrânia.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, responsabilizou esta quinta-feira a Rússia pela crise alimentar global por ter invadido a Ucrânia e assegurou o empenho dos aliados em encontrar soluções para retomar a exportação de cereais ucranianos.

"A crise alimentar global é um resultado direto da invasão russa da Ucrânia", disse Stoltenberg na conferência final da cimeira de Madrid.

Stoltenberg disse que o impacto da crise alimentar "é grave, incluindo em algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo".

"Os preços dos alimentos estão a atingir máximos recordes e muitos países dependem da Ucrânia para importações substanciais de trigo e outros alimentos", afirmou.

Stoltenberg disse que o fim da guerra impedirá a crise alimentar, mas insistiu que essa decisão está nas mãos do Presidente russo, Vladimir Putin, que desencadeou o conflito quando ordenou a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

"O presidente Putin deve retirar as suas forças e pôr imediatamente fim a esta guerra, pondo fim ao ataque a uma nação democrática e soberana que está a causar tanto sofrimento na Ucrânia", apelou o antigo primeiro-ministro da Noruega.

Stoltenberg disse que a crise alimentar foi um dos temas discutidos na cimeira de Madrid e que os aliados apoiarão soluções para retomar a exportação dos cereais ucranianos, dando o exemplo da alternativa terrestre através da Roménia.

"Os aliados discutiram os seus esforços para mitigar a crise e tirar os cereais da Ucrânia, por terra e por mar", afirmou.

4.5.22

O secretário-geral da ONU escreveu que são precisos "passos urgentes para salvar vidas, pôr fim ao sofrimento humano e trazer paz à Ucrânia".

in TSF

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visita esta terça-feira Moscovo onde irá encontrar-se com o Presidente russo, Vladimir Putin, e com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, no contexto da ofensiva russa em curso na Ucrânia.

Após a visita a Moscovo, Guterres irá ser recebido a 28 de abril em Kiev pelo chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Numa publicação na rede social Twitter a propósito destas deslocações, no sábado passado, António Guterres escreveu: "Precisamos de passos urgentes para salvar vidas, pôr fim ao sofrimento humano e trazer paz à Ucrânia".

A viagem de Guterres à Rússia acontece num momento em que o secretário-geral da ONU tem sido alvo de críticas pela sua alegada passividade em tomar medidas concretas para travar a guerra na Ucrânia.

Na semana passada, mais de 200 antigos dirigentes da ONU dirigiram uma carta a António Guterres, com um apelo para que seja mais proativo em relação a esse conflito. Os signatários alertaram que, a menos que Guterres atue de forma mais pessoal para assumir a liderança na tentativa de mediar a paz na Ucrânia, as Nações Unidas arriscam não apenas a irrelevância, mas a sua existência continuada.

A confirmação da visita a Moscovo surgiu na sexta-feira e após um pedido feito na terça-feira passada pelo próprio secretário-geral, que, através de uma carta entregue à Missão Permanente da Federação Russa junto da Organização das Nações Unidas (ONU), pediu para ser recebido por Putin.


"O secretário-geral disse que, neste momento de grande perigo e consequências, gostaria de discutir medidas urgentes para trazer a paz à Ucrânia, e o futuro do multilateralismo com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional", disse, após o pedido a Moscovo e a Kiev, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric.

O porta-voz de António Guterres observou ainda que tanto a Ucrânia, quanto a Rússia, são membros fundadores das Nações Unidas e "sempre foram fortes apoiantes desta Organização".

A ordem das visitas foi no sábado criticada por Zelensky, que considerou "ilógica" a decisão de Guterres de se deslocar a Moscovo dois dias antes de ir a Kiev. "É errado ir primeiro à Rússia e vir depois à Ucrânia. Não há justiça nem lógica nessa ordem", afirmou.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.