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18.11.15

Atividade económica estabiliza e consumo privado diminui

in Jornal de Notícias

O indicador relativo à atividade económica medido pelo Banco de Portugal manteve-se estável em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, enquanto o que diz respeito ao consumo privado diminuiu.

O Banco de Portugal (BdP) divulgou esta quarta-feira que o indicador coincidente mensal para a atividade económica voltou a apresentar o valor de 0,9%, à semelhança de setembro e agosto.

O indicador coincidente para o consumo privado, por sua vez, registou uma redução para 2,2% depois de ter apresentado dois meses (agosto e setembro) o valor de 2,4%.

Os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que refletem a variação homóloga do respetivo agregado económico.

29.7.13

Há 30 anos que não se consumia tão pouco

por Ana Serafim, in Sol

Há pelo menos 30 anos que os portugueses não cortavam tanto no consumo de produtos básicos como leite, fruta ou pão. No primeiro semestre deste ano, a compra de bens de grande consumo caiu 3,7%, mesmo que as idas às compras até tenham tido uma ligeira subida de 0,3%, indicam dados da Kantar WorldPanel, que analisa 4.000 lares de Portugal continental.
De cada vez que os consumidores foram ao supermercado, o volume de artigos postos no carrinho diminuiu 4,9%. “É a primeira vez que temos uma queda desta magnitude no volume dos produtos de grande consumo. Este é o sector que mais resiste à crise. Deve ser a quebra mais acentuada dos últimos 20 ou 30 anos”, refere Paulo Caldeira, um dos directores da consultora.

Desde o final de 2011 que estas categorias de artigos já davam sinais de quebra, mas nunca tão acentuada. Nas últimas décadas, os bens de grande consumo até haviam ganho preponderância, com a diversificação da oferta.

“Este já é um ajuste muito importante das famílias. Não estamos a falar de comprar menos roupa ou carros. Estamos a falar do que é básico, onde 84% é alimentação”, reforça a outra directora, Sónia Antunes.

A análise semestral da Kantar mostra que o consumidor português está em ‘modo de sobrevivência’: compra o essencial, foca-se na alimentação, corre pelos melhores preços e promoções, reduz stocks e gastos supérfluos. Por cada acto de compra, a aquisição de azeite caiu 25,7%, a farinhas diminuiu 12%, a de pão 9,5%, e a de fruta 7,4%.

Feitas as contas, a quebra do volume consumido em Portugal já alcançou a da Grécia, cujo pico da queda do consumo destes bens (-3,9%) aconteceu no segundo semestre de 2012. Na Irlanda, a maior redução foi de 1,5%, no primeiro semestre de 2011, e a maior quebra em Espanha – que actualmente já não está a perder volume nos bens de grande consumo – foi de 1,1%.

22.2.13

Consumo privado cai há mais de dois anos

in TSF

O consumo privado caiu em janeiro e acumula mais de dois anos consecutivos de quedas mensais, enquanto a atividade económica completou 23 meses consecutivos de queda.

Nos indicadores de conjuntura do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados, o indicador coincidente do consumo privado apresentou uma diminuição homóloga de 4,6% em janeiro (4,8% em dezembro), enquanto a confiança dos consumidores -- medida pela Comissão Europeia - se manteve estável.

Por sua vez, o indicador coincidente da atividade económica - que acumula quedas desde março de 2011 - caiu 1,4% em janeiro, uma descida, ainda assim, menos acentuada do que a de dezembro, de 1,6%.

O sentimento económico, medido pela Comissão Europeia, piorou depois de três meses de recuperação.

23.10.12

Queda do consumo e dos salários agrava-se

por Filipe d'Avillez, in RR

Estatísticas oficiais dizem que o pessimismo aumentou. Clima económico piorou.

Emprego, salários e consumo: está tudo em queda, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). As famílias estão a cortar mais nas despesas e os empresários estão também mais pessimistas, revela a síntese de conjuntura do INE, que analisa dados de Agosto.

Os indicadores de consumo registaram todos quedas mais expressivas que nos anteriores meses, com destaque para os automóveis. Os dados do INE mostram que as famílias estão a optar cada vez mais pela poupança.

No mercado de trabalho, as notícias também não são animadoras. Os dados disponíveis apontam para a redução do emprego e a diminuição da remuneração média por trabalhador. A taxa de desemprego subiu 0,1 pontos percentuais desde Maio, tanto na área do euro como na União Europeia, representando agora 11,4% e 10,5%, respectivamente.

Más notícias também no que diz respeito aos salários. Segundo o relatório do INE, as remunerações médias mensais declaradas por trabalhador à Segurança Social registaram uma variação homóloga de menos 1,6% em Agosto, uma redução mais intensiva em 0,5 pontos percentuais que no mês anterior.

Estes dados surgem numa altura em que o Governo acaba de apresentar o novo Orçamento do Estado, que prevê mais impostos para as famílias no próximo ano. A contestação nas ruas também está a aumentar.

11.7.12

Poupança das famílias sobe à custa da queda do consumo

Por Pedro Crisóstomo, in Público on-line

Os efeitos da austeridade, a retracção no consumo privado e o receio de desemprego estão a levar as famílias portuguesas a poupar mais.

O indicador de poupança elaborado pela Associação Portuguesa dos Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) e pela Universidade Católica voltou a aumentar em Junho e está ao nível mais alto desde meados de 2003.

O indicador atingiu em Junho 117 pontos, valor comparável com os 109,7 registados no mês anterior, o que indicia que a poupança das famílias em percentagem do Produto Interno Bruto continua a crescer.

Um valor de 125 neste indicador representa uma taxa de poupança de 10% do PIB. Mas, desde que a APFIPP e a Católica elaboram este indicador, ou seja, desde 2000, nunca foram registados “valores inferiores a 75 ou superiores a 120”.

Este indicador é o único que mede as poupanças das famílias mensalmente. Os dados do INE são trimestrais e divulgados só alguns meses mais tarde do período em análise.

De acordo com os números mais recentes, do final de Junho, mostram que a taxa de poupança das famílias face ao rendimento disponível aumentou no primeiro trimestre 0,8 pontos percentuais, para 10,8%, sobretudo à custa da queda do consumo privado.

O rendimento disponível manteve-se praticamente inalterado – com um aumento de 0,2%. E a capacidade de financiamento das famílias também subiu (0,7 pontos percentuais), para 5,1 % do PIB, revelam ainda os dados do INE.

24.3.12

Actividade económica e consumo privado atenuam queda em Fevereiro

Por Ana Rita Faria, in Público on-line

Apesar de continuarem a apresentar recuos historicamente elevados, a actividade económica e o consumo privado atenuaram ligeiramente a tendência de queda em Fevereiro.

De acordo com os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal, hoje divulgados, o indicador coincidente do consumo privado caiu 5,4% em Fevereiro, em relação ao mesmo período do ano passado, ligeiramente menos do que as quedas de 5,5% registadas nos dois meses anteriores e que constituíram um mínimo histórico.

Esta retracção contínua dos gastos das famílias está a ter impacto no desempenho da economia. O indicador coincidente da actividade económica medido pelo banco central apresenta um recuo homólogo de 2,3%, o que representa uma queda menos acentuada desde Agosto de 2011. Em Novembro e Dezembro, a actividade económica apresentou o maior recuo desde que a crise financeira de 2009 (-3%), mas em Janeiro já caiu menos (-2,7%).

A explicar esta aparente melhoria dos indicadores no início do ano estará a queda abrupta da actividade económica e do consumo na recta final de 2011, que pode distorcer a comparação. No último trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 2,8% em termos homólogos e tanto o consumo privado como o consumo público e o investimento apresentaram os maiores recuos desde que há registo dos dados.

Desde Fevereiro de 2011 que a actividade económica está em terreno negativo e deverá cair ainda mais, devido ao impacto das políticas de austeridade e do desemprego elevado sobre o consumo privado e sobre o investimento. Nas suas últimas previsões, a Comissão Europeia aponta para uma contracção da economia portuguesa de 3,3% este ano.