por Lusa, texto publicado por Paula Mourato, in Diário de Notícias
Os salários em Portugal baixaram em 2013, pelo segundo ano consecutivo, segundo um estudo da consultora Mercer divulgado hoje, de acordo com o qual cerca de 31% das empresas congelaram os ordenados.
"Devido ao efeito de substituição de colaboradores contratados com níveis salariais mais baixos para as mesmas funções, verifica-se, pelo segundo ano consecutivo, uma redução real dos salários em todos os grupos funcionais", segundo o estudo Total Compensation Portugal 2013.
A maior descida salarial foi verificada nas funções de direção geral/administração e comerciais/vendas, com quebras de 4,94% e 1,48%, respetivamente.
Segundo o documento, cerca de 31% das 300 empresas que participaram no estudo "congelaram os salários para toda a sua estrutura".
No que respeita ao número de trabalhadores, a maioria das empresas (65%) pretende manter o número de colaboradores este ano, mas 18% manifestaram intenção de reduzir o seu quadro de pessoal.
Para 2014, as estimativas da Mercer apontam para que o número de empresas que pretendem reduzir o seu quadro de pessoal baixe, passando dos 18% para cerca de 13%.
O estudo da consultora tem por base a análise de 114.526 postos de trabalho em 300 empresas presentes no mercado português, 56% das quais multinacionais, 43% empresas privadas e 1% públicas.
Os setores de atividade mais representativos são: serviços gerais (27%), bens de consumo (16%), grande distribuição (13%), serviços financeiros (9%), alta tecnologia/telecomunicações (13%) e indústrias diversificadas (5%).
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5.9.13
23.10.12
Queda do consumo e dos salários agrava-se
por Filipe d'Avillez, in RR
Estatísticas oficiais dizem que o pessimismo aumentou. Clima económico piorou.
Emprego, salários e consumo: está tudo em queda, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). As famílias estão a cortar mais nas despesas e os empresários estão também mais pessimistas, revela a síntese de conjuntura do INE, que analisa dados de Agosto.
Os indicadores de consumo registaram todos quedas mais expressivas que nos anteriores meses, com destaque para os automóveis. Os dados do INE mostram que as famílias estão a optar cada vez mais pela poupança.
No mercado de trabalho, as notícias também não são animadoras. Os dados disponíveis apontam para a redução do emprego e a diminuição da remuneração média por trabalhador. A taxa de desemprego subiu 0,1 pontos percentuais desde Maio, tanto na área do euro como na União Europeia, representando agora 11,4% e 10,5%, respectivamente.
Más notícias também no que diz respeito aos salários. Segundo o relatório do INE, as remunerações médias mensais declaradas por trabalhador à Segurança Social registaram uma variação homóloga de menos 1,6% em Agosto, uma redução mais intensiva em 0,5 pontos percentuais que no mês anterior.
Estes dados surgem numa altura em que o Governo acaba de apresentar o novo Orçamento do Estado, que prevê mais impostos para as famílias no próximo ano. A contestação nas ruas também está a aumentar.
Estatísticas oficiais dizem que o pessimismo aumentou. Clima económico piorou.
Emprego, salários e consumo: está tudo em queda, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). As famílias estão a cortar mais nas despesas e os empresários estão também mais pessimistas, revela a síntese de conjuntura do INE, que analisa dados de Agosto.
Os indicadores de consumo registaram todos quedas mais expressivas que nos anteriores meses, com destaque para os automóveis. Os dados do INE mostram que as famílias estão a optar cada vez mais pela poupança.
No mercado de trabalho, as notícias também não são animadoras. Os dados disponíveis apontam para a redução do emprego e a diminuição da remuneração média por trabalhador. A taxa de desemprego subiu 0,1 pontos percentuais desde Maio, tanto na área do euro como na União Europeia, representando agora 11,4% e 10,5%, respectivamente.
Más notícias também no que diz respeito aos salários. Segundo o relatório do INE, as remunerações médias mensais declaradas por trabalhador à Segurança Social registaram uma variação homóloga de menos 1,6% em Agosto, uma redução mais intensiva em 0,5 pontos percentuais que no mês anterior.
Estes dados surgem numa altura em que o Governo acaba de apresentar o novo Orçamento do Estado, que prevê mais impostos para as famílias no próximo ano. A contestação nas ruas também está a aumentar.
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