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14.6.23

Quase 22% da população da UE estava em 2022 em risco de pobreza ou exclusão social

Por Lusa, in Expresso


No final do ano passado Roménia, Bulgária, Grécia e Espanha tinham as taxas mais elevadas da Europa de risco de pobreza ou exclusão social. Portugal, com 20,1%, ficou abaixo da média da União Europeia

Um total de 95,3 milhões de pessoas estava em risco de pobreza ou exclusão social na União Europeia em 2022, representando 21,6% da população do bloco, com Portugal a registar uma taxa de 20,1%, informou esta quarta-feira o Eurostat.

Na UE, de acordo com os dados do serviço estatístico europeu, manteve-se praticamente inalterada de 2021 para 2022 a taxa da população em risco de pobreza ou exclusão social, ou seja, que vivem em agregados familiares onde há pelo menos um dos três riscos de pobreza e exclusão social: risco de pobreza, privação material ou social severa e/ou estar inserido num agregado com intensidade laboral muito reduzida.

Entre os Estados-membros, as maiores taxas de risco de pobreza ou exclusão social foram registadas, no ano passado, na Roménia (34%), Bulgária (32%), Grécia e Espanha (26% cada) e as menores na República Checa (12%), Eslovénia (13%) e Polónia (16%).

Portugal apresentou uma taxa de 20,1%, um recuo face aos 22,4% de 2021 e em linha com os 20% de 2020, ocupando o 12.º lugar da tabela dos Estados-membros.

19.9.22

21,7% da população da UE em risco de pobreza ou exclusão social

in DN

A Roménia (34%), a Bulgária (32%), Grécia e Espanha (28% cada) foram os Estados-membros com maiores taxas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social em 2021. Portugal em oitavo.

Em 2021, 21,7% da população da União Europeia (UE) estava em risco de pobreza ou exclusão social, uma ligeira subida face aos 21,6% do ano anterior, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

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Por outro lado, das 95,4 milhões de pessoas na UE (94,8 milhões em 2020) em risco de pobreza, cerca de 5,9 milhões (1,3% do total da população da UE) vivia em agregados expostos simultaneamente aos três riscos de pobreza e exclusão social: risco de pobreza, ou vivendo em agregados com intensidade laboral 'per capita' muito reduzida ou em situação de privação material e social severa.

Em 2021, 73,7 milhões de pessoas na UE corriam risco de pobreza, 27 milhões estavam em situação de privação material ou social severa e 29,3 milhões viviam em agregados com baixa intensidade laboral.

A Roménia (34%), a Bulgária (32%), Grécia e Espanha (28% cada) foram os Estados-membros com maiores taxas de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social.

Em contraste, as menores taxas de pessoas em risco foram registadas na República Checa (11%), Eslovénia (13%) e Finlândia (14%).

Em Portugal, havia em 2021 22,4% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social (20,0% em 2020), a oitava maior taxa entre os Estados-membros e acima da média da UE (21,7%).

17.10.18

Portugal em 11.º lugar no risco de pobreza ou exclusão social

Andreia Sanches, in Público on-line

Eurostat divulgou dados a propósito do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza e analisa o comportamento da União Europeia nos últimos anos.

Na hora de comparar os países em matéria de pobreza e exclusão social, Portugal surge em 11.º lugar numa lista de 26 Estados para os quais estão disponíveis dados relativos a 2017. Ou seja, cerca de um quarto da população portuguesa (23,3%) está “em risco de pobreza ou exclusão”. Na União Europeia (UE) a percentagem média de pessoas nessa situação é de 22,5%. Bulgária, Grécia e Roménia têm taxas superiores a 34%. São dados do Eurostat, o serviço de estatística da UE, que, nesta terça-feira, véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, divulgou os números-chave sobre o tema.

Para o Eurostat, o indicador “risco de pobreza ou exclusão social” define quem está em risco de pobreza monetária (pessoas que vivem com um rendimento abaixo do que em cada país é definido como o limiar de pobreza) ou quem vive em agregados com intensidade laboral per capita muito reduzida (poucas horas de trabalho) ou ainda quem se encontra em situação de privação material severa (situações em que não existe acesso a um conjunto de bens, que incluem, por exemplo, aquecimento adequado da casa, capacidade de pagar a renda atempadamente, de ter uma refeição com carne, peixe ou equivalente de dois em dois dias, pagar uma semana de férias). As pessoas que estão em “risco de pobreza ou exclusão social” podem viver uma ou mais destas formas de pobreza.
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A UE, como um todo, e Portugal, em particular, têm menos pessoas em risco do que em 2008. O Instituto Nacional de Estatística já tinha revelado os números que mostravam que Portugal reduzira a sua taxa de “risco de pobreza ou exclusão social” em 2,7 pontos. O que os dados do Eurostat fazem é comparar a forma como os diferentes países progrediram. A redução média na UE foi de 1,2 pontos. No entanto, “ainda há cerca de 113 milhões de pessoas na UE nesta situação”, quase 2,4 milhões das quais em Portugal.
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Portugal conseguiu baixar a percentagem de população em risco mais do que a UE. Mas houve países que foram ainda mais longe. Por exemplo, a Polónia que tinha 30,5% da sua população, em 2008, em situação de pobreza ou exclusão e conseguiu baixar esta taxa 11 pontos (para 19,5%), ou a Roménia, que assistiu a uma redução de 8,5 pontos (para 35,7%).

Grécia, Luxemburgo e Itália fizeram caminhos inversos e viram crescer a percentagem da sua população em risco.