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27.3.23

Associação propõe ao Governo incentivos à mobilidade dos jovens em território nacional

Por Lusa, in Expresso 

A Associação Nacional de Jovens Empresários quer mais incentivos à mobilidade dos jovens em território nacional e uma rede internacional de municípios para promover o empreendedorismo jovem
A ANJE apresentou, esta quarta-feira, ao Governo uma carta de recomendações, onde propõe medidas como incentivos à mobilidade dos jovens em território nacional e criação de uma rede internacional de municípios para promover o empreendedorismo jovem.

Na carta, a que a Lusa teve acesso, a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) enumera os problemas dos jovens em Portugal e as eventuais soluções, e propõe recomendações como a necessidade de criar e reter talento, promover a literacia financeira e o empreendedorismo nas escolas, entre outras.

No que respeita à criação, atração e retenção de talento, a ANJE propõe "benefícios fiscais para as empresas na contratação dos jovens qualificados" e "incentivos à mobilidade dos jovens em território nacional".

Em termos de diminuição de burocracia, a associação considera que "ainda há muito a fazer em Portugal" para facilitar a atividade empresarial e promover o investimento privado, propõe a "criação de uma plataforma num conceito de 'explicador', integrando todas as necessidades de uma jovem empresa, incluindo a criação, financiamento e aspetos legais", e a "constituição de uma comissão interdisciplinar entre organismos do Estado, entidades que representam os jovens e os jovens empresários para estudar e propor novas formas de relação entre ambos".

Outra das recomendações para aumentar a participação cívica e empresarial dos jovens é criar "uma rede internacional de municípios, ligados para promover o empreendedorismo jovem, através de uma plataforma que integra o compromisso de todo o ecossistema empreendedor e as políticas de incentivo ao empreendedorismo jovem dos municípios; tudo com vista à integração de esforços e à certificação das políticas juvenis e empreendedoras locais".

Além disso, propõe também a criação de uma plataforma de participação dos jovens, "focada no digital, onde os mesmos possam interagir com os decisores, nomeadamente o desenvolvimento de um Concurso de Empreendedorismo Nacional Anual para Jovens, através de uma plataforma digital técnico-pedagógica educativa, composta por programas de aceleração com jovens empreendedores inspiradores, com a atribuição de prémios para alavancar os projetos vencedores", entre outros.

A Associação Nacional de Jovens Empresários salienta, na carta de recomendações ao Governo, que "não existe nenhum concurso deste género para jovens, em que haja um programa de aceleração para estimular valências empreendedoras", pelo que se disponibiliza "desde já" para desenvolver essa plataforma em conjunto com o Governo e com 'stakeholders' nacionais na área do empreendedorismo".

Defende também a criação de um programa nacional de financiamento e levantamento de capital que permita aos jovens criarem as suas empresas.

No que respeita à literacia financeira e empreendedorismo nas escolas, recomenda "um contrato programa com entidades para a educação de jovens em contexto escolar, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino universitário, em questões de empreendedorismo e literacia financeira, focado em ensinar a elaborar planos de negócio, dominar as ferramentas básicas de gestão, ter noção da lógica do mercado, desenvolver a sua criatividade e ser inovador, assumir riscos e saber gerir o sucesso e o insucesso".

A associação propõe também a introdução do empreendedorismo "como um dos principais vetores do Plano Nacional para a Juventude" e o desenvolvimento de um programa nacional para alteração da forma de comunicação das entidades públicas com os jovens, envolvendo os próprios jovens a desenvolverem este programa.

Defende também a necessidade de realizar a transição geracional dos decisores, uma vez que em Portugal "ainda existe um fosso entre as novas e as velhas gerações".

E aponta: "A geração mais preparada de sempre está pouco presente quer nos centros de decisão política, quer nos centros de decisão económica".

Por isso, "conviria acelerar a transição geracional na sociedade portuguesa para, por um lado, rentabilizar melhor as competências especializadas dos jovens e a sua maior disponibilidade para o risco, a inovação e a criatividade e, por outro, para que os anseios e expetativas das novas gerações sejam devidamente acautelados".

Isto não significa promover uma rutura entre gerações, mas sim "dar maior diversidade geracional aos centros de decisão", remata a ANJE, na sua carta de recomendações em seis áreas com oito propostas concretas.

17.4.15

Anje vai apoiar 10 projectos de negócio de base tecnológica

in Público on-line (P3)

O ponto de partida do programa passa por "familiarizar os jovens empreendedores com os desafios decorrentes da criação e desenvolvimento de um projeto empresarial"

A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) abriu as candidaturas, até 26 de Abril, para o programa de aceleração de "start-ups", que apoia o lançamento no mercado de projectos de negócio através de uma "combinação inovadora de metodologias". Em antecipação à agência Lusa, a associação anuncia a realização, durante os meses de Maio e Junho, do ANJE Startup Accelerator (ASA), que "apresenta uma combinação inovadora de metodologias com provas dadas em programas de empreendedorismo internacionalmente reconhecidos com metodologias de estímulo à criatividade".

Com candidaturas abertas até 26 de Abril no site www.inovaportugal.com/asa e um número máximo de 30 projectos de negócio na primeira fase, o ASA vai "apoiar a constituição de 10 'startups' de base tecnológica", que receberão um apoio total de 22 mil euros, cinco mil euros em dinheiro e os restantes 17 mil euros em benefícios, incluindo ainda o prémio a incubação ANJE com duração de dois anos.

Segundo a informação avançada, o "ASA está aberto a candidatos estrangeiros, motivados pela criação de empresas em Portugal, numa lógica de atracção de investimento e inovação, mas também de atracção de talento e de estímulo ao estabelecimento de sinergias internacionais".

O presidente da ANJE, João Rafael Koehler, explicou à agência Lusa que este é "o único programa que integra quer a componente de "design thinking", quer a de "business thinking", para assim ajudar os empreendedores a perceberem como criar valor para os seus clientes, desenvolvendo produtos e serviços centrados na experiência dos utilizadores".

Quatro fases

O responsável garante que "este acelerador foi desenhado e pensado de acordo com as novas tendências de aceleração aplicadas nos mais competitivos ecossistemas de empreendedorismo a nível internacional". O ponto de partida do programa passa por "familiarizar os jovens empreendedores com os desafios decorrentes da criação e desenvolvimento de um projecto empresarial", recebendo os candidatos selecionados "apoio especializado ao nível da definição do plano de negócio, do financiamento do projeto, do desenvolvimento de produto, da relação clientes/mercado, da gestão de equipas, da legislação aplicável à atividade económica, do "marketing" e da comunicação".

Os dois meses de duração do Asa estão divididos em quatro fases, sendo a primeira a selecção dos candidatos, a que se seguem um conjunto de "workshops", no intervalo dos quais os 30 escolhidos vão desenvolver trabalhos de aplicação. "O trabalho desenvolvido permitirá aos mentores selecionar 10 equipas, anunciadas a 26 de março, para participarem na terceira fase, aquela em a aceleração do ASA será efetivada", explica a ANJE. O ASA — ANJE Startup Accelerator é uma iniciativa promovida pela ANJE no âmbito do PIP — Projecto Inovação Portugal, programa de empreendedorismo cofinanciado pelo QREN — Quadro de Referência Estratégico Nacional, no âmbito do Compete — Programa Operacional Fatores de Competitividade.