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23.6.23

Consumo de tabaco continua a aumentar entre os portugueses. Uso de sedativos desce

Natália Faria, in Público

Inquérito aos hábitos de consumo revela que a prevalência do consumo de tabaco aumentou de 48,8% para 51%, entre 2017 e 2022. Tabaco aquecido e cigarros electrónicos ajudam a explicar aumento.

Apesar de todas as restrições impostas nos últimos anos, o consumo de tabaco tem vindo a aumentar entre os portugueses, segundo o Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Activas na População Geral (INPG), que é divulgado esta sexta-feira. Entre 2017 e 2022, a prevalência do consumo de tabaco aumentou de 48,8% para 51%, segundo o estudo que envolveu uma amostra de 12 mil pessoas, representativa da população.

“Mesmo com as alterações legislativas que se têm verificado nos últimos anos, a prevalência do consumo de tabaco tem vindo a aumentar paulatinamente”, começa por constatar Casimiro Balsa, coordenador do inquérito feito por uma equipa de investigação do CICS.Nova – Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, por iniciativa do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

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10.5.23

Vai ser proibido fumar em esplanadas cobertas e perto de escolas e faculdades já este ano

Por Lusa, in Público



Restrição da possibilidade de fumar nos espaços ao ar livre, dentro dos perímetros onde estão instalados edifícios com acesso público, deverá entrar em vigor a 23 de Outubro.


A venda de tabaco em máquinas automáticas vai ser proibida em 2025 e ainda este ano será interdito fumar nos espaços ao ar livre junto de edifícios públicos como escolas, faculdades ou hospitais, segundo uma proposta de lei.


Caso a proposta de lei do Governo seja aprovada pela Assembleia da República, deixa de ser possível a venda de tabaco directa ou através de máquinas de venda automática em locais como restaurantes, bares, salas e recintos de espectáculo, casinos, bingos, salas de jogos, feiras, exposições.

Em declarações ao JN, a secretária de Estado da Promoção da Saúde Margarida Tavares explica que no que respeita a esplanadas, as regras também apertam. "Em todas as que têm algum tipo de cobertura, e não é preciso ser completa" será proibido fumar, tal como à porta ou junto às janelas de restaurantes, bares e cafés.

Também nos festivais de música, onde há "um marketing até bastante agressivo no sentido de promover a compra e a utilização de tabaco e até de outros produtos de tabaco, nomeadamente tabaco aquecido, vai ser proibido vender estes produtos", revelou à agência Lusa a Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares.

O objectivo é restringir a venda de tabaco a tabacarias ou similares e nos aeroportos a partir de Janeiro de 2025.

Segundo a governante, as alterações à Lei do Tabaco, que deverão ser aprovadas na quinta-feira em Conselho de Ministros, foram motivadas essencialmente pela necessidade de transpor para a legislação nacional a directiva europeia, de 29 de Junho de 2022, que equipara o tabaco aquecido a outros produtos do tabaco, proibindo a venda de tabaco aquecido com aromas.

No entanto, vincou, "o foco é mesmo na promoção da saúde", que passa por "desincentivar o consumo de tabaco e também reduzir a possibilidade de acesso ao tabaco, ou seja, da venda de tabaco".


Por isso, as regras relativas ao fumo nos espaços fechados de acesso ao público, onde já há "grandes restrições", vão ser mais apertadas.

"Basicamente deixa de haver locais onde seja possível fumar", à excepção de alguns espaços, como restaurantes, bares, discotecas, que instalarem em Janeiro deste ano, decorrente da legislação, equipamentos que permitem "ter espaços separados e protegidos para fumadores" e que poderão manter até 2030.

Há ainda excepções "muito específicas" como os aeroportos ou outros locais onde não é possível ir fumar a outro local.

Margarida Tavares destacou como a alteração "mais revolucionária" a restrição da possibilidade de fumar nos espaços ao ar livre, dentro dos perímetros onde estão instalados edifícios com acesso público, como hospitais, centros de saúde, escolas ou faculdades, uma medida que deverá entrar em vigor a 23 de Outubro, o prazo da entrada em vigor da directiva.

"Em alguns locais, como por exemplo nas prisões, se calhar seria um pouco injusto fazermos uma coisa idêntica", referiu, explicando que é possível delimitar um espaço devidamente assinalado onde seja possível fumar.

A governante explicou que o que se pretende é criar cada vez mais ambientes que "garantam às pessoas terem as melhores opções para a sua saúde", mas também desincentivar o consumo do tabaco e limitar o acesso, sobretudo aos mais jovens, para que não comecem a fumar.

"Queremos criar uma geração livre de tabaco até 2040 e nós acreditamos mesmo que isto é possível", disse, salientando que o caminho que tem vindo a ser percorrido em Portugal e noutros países tem dado resultados.

Desde que a Lei do Tabaco entrou em vigor em 2007, assinalou, "muitas coisas mudaram", havendo uma redução "muito importante" da prevalência e da iniciação de tabaco.

Em 2005/2006, a prevalência era de 20,9% de fumadores (mais de 30% nos homens e cerca de 12% nas mulheres), valor que baixou para 20% em 2014 (28% nos homens, 13% nas mulheres) e para 19% em 2019 (24% nos homens e 11% nas mulheres).

"Fomos implementando restrições aos locais onde é possível fumar e aos locais de venda, assim como outras advertências que foram colocadas e isso teve um impacto muito significativo, nomeadamente nos jovens", realçou, lembrando um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto que constatou que, em 2003, 19,9% dos jovens com 13 anos já tinham experimentado tabaco, enquanto em 2018 apenas 3,9% o tinham feito.

2.3.16

Tabaco mata mais de 12 mil portugueses por ano

in TSF

O estudo revela que o tabaco mata quase o dobro do que o álcool, o sal e a atividade física


"Entre os fatores de risco comportamental, fumar foi a primeira causa de morte em Portugal, em ambos os sexos". A conclusão está no estudo "Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números 2015" que foi esta terça-feira apresentado pela Direção-Geral de Saúde (DGS).
Institute for Health Metrics and Evaluation

Ao todo, segundo as contas apresentadas no documento e feitas por um instituto internacional (Institute for Health Metrics and Evaluation), 10,8% dos mortos em Portugal durante 2013 atribuem-se ao consumo de tabaco, sendo que o fumo passivo esteve na origem de 0,4% dos óbitos.

Destes mais de 12 mil mortos, cerca de 5.500 foram por cancro, 4.000 por doenças respiratórias e 3.000 por doenças do aparelho circulatório.

O relatório da DGS, feito pelo Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, acrescenta que se focarmos a análise na população com idades entre os 45 e os 64 anos, uma em cada cinco mortes é atribuível ao consumo de tabaco. E fumar também é um dos principais fatores a contribuir para os anos de vida que os portugueses vivem sem saúde.

Contudo, o documento tem algumas boas notícias. Por exemplo, a "mortalidade devida à exposição ao fumo ambiental do tabaco registou uma descida assinalável nos últimos anos" e há cada vez menos não-fumadores expostos ao fumo.

O país teve ainda uma quebra nos últimos 9 anos no consumo de tabaco que passou de 20,9% da população em 2005/2006 para 20% em 2014. Já os consumidores diários tiveram uma redução superior de quase 2 pontos percentuais para 16,8%. Do outro lado, os ex-fumadores subiram de 16,1% para 21,7%.

Portugal atualmente mais 10% de locais de consulta para apoio à cessação tabágica, além de um crescimento das consultas. Contudo, apenas 3,6% dizem ter recorrido a apoio médico ou tomado medicamentos para deixar de fumar, enquanto que 92% dos ex-fumadores não tiveram qualquer apoio.