por Cristina Nascimento, in RR
As contas baseiam-se no exercício verificado durante o primeiro semestre deste ano. Acertos terão lugar no próximo ano, quando fizer o IRS.
O Governo estima devolver aos contribuintes 0,7 pontos percentuais da sobretaxa de IRS, referente ao ano de 2015. Esta sobretaxa é actualmente de 3,5%, mas, a manter-se o ritmo actual da receita fiscal, será reduzida para 2,8% este ano.
As contas, divulgadas esta sexta-feira, baseiam-se no exercício verificado durante o primeiro semestre deste ano.
Desde 2013, trabalhadores e pensionistas pagam uma sobretaxa de 3,5%, mas no Orçamento do Estado para 2015 foi estabelecido que a sobretaxa seria total ou parcialmente devolvida se a soma das receitas de IRS e IVA ficarem acima das projecções do orçamento.
No primeiro semestre de 2015, a soma das receitas de IRS e IVA estão 4,2% acima do que o registado no mesmo período do ano anterior. No Orçamento de Estado, para a totalidade de 2015, o Executivo previa um crescimento de 3,5%.
A Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais faz dois cenários, tendo por base os rendimentos de 2015 e partindo do princípio que se mantém o comportamento da economia:
-- Uma pessoa solteira, trabalhador dependente, sem filhos, com rendimentos de 1.750€ mensais receberá um crédito fiscal de 88,62€.
-- Uma pessoa casada, trabalhador dependente, dois filhos, com rendimentos de 2.500€ mensais receberá um crédito fiscal de 156,05€.
No Portal das Finanças, está em funcionamento um simulador, no qual cada contribuinte pode introduzir o valor dos seus rendimentos e aferir com exactidão o que previsivelmente lhe será devolvido em 2016.
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24.7.15
2.10.14
Onde estão os milhões de euros injetados na banca europeia?
in TVI24
Contribuintes europeus estão a pagar as perdas dos maus investimentos feitos pelos credores alemães e franceses
É a pergunta que se impõe: para onde foram os biliões de euros injetados na banca europeia durante os resgates à Irlanda, Portugal ou Espanha? Quem beneficiou com este resgate?
No programa «Observatório do Mundo», desta semana, vamos mostrar-lhe que os contribuintes europeus estão a pagar as perdas dos maus investimentos feitos pelos credores alemães e franceses.
Recorde-se que, na Zona Euro, um país após o outro pediu dinheiro emprestado. O programa conta com as respostas de Brian Hayes, ministro-adjunto das Finanças da Irlanda, Luis de Guindos, ministro das Finanças de Espanha, Wlfgang Scauble, ministro das Finanças da Alemanha e Jorg Asmussen, membro do Conselho Executivo do BCE.
Esta noite, na TVI24, saiba tudo sobre «Os segredos do resgate financeiro.
Contribuintes europeus estão a pagar as perdas dos maus investimentos feitos pelos credores alemães e franceses
É a pergunta que se impõe: para onde foram os biliões de euros injetados na banca europeia durante os resgates à Irlanda, Portugal ou Espanha? Quem beneficiou com este resgate?
No programa «Observatório do Mundo», desta semana, vamos mostrar-lhe que os contribuintes europeus estão a pagar as perdas dos maus investimentos feitos pelos credores alemães e franceses.
Recorde-se que, na Zona Euro, um país após o outro pediu dinheiro emprestado. O programa conta com as respostas de Brian Hayes, ministro-adjunto das Finanças da Irlanda, Luis de Guindos, ministro das Finanças de Espanha, Wlfgang Scauble, ministro das Finanças da Alemanha e Jorg Asmussen, membro do Conselho Executivo do BCE.
Esta noite, na TVI24, saiba tudo sobre «Os segredos do resgate financeiro.
29.9.14
Salário mínimo. Contribuintes pagam 20 milhões que empresários vão poupar
por João Carlos Malta, in RR
A redução das contribuições das empresas através da Taxa Social Única não afectará contas da Segurança Social. Mas será pago pelos contribuintes através do Orçamento de Estado.
Para convencer os patrões a assinar em Concertação Social o acordo de aumento do salário mínimo para 505 euros, o Governo acenou aos empresários com uma redução de 0,75 pontos percentuais nos pagamentos à Segurança Social. Contas feitas, a poupança para as empresas é de 3,8 euros por trabalhador.
Será o Orçamento de Estado a fazer a transferência deste dinheiro que fica em falta.
A confirmação foi dada pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, que avaliou a quebra de receitas do sistema de Segurança Social em 20 milhões de euros.
"Haverá uma transferência do Orçamento de Estado desse valor", garantiu o governante, no final da reunião do Conselho de Ministros, na qual foi aprovado o aumento da remuneração mínima.
Depois do anúncio de aumento do salário mínimo foram avançados vários valores para a quebra de receita da Segurança Social (entre 19 e 27 milhões de euros), uma vez que a mesma está dependente do número de trabalhadores que auferem o salário mínimo. E aí há números para todos os gostos: desde o cálculo do Governo (350 mil trabalhadores) até aos da CGTP (500 mil).
Marques Guedes defendeu ainda que este novo sistema de contribuições que decorre do aumento do salário mínimo não vai favorecer as contratações a preço reduzido. A benesse de redução na TSU só se aplicará para contratos celebrados até Maio.
"Não se permite que esse desconto de .75 na contribuição para a TSU se verifique para contractos posteriores a este diploma", defendeu.
A redução das contribuições das empresas através da Taxa Social Única não afectará contas da Segurança Social. Mas será pago pelos contribuintes através do Orçamento de Estado.
Para convencer os patrões a assinar em Concertação Social o acordo de aumento do salário mínimo para 505 euros, o Governo acenou aos empresários com uma redução de 0,75 pontos percentuais nos pagamentos à Segurança Social. Contas feitas, a poupança para as empresas é de 3,8 euros por trabalhador.
Será o Orçamento de Estado a fazer a transferência deste dinheiro que fica em falta.
A confirmação foi dada pelo ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, que avaliou a quebra de receitas do sistema de Segurança Social em 20 milhões de euros.
"Haverá uma transferência do Orçamento de Estado desse valor", garantiu o governante, no final da reunião do Conselho de Ministros, na qual foi aprovado o aumento da remuneração mínima.
Depois do anúncio de aumento do salário mínimo foram avançados vários valores para a quebra de receita da Segurança Social (entre 19 e 27 milhões de euros), uma vez que a mesma está dependente do número de trabalhadores que auferem o salário mínimo. E aí há números para todos os gostos: desde o cálculo do Governo (350 mil trabalhadores) até aos da CGTP (500 mil).
Marques Guedes defendeu ainda que este novo sistema de contribuições que decorre do aumento do salário mínimo não vai favorecer as contratações a preço reduzido. A benesse de redução na TSU só se aplicará para contratos celebrados até Maio.
"Não se permite que esse desconto de .75 na contribuição para a TSU se verifique para contractos posteriores a este diploma", defendeu.
10.2.14
social perdeu 350 mil contribuintes
in Diário de Notícias
Entre 2008 e 2013, o sistema perdeu milhares de trabalhadores a descontar e "ganhou" 180 mil novos pensionistas. As transferências do OE cresceram 2000 milhões.
A seu cargo, a Segurança Social tinha, em finais de 2013, 5,1 milhões de subsídios e pensões, correspondendo, grosso modo, a pelo menos quatro milhões de beneficiários, uma vez que muitos apoios podem ser cumulativos (abono de família e subsídio de desemprego ou pensão de velhice e sobrevivência, por exemplo).
Desde 2008, o número de trabalhadores a descontar para o regime geral passou de 3,2 milhões para 2,9 milhões, em novembro passado, segundo dados da Segurança Social recolhidos pelo Banco de Portugal. Uma perda pesada de 350 mil ou de 322 mil contribuintes, se recuarmos ao ano da chegada da troika (2011).
Entre 2008 e 2013, o sistema perdeu milhares de trabalhadores a descontar e "ganhou" 180 mil novos pensionistas. As transferências do OE cresceram 2000 milhões.
A seu cargo, a Segurança Social tinha, em finais de 2013, 5,1 milhões de subsídios e pensões, correspondendo, grosso modo, a pelo menos quatro milhões de beneficiários, uma vez que muitos apoios podem ser cumulativos (abono de família e subsídio de desemprego ou pensão de velhice e sobrevivência, por exemplo).
Desde 2008, o número de trabalhadores a descontar para o regime geral passou de 3,2 milhões para 2,9 milhões, em novembro passado, segundo dados da Segurança Social recolhidos pelo Banco de Portugal. Uma perda pesada de 350 mil ou de 322 mil contribuintes, se recuarmos ao ano da chegada da troika (2011).
5.8.13
Cada contribuinte dá quase 10 euros para salários e prestações sociais
Por Notícias Ao Minuto
O estudo ‘25 anos de Portugal Europeu’ mostra que mais de nove em cada dez euros pagos pelos contribuintes em impostos servem para o Estado pagar salários e prestações sociais. Valor médio este que antes da entrada na União Europeia era de 6,60 euros, avança hoje o Diário de Notícias (DN). Estes dados não incluem porém os últimos dois anos, marcados pelas medidas de austeridade e corte na despesa do Estado.
A entrada na União Europeia (UE) contribuiu para aumentar máquina despesista do Estado, ou o “monstro”, a que, em tempos idos, se referiu Cavaco Silva, actual Presidente da República.
O estudo ‘25 anos de Portugal Europeu’, da consultora Augusto Mateus&Associados para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, revela que, até 2010, mais de nove em cada dez euros de impostos pagos pelos contribuintes servem para pagar os salários da Função Pública e as prestações sociais, ou seja, mais de 90% da receita fiscal. Mas antes da integração europeia, salienta o DN, esse ‘contributo’ correspondia a apenas 6,60 euros.
Talvez por isso se perceba que, até 2010, Portugal fosse um dos países da UE onde o Estado é mais pesado, ou seja, onde se gasta mais com despesa pública.
O professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Cantiga Esteves, considera que “numa fase inicial [a adesão à UE] implicou um esforço de investimento em infra-estruturas que exigiram um grande investimento público”, o que, conclui, “contribuiu para o aumento do peso do Estado”. A este dado, o economista e presidente do ISEG, João Duque, acrescenta a entrada na moeda única, argumentando que estes factores “levaram a que o Estado crescesse com muita facilidades e a que houvesse muita despesa que não correspondia com receitas”.
Opinião diferente tem o economista Eugénio Rosa, considerando que “para se poder dizer se [o Estado] é pesado ou não, tinha-se de analisar os serviços que são prestados à população e saber quanto os portugueses teriam de pagar a privados para obter esses serviços ou parte deles que agora são prestados pelo Estado”.
O estudo ‘25 anos de Portugal Europeu’ mostra que mais de nove em cada dez euros pagos pelos contribuintes em impostos servem para o Estado pagar salários e prestações sociais. Valor médio este que antes da entrada na União Europeia era de 6,60 euros, avança hoje o Diário de Notícias (DN). Estes dados não incluem porém os últimos dois anos, marcados pelas medidas de austeridade e corte na despesa do Estado.
A entrada na União Europeia (UE) contribuiu para aumentar máquina despesista do Estado, ou o “monstro”, a que, em tempos idos, se referiu Cavaco Silva, actual Presidente da República.
O estudo ‘25 anos de Portugal Europeu’, da consultora Augusto Mateus&Associados para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, revela que, até 2010, mais de nove em cada dez euros de impostos pagos pelos contribuintes servem para pagar os salários da Função Pública e as prestações sociais, ou seja, mais de 90% da receita fiscal. Mas antes da integração europeia, salienta o DN, esse ‘contributo’ correspondia a apenas 6,60 euros.
Talvez por isso se perceba que, até 2010, Portugal fosse um dos países da UE onde o Estado é mais pesado, ou seja, onde se gasta mais com despesa pública.
O professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), João Cantiga Esteves, considera que “numa fase inicial [a adesão à UE] implicou um esforço de investimento em infra-estruturas que exigiram um grande investimento público”, o que, conclui, “contribuiu para o aumento do peso do Estado”. A este dado, o economista e presidente do ISEG, João Duque, acrescenta a entrada na moeda única, argumentando que estes factores “levaram a que o Estado crescesse com muita facilidades e a que houvesse muita despesa que não correspondia com receitas”.
Opinião diferente tem o economista Eugénio Rosa, considerando que “para se poder dizer se [o Estado] é pesado ou não, tinha-se de analisar os serviços que são prestados à população e saber quanto os portugueses teriam de pagar a privados para obter esses serviços ou parte deles que agora são prestados pelo Estado”.
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