in iOnline
Assim, a zona euro termina o segundo ano consecutivo em recessão, depois de em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) ter caído 0,6%
O FMI alertou hoje que a zona euro ainda corre o risco de entrar em estagnação e que poderá ser necessário dar mais tempo a alguns países para cortarem os défices se o crescimento ficar abaixo do esperado.
Na atualização feita às projeções para a economia mundial hoje divulgadas com o ‘World Economic Outlook’ pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição melhora em 0,1 pontos percentuais a projeção para a recessão económica na área do euro, esperando agora que a economia caia 0,4% este ano.
A organização mantém a estimativa de regresso ao crescimento em 2014 para os países que partilham a moeda única europeia, mantendo a perspetiva de que a economia cresça 1% no conjunto do ano.
Assim, a zona euro termina o segundo ano consecutivo em recessão, depois de em 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) ter caído 0,6%.
O FMI melhorou em duas décimas o crescimento esperado para a Alemanha este ano (agora de 0,5%) e em uma décima o crescimento esperado para o próximo ano (agora de 1,4%).
A França também vê as suas perspetivas melhorarem este ano em três décimas (para os 0,2% do PIB), passando a prever agora crescimento já este ano, e em uma décima para 2014 (1% do PIB).
Espanha também viu melhoradas as suas perspetivas na mesma magnitude da revisão aplicada às projeções de França, esperando-se agora uma recessão na ordem dos 1,3% este ano e um crescimento de 0,2% no próximo ano.
Na publicação, o Fundo diz que os riscos pendentes sobre as economias da área do euro melhoraram nos últimos meses – desde a previsão feita em julho – mas diz que existem ainda riscos da zona euro entrar num período de estagnação económica, sendo um dos riscos precisamente os efeitos colaterais do impasse político nos Estados Unidos sobre o teto da dívida pública.
O Fundo diz que o crescimento está a começar a surgir nesta área económica, mas que é ainda muito fraco. Por isso, é necessário que os países continuem a implementar as reformas necessárias para modernizarem as suas economias e assim aumentarem o potencial de crescimento das suas economias.
O FMI defende ainda que o Banco Central Europeu (BCE) tem de fazer mais para ajudar a criar condições para que o crescimento retorne de forma sustentável à zona euro. Entre essas sugestões está um novo corte nas taxas de juro diretoras – já em níveis historicamente baixos -, uma maior dependência do ‘forward guidance’ (uma garantia do banco central de um período de tempo em que não haverão alterações nas taxas de juro) e mais medidas não convencionais que ajudem a reparar a fragmentação no sistema de transmissão monetária, e assim melhorar o acesso ao crédito por parte dos agentes económicos, em especial para as pequenas e médias empresas.
No que diz respeito ao sistema financeiro ainda, a organização liderada por Christine Lagarde diz que é necessária uma avaliação credível ao sistema financeiro da região, com um plano integrado para que os bancos cumpram as metas de capital necessárias e ainda um mecanismo comum de recapitalização dos bancos que permita a desalavancagem ordenada das instituições sem colocar mais pressão sobre os países que já têm problemas com os seus níveis de dívida pública.
No entanto, há ainda vários riscos e problemas a ter em conta. Um deles, diz o FMI, é o elevado desemprego que persiste nos países do euro, que por sua vez estão a agravar as tensões políticas e sociais, o que prejudica o consenso e o enquadramento necessário para avançar com as reformas necessárias.
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8.10.13
8.4.13
Chipre não tem dinheiro para pagar salários e pensões de abril
in Jornal de Notícias
O novo ministro cipriota da Economia, Jaris Yeoryiadis, alertou esta segunda-feira que os fundos públicos de Chipre poderão acabar ainda este mês, tendo em conta que a primeira tranche do resgate financeiro da troika não deverá chegar antes de maio.
"A situação financeira é difícil e está no limite", explicou Yeoryiadis, na comissão parlamentar de economia do país, onde prestou informações sobre as atuais reservas do Estado.
O porta-voz do Governo, Jristós Stilianidis, disse que o executivo "fará o possível para que não haja uma suspensão de pagamentos" em abril.
De acordo com outra fonte governamental citada pela agência AFP, o país precisa com urgência de 75 milhões de euros para assegurar o pagamento de salários e pensões à função pública no mês de abril.
Sendo necessários 160 milhões para cumprir as obrigações este mês, adiantou a mesma fonte, acrescentando que Chipre tem "em caixa" apenas 85 milhões de reserva, precisando rapidamente de obter financiamento externo.
A ilha cipriota prevê que a primeira tranche do resgate, de cerca de 10 mil milhões de euros (60% do Produto Interno Bruto - PIB), seja atribuída em maio, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados.
A questão será abordada na reunião informal dos ministros europeus da Economia e das Finanças, a 12 e 13 de abril em Dublin, para que o processo de aprovação esteja concluído até ao final do mês.
O Presidente russo, Vladimir Putin, informou esta segunda-feira que, a pedido da Comissão Europeia, irá reestruturar o empréstimo de 2,5 mil milhões de euros concedido a Chipre em 2011, de forma a facilitar a sua devolução.
Por outro lado, Yeoryiadis rejeitou a possibilidade de uma saída da zona euro, grupo que integra desde 2008, apesar dos vários pedidos nesse sentido:
"A saída de Chipre do euro não só implicaria a remoção dos depósitos dos dois bancos (banco do Chipre e banco Popular, os mais afetados pela crise), mas também causaria a regressão de toda a economia em séculos de vida", disse o ministro.
O governante frisou ainda que o Governo "não faz nem dispõe de um plano B, exceto o de implementar o que foi acordado no memorando" e sublinhou que o objetivo principal do Executivo liderado pelo conservador Nikos Anastasiadis é "a permanência de Chipre na zona euro".
Além disso, Yeoryiadis disse que o Governo está a trabalhar o mais rapidamente possível na conclusão do processo de recapitalização dos bancos e no "substancial relaxamento das restrições" ao movimento de capitais.
O novo ministro cipriota da Economia, Jaris Yeoryiadis, alertou esta segunda-feira que os fundos públicos de Chipre poderão acabar ainda este mês, tendo em conta que a primeira tranche do resgate financeiro da troika não deverá chegar antes de maio.
"A situação financeira é difícil e está no limite", explicou Yeoryiadis, na comissão parlamentar de economia do país, onde prestou informações sobre as atuais reservas do Estado.
O porta-voz do Governo, Jristós Stilianidis, disse que o executivo "fará o possível para que não haja uma suspensão de pagamentos" em abril.
De acordo com outra fonte governamental citada pela agência AFP, o país precisa com urgência de 75 milhões de euros para assegurar o pagamento de salários e pensões à função pública no mês de abril.
Sendo necessários 160 milhões para cumprir as obrigações este mês, adiantou a mesma fonte, acrescentando que Chipre tem "em caixa" apenas 85 milhões de reserva, precisando rapidamente de obter financiamento externo.
A ilha cipriota prevê que a primeira tranche do resgate, de cerca de 10 mil milhões de euros (60% do Produto Interno Bruto - PIB), seja atribuída em maio, embora os números finais ainda não tenham sido divulgados.
A questão será abordada na reunião informal dos ministros europeus da Economia e das Finanças, a 12 e 13 de abril em Dublin, para que o processo de aprovação esteja concluído até ao final do mês.
O Presidente russo, Vladimir Putin, informou esta segunda-feira que, a pedido da Comissão Europeia, irá reestruturar o empréstimo de 2,5 mil milhões de euros concedido a Chipre em 2011, de forma a facilitar a sua devolução.
Por outro lado, Yeoryiadis rejeitou a possibilidade de uma saída da zona euro, grupo que integra desde 2008, apesar dos vários pedidos nesse sentido:
"A saída de Chipre do euro não só implicaria a remoção dos depósitos dos dois bancos (banco do Chipre e banco Popular, os mais afetados pela crise), mas também causaria a regressão de toda a economia em séculos de vida", disse o ministro.
O governante frisou ainda que o Governo "não faz nem dispõe de um plano B, exceto o de implementar o que foi acordado no memorando" e sublinhou que o objetivo principal do Executivo liderado pelo conservador Nikos Anastasiadis é "a permanência de Chipre na zona euro".
Além disso, Yeoryiadis disse que o Governo está a trabalhar o mais rapidamente possível na conclusão do processo de recapitalização dos bancos e no "substancial relaxamento das restrições" ao movimento de capitais.
29.3.13
Chipre. Nasceu o euro dos pobres. Parece-se com o outro, mas vale menos
Por Filipe Paiva Cardoso, in iOnline
Milhares protestaram contra “assassinío”. Empresas, Universidades e cipriotas perdem 80% das poupanças
A imposição de várias limitações ao fluxo de capitais em Chipre para evitar que as medidas de Bruxelas provoquem um êxodo de euros do país, o que daria a estocada final na economia, serviu para criar artificialmente uma nova moeda dentro da moeda única, o “euro cipriota” - já que um euro em Chipre já não é uma unidade monetária livre, valendo por isso menos que, por exemplo, um euro francês.
A oficialização pelas autoridades cipriotas de um conjunto de regras para o controlo de capitais - congelando o levantamento de cheques ou proibindo que qualquer cidadão saia do país com mais de 3000 euros consigo [ver pág. ao lado] - levou a mais um dia de crescendo na crise europeia, reacendida no início da semana passada pela decisão da troika de impor uma captura de depósitos de cidadãos, empresas, universidades e investidores para pagar a reestruturação bancária em Chipre. Em causa está um país que vale 0,2% do PIB da zona euro e que precisou de um empréstimo que equivale a menos de 13% daquilo que foi emprestado a Portugal. O controlo de capitais, dizem oficiais cipriotas, estará em vigor durante quatro dias, mas quase ninguém acredita: ora por causa do teor das medidas tomadas - com regras mensais e trimestrais -, como à conta do caso Islandês, cujas medidas “para poucos meses” anunciadas em 2009 continuam em vigor. Aliás, os próprios cipriotas admitem rever prazos: “Não quer dizer que o prazo não possa ser revisto dependendo da evolução do caso”, avançou Yiangos Demetriou, responsável do banco central cipriota, depois de apresentar as medidas. “As medidas serão revistas diariamente.”
Os alarmes em relação ao caso cipriota levou também a que um novo conjunto de países se afastasse dos cipriotas. Luxemburgo e Malta, cujos sectores bancários são bem maiores que o cipriota em termos de peso no PIB do país, fizeram questão de vir defender os seus bancos como forma de se blindarem dos contágios do caso cipriota.
Além dos alarmes a tocar nos mercados, com os juros das dívidas soberanas a regressar às subidas e as emissões dos Estados nos mercados a voltarem a sair mais caras, hoje pode ser um dia de alarmes nos bancos cipriotas. O banco central de Chipre decidiu ontem que a banca do país precisa de reabrir portas esta manhã, depois de duas semanas de fecho forçado, o que acontecerá quando forem 10h em Lisboa. Os cidadãos e empresas locais estão sedentos de liquidez e de confiança no sistema financeiro, sendo por isso imprevisível o que poderá ocorrer quando os balcões reabrirem as portas: “Não espero que haja uma corrida aos bancos”, comentou ontem ao final do dia Afxendis Afxendiou, ex-governador do banco central cipriota. O anúncio da reabertura dos bancos foi conhecido às 18h de ontem. “Vai dar tempo para que as pessoas pensem se vão correr ao banco mal possam”, comentava por seu turno o blog do “The Guardian” dedicado ao acompanhamento da crise cipriota. Todas as medidas de controlo de capitais aprovadas, aliás, são precisamente para evitar uma corrida aos bancos. Contudo, com milhares de cidadãos e empresas limitados a 100 euros diários, é difícil prever o que sucederá. Ontem à noite, a televisão estatal de Chipre noticiou que dois camiões do BCE carregados de euros chegaram ao país para reforçar o banco central.
CIPRIOTAS CONTRA À imagem do que ocorreu quando foi conhecido a versão inicial do Eurogrupo para a situação de Chipre - cortar depósitos -, os cipriotas continuam a manifestar-se contra as imposições de Bruxelas, que marcaram uma versão totalmente nova dos resgates mais exigentes levados a cabo na Grécia ou Portugal. Milhares de cipriotas foram ontem para a rua condenar o compromisso “assassino” fechado entre Bruxelas e Nicos Anastasiades, presidente cipriota, entoando “Exo i Troika tora” - livremente traduzido por “Troika vai-te embora” - ao ritmo do Seven Nation Army dos White Stripes.
Milhares protestaram contra “assassinío”. Empresas, Universidades e cipriotas perdem 80% das poupanças
A imposição de várias limitações ao fluxo de capitais em Chipre para evitar que as medidas de Bruxelas provoquem um êxodo de euros do país, o que daria a estocada final na economia, serviu para criar artificialmente uma nova moeda dentro da moeda única, o “euro cipriota” - já que um euro em Chipre já não é uma unidade monetária livre, valendo por isso menos que, por exemplo, um euro francês.
A oficialização pelas autoridades cipriotas de um conjunto de regras para o controlo de capitais - congelando o levantamento de cheques ou proibindo que qualquer cidadão saia do país com mais de 3000 euros consigo [ver pág. ao lado] - levou a mais um dia de crescendo na crise europeia, reacendida no início da semana passada pela decisão da troika de impor uma captura de depósitos de cidadãos, empresas, universidades e investidores para pagar a reestruturação bancária em Chipre. Em causa está um país que vale 0,2% do PIB da zona euro e que precisou de um empréstimo que equivale a menos de 13% daquilo que foi emprestado a Portugal. O controlo de capitais, dizem oficiais cipriotas, estará em vigor durante quatro dias, mas quase ninguém acredita: ora por causa do teor das medidas tomadas - com regras mensais e trimestrais -, como à conta do caso Islandês, cujas medidas “para poucos meses” anunciadas em 2009 continuam em vigor. Aliás, os próprios cipriotas admitem rever prazos: “Não quer dizer que o prazo não possa ser revisto dependendo da evolução do caso”, avançou Yiangos Demetriou, responsável do banco central cipriota, depois de apresentar as medidas. “As medidas serão revistas diariamente.”
Os alarmes em relação ao caso cipriota levou também a que um novo conjunto de países se afastasse dos cipriotas. Luxemburgo e Malta, cujos sectores bancários são bem maiores que o cipriota em termos de peso no PIB do país, fizeram questão de vir defender os seus bancos como forma de se blindarem dos contágios do caso cipriota.
Além dos alarmes a tocar nos mercados, com os juros das dívidas soberanas a regressar às subidas e as emissões dos Estados nos mercados a voltarem a sair mais caras, hoje pode ser um dia de alarmes nos bancos cipriotas. O banco central de Chipre decidiu ontem que a banca do país precisa de reabrir portas esta manhã, depois de duas semanas de fecho forçado, o que acontecerá quando forem 10h em Lisboa. Os cidadãos e empresas locais estão sedentos de liquidez e de confiança no sistema financeiro, sendo por isso imprevisível o que poderá ocorrer quando os balcões reabrirem as portas: “Não espero que haja uma corrida aos bancos”, comentou ontem ao final do dia Afxendis Afxendiou, ex-governador do banco central cipriota. O anúncio da reabertura dos bancos foi conhecido às 18h de ontem. “Vai dar tempo para que as pessoas pensem se vão correr ao banco mal possam”, comentava por seu turno o blog do “The Guardian” dedicado ao acompanhamento da crise cipriota. Todas as medidas de controlo de capitais aprovadas, aliás, são precisamente para evitar uma corrida aos bancos. Contudo, com milhares de cidadãos e empresas limitados a 100 euros diários, é difícil prever o que sucederá. Ontem à noite, a televisão estatal de Chipre noticiou que dois camiões do BCE carregados de euros chegaram ao país para reforçar o banco central.
CIPRIOTAS CONTRA À imagem do que ocorreu quando foi conhecido a versão inicial do Eurogrupo para a situação de Chipre - cortar depósitos -, os cipriotas continuam a manifestar-se contra as imposições de Bruxelas, que marcaram uma versão totalmente nova dos resgates mais exigentes levados a cabo na Grécia ou Portugal. Milhares de cipriotas foram ontem para a rua condenar o compromisso “assassino” fechado entre Bruxelas e Nicos Anastasiades, presidente cipriota, entoando “Exo i Troika tora” - livremente traduzido por “Troika vai-te embora” - ao ritmo do Seven Nation Army dos White Stripes.
27.3.13
Zona Euro diz que resgate ao Chipre “não é um modelo”
por Edgar Caetano, in Negócios on-line
Documentos confidenciais citados pela Bloomberg mostram que os governos europeus garantem que o envolvimento dos depositantes no resgate ao Chipre não terá sido um precedente para futuros resgates, ao contrário das indicações dadas pelo presidente do Eurogrupo.
“O programa cipriota não é um modelo, mas decisões que são feitas à medida da situação muito excepcional do Chipre”, pode ler-se no documento que foi terça-feira subscrito pelos ministros das Finanças da Zona Euro e que serve como orientador para as explicações públicas que cada um dos responsáveis dará nos respectivos países.
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que liderou as negociações com o governo cipriota, causou fortes quedas nas bolsas na segunda-feira e terça-feira, sobretudo nas acções da banca dos países “periféricos”. Não utilizou a palavra “modelo” – essa palavra constava da pergunta dos jornalistas do "Financial Times" – mas o seu raciocínio indicava que futuros problemas poderiam responsabilizar mais os credores e depositantes (acima de 100 mil euros) e menos os contribuintes europeus.
Documentos confidenciais citados pela Bloomberg mostram que os governos europeus garantem que o envolvimento dos depositantes no resgate ao Chipre não terá sido um precedente para futuros resgates, ao contrário das indicações dadas pelo presidente do Eurogrupo.
“O programa cipriota não é um modelo, mas decisões que são feitas à medida da situação muito excepcional do Chipre”, pode ler-se no documento que foi terça-feira subscrito pelos ministros das Finanças da Zona Euro e que serve como orientador para as explicações públicas que cada um dos responsáveis dará nos respectivos países.
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que liderou as negociações com o governo cipriota, causou fortes quedas nas bolsas na segunda-feira e terça-feira, sobretudo nas acções da banca dos países “periféricos”. Não utilizou a palavra “modelo” – essa palavra constava da pergunta dos jornalistas do "Financial Times" – mas o seu raciocínio indicava que futuros problemas poderiam responsabilizar mais os credores e depositantes (acima de 100 mil euros) e menos os contribuintes europeus.
18.3.13
Martin Schulz pede medidas "socialmente aceitáveis" no Chipre
in Jornal de Notícias
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, apelou, este domingo, à proteção dos pequenos aforradores cipriotas e defendeu que as medidas impostas pelo plano de resgate devem ser "socialmente aceitáveis".
"A participação dos depositantes é correta" disse Martin Schulz à edição online do jornal "Welt am Sonntag", da Alemanha, mas sublinhou que os cidadãos não são responsáveis pelo problema do Chipre.
As medidas impostas ao Chipre implicam que os aforradores, residentes ou estrangeiros, paguem um imposto extraordinário de 9,9% sobre os depósitos superiores a 100 mil euros, sendo que um imposto de 6,75 % vai ser aplicado a todos os depósitos de valor inferior.
As imposições da União Europeia, após as negociações que terminaram sábado de madrugada, proíbem as transferências bancárias para "evitar fugas de capital e impõem a retenção praticamente imediata das quantias correspondentes ao imposto extraordinário".
Trata-se da primeira vez, na Europa, que os depositantes privados são envolvidos no pagamento da dívida.
"A medida tem de ser socialmente aceitável", avisou Martin Schulz referindo-se aos impostos sobre as contas bancárias cipriotas e que segundo as medidas vão ser tributadas.
"Têm de ser corretas, por exemplo, sobre a taxa de exceção no limite dos 25 mil euros", afirmou, sugerindo que os depósitos com quantias mais baixas devem ficar isentos do imposto.
Por outro lado, o conservadores que apoiam Angela Merkel já saudaram o acordo de Bruxelas, que permite o resgate da União Europeia ao Chipre, mas Rainer Bruederle, o líder dos Democratas Livres, que fazem parte da coligação no poder na Alemanha, não foi conclusivo sobre o apoio financeiro ao Chipre que vai ser discutido e votado no Parlamento, em Berlim.
Tal como aconteceu nos quatro últimos pedidos de resgate a países da União Europeia, o acordo sobre o Chipre vai ter ser aprovado pela Câmara Baixa do Bundestag.
Um porta-voz para a área fiscal do SPD, o maior partido da oposição na Alemanha, disse ao jornal "Die Welt" que o acordo de Bruxelas sobre o Chipre "falhou" em muitos pontos.
Juergen Trittin, líder parlamentar dos verdes alemães, afirmou, em entrevista ao "Bild", que o partido precisa de ser clarificado pela política de impostos a ser aplicada no Chipre antes de poder dar qualquer apoio ao acordo.
O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, apelou, este domingo, à proteção dos pequenos aforradores cipriotas e defendeu que as medidas impostas pelo plano de resgate devem ser "socialmente aceitáveis".
"A participação dos depositantes é correta" disse Martin Schulz à edição online do jornal "Welt am Sonntag", da Alemanha, mas sublinhou que os cidadãos não são responsáveis pelo problema do Chipre.
As medidas impostas ao Chipre implicam que os aforradores, residentes ou estrangeiros, paguem um imposto extraordinário de 9,9% sobre os depósitos superiores a 100 mil euros, sendo que um imposto de 6,75 % vai ser aplicado a todos os depósitos de valor inferior.
As imposições da União Europeia, após as negociações que terminaram sábado de madrugada, proíbem as transferências bancárias para "evitar fugas de capital e impõem a retenção praticamente imediata das quantias correspondentes ao imposto extraordinário".
Trata-se da primeira vez, na Europa, que os depositantes privados são envolvidos no pagamento da dívida.
"A medida tem de ser socialmente aceitável", avisou Martin Schulz referindo-se aos impostos sobre as contas bancárias cipriotas e que segundo as medidas vão ser tributadas.
"Têm de ser corretas, por exemplo, sobre a taxa de exceção no limite dos 25 mil euros", afirmou, sugerindo que os depósitos com quantias mais baixas devem ficar isentos do imposto.
Por outro lado, o conservadores que apoiam Angela Merkel já saudaram o acordo de Bruxelas, que permite o resgate da União Europeia ao Chipre, mas Rainer Bruederle, o líder dos Democratas Livres, que fazem parte da coligação no poder na Alemanha, não foi conclusivo sobre o apoio financeiro ao Chipre que vai ser discutido e votado no Parlamento, em Berlim.
Tal como aconteceu nos quatro últimos pedidos de resgate a países da União Europeia, o acordo sobre o Chipre vai ter ser aprovado pela Câmara Baixa do Bundestag.
Um porta-voz para a área fiscal do SPD, o maior partido da oposição na Alemanha, disse ao jornal "Die Welt" que o acordo de Bruxelas sobre o Chipre "falhou" em muitos pontos.
Juergen Trittin, líder parlamentar dos verdes alemães, afirmou, em entrevista ao "Bild", que o partido precisa de ser clarificado pela política de impostos a ser aplicada no Chipre antes de poder dar qualquer apoio ao acordo.
24.1.13
Combate à crise não pode hipotecar gerações futuras, avisa ex-líder do Bundesbank
Pedro Crisóstomo, in Público on-line
Axel Weber alerta que as medidas dos bancos centrais não resolvem os problemas, mas apenas servem para ganhar tempo
A resposta dos bancos centrais para conter a crise pode colocar um travão no contágio, mas não esconde os problemas de fundo e poderá revelar-se mais cara do que parece para as gerações futuras. O aviso foi deixado nesta quarta-feira pelo alemão Axel Weber, chairman do banco UBS, que enquanto intervinha na cimeira de Davos pareceu por momentos ter voltado a vestir a pele de governador do banco central alemão.
O alerta que foi deixar ao Fórum Económico Mundial não é diferente do que repetia quando liderava o Bundesbank. Mas ganha peso numa altura em que a gestão da crise da dívida soberana na zona euro, beneficiando da acção do Banco Central Europeu, vive um momento de acalmia, apesar da antecipação de um cenário de recessão no espaço da moeda única em 2013.
Ex-líder do Bundesbank até meados de 2011, falcão da política monetária europeia, Weber avisa que “as medidas dos bancos centrais só servem para ganhar tempo, mas não para resolver os problemas”.
Os défices e a dívida dos países estão no limite, diz, e os bancos centrais são vistos como a única solução para resolver as dificuldades.
“Há aqui uma necessidade absoluta de gestão de expectativas”. E os responsáveis de política monetária “podem fazer determinadas coisas”, como fornecer liquidez, por exemplo, estabilizando a situação no curto prazo, mas não resolvem a situação de fundo. “Estamos a viver à custa das gerações futuras”.
Axel Weber alerta que as medidas dos bancos centrais não resolvem os problemas, mas apenas servem para ganhar tempo
A resposta dos bancos centrais para conter a crise pode colocar um travão no contágio, mas não esconde os problemas de fundo e poderá revelar-se mais cara do que parece para as gerações futuras. O aviso foi deixado nesta quarta-feira pelo alemão Axel Weber, chairman do banco UBS, que enquanto intervinha na cimeira de Davos pareceu por momentos ter voltado a vestir a pele de governador do banco central alemão.
O alerta que foi deixar ao Fórum Económico Mundial não é diferente do que repetia quando liderava o Bundesbank. Mas ganha peso numa altura em que a gestão da crise da dívida soberana na zona euro, beneficiando da acção do Banco Central Europeu, vive um momento de acalmia, apesar da antecipação de um cenário de recessão no espaço da moeda única em 2013.
Ex-líder do Bundesbank até meados de 2011, falcão da política monetária europeia, Weber avisa que “as medidas dos bancos centrais só servem para ganhar tempo, mas não para resolver os problemas”.
Os défices e a dívida dos países estão no limite, diz, e os bancos centrais são vistos como a única solução para resolver as dificuldades.
“Há aqui uma necessidade absoluta de gestão de expectativas”. E os responsáveis de política monetária “podem fazer determinadas coisas”, como fornecer liquidez, por exemplo, estabilizando a situação no curto prazo, mas não resolvem a situação de fundo. “Estamos a viver à custa das gerações futuras”.
30.12.12
Nações Unidas apertam contra a austeridade e ciclo vicioso do desemprego
Félix Ribeiro, in Público on-line
O relatório da Situação Económica Global de 2013 afirma que a austeridade na Zona Euro está a derrotar as "frágeis" reformas económicas do Banco Central Europeu e alerta para o "ciclo vicioso" do desemprego.
O relatório para o crescimento económico das Nações Unidas alerta para os riscos de entrada em nova recessão global às mãos do agravamento da situação da Zona Euro e dos riscos do precipício fiscal dos EUA e afirma que são necessárias políticas de emprego diferentes para superar a crise do desemprego global.
Publicado esta terça-feira, o relatório afirma que a recuperação do nível de emprego na Zona Euro e nos EUA pode demorar cinco anos até que volte aos valores anteriores à recessão de 2008 e 2009 e aponta o dedo às políticas de austeridade europeias como sendo as culpadas de parte da crise do crescimento global.
“As fragilidade nas maiores economias desenvolvidas estão na raiz do abrandamento económico global”, lê-se na apresentação do relatório das Nações Unidas, que afirma ainda que estas potências económicas, “em particular a Europa”, se encontram “num ciclo vicioso de grande desemprego, de fragilidade no sector financeiro, riscos de soberania acrescidos, austeridade fiscal e baixo crescimento”.
A organização cortou “significativamente” nas previsões de Junho e aponta agora para um crescimento global na ordem dos 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2013 e de 3,2% em 2014. Em relação ao crescimento da Zona Euro, apesar do corte de 0,6 pontos percentuais, as Nações Unidas prevêem um crescimento económico de 0,3%, uma visão optimista quando comparada com as perspectivas de recessão de 0,9% do PIB avançadas no início do mês pelo Banco Central Europeu.
Atrás dos receios de entrada em novo período de recessão mundial encontra-se também o abrandamento do crescimento económico nas economias emergentes, em particular no caso da China.
Na apresentação do relatório de 2013, que estará disponível na íntegra apenas em Janeiro, as Nações Unidas apelam ao abandono da “falência própria da austeridade fiscal” à reestruturação de “políticas fiscais para apoiar a criação de emprego e crescimento sustentável”. Além destas duas sugestões, a organização aponta ainda para a necessidade de haver “políticas monetárias coordenadas e reformas acelerados do sector financeiro”.
Considerando os principais vectores de decisões de política económica em 2012, as Nações Unidas chegam á conclusão de que existem forças em confronto que levam ao “círculo vicioso”, palavra-chave na apresentação do relatório.
O relatório aponta as “frágeis” tentativas políticas para contrariar a armadilha do baixo crescimento económico, onde estão sublinhados o programa de compra ilimitada de dívida anunciado em Setembro por Mario Draghi e o programa monetário em larga escala da Reserva Federal norte-americana, o terceiro Quantitative Easing, que se comprometeu a injectar dinheiro na economia dos EUA através de compra de activos até que o desemprego atinja níveis mais baixos.
Em oposição a estas políticas, as Nações Unidas apontam a continuação das políticas de austeridade da União Europeia e as dinâmicas de dívida pública.
O relatório da Situação Económica Global de 2013 afirma que a austeridade na Zona Euro está a derrotar as "frágeis" reformas económicas do Banco Central Europeu e alerta para o "ciclo vicioso" do desemprego.
O relatório para o crescimento económico das Nações Unidas alerta para os riscos de entrada em nova recessão global às mãos do agravamento da situação da Zona Euro e dos riscos do precipício fiscal dos EUA e afirma que são necessárias políticas de emprego diferentes para superar a crise do desemprego global.
Publicado esta terça-feira, o relatório afirma que a recuperação do nível de emprego na Zona Euro e nos EUA pode demorar cinco anos até que volte aos valores anteriores à recessão de 2008 e 2009 e aponta o dedo às políticas de austeridade europeias como sendo as culpadas de parte da crise do crescimento global.
“As fragilidade nas maiores economias desenvolvidas estão na raiz do abrandamento económico global”, lê-se na apresentação do relatório das Nações Unidas, que afirma ainda que estas potências económicas, “em particular a Europa”, se encontram “num ciclo vicioso de grande desemprego, de fragilidade no sector financeiro, riscos de soberania acrescidos, austeridade fiscal e baixo crescimento”.
A organização cortou “significativamente” nas previsões de Junho e aponta agora para um crescimento global na ordem dos 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2013 e de 3,2% em 2014. Em relação ao crescimento da Zona Euro, apesar do corte de 0,6 pontos percentuais, as Nações Unidas prevêem um crescimento económico de 0,3%, uma visão optimista quando comparada com as perspectivas de recessão de 0,9% do PIB avançadas no início do mês pelo Banco Central Europeu.
Atrás dos receios de entrada em novo período de recessão mundial encontra-se também o abrandamento do crescimento económico nas economias emergentes, em particular no caso da China.
Na apresentação do relatório de 2013, que estará disponível na íntegra apenas em Janeiro, as Nações Unidas apelam ao abandono da “falência própria da austeridade fiscal” à reestruturação de “políticas fiscais para apoiar a criação de emprego e crescimento sustentável”. Além destas duas sugestões, a organização aponta ainda para a necessidade de haver “políticas monetárias coordenadas e reformas acelerados do sector financeiro”.
Considerando os principais vectores de decisões de política económica em 2012, as Nações Unidas chegam á conclusão de que existem forças em confronto que levam ao “círculo vicioso”, palavra-chave na apresentação do relatório.
O relatório aponta as “frágeis” tentativas políticas para contrariar a armadilha do baixo crescimento económico, onde estão sublinhados o programa de compra ilimitada de dívida anunciado em Setembro por Mario Draghi e o programa monetário em larga escala da Reserva Federal norte-americana, o terceiro Quantitative Easing, que se comprometeu a injectar dinheiro na economia dos EUA através de compra de activos até que o desemprego atinja níveis mais baixos.
Em oposição a estas políticas, as Nações Unidas apontam a continuação das políticas de austeridade da União Europeia e as dinâmicas de dívida pública.
3.8.12
FMI diz que não se fez o suficiente na Zona Euro
por Patrícia Viegas com agências, in Diário de Notícias
O Fundo Monetário Internacional assegura que não se fez o suficiente para impedir a expansão da crise na Zona Euro e pediu que haja "uma mudança das políticas do jogo", ao considerar que a situação está a afetar duramente o bloco e os seus vizinhos mais pequenos.
A organização fez esta advertência através de um relatório em que analisa como as políticas económicas das chamadas "cinco economias sistémicas - Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Zona Euro - se afetam mutuamente e ao resto do mundo. Neste sentido, sublinhou que a crise na Europa é agora a sua maior preocupação.
Para este relatório, que foi citado pelas agências noticiosas internacionais, o FMI diz ter consultado 35 países. "Apesar dos progressos feitos, a sensação que existe é a de que não se fez o suficiente para evitar a propagação do stress", diz a organização no documento.
No pior dos cenários simulados pelo FMI, a produção da Zona Euro caiu cinco pontos percentuais devido à inação e ao recrudescimento da crise. A organização estimou que, se a crise se intensificar, o impacto sobre os países mais pobres seria entre médio e severo, empurrando a sua necessidade de ajuda externa para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 22 200 milhões de euros) em finais de 2013.
No que respeita à China, o FMI mostrou a sua preocupação com a possibilidade de haver um investimento escasso e uma falta de equilíbrio entre a procura e o consumo de tal forma que isso possa afetar os preços a nível mundial.
O Fundo Monetário Internacional assegura que não se fez o suficiente para impedir a expansão da crise na Zona Euro e pediu que haja "uma mudança das políticas do jogo", ao considerar que a situação está a afetar duramente o bloco e os seus vizinhos mais pequenos.
A organização fez esta advertência através de um relatório em que analisa como as políticas económicas das chamadas "cinco economias sistémicas - Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Zona Euro - se afetam mutuamente e ao resto do mundo. Neste sentido, sublinhou que a crise na Europa é agora a sua maior preocupação.
Para este relatório, que foi citado pelas agências noticiosas internacionais, o FMI diz ter consultado 35 países. "Apesar dos progressos feitos, a sensação que existe é a de que não se fez o suficiente para evitar a propagação do stress", diz a organização no documento.
No pior dos cenários simulados pelo FMI, a produção da Zona Euro caiu cinco pontos percentuais devido à inação e ao recrudescimento da crise. A organização estimou que, se a crise se intensificar, o impacto sobre os países mais pobres seria entre médio e severo, empurrando a sua necessidade de ajuda externa para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 22 200 milhões de euros) em finais de 2013.
No que respeita à China, o FMI mostrou a sua preocupação com a possibilidade de haver um investimento escasso e uma falta de equilíbrio entre a procura e o consumo de tal forma que isso possa afetar os preços a nível mundial.
26.7.12
BCE disposto a fazer o que for preciso para salvar o euro
Por Público
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, admite uma nova intervenção da autoridade monetária devido às elevadas taxas de juro nos mercados da dívida.
Mario Draghi afirmou esta quinta-feira que a instituição está disposta a fazer o que for preciso para proteger a zona euro do colapso.
Durante uma conferência em Londres, Draghi garantiu que, no âmbito do seu mandato, o BCE “está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro”. “E acreditem que isso será suficiente”, declarou, citado pela Reuters.
Sem especificar que acções concretas irão ser tomadas, o presidente do BCE justificou uma nova intervenção da instituição com o facto de as elevadas taxas de juro dos mercados da dívida estarem a perturbar o normal funcionamento da política monetária.
Na medida em que a dimensão dos prémios de risco exigidos pelos mercados da dívida aos países periféricos do euro “afecta o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, faz parte do nosso mandato” resolver o problema, disse.
Foi com base neste tipo de argumentação que o BCE justificou as compras efectuadas, no passado, de Obrigações do Tesouro no mercado secundário de países do euro como a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e França. Há já 19 semanas consecutivas que o BCE não efectua compras deste tipo.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, admite uma nova intervenção da autoridade monetária devido às elevadas taxas de juro nos mercados da dívida.
Mario Draghi afirmou esta quinta-feira que a instituição está disposta a fazer o que for preciso para proteger a zona euro do colapso.
Durante uma conferência em Londres, Draghi garantiu que, no âmbito do seu mandato, o BCE “está pronto para fazer o que for necessário para preservar o euro”. “E acreditem que isso será suficiente”, declarou, citado pela Reuters.
Sem especificar que acções concretas irão ser tomadas, o presidente do BCE justificou uma nova intervenção da instituição com o facto de as elevadas taxas de juro dos mercados da dívida estarem a perturbar o normal funcionamento da política monetária.
Na medida em que a dimensão dos prémios de risco exigidos pelos mercados da dívida aos países periféricos do euro “afecta o funcionamento dos canais de transmissão da política monetária, faz parte do nosso mandato” resolver o problema, disse.
Foi com base neste tipo de argumentação que o BCE justificou as compras efectuadas, no passado, de Obrigações do Tesouro no mercado secundário de países do euro como a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e França. Há já 19 semanas consecutivas que o BCE não efectua compras deste tipo.
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