Ana Gomes Ferreira, in Público on-line
Merkel vai insistir que o "plano Turquia" pode travar o fluxo migratório em direcção à Europa. Mas vai ter dificuldade em provar que nem ela nem os restantes líderes perderam o controlo.
Depois de meses de acusações, recriminações e tomada de decisões que nunca foram aplicadas, a União Europeia (UE) faz mais uma tentativa para se pôr de acordo sobre a forma de travar o incontrolável fluxo de refugiados que chega ao seu território. Sinal da profunda crise institucional que o problema criou, o debate vai opor duas propostas irreconciliáveis, uma patrocinada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e outra proposta por países do Centro da Europa.
As propostas são já conhecidas mas, antes de serem apresentadas para discussão aos 28 — durante um jantar na quinta-feira —, terão um momento de debate. Para antes do início da cimeira, estava prevista uma reunião em que participariam 11 Estados-membros "voluntários" e um convidado.
Os "voluntários" são os que aceitaram continuar a receber refugiados (oriundos de países com conflitos) mas com limites. O país convidado seria a Turquia, mas esta quarta-feira, o primeiro-ministroturco, Ahmet Davutoglu, cancelou a viagem a Bruxelas - a reunião acabaria por ser cancelada.
O país é classificado como parceiro estratégico na solução que a chanceler alemã consegui fazer aprovar mas que tarda em ser aplicada: os países voluntários irão buscar, de forma organizada e controlada, os refugiados que aceitam receber no seu território e que terão que estar registados em campos na Turquia, na Jordânia ou no Líbano, e já seleccionados como candidatos válidos ao pedido de asilo na Europa comunitária, explicou à AFP o ministro adjunto dos Assuntos Europeus grego, Nikos Xydakis.
No âmbito deste acordo, a UE garantiu três mil milhões de euros para os turcos criarem meios para estancar o fluxo de gente que atravessa o Mediterrâneo Oriental e chega à Grécia e melhorarem as condições de vida dos cerca de 2,5 milhões de sírios que acolheram. O pagamento já começou a ser feito, mas o fluxo de gente não abrandou e o Presidente turco, Recep Erdogan, disse esta quarta-feira — citado pela agência turca Anadolu — estar convencido de que a Europa "não tem hipóteses" de alcançar o seu objectivo.
Na conferência de imprensa que deu esta quarta-feira em Berlim, a chanceler alemã insistiu que os dirigentes europeus têm que aceitar uma "acção comum" sobre a "crise migratória". "Em primeiro lugar, é preciso termos uma posição comum sobre o que devemos fazer para proteger as nossas fronteiras externas", disse Merkel.
Há meses que Merkel repete esta ideia de unidade — disse pela primeira vez que a resolução da crise devia ser um "objectivo comum" em Setembro passado —, há meses que é ignorada.
Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia (o velho grupo de Visegrado), que se reuniram antes da cimeira e não aceitam propostas que tragam mais gente para a Europa, insistem numa solução radicalmente diferente, que aliás já começaram a pôr em prática, unilateralmente. O que propõem é a criação de uma segunda linha de fronteira na Europa — uma fronteira de arame farpado —, que impeça os refugiados e imigrantes de penetrarem no espaço da UE. Propõem-se também ajudar a Bulgária e a Macedónia a juntarem-se a esta fronteira de estancamento do fluxo migratório.
Há movimentações noutros países no sentido de avançar com esta solução de isolamento. O Governo da Eslovénia pediu esta quarta-feira ao Parlamento autorização para mobilizar as Forças Armadas para o controlo de fronteiras. Uma consequência da decisão da Áustria que, também unilateralmente, acaba de anunciar que vai limitar a 80 o número de pedidos de asilo que vai aceitar por dia e a 3200 as pessoas que vai deixar atravessar o seu território, em viagem para outros países, anunciou a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner.
O resultado real desta opção é o isolamento da Grécia, o país que é a porta de entrada desta massa humana e que está a ser pressionado (e ameaçado) para travar o fluxo, quer impedindo os refugiados de chegarem à sua costa ou criando, rapidamente, centros de registo e triagem para se decidir quantas destas centenas de milhares de pessoas têm direito a pedir asilo e quantas serão mandadas para trás (outro quebra cabeças: para onde e como). Até ao momento, não surgiu um plano europeu de ajuda, financeira e logística, para ajudar a Grécia a cumprir estes objectivos.
O que se espera desta cimeira no capítulo dos refugiados é uma declaração de intenções, um reforço do que Merkel tem vindo a dizer nas últimas semanas: rejeição do encerramento de fronteiras e salvaguarda do espaço Schengen, cooperação com a Turquia (vai ser avaliado o que está a ser aplicado por Ancara) e insistência no reforço dos mecanismos de controlo do fluxo de pessoas na Grécia. Sobre o plano para distribuir 160 mil refugiados pelos países de acordo com o número de habitantes e riqueza de cada país, aprovado no ano passado e nunca devidamente aplicado, nada deverá ser mencionado. Merkel garantiu que não se falará neste assunto fracturante e que só levou cerca de 400 pessoas para o destino atribuído.
Uma migalha perante os números gerais. De acordo com as Nações Unidas e a Organização Mundial para as Migrações, há neste momento 2,5 milhões de pessoas na Turquia que querem seguir para a UE; no ano passado entraram, sem controlo, à volta de 1,5 milhões e a Alemanha recebeu mais 1,1 milhões. O fluxo de chegadas não abranda, apesar do Inverno — ontem foi encontrado mais um corpo, de um rapaz de quatro anos, numa das embarcações que levaram mais 600 pessoas para a ilha grega de Chios.
Apesar da insistência de Merkel na parceria UE/Turquia, o historial da UE nesta crise de refugiados e a posição ambígua da Turquia não abre espaço para optimismo. Os países não se entendem, a União está fragmentada e, em Bruxelas, os líderes — com Merkel à cabeça — poderão só conseguir uma declaração de intenções que será só mais um sinal de que perderam totalmente o controlo da situação.
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18.2.16
19.1.15
UE discute formas de melhorar Schengen. Grécia joga futuro no domingo
por Manuela Pires, in RR
Esta segunda-feira há reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. O tema principal do encontro é o combate ao terrorismo. Uma semana e meia depois dos atentados em Paris, a Europa tenta encontrar respostas e há vários países que defendem alterações ao acordo de Schengen.
O tema da reunião foi marcado pela chefe da Diplomacia da União, Federica Mogherini definiu o combate ao terrorismo como o ponto principal da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros.
Nos últimos dias a França, a Alemanha e a Espanha já fizeram saber que querem alterar o Tratado de Schengen, falam no risco que representa para a Europa o regresso de milhares de “jihadistas” que actuam no Iraque e na Síria.
A medida vai ser discutida também na próxima semana em Riga, na reunião dos ministros do Interior e da Justiça dos 28 Estados-membros.
Mas, para já, uma alteração às regras de Schengen recebe o apoio do coordenador antiterrorista da União Europeia: Gilles de Kerchove diz que “os instrumentos de controlo nas fronteiras externas foram concebidos na perspectiva dos estrangeiros, não dos europeus”, e neste caso “os cidadãos que partem da Europa para a Síria ou o Iraque são portadores de documentos de identificação europeus”.
O coordenador antiterrorista da União defende ainda a criação de um sistema europeu que regista os dados dos passageiros que utilizam o transporte aéreo. O sistema (conhecido pela sigla PNR) está bloqueado desde 2011 no Parlamento Europeu, porque não houve garantias de protecção dos dados. O registo com nome, data, itinerário, morada, número de telefone, número de cartão de crédito e bagagem seria transmitido às autoridades.
Gregos a votos
Esta é também a semana das eleições na Grécia. O partido de Extrema-Esquerda, o Syriza continua a liderar as sondagens e a Europa segue com atenção o desfecho destas eleições. Até porque a Grécia ainda não concluiu o programa de resgate e é preciso saber como é que o novo Governo vai lidar com a dívida.
Esta promete ser uma semana de expectativa nos mercados. Todas as atenções estão viradas para a primeira reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira. Do encontro vai sair o anúncio de Mário Draghi de que o BCE vai avançar com a compra de dívida soberan.
UE presente em Davos
A partir de quarta-feira, nove comissários europeus participam no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, entre eles Carlos Moedas e Jean Claude Juncker.
Na quinta-feira, já em Bruxelas, o comissário europeu responsável pela Ciência e Inovação recebe Bill Gates, o fundador da Microsoft.
Esta segunda-feira há reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. O tema principal do encontro é o combate ao terrorismo. Uma semana e meia depois dos atentados em Paris, a Europa tenta encontrar respostas e há vários países que defendem alterações ao acordo de Schengen.
O tema da reunião foi marcado pela chefe da Diplomacia da União, Federica Mogherini definiu o combate ao terrorismo como o ponto principal da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros.
Nos últimos dias a França, a Alemanha e a Espanha já fizeram saber que querem alterar o Tratado de Schengen, falam no risco que representa para a Europa o regresso de milhares de “jihadistas” que actuam no Iraque e na Síria.
A medida vai ser discutida também na próxima semana em Riga, na reunião dos ministros do Interior e da Justiça dos 28 Estados-membros.
Mas, para já, uma alteração às regras de Schengen recebe o apoio do coordenador antiterrorista da União Europeia: Gilles de Kerchove diz que “os instrumentos de controlo nas fronteiras externas foram concebidos na perspectiva dos estrangeiros, não dos europeus”, e neste caso “os cidadãos que partem da Europa para a Síria ou o Iraque são portadores de documentos de identificação europeus”.
O coordenador antiterrorista da União defende ainda a criação de um sistema europeu que regista os dados dos passageiros que utilizam o transporte aéreo. O sistema (conhecido pela sigla PNR) está bloqueado desde 2011 no Parlamento Europeu, porque não houve garantias de protecção dos dados. O registo com nome, data, itinerário, morada, número de telefone, número de cartão de crédito e bagagem seria transmitido às autoridades.
Gregos a votos
Esta é também a semana das eleições na Grécia. O partido de Extrema-Esquerda, o Syriza continua a liderar as sondagens e a Europa segue com atenção o desfecho destas eleições. Até porque a Grécia ainda não concluiu o programa de resgate e é preciso saber como é que o novo Governo vai lidar com a dívida.
Esta promete ser uma semana de expectativa nos mercados. Todas as atenções estão viradas para a primeira reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira. Do encontro vai sair o anúncio de Mário Draghi de que o BCE vai avançar com a compra de dívida soberan.
UE presente em Davos
A partir de quarta-feira, nove comissários europeus participam no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, entre eles Carlos Moedas e Jean Claude Juncker.
Na quinta-feira, já em Bruxelas, o comissário europeu responsável pela Ciência e Inovação recebe Bill Gates, o fundador da Microsoft.
21.2.13
"Austeridade não é a receita de maneira nenhuma", diz "vice" da UE
in Jornal de Notícias
A vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, considera que a austeridade não é a receita certa e que, mesmo que "os números sejam maus", Portugal já conquistou "o respeito de todos" pelo esforço feito.
A comissária luxemburguesa, após um encontro na quarta-feira com empresários na Associação Comercial do Porto, afirmou, em entrevista à Lusa, que não gosta da palavra austeridade, "porque essa não é a receita de maneira nenhuma". Mas, para Viviane Reading, é importante pensar que "há problemas estruturais neste país e isso tem de ser reparado", ou "não haverá um futuro para a próxima geração".
As pessoas que na rua dizem "sim, mas eu estou a sofrer agora, o que é que tem para me dizer?", a comissária responde que "este é um período muito difícil que tem de ser ultrapassado", mas que já é possível ver "a luz ao fim do túnel". Na sua opinião, "mesmo que os números sejam maus, a credibilidade, a saída para isto, começa a despontar".
Viviane Reding, que à entrada para a reunião tinha afirmado ser necessário "mais tempo" para Portugal construir um futuro sólido, lembrou que, "no próximo mês, os ministros de finanças do Eurogrupo vão juntar-se para ver como Portugal e Irlanda desenharão o seu roteiro para sair do programa de ajuda e isso é um muito bom sinal, porque mostra que há esperança de que as coisas vão estar melhores, que há uma saída para esta situação".
Com um discurso marcadamente europeu - "A Europa não é o problema, a Europa é a solução" - a comissária, responsável da pasta da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, salientou o facto de Portugal ter conseguido regressar aos mercados para se financiar.
"Todos respeitam Portugal, porque vemos os esforços que Portugal fez e está a fazer, não pensem que ninguém vê isso, nós vemos e essa é a razão por que acreditamos que Portugal vai conseguir sair desta situação" afirmou, acrescentando que "os mercados acreditam também".
Segundo Viviane Reding, foi esse respeito permitiu que, na negociação do orçamento comunitário, Portugal pudesse manter "fundos especiais para investir e resolver problemas estruturais", fundos que serão 95% de investimento de comunitário e 5% de componente nacional.
De qualquer forma, a comissária mostrou-se "desapontada pelo comportamento de muitos dos primeiros-ministros" na recente discussão do orçamento comunitário. "Se vivemos numa família e alguns membros da família apregoam vitória, isso significa que outros membros da família perderam e para mim é um desapontamento se alguém pensa que ganhou contra o seu vizinho, em vez de dizer o que se fez em conjunto para que a Europa possa ser mais forte".
A vice-presidente da Comissão Europeia lembrou ainda que "Portugal é um pequeno país" que depende do seu mercado interno mas também das exportações "e por isso está também dependente da saúde económica dos seus vizinhos e de toda a União Europeia".
"Um Portugal forte, numa Europa forte será essencial para que esta sociedade se possa erguer", afirmou, lembrando que o objetivo é que o país possa "voltar a pedir dinheiro emprestado nos mercados normais e não estar tão dependentemente da solidariedade de outros países" e isso "vai conseguir-se mesmo nesta altura muito difícil", em que "muitas pessoas se sentem muito deprimidas".
Viviane Reding vai participar, na sexta-feira, em Coimbra, num debate com mais de 200 cidadãos para escutar as suas expectativas em relação ao futuro da Europa, integrado numa série de contactos que a Comissão está a promover em várias cidades europeias.
"Quando as coisas não estão muito bem, nós políticos não nos devemos esconder, mas devemos sentar-nos com os cidadãos para perceber as suas impressões mas também os seus sonhos de futuro", afirmou.
A vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, considera que a austeridade não é a receita certa e que, mesmo que "os números sejam maus", Portugal já conquistou "o respeito de todos" pelo esforço feito.
A comissária luxemburguesa, após um encontro na quarta-feira com empresários na Associação Comercial do Porto, afirmou, em entrevista à Lusa, que não gosta da palavra austeridade, "porque essa não é a receita de maneira nenhuma". Mas, para Viviane Reading, é importante pensar que "há problemas estruturais neste país e isso tem de ser reparado", ou "não haverá um futuro para a próxima geração".
As pessoas que na rua dizem "sim, mas eu estou a sofrer agora, o que é que tem para me dizer?", a comissária responde que "este é um período muito difícil que tem de ser ultrapassado", mas que já é possível ver "a luz ao fim do túnel". Na sua opinião, "mesmo que os números sejam maus, a credibilidade, a saída para isto, começa a despontar".
Viviane Reding, que à entrada para a reunião tinha afirmado ser necessário "mais tempo" para Portugal construir um futuro sólido, lembrou que, "no próximo mês, os ministros de finanças do Eurogrupo vão juntar-se para ver como Portugal e Irlanda desenharão o seu roteiro para sair do programa de ajuda e isso é um muito bom sinal, porque mostra que há esperança de que as coisas vão estar melhores, que há uma saída para esta situação".
Com um discurso marcadamente europeu - "A Europa não é o problema, a Europa é a solução" - a comissária, responsável da pasta da Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, salientou o facto de Portugal ter conseguido regressar aos mercados para se financiar.
"Todos respeitam Portugal, porque vemos os esforços que Portugal fez e está a fazer, não pensem que ninguém vê isso, nós vemos e essa é a razão por que acreditamos que Portugal vai conseguir sair desta situação" afirmou, acrescentando que "os mercados acreditam também".
Segundo Viviane Reding, foi esse respeito permitiu que, na negociação do orçamento comunitário, Portugal pudesse manter "fundos especiais para investir e resolver problemas estruturais", fundos que serão 95% de investimento de comunitário e 5% de componente nacional.
De qualquer forma, a comissária mostrou-se "desapontada pelo comportamento de muitos dos primeiros-ministros" na recente discussão do orçamento comunitário. "Se vivemos numa família e alguns membros da família apregoam vitória, isso significa que outros membros da família perderam e para mim é um desapontamento se alguém pensa que ganhou contra o seu vizinho, em vez de dizer o que se fez em conjunto para que a Europa possa ser mais forte".
A vice-presidente da Comissão Europeia lembrou ainda que "Portugal é um pequeno país" que depende do seu mercado interno mas também das exportações "e por isso está também dependente da saúde económica dos seus vizinhos e de toda a União Europeia".
"Um Portugal forte, numa Europa forte será essencial para que esta sociedade se possa erguer", afirmou, lembrando que o objetivo é que o país possa "voltar a pedir dinheiro emprestado nos mercados normais e não estar tão dependentemente da solidariedade de outros países" e isso "vai conseguir-se mesmo nesta altura muito difícil", em que "muitas pessoas se sentem muito deprimidas".
Viviane Reding vai participar, na sexta-feira, em Coimbra, num debate com mais de 200 cidadãos para escutar as suas expectativas em relação ao futuro da Europa, integrado numa série de contactos que a Comissão está a promover em várias cidades europeias.
"Quando as coisas não estão muito bem, nós políticos não nos devemos esconder, mas devemos sentar-nos com os cidadãos para perceber as suas impressões mas também os seus sonhos de futuro", afirmou.
3.8.12
FMI diz que não se fez o suficiente na Zona Euro
por Patrícia Viegas com agências, in Diário de Notícias
O Fundo Monetário Internacional assegura que não se fez o suficiente para impedir a expansão da crise na Zona Euro e pediu que haja "uma mudança das políticas do jogo", ao considerar que a situação está a afetar duramente o bloco e os seus vizinhos mais pequenos.
A organização fez esta advertência através de um relatório em que analisa como as políticas económicas das chamadas "cinco economias sistémicas - Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Zona Euro - se afetam mutuamente e ao resto do mundo. Neste sentido, sublinhou que a crise na Europa é agora a sua maior preocupação.
Para este relatório, que foi citado pelas agências noticiosas internacionais, o FMI diz ter consultado 35 países. "Apesar dos progressos feitos, a sensação que existe é a de que não se fez o suficiente para evitar a propagação do stress", diz a organização no documento.
No pior dos cenários simulados pelo FMI, a produção da Zona Euro caiu cinco pontos percentuais devido à inação e ao recrudescimento da crise. A organização estimou que, se a crise se intensificar, o impacto sobre os países mais pobres seria entre médio e severo, empurrando a sua necessidade de ajuda externa para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 22 200 milhões de euros) em finais de 2013.
No que respeita à China, o FMI mostrou a sua preocupação com a possibilidade de haver um investimento escasso e uma falta de equilíbrio entre a procura e o consumo de tal forma que isso possa afetar os preços a nível mundial.
O Fundo Monetário Internacional assegura que não se fez o suficiente para impedir a expansão da crise na Zona Euro e pediu que haja "uma mudança das políticas do jogo", ao considerar que a situação está a afetar duramente o bloco e os seus vizinhos mais pequenos.
A organização fez esta advertência através de um relatório em que analisa como as políticas económicas das chamadas "cinco economias sistémicas - Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido e Zona Euro - se afetam mutuamente e ao resto do mundo. Neste sentido, sublinhou que a crise na Europa é agora a sua maior preocupação.
Para este relatório, que foi citado pelas agências noticiosas internacionais, o FMI diz ter consultado 35 países. "Apesar dos progressos feitos, a sensação que existe é a de que não se fez o suficiente para evitar a propagação do stress", diz a organização no documento.
No pior dos cenários simulados pelo FMI, a produção da Zona Euro caiu cinco pontos percentuais devido à inação e ao recrudescimento da crise. A organização estimou que, se a crise se intensificar, o impacto sobre os países mais pobres seria entre médio e severo, empurrando a sua necessidade de ajuda externa para os 27 mil milhões de dólares (cerca de 22 200 milhões de euros) em finais de 2013.
No que respeita à China, o FMI mostrou a sua preocupação com a possibilidade de haver um investimento escasso e uma falta de equilíbrio entre a procura e o consumo de tal forma que isso possa afetar os preços a nível mundial.
15.6.12
Europa "está mesmo à beira de um precipício"
in Diário de Notícias
O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje que "a Europa está parada" e que o empréstimo à Espanha vai levar a intervenções noutros países, defendendo que as eleições gregas e francesas podem ser importantes para "mudar o sistema".
Em declarações à agência Lusa e à rádio TSF, à margem de uma sessão pública, o fundador do PS considerou que a questão de uma eventual renegociação das condições do empréstimo a Portugal ainda não se põe.
"Neste momento não é caso para dizer isso, vamos ver o que se vai passar nos sítios críticos, visto que esta semana vamos ter duas eleições no final desta semana que são muito importantes, a primeira é a eleição francesa [segunda volta das legislativas], a segunda é a eleição grega, estamos a ver o que se vai passar e eu acredito que se encontre uma solução, mas realmente a situação é muito difícil", afirmou.
Para Mário Soares, uma boa consequência destes dois atos eleitorais seria "mudar o sistema" de "capitalismo de casino em que os mercados é que mandam nos Estados".
"[Isto] é coisa que nunca pode levar a bom lugar, vai levar sempre a um desastre", atirou.
O antigo chefe de Estado disse que a Europa "está mesmo à beira de um precipício" e que "um pequeno empurrão" a faz "cair lá para baixo, o que é muito grave".
Soares considerou que a seguir ao "problema [empréstimo de 100 mil milhões de euros] de Espanha, que é o maior de todos", vai seguir-se "também o problema italiano".
Questionado sobre se acha que a linha de crédito à banca espanhola vai levar a outras intervenções, Mário Soares respondeu: "Está a levar, está já a levar, a Itália e todos os países, toda a Europa está parada perante o que está a acontecer".
O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje que "a Europa está parada" e que o empréstimo à Espanha vai levar a intervenções noutros países, defendendo que as eleições gregas e francesas podem ser importantes para "mudar o sistema".
Em declarações à agência Lusa e à rádio TSF, à margem de uma sessão pública, o fundador do PS considerou que a questão de uma eventual renegociação das condições do empréstimo a Portugal ainda não se põe.
"Neste momento não é caso para dizer isso, vamos ver o que se vai passar nos sítios críticos, visto que esta semana vamos ter duas eleições no final desta semana que são muito importantes, a primeira é a eleição francesa [segunda volta das legislativas], a segunda é a eleição grega, estamos a ver o que se vai passar e eu acredito que se encontre uma solução, mas realmente a situação é muito difícil", afirmou.
Para Mário Soares, uma boa consequência destes dois atos eleitorais seria "mudar o sistema" de "capitalismo de casino em que os mercados é que mandam nos Estados".
"[Isto] é coisa que nunca pode levar a bom lugar, vai levar sempre a um desastre", atirou.
O antigo chefe de Estado disse que a Europa "está mesmo à beira de um precipício" e que "um pequeno empurrão" a faz "cair lá para baixo, o que é muito grave".
Soares considerou que a seguir ao "problema [empréstimo de 100 mil milhões de euros] de Espanha, que é o maior de todos", vai seguir-se "também o problema italiano".
Questionado sobre se acha que a linha de crédito à banca espanhola vai levar a outras intervenções, Mário Soares respondeu: "Está a levar, está já a levar, a Itália e todos os países, toda a Europa está parada perante o que está a acontecer".
27.4.12
Nobel diz que austeridade está a empurrar Europa "para o suicídio"
in Jornal de Notícias
O economista e vencedor do prémio Nobel, Joseph Stiglitz, afirmou, esta sexta-feira, que a Europa está numa situação complicada devido às medidas de austeridade que estão a empurrar o continente "para o suicídio".
"Nunca houve um programa de austeridade bem sucedido num país grande", declarou o economista de 69 anos aos jornalistas, quinta-feira, em Viena, citado hoje pela agência Bloomberg.
"A abordagem europeia é, sem dúvida, a menos prometedora. Penso que a Europa caminha para o suicídio", salientou.
Os governos dos 27 estados-membros da União Europeia estão a aplicar medidas de austeridade que atingem os 450 mil milhões de euros, numa altura em que se vive uma crise da dívida soberana.
A dívida da zona euro disparou, no final do ano passado, para valores recorde desde que foi criada a moeda única, à medida que os governos aumentavam os empréstimos para travar os défices orçamentais e financiar resgates aos países com mais dificuldades.
Se a Grécia fosse o único país europeu a aplicar medidas de austeridade, os responsáveis europeus poderiam ignorá-lo, considerou Stiglitz, "mas com o Reino Unido, a França e todos estes países a sofrer a austeridade é como se fosse uma austeridade conjunta e as consequências económicas vão ser duras".
Embora os líderes da zona euro "tenham percebido que a austeridade por si ó não funciona e que é preciso crescimento", não houve ações nesse sentido "e o que acordaram fazer em dezembro é uma receita para garantir que vai morrer", afirmou, referindo-se ao euro.
E acrescentou: "A austeridade combinada como os constrangimentos do euro é uma combinação fatal".
Stigltiz admite uma zona euro de "um ou dois países", constituída pela Alemanha e possivelmente a Holanda e a Finlândia, como "o cenário mais provável se a Europa mantiver a abordagem de austeridade" que levará a altos níveis de desemprego, como o de Espanha que atinge 50 por cento nos jovens desde a crise de 2008, "sem esperança de melhorias nos próximos tempos".
"O que estão a fazer é destruir o capital humano, estão a criar jovens alienados", alertou.
Para impulsionar o crescimento os líderes europeus terão de redirecionar as despesas públicas para "utilizar ao máximo" instituições como o Banco Europeu de Investimento e introduzir impostos que melhorem o desempenho económico.
12.4.12
George Soros: "A crise na Europa acaba de piorar"
in Dinheiro Vivo
“Longe de estar terminada, a crise do euro piorou recentemente”. Este é o diagnóstico do investidor George Soros sobre a actual situação financeira no bloco monetário. O norte-americano aplaude nas páginas do Financial Times a operação de injecção de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) para superar o fechar da torneira do crédito na Europa.
Apesar da actual situação, Soros está um pouco optimista em relação ao comportamento dos mercados. “Os mercados financeiros tem sofrido uma deterioração; mas isto não deverá durar muito mais tempo”.
"O programa LTRO permitiu que os bancos espanhóis e italianos adquirissem dívida dos seus próprios países de uma forma muito rentável e com um baixo risco", explica o investidor, acrescentando que "o tratamento preferencial recebido pelo BCE sobre a sua dívida grega vai desencorajar os outros investidores de guardarem dívida soberana.
"Se isto continuar por mais uns anos, uma separação da zona euro vai tornar-se possível sem uma bancarrota, mas iria deixar os bancos centrais dos países credores a reclamar que é difícil actuar contra os bancos centrais dos países devedores".
“O Bundesbank viu o perigo. Está agora a lutar contra a expansão indefinida do fornecimento de dinheiro, e começou a tomar medidas para limitar as perdas que iria ter numa dissolução da zona euro”. Soros considera que assim que o Bundesbank começar a precaver-se para uma dissolução, todos vão fazer o mesmo. “Os mercados estão a começar a reflectir sobre isto”.
Na Alemanha, o banco central também está a apertar o crédito. “Esta seria a política correcta se a Alemanha tivesse a sua própria divisa, mas os membros da zona euro com elevado endividamento precisam duma forte procura por parte da Alemanha para evitar a recessão”. Sem consumo alemão, o pacto fiscal acordado em Dezembro “não poderá funcionar”.
Os países altamente endividados vão falhar no cumprimento das medidas necessárias, e mesmo que cumpram podem falhar as metas devido à queda da procura. “De qualquer forma, os rácios da dívida vão aumentar, e a diferença na competitividade com a Alemanha vai aumentar”.
A Europa “enfrenta um longo período de estagnação económica ou pior”, explica o investidor, relembrando que os países da América Latina “sofreram uma década perdida desde 1982 e o Japão tem estado a estagnar desde um quarto de século; e ambos sobreviveram”. O problema da União Europeia é que “não é um país e é pouco provável que sobreviva. A armadilha deflacionária da dívida ameaça destruir uma união política ainda incompleta”.
Como resolver situação?
O presidente da Soros Fund Managment considera que a única forma de escapar a esta armadilha é “reconhecer que as actuais políticas são contra-produtivas e mudar o seu rumo”.
Em primeiro, as regras que regem a zona euro “falharam e precisam de uma revisão radical. Defender um status quo que não funciona só iria tornar as coisas piores”. Em segundo lugar, a actual situação “é altamente anómala, e medidas excepcionais são necessárias para restaurar a normalidade”. Finalmente, as novas regras devem permitir a “instabilidade inerente dos mercados financeiros”.
O magnata considera que parte do trabalho está feito: “O orçamento fiscal deve ser o ponto de partida, apesar de alguns defeitos óbvios precisarem de ser modificados”. Soros explica que o pacto deve contabilizar as dívidas comerciais assim como financeiras e que os orçamentos devem distinguir entre investimentos que recompensam e despesa corrente.
Para evitar as fraudes, o que é qualificado como investimento “deve ser sujeito a aprovação por uma autoridade europeia”. Depois de aprovado, o Banco de Investimento Europeu, com mais poder, poderia co-financiar os investimentos.
Novas medidas são necessárias para regressar à normalidade, explica o norte-americano. Actualmente, a União Europeia obriga os estados-membros a reduzir a sua dívida pública anualmente em um-vigésimo da quantia pela qual excederam os 60% do Produto Interno Bruto (PIB). “Proponho que os estados-membros recompensem o bom comportamento ao eliminar esta obrigação”.
Novas medidas são necessárias para regressar à normalidade, explica o norte-americano. Actualmente, a União Europeia obriga os estados-membros a reduzir a sua dívida pública anualmente em um-vigésimo da quantia pela qual excedeream os 60% do Produto Interno Bruto (PIB). “Proponho que os estados-membros recompensem o bom comportamento ao eliminar esta obrigação”.
Actualmente os bancos centrais transferiram o lucro de impressão de divisa para o BCE, avaliado em cerca de 2 biliões e 3 biliões de euros, por Willem Buiter do Citibank e Huw Pill da Goldman Sachs, respectivamente. George Soros propõe que seja criado um veículo que pudesse usar este dinheiro para financiar o custo de adquirir dívida através do BCE sem violar o Tratado de Lisboa.
Caso um país viole o pacto orçamental, seria obrigado a pagar juros em toda ou em parte da dívida detida pelo veículo. “Isto iria certamente impor uma dura disciplina orçamental”.
Ao recompensar o bom comportamento, o pacto orçamental não iria constituir uma armadilha deflacionária de dívida. “A perspectiva iria melhorar radicalmente. Para diminuir a diferença de competitividade, todos os membros deveriam ser capazes de refinanciar a dúvida existente com os mesmos juros. Mas isto iria requerer uma maior integração orçamental. Teria de ser faseada gradualmente”.
Para concluir, George Soros considera que o Bundesbank “nunca iria aceitar estas propostas”, mas as autoridades europeias deveriam levá-las a sério. O futuro da Europa é um assunto político: não compete ao Bundesbank decidi-lo”.
“Longe de estar terminada, a crise do euro piorou recentemente”. Este é o diagnóstico do investidor George Soros sobre a actual situação financeira no bloco monetário. O norte-americano aplaude nas páginas do Financial Times a operação de injecção de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) para superar o fechar da torneira do crédito na Europa.
Apesar da actual situação, Soros está um pouco optimista em relação ao comportamento dos mercados. “Os mercados financeiros tem sofrido uma deterioração; mas isto não deverá durar muito mais tempo”.
"O programa LTRO permitiu que os bancos espanhóis e italianos adquirissem dívida dos seus próprios países de uma forma muito rentável e com um baixo risco", explica o investidor, acrescentando que "o tratamento preferencial recebido pelo BCE sobre a sua dívida grega vai desencorajar os outros investidores de guardarem dívida soberana.
"Se isto continuar por mais uns anos, uma separação da zona euro vai tornar-se possível sem uma bancarrota, mas iria deixar os bancos centrais dos países credores a reclamar que é difícil actuar contra os bancos centrais dos países devedores".
“O Bundesbank viu o perigo. Está agora a lutar contra a expansão indefinida do fornecimento de dinheiro, e começou a tomar medidas para limitar as perdas que iria ter numa dissolução da zona euro”. Soros considera que assim que o Bundesbank começar a precaver-se para uma dissolução, todos vão fazer o mesmo. “Os mercados estão a começar a reflectir sobre isto”.
Na Alemanha, o banco central também está a apertar o crédito. “Esta seria a política correcta se a Alemanha tivesse a sua própria divisa, mas os membros da zona euro com elevado endividamento precisam duma forte procura por parte da Alemanha para evitar a recessão”. Sem consumo alemão, o pacto fiscal acordado em Dezembro “não poderá funcionar”.
Os países altamente endividados vão falhar no cumprimento das medidas necessárias, e mesmo que cumpram podem falhar as metas devido à queda da procura. “De qualquer forma, os rácios da dívida vão aumentar, e a diferença na competitividade com a Alemanha vai aumentar”.
A Europa “enfrenta um longo período de estagnação económica ou pior”, explica o investidor, relembrando que os países da América Latina “sofreram uma década perdida desde 1982 e o Japão tem estado a estagnar desde um quarto de século; e ambos sobreviveram”. O problema da União Europeia é que “não é um país e é pouco provável que sobreviva. A armadilha deflacionária da dívida ameaça destruir uma união política ainda incompleta”.
Como resolver situação?
O presidente da Soros Fund Managment considera que a única forma de escapar a esta armadilha é “reconhecer que as actuais políticas são contra-produtivas e mudar o seu rumo”.
Em primeiro, as regras que regem a zona euro “falharam e precisam de uma revisão radical. Defender um status quo que não funciona só iria tornar as coisas piores”. Em segundo lugar, a actual situação “é altamente anómala, e medidas excepcionais são necessárias para restaurar a normalidade”. Finalmente, as novas regras devem permitir a “instabilidade inerente dos mercados financeiros”.
O magnata considera que parte do trabalho está feito: “O orçamento fiscal deve ser o ponto de partida, apesar de alguns defeitos óbvios precisarem de ser modificados”. Soros explica que o pacto deve contabilizar as dívidas comerciais assim como financeiras e que os orçamentos devem distinguir entre investimentos que recompensam e despesa corrente.
Para evitar as fraudes, o que é qualificado como investimento “deve ser sujeito a aprovação por uma autoridade europeia”. Depois de aprovado, o Banco de Investimento Europeu, com mais poder, poderia co-financiar os investimentos.
Novas medidas são necessárias para regressar à normalidade, explica o norte-americano. Actualmente, a União Europeia obriga os estados-membros a reduzir a sua dívida pública anualmente em um-vigésimo da quantia pela qual excederam os 60% do Produto Interno Bruto (PIB). “Proponho que os estados-membros recompensem o bom comportamento ao eliminar esta obrigação”.
Novas medidas são necessárias para regressar à normalidade, explica o norte-americano. Actualmente, a União Europeia obriga os estados-membros a reduzir a sua dívida pública anualmente em um-vigésimo da quantia pela qual excedeream os 60% do Produto Interno Bruto (PIB). “Proponho que os estados-membros recompensem o bom comportamento ao eliminar esta obrigação”.
Actualmente os bancos centrais transferiram o lucro de impressão de divisa para o BCE, avaliado em cerca de 2 biliões e 3 biliões de euros, por Willem Buiter do Citibank e Huw Pill da Goldman Sachs, respectivamente. George Soros propõe que seja criado um veículo que pudesse usar este dinheiro para financiar o custo de adquirir dívida através do BCE sem violar o Tratado de Lisboa.
Caso um país viole o pacto orçamental, seria obrigado a pagar juros em toda ou em parte da dívida detida pelo veículo. “Isto iria certamente impor uma dura disciplina orçamental”.
Ao recompensar o bom comportamento, o pacto orçamental não iria constituir uma armadilha deflacionária de dívida. “A perspectiva iria melhorar radicalmente. Para diminuir a diferença de competitividade, todos os membros deveriam ser capazes de refinanciar a dúvida existente com os mesmos juros. Mas isto iria requerer uma maior integração orçamental. Teria de ser faseada gradualmente”.
Para concluir, George Soros considera que o Bundesbank “nunca iria aceitar estas propostas”, mas as autoridades europeias deveriam levá-las a sério. O futuro da Europa é um assunto político: não compete ao Bundesbank decidi-lo”.
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