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26.3.20

Rede Europeia Antipobreza alerta que é preciso reforçar laços de solidariedade

Henrique Cunha, in RR


A Rede Europeia Antipobreza enviou uma carta ao Governo onde alerta para os efeitos da pandemia junto dos grupos mais vulneráveis.

O conteúdo da carta a que a Renascença teve acesso, é conhecido em dia de Conselho Europeu e nela a Rede Europeia Antipobreza, para além de alertar para a situação dos mais vulneráveis, apresenta algumas recomendações para minimizar o impacto negativo que a pandemia está a ter nas pessoas em situação e risco de pobreza e exclusão social.

A Rede Europeia acredita que a pandemia irá passar e que será encontrada uma vacina, mas manifesta profunda preocupação “com os impactos económicos e sociais” que vão demorar muito mais tempo a ser ultrapassados; com implicações acrescidas junto daqueles “que mais precisam”. É neste contexto que o presidente da Rede Europeia Antipobreza em Portugal, o padre Jardim Moreira, diz à Renascença que “é preciso olhar para todos nesta hora”.

Lembrando em particular os sem-abrigo, o responsável da EAPN Portugal/Rede Europeia Anti-Pobreza alerta também para a situação de todos aqueles que exercem profissões mais precárias. “Por exemplo, as senhoras de limpeza nas cidades já ninguém as quer nas suas casas por receio de serem portadoras do vírus. Passados alguns dias, essas pessoas deixam de ter dinheiro para as suas despesas correntes.”

O padre Jardim Moreira alude também à situação dos sem-abrigo que “não têm onde dormir, não têm médicos, não têm comida”, e que podem ver a sua “saúde a debilitar-se e as coisas a agravar-se”.

O responsável pede, assim, que “em primeiro lugar se cuide do ser humano para que não seja abandonado e morrer sozinho” e apela “aos valores humanos e valores sociais e cristãos de que somos herdeiros para que possamos ter uma resposta que não nos envergonhe amanhã” como seja de “termos sido indiferentes a esta situação”.

A ideia é evitar que os sem-abrigo fiquem completamente desprotegidos perante a crise pandémica e a Rede Europeia recorda, na sua carta que em Portugal há “mais de 2 milhões de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social” e que mais de um milhão e meio estão em risco de pobreza monetária. E é neste contexto que o padre Jardim diz ser necessário que “alguém faça lembrar que esta gente existe e tem problemas acrescidos nesta hora” sobretudo porque “é uma faixa da sociedade portuguesa mais esquecida, mais vulnerável, e menos ouvida”.

O sacerdote diz que é “preciso olhar para todos, nesta hora, para que seja minorada a situação gravosa em que alguns se encontram” e que a Rede “achou que tinha o dever de ser porta-voz destas inquietações junto das autoridades para que, na medida do possível sejam tomadas em conta”.

24.5.16

Rede Europeia Anti-Pobreza obriga a olhar para os pobres há 25 anos

In "Visão"

A delegação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza está a celebrar 25 anos de trabalho em Portugal. Em ano de aniversário, a organização lamenta que Portugal seja dos países mais desiguais da Europa

Os pobres são fruto da injustiça coletiva e todos temos de olhar para a pobreza", assinala Jardim Moreira, pároco da Vitória e São Nicolau, no centro histórico do Porto, que foi escolhido em 1990, em Bruxelas, para presidir à rede EAPN (European Anti Poverty Network) em Portugal.

"Os pobres são fruto da injustiça coletiva e todos temos de olhar para a pobreza", assinala Jardim Moreira, pároco da Vitória e São Nicolau, no centro histórico do Porto, que foi escolhido em 1990, em Bruxelas, para presidir à rede EAPN (European Anti Poverty Network) em Portugal.

Um quarto de século depois de trazer para Portugal a ideia de "construir uma Europa dos cidadãos", Jardim Moreira lamenta que com a crise a situação do país tenha regredido e diz mesmo que "os pobres estão mais pobres", com uma participação do Estado "reduzida ao assistencialismo".

Mais do que "dar de comer", a finalidade da EAPN Portugal é, conta Jardim Moreira, "ajudar o país a reconhecer as causas geradoras desta situação" e proporcionar oportunidades para "todos se integrarem dignamente na vida ativa".

"A nossa linha de ação ajuda a pessoa a sair da pobreza. Ajudamos a que as pessoas desenvolvam o seu projeto pelo seu próprio pé", assinalou o responsável pela instituição com sede no Porto.

O primeiro passo da rede, criada em Portugal em dezembro de 1991, foi "ajudar a ver o que é um pobre" e mostrar que os pobres "são pessoas com direitos democráticos", numa altura em que "só serviam para dar esmola e para ganhar o céu".

"Vivemos num país onde há mais de 500 anos se criou a mentalidade do assistencialismo primário, da subsidiodependência, da ignorância e do desprezo pelos direitos humanos", assinala o presidente da rede cujo primeiro passo foi "sensibilizar e captar instituições e seus atores para a pobreza e o ataque aos direitos humanos".

Sobre as instituições de solidariedade social, critica o "assistencialismo e paternalismo em que mantêm as pessoas debaixo da sua capa com ar de gente bondosa que ajuda os outros por misericórdia".

Por contraponto, a EAPN/Portugal trabalha com as mais de 1 400 instituições associadas e com elas prepara ações de formação, partilha informação e boas práticas e "avalia se as políticas estão a atacar as causas geradoras de injustiça social".

"Procuramos trabalhar com as câmaras, comunidades intermunicipais, ministérios, partidos políticos e Assembleia da República. Sabemos que somos uma presença incómoda com a realidade que trazemos para a mesa", destaca.

Volvidos 25 anos, Jardim Moreira destaca que "a grande conquista" da rede foi não só mostrar que "em Portugal os pobres têm direitos", mas também levar a pobreza para as agendas políticas.

Antecipando os próximos anos, o responsável acredita que "será sempre necessário haver alguém que atue junto de instâncias nacionais para impedir a injustiça e o egoísmo".

Para Sandra Faria Araújo, diretora executiva da EAPN Portugal, nos últimos anos assistiu-se a "um avanço no conhecimento", defendendo porém que o país "precisa de um observatório que recolha informação sobre a pobreza nacional" que permita "uma sistematização de informação".

"Somos dos países mais desiguais da União Europeia", lamenta a diretora.

Para assinalar os seus 25 anos, a EAPN Portugal está a preparar diversas iniciativas, incluindo uma conferência sobre modelos económicos alternativos a 17 de outubro. Prepara igualmente um fórum nacional com pessoas em situação de pobreza, a 18 e 19 de outubro, um debate sobre a estratégia nacional de combate à pobreza, em novembro, e o lançamento de um livro biográfico da rede, em dezembro.

18.5.16

Rede Europeia Anti-Pobreza obriga a olhar para os pobres há 25 anos

In "Visão"

A delegação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza está a celebrar 25 anos de trabalho em Portugal. Em ano de aniversário, a organização lamenta que Portugal seja dos países mais desiguais da Europa

Os pobres são fruto da injustiça coletiva e todos temos de olhar para a pobreza", assinala Jardim Moreira, pároco da Vitória e São Nicolau, no centro histórico do Porto, que foi escolhido em 1990, em Bruxelas, para presidir à rede EAPN (European Anti Poverty Network) em Portugal.

"Os pobres são fruto da injustiça coletiva e todos temos de olhar para a pobreza", assinala Jardim Moreira, pároco da Vitória e São Nicolau, no centro histórico do Porto, que foi escolhido em 1990, em Bruxelas, para presidir à rede EAPN (European Anti Poverty Network) em Portugal.

Um quarto de século depois de trazer para Portugal a ideia de "construir uma Europa dos cidadãos", Jardim Moreira lamenta que com a crise a situação do país tenha regredido e diz mesmo que "os pobres estão mais pobres", com uma participação do Estado "reduzida ao assistencialismo".

Mais do que "dar de comer", a finalidade da EAPN Portugal é, conta Jardim Moreira, "ajudar o país a reconhecer as causas geradoras desta situação" e proporcionar oportunidades para "todos se integrarem dignamente na vida ativa".

"A nossa linha de ação ajuda a pessoa a sair da pobreza. Ajudamos a que as pessoas desenvolvam o seu projeto pelo seu próprio pé", assinalou o responsável pela instituição com sede no Porto.

O primeiro passo da rede, criada em Portugal em dezembro de 1991, foi "ajudar a ver o que é um pobre" e mostrar que os pobres "são pessoas com direitos democráticos", numa altura em que "só serviam para dar esmola e para ganhar o céu".

"Vivemos num país onde há mais de 500 anos se criou a mentalidade do assistencialismo primário, da subsidiodependência, da ignorância e do desprezo pelos direitos humanos", assinala o presidente da rede cujo primeiro passo foi "sensibilizar e captar instituições e seus atores para a pobreza e o ataque aos direitos humanos".

Sobre as instituições de solidariedade social, critica o "assistencialismo e paternalismo em que mantêm as pessoas debaixo da sua capa com ar de gente bondosa que ajuda os outros por misericórdia".

Por contraponto, a EAPN/Portugal trabalha com as mais de 1 400 instituições associadas e com elas prepara ações de formação, partilha informação e boas práticas e "avalia se as políticas estão a atacar as causas geradoras de injustiça social".

"Procuramos trabalhar com as câmaras, comunidades intermunicipais, ministérios, partidos políticos e Assembleia da República. Sabemos que somos uma presença incómoda com a realidade que trazemos para a mesa", destaca.

Volvidos 25 anos, Jardim Moreira destaca que "a grande conquista" da rede foi não só mostrar que "em Portugal os pobres têm direitos", mas também levar a pobreza para as agendas políticas.

Antecipando os próximos anos, o responsável acredita que "será sempre necessário haver alguém que atue junto de instâncias nacionais para impedir a injustiça e o egoísmo".

Para Sandra Faria Araújo, diretora executiva da EAPN Portugal, nos últimos anos assistiu-se a "um avanço no conhecimento", defendendo porém que o país "precisa de um observatório que recolha informação sobre a pobreza nacional" que permita "uma sistematização de informação".

"Somos dos países mais desiguais da União Europeia", lamenta a diretora.

Para assinalar os seus 25 anos, a EAPN Portugal está a preparar diversas iniciativas, incluindo uma conferência sobre modelos económicos alternativos a 17 de outubro. Prepara igualmente um fórum nacional com pessoas em situação de pobreza, a 18 e 19 de outubro, um debate sobre a estratégia nacional de combate à pobreza, em novembro, e o lançamento de um livro biográfico da rede, em dezembro.

17.5.16

Rede Anti-Pobreza há 25 anos a mostrar que "pobres têm direitos"

In "Notícias ao Minuto"

A Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal colocou a pobreza "na mesa da política" e mostrou que "os pobres têm direitos", defende o padre Jardim Moreira, fundador da associação sediada no Porto, que está a comemorar os seus 25 anos.

"Os pobres são fruto da injustiça coletiva e todos temos de olhar para a pobreza", assinala Jardim Moreira, pároco da Vitória e São Nicolau, no centro histórico do Porto, que foi escolhido em 1990, em Bruxelas, para presidir à rede EAPN (European Anti Poverty Network) em Portugal.

Um quarto de século depois de trazer para Portugal a ideia de "construir uma Europa dos cidadãos", Jardim Moreira lamenta que com a crise a situação do país tenha regredido e diz mesmo que "os pobres estão mais pobres", com uma participação do Estado "reduzida ao assistencialismo".

Mais do que "dar de comer", a finalidade da EAPN Portugal é, conta Jardim Moreira, "ajudar o país a reconhecer as causas geradoras desta situação" e proporcionar oportunidades para "todos se integrarem dignamente na vida ativa".

"A nossa linha de ação ajuda a pessoa a sair da pobreza. Ajudamos a que as pessoas desenvolvam o seu projeto pelo seu próprio pé", assinalou o responsável pela instituição com sede no Porto.

O primeiro passo da rede, criada em Portugal em dezembro de 1991, foi "ajudar a ver o que é um pobre" e mostrar que os pobres "são pessoas com direitos democráticos", numa altura em que "só serviam para dar esmola e para ganhar o céu".

"Vivemos num país onde há mais de 500 anos se criou a mentalidade do assistencialismo primário, da subsidiodependência, da ignorância e do desprezo pelos direitos humanos", assinala o presidente da rede cujo primeiro passo foi "sensibilizar e captar instituições e seus atores para a pobreza e o ataque aos direitos humanos".

Sobre as instituições de solidariedade social, critica o "assistencialismo e paternalismo em que mantêm as pessoas debaixo da sua capa com ar de gente bondosa que ajuda os outros por misericórdia".

Por contraponto, a EAPN/Portugal trabalha com as mais de 1.400 instituições associadas e com elas prepara ações de formação, partilha informação e boas práticas e "avalia se as políticas estão a atacar as causas geradoras de injustiça social".

"Procuramos trabalhar com as câmaras, comunidades intermunicipais, ministérios, partidos políticos e Assembleia da República. Sabemos que somos uma presença incómoda com a realidade que trazemos para a mesa", destaca.

Volvidos 25 anos, Jardim Moreira destaca que "a grande conquista" da rede foi não só mostrar que "em Portugal os pobres têm direitos", mas também levar a pobreza para as agendas políticas.

Antecipando os próximos anos, o responsável acredita que "será sempre necessário haver alguém que atue junto de instâncias nacionais para impedir a injustiça e o egoísmo".

Para Sandra Faria Araújo, diretora executiva da EAPN Portugal, nos últimos anos assistiu-se a "um avanço no conhecimento", defendendo porém que o país "precisa de um observatório que recolha informação sobre a pobreza nacional" que permita "uma sistematização de informação".

"Somos dos países mais desiguais da União Europeia", lamenta a diretora.

Para assinalar os seus 25 anos, a EAPN Portugal está a preparar diversas iniciativas, incluindo uma conferência sobre modelos económicos alternativos a 17 de outubro. Prepara igualmente um fórum nacional com pessoas em situação de pobreza, a 18 e 19 de outubro, um debate sobre a estratégia nacional de combate à pobreza, em novembro, e o lançamento de um livro biográfico da rede, em dezembro.

30.12.12

Rede Europeia Anti-Pobreza: País caminha para terceiro mundo

in TSF

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza fala de uma irresponsabilidade coletiva, salientando que o país caminha para uma espécie de terceiro mundo.

No dia em que acontece em Lisboa um seminário para debater a relação entre a austeridade e a pobreza, Jardim Moreira deixa essa apreensão
«Segundo as últimas estatísticas eles estão a pensar em dois milhões e perto de 500 mil portugueses a viver no limiar da pobreza ou na pobreza absoluta. Isso é um país que se vai tornar terceiro mundista e baixarmos os braços acho uma enorme irresponsabilidade coletiva», salienta.

Jardim Moreira sublinha também outra ideia. A austeridade está a ter sobretudo reflexos na pobreza da classe média portuguesa.

18.10.12

Há pobreza envergonhada, alerta padre Agostinho Jardim

in RR

Presidente da Rede Europeia Anti Pobreza diz que conhece “alguns casais formados que vivem com 100 euros por mês, comem massa com massa, de manhã à noite, e têm vergonha de pedir”.

O presidente da Rede Europeia Anti Pobreza (REAP), padre Agostinho Jardim, diz que a crise gerou um grupo de novos pobres - pessoas da classe média que foram afectados pelo desemprego.

“Conheço alguns casais formados que vivem com 100 euros por mês, comem massa com massa, de manhã à noite, e têm vergonha de pedir. Ou, então são as famílias ou vizinhos que lhes vão em socorro”, contra Agostinho Jardim à Renascença.

O presidente da REAP sublinha o facto de, muitas vezes, os casos da chamada "pobreza envergonhada" não constarem dos números oficiais.

No dia mundial para a Erradicação da Pobreza, o padre Agostinho Jardim aconselha o Governo a rever as políticas de combate à pobreza, sugerindo que as medidas que se enocntrem não contribuam para a humilhação dos mais pobres, muitos deles a viverem verdadeiros estados de desespero.

17.10.12

Portugal vai ter mais de três milhões de pobres

João Paulo Costa e Helena Teixeira da Silva, in Jornal de Notícias

O presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza afirma que o Orçamento do Estado vai deixar Portugal com "mais de três milhões de pobres". É 30% da população, mas há quem defenda que será mais que isso.

Ninguém arrisca dizer qual será o número de pobres que Portugal terá em 2013 porque, alerta Ana Cardoso, do Centro de Estudos para a Intervenção Social, "será maior do que os indicadores medem". Mais de três milhões? "É possível".

28.6.12

Recado para Bruxelas: lembrem-se dos pobres

Rádio Sim

"Os mais ricos são aqueles que são mais folgados na resposta a esta situação [de crise]", refere a Rede Europeia Anti-Pobreza. Por sua vez, a Cáritas pede que seja assegurada a continuidade do programa europeu de assistência alimentar.

A propósito da realização do Conselho Europeu, a delegação portuguesa da Rede Europeia Anti-Pobreza (REAP) pediu ao primeiro-ministro português e a todos os chefes de Governo dos 27 que se lembrem dos pobres. O presidente da REAP, padre Jardim Moreira, escreveu uma carta em que alerta para o impacto "dos erros do sistema capitalista" na vida dos que menos têm.

"Achamos que, neste momento de crise europeia, os pobres são aqueles que têm sido as maiores vítimas de toda esta crise. São eles que são penalizados por causa dos erros do sistema capitalista e os mais ricos são aqueles que são mais folgados na resposta a esta situação."

O padre Jardim Moreira espera para que seja dada prioridade à redução da pobreza, a qual, diz, não está a ser vista como uma preocupação.

Também a Cáritas portuguesa escreveu a Passos Coelho para pedir que se mantenha o programa da União Europeia de ajuda alimentar aos mais carenciados e que seja possível ajustá-lo ao quadro financeiro dos fundos estruturais europeus.

"Que se mantenha este programa, porque ajuda a minorar uma necessidade tão básica como é o acesso à alimentação a aproximadamente 18 milhões de pessoas em todo o espaço europeu", refere Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas.

"Pedimos que se mantenha, porque sabemos que esta é uma matéria que tem sido questionada nos últimos tempos, face a uma decisão do Tribunal Europeu de Justiça que contestou a legalidade do financiamento deste programa. Sabemos que basta haver vontade política para o enquadramento legal deste programa", afirma Eugénio da Fonseca.
O apelo da Cáritas foi enviado ao primeiro-ministro, que participa esta quinta e sexta-feira na reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.