in ONUBR
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Brasil está lançando o #DesafioDaInfancia para incentivar os apoiadores a compartilhar suas memórias mais felizes da infância nas redes sociais e doar para ajudar crianças vulneráveis a ter uma infância feliz também.
A COVID-19 ameaça crianças já enfraquecidas pela guerra, por doenças, pela fome e pela pobreza, cuja sobrevivência depende de cuidados de saúde, alimentos e suprimentos médicos vitais. Põe em perigo quatro em cada dez famílias que nem sequer têm água e sabão para lavar as mãos em casa.
Esta ação faz parte da campanha global do UNICEF para impedir que a pandemia se torne uma crise duradoura para crianças.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Brasil está lançando o #DesafioDaInfancia para incentivar os apoiadores a compartilhar suas memórias mais felizes da infância nas redes sociais e doar para ajudar crianças vulneráveis a ter uma infância feliz também.
A COVID-19 ameaça crianças já enfraquecidas pela guerra, por doenças, pela fome e pela pobreza, cuja sobrevivência depende de cuidados de saúde, alimentos e suprimentos médicos vitais. Põe em perigo quatro em cada dez famílias que nem sequer têm água e sabão para lavar as mãos em casa.
Esta ação faz parte da campanha global do UNICEF para impedir que a pandemia se torne uma crise duradoura para crianças.
Até o momento, o UNICEF entregou dezenas de milhões de itens de proteção para profissionais de saúde, equipamentos médicos e suprimentos de higiene. Mas o plano de resposta global do UNICEF continua tristemente subfinanciado.
É por isso que o UNICEF Brasil está pedindo a seus apoiadores que façam doações, postem em seus canais de mídia social e nomeiem amigos e amigas para que participem do #DesafioDaInfancia.
Os fundos doados ajudarão as equipes do UNICEF que estão trabalhando incansavelmente para garantir que todas as crianças, especialmente as dos países mais pobres, possam ser protegidas contra doenças infecciosas que ameaçam a vida.
Segundo o diretor de Parcerias do UNICEF no Brasil, Juan Ignacio Calvo, centenas de milhões de crianças estão fora da escola e, com isso, vidas foram prejudicadas. “As crianças estão tendo que lidar com a perda e a separação da família, o colapso dos serviços de apoio. Precisamos urgentemente de doações para proteger a infância de crianças vulneráveis em todo o mundo”.
O UNICEF busca responder, recuperar e reimaginar um mundo, que está atualmente sitiado pelo coronavírus:
Responder. Devemos agir agora para impedir que a doença se espalhe, ajudar os doentes e proteger os profissionais que estão nas linhas de frente, arriscando a própria vida para salvar outras.
Recuperar. Mesmo quando a pandemia diminuir, cada país terá que continuar trabalhando para mitigar os efeitos colaterais nas crianças e enfrentar os danos infligidos. As comunidades também terão que trabalhar juntas e além-fronteiras para reconstruir e impedir o retorno da doença.
Reimaginar. Se aprendemos alguma coisa com a COVID-19, é que nossos sistemas e políticas devem proteger as pessoas o tempo todo, não apenas no caso de uma crise. À medida que o mundo se recupera da pandemia, agora é a hora de lançar as bases para reconstruir melhor.
Veja aqui o passo a passo para participar.
Você pode ajudar do #DesafioDaInfancia fazendo uma doação para o UNICEF.
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30.6.20
23.1.20
UNICEF: 1 em cada 3 adolescentes de famílias pobres do mundo nunca frequentou a escola
in ONU
Uma em cada três adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na segunda-feira (22), enquanto ministros da Educação se reúnem no Fórum Mundial da Educação e líderes globais na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Uma em cada três adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na segunda-feira (22), enquanto ministros da Educação se reúnem no Fórum Mundial da Educação e líderes globais na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade. A exclusão em todas as etapas da educação perpetua a pobreza e é um fator-chave de uma crise global de aprendizado.
O documento “Abordando a crise da aprendizagem: uma necessidade urgente de financiar melhor a educação para as crianças mais pobres” — disponível em inglês — destaca grandes disparidades na distribuição dos gastos públicos em educação.
O financiamento limitado e distribuído de forma desigual resulta em turmas grandes, professores mal treinados, falta de material educacional e infraestrutura escolar precária. Isso, por sua vez, tem um impacto adverso na frequência, matrícula e aprendizado.
“Países em todos os lugares estão falhando com as crianças mais pobres do mundo e, ao fazê-lo, falham com eles mesmos”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF.
“Enquanto os gastos com educação pública forem desproporcionalmente direcionados às crianças das famílias mais ricas, as mais pobres terão poucas esperanças de escapar da pobreza, aprendendo as habilidades necessárias para competir e ter sucesso no mundo de hoje e contribuindo para as economias de seus países.”
Analisando 42 países com dados disponíveis, o documento conclui que a educação para crianças das famílias 20% mais ricas recebe quase o dobro da quantia de financiamento da educação do que as crianças das 20% mais pobres.
Dez países da África são responsáveis pelas maiores disparidades nos gastos com educação, com quatro vezes mais recursos destinados às crianças mais ricas do que às mais pobres. Na Guiné e na República Centro-Africana — países com algumas das taxas mais altas de crianças fora da escola —, as crianças mais ricas se beneficiam nove e seis vezes mais, respectivamente, da quantidade de fundos de educação pública do que as crianças mais pobres.
Barbados, Dinamarca, Irlanda, Noruega e Suécia são os únicos países incluídos na análise que distribuem o financiamento da educação igualmente entre os quintis mais ricos e os mais pobres.
O documento observa que a falta de recursos disponíveis para as crianças mais pobres está exacerbando uma crise de aprendizado incapacitante, pois as escolas falham em fornecer educação de qualidade aos seus estudantes. Segundo o Banco Mundial, mais da metade das crianças que vivem em países de baixa e média renda não consegue ler ou entender uma história simples no final do ensino fundamental.
O documento estabelece diretrizes claras para os governos: na alocação de recursos domésticos, os fundos devem ser distribuídos para que as crianças das famílias 20% mais pobres se beneficiem de pelo menos 20% do financiamento da educação.
O financiamento público deve priorizar os níveis mais baixos de educação – nos quais as crianças das famílias mais pobres estão mais representadas –, e as alocações para níveis mais altos devem aumentar gradualmente quando a cobertura for quase universal nos níveis mais baixos.
Pelo menos um ano de educação pré-primária universal deve ser providenciado para todas as crianças. A educação pré-primária é a base sobre a qual cada estágio da escolaridade se baseia.
As crianças que concluem a pré-escola aprendem melhor, têm mais probabilidade de permanecer na escola e contribuem mais para suas economias e sociedades quando atingem a idade adulta. A alocação de pelo menos 10% dos orçamentos nacionais da educação ajudará a alcançar o acesso universal.
“Estamos em um momento crítico. Se investirmos de forma inteligente e equitativa na educação das crianças, teremos a melhor chance possível de tirar as crianças da pobreza, capacitando-as com as habilidades necessárias para acessar oportunidades existentes e criar novas oportunidades para si mesmas”, afirmou Fore.
Uma em cada três adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na segunda-feira (22), enquanto ministros da Educação se reúnem no Fórum Mundial da Educação e líderes globais na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade.
Uma em cada três adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola, de acordo com um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado na segunda-feira (22), enquanto ministros da Educação se reúnem no Fórum Mundial da Educação e líderes globais na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial.
Pobreza, discriminação por gênero, deficiência, origem étnica ou idioma de instrução, distância física das escolas e infraestrutura precária estão entre os obstáculos que continuam a impedir que as crianças mais pobres tenham acesso a uma educação de qualidade. A exclusão em todas as etapas da educação perpetua a pobreza e é um fator-chave de uma crise global de aprendizado.
O documento “Abordando a crise da aprendizagem: uma necessidade urgente de financiar melhor a educação para as crianças mais pobres” — disponível em inglês — destaca grandes disparidades na distribuição dos gastos públicos em educação.
O financiamento limitado e distribuído de forma desigual resulta em turmas grandes, professores mal treinados, falta de material educacional e infraestrutura escolar precária. Isso, por sua vez, tem um impacto adverso na frequência, matrícula e aprendizado.
“Países em todos os lugares estão falhando com as crianças mais pobres do mundo e, ao fazê-lo, falham com eles mesmos”, disse Henrietta Fore, diretora-executiva do UNICEF.
“Enquanto os gastos com educação pública forem desproporcionalmente direcionados às crianças das famílias mais ricas, as mais pobres terão poucas esperanças de escapar da pobreza, aprendendo as habilidades necessárias para competir e ter sucesso no mundo de hoje e contribuindo para as economias de seus países.”
Analisando 42 países com dados disponíveis, o documento conclui que a educação para crianças das famílias 20% mais ricas recebe quase o dobro da quantia de financiamento da educação do que as crianças das 20% mais pobres.
Dez países da África são responsáveis pelas maiores disparidades nos gastos com educação, com quatro vezes mais recursos destinados às crianças mais ricas do que às mais pobres. Na Guiné e na República Centro-Africana — países com algumas das taxas mais altas de crianças fora da escola —, as crianças mais ricas se beneficiam nove e seis vezes mais, respectivamente, da quantidade de fundos de educação pública do que as crianças mais pobres.
Barbados, Dinamarca, Irlanda, Noruega e Suécia são os únicos países incluídos na análise que distribuem o financiamento da educação igualmente entre os quintis mais ricos e os mais pobres.
O documento observa que a falta de recursos disponíveis para as crianças mais pobres está exacerbando uma crise de aprendizado incapacitante, pois as escolas falham em fornecer educação de qualidade aos seus estudantes. Segundo o Banco Mundial, mais da metade das crianças que vivem em países de baixa e média renda não consegue ler ou entender uma história simples no final do ensino fundamental.
O documento estabelece diretrizes claras para os governos: na alocação de recursos domésticos, os fundos devem ser distribuídos para que as crianças das famílias 20% mais pobres se beneficiem de pelo menos 20% do financiamento da educação.
O financiamento público deve priorizar os níveis mais baixos de educação – nos quais as crianças das famílias mais pobres estão mais representadas –, e as alocações para níveis mais altos devem aumentar gradualmente quando a cobertura for quase universal nos níveis mais baixos.
Pelo menos um ano de educação pré-primária universal deve ser providenciado para todas as crianças. A educação pré-primária é a base sobre a qual cada estágio da escolaridade se baseia.
As crianças que concluem a pré-escola aprendem melhor, têm mais probabilidade de permanecer na escola e contribuem mais para suas economias e sociedades quando atingem a idade adulta. A alocação de pelo menos 10% dos orçamentos nacionais da educação ajudará a alcançar o acesso universal.
“Estamos em um momento crítico. Se investirmos de forma inteligente e equitativa na educação das crianças, teremos a melhor chance possível de tirar as crianças da pobreza, capacitando-as com as habilidades necessárias para acessar oportunidades existentes e criar novas oportunidades para si mesmas”, afirmou Fore.
18.7.19
Novos dados desafiam noções tradicionais de riqueza e pobreza
in ONUBR
As descobertas do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019 lançam luz sobre as disparidades relacionadas à forma como as pessoas vivenciam a pobreza, revelando vastas desigualdades entre os países e mesmo entre as pessoas pobres.
O IPM vai além da renda como único indicador de pobreza, explorando as formas pelas quais as pessoas vivenciam a pobreza em sua saúde, educação e padrão de vida.
Os resultados do IPM deste ano mostram que mais de dois terços dos multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média. Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda. Em ambos os grupos, os dados mostram que médias nacionais simples podem esconder uma enorme desigualdade nos padrões de pobreza dentro dos países.
O conceito tradicional de pobreza está desatualizado, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI). Novos dados demonstram, mais claramente do que nunca, que rotular países – ou mesmo domicílios – como ricos e pobres é uma simplificação excessiva.
As descobertas do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019 lançam luz sobre as disparidades relacionadas à forma como as pessoas vivenciam a pobreza, revelando vastas desigualdades entre os países e mesmo entre as pessoas pobres.
“Para combater a pobreza, é preciso saber onde as pessoas pobres vivem. Elas não estão uniformemente espalhadas por um país, nem mesmo dentro de um domicílio”, afirma o administrador do PNUD, Achim Steiner. “O Índice de Pobreza Multidimensional global de 2019 fornece informações detalhadas de que os formuladores de políticas precisam para direcioná-las com mais eficiência”.
O IPM vai além da renda como único indicador de pobreza, explorando as formas pelas quais as pessoas vivenciam a pobreza em sua saúde, educação e padrão de vida. Os resultados do IPM deste ano mostram que mais de dois terços dos multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média. Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda. Em ambos os grupos, os dados mostram que médias nacionais simples podem esconder uma enorme desigualdade nos padrões de pobreza dentro dos países.
Por exemplo, em Uganda, 55% da população vivencia a pobreza multidimensional – média semelhante à da África subsaariana. Mas a capital Kampala tem uma taxa de IPM de 6%, enquanto na região de Karamoja o IPM sobe para 96% – o que significa que partes de Uganda abrangem os extremos da África subsaariana.
A desigualdade existe até sob o mesmo teto. No sul da Ásia, por exemplo, quase um quarto das crianças com menos de cinco anos vive em lares onde pelo menos uma criança da família está desnutrida, mas pelo menos uma criança não está.
“Precisamos – mesmo entre os que vivem na pobreza – compreender as diferentes experiências de privação das pessoas. Elas estão desnutridas? Elas podem ir à escola? Só assim as políticas de redução da pobreza serão eficientes e eficazes”, afirma o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD, Pedro Conceição.
Há também desigualdade entre os pobres. Os resultados do IPM global de 2019 mostram uma imagem detalhada das muitas diferenças em como – e quão profundamente – as pessoas vivenciam a pobreza. As privações entre os pobres variam enormemente: em geral, valores mais altos de IPM andam de mãos dadas com maior variação na intensidade da pobreza.
Os resultados também mostram que as crianças sofrem mais intensamente com a pobreza do que os adultos e estão mais propensas à privação em todos os 10 indicadores do IPM, com a falta de elementos essenciais como água potável, saneamento, nutrição adequada ou educação primária.
Ainda mais surpreendente é que uma em cada três crianças ao redor do mundo é multidimensionalmente pobre, em comparação com um em cada seis adultos. Isso significa que quase metade das pessoas que vive em pobreza multidimensional – 663 milhões – são crianças, e as crianças mais novas carregam o maior fardo.
Mas os novos dados também mostram uma tendência positiva: os países mais atrasados são os que estão subindo mais depressa.
“Analisamos os dados de um grupo de dez países de rendas média e baixa e descobrimos a encorajadora novidade de que os 40% de baixo estavam se movendo mais rapidamente do que o resto”, diz a diretora da OPHI, Sabina Alkire. “Esse é um padrão favoráel aos pobres que reduz as desigualdades em vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.
Os dados mostram ainda que, dentro desses dez países, 270 milhões de pessoas deixaram a pobreza multidimensional entre uma pesquisa e outra. Esse progresso foi, em grande parte, impulsionado pelo sul da Ásia: na Índia, havia 271 milhões de pobres a menos em 2016 em relação a 2006; enquanto em Bangladesh esse número caiu 19 milhões entre 2004 e 2014. Em outros países houve menos – ou nenhuma – redução absoluta, com o número de multidimensionalmente pobres aumentando em 28 milhões nos três países africanos considerados. Em parte, isso ocorreu devido ao rápido crescimento populacional, que superou as reduções na pobreza. Na verdade, as taxas de pobreza (como porcentagem da população) diminuíram na maioria dos países.
O IPM global de 2019 traça um quadro detalhado da pobreza para 101 países e 1.119 regiões subnacionais, cobrindo 76% da população global e indo além de medidas simples baseadas na renda para observar como as pessoas vivenciam a pobreza todos os dias.
Acesse os dados na íntegra: hdr.undp.org/en/2019-MPI
As descobertas do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019 lançam luz sobre as disparidades relacionadas à forma como as pessoas vivenciam a pobreza, revelando vastas desigualdades entre os países e mesmo entre as pessoas pobres.
O IPM vai além da renda como único indicador de pobreza, explorando as formas pelas quais as pessoas vivenciam a pobreza em sua saúde, educação e padrão de vida.
Os resultados do IPM deste ano mostram que mais de dois terços dos multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média. Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda. Em ambos os grupos, os dados mostram que médias nacionais simples podem esconder uma enorme desigualdade nos padrões de pobreza dentro dos países.
O conceito tradicional de pobreza está desatualizado, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Oxford Poverty and Human Development Initiative (OPHI). Novos dados demonstram, mais claramente do que nunca, que rotular países – ou mesmo domicílios – como ricos e pobres é uma simplificação excessiva.
As descobertas do Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) global de 2019 lançam luz sobre as disparidades relacionadas à forma como as pessoas vivenciam a pobreza, revelando vastas desigualdades entre os países e mesmo entre as pessoas pobres.
“Para combater a pobreza, é preciso saber onde as pessoas pobres vivem. Elas não estão uniformemente espalhadas por um país, nem mesmo dentro de um domicílio”, afirma o administrador do PNUD, Achim Steiner. “O Índice de Pobreza Multidimensional global de 2019 fornece informações detalhadas de que os formuladores de políticas precisam para direcioná-las com mais eficiência”.
O IPM vai além da renda como único indicador de pobreza, explorando as formas pelas quais as pessoas vivenciam a pobreza em sua saúde, educação e padrão de vida. Os resultados do IPM deste ano mostram que mais de dois terços dos multidimensionalmente pobres – 886 milhões de pessoas – vivem em países de renda média. Outros 440 milhões vivem em países de baixa renda. Em ambos os grupos, os dados mostram que médias nacionais simples podem esconder uma enorme desigualdade nos padrões de pobreza dentro dos países.
Por exemplo, em Uganda, 55% da população vivencia a pobreza multidimensional – média semelhante à da África subsaariana. Mas a capital Kampala tem uma taxa de IPM de 6%, enquanto na região de Karamoja o IPM sobe para 96% – o que significa que partes de Uganda abrangem os extremos da África subsaariana.
A desigualdade existe até sob o mesmo teto. No sul da Ásia, por exemplo, quase um quarto das crianças com menos de cinco anos vive em lares onde pelo menos uma criança da família está desnutrida, mas pelo menos uma criança não está.
“Precisamos – mesmo entre os que vivem na pobreza – compreender as diferentes experiências de privação das pessoas. Elas estão desnutridas? Elas podem ir à escola? Só assim as políticas de redução da pobreza serão eficientes e eficazes”, afirma o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD, Pedro Conceição.
Há também desigualdade entre os pobres. Os resultados do IPM global de 2019 mostram uma imagem detalhada das muitas diferenças em como – e quão profundamente – as pessoas vivenciam a pobreza. As privações entre os pobres variam enormemente: em geral, valores mais altos de IPM andam de mãos dadas com maior variação na intensidade da pobreza.
Os resultados também mostram que as crianças sofrem mais intensamente com a pobreza do que os adultos e estão mais propensas à privação em todos os 10 indicadores do IPM, com a falta de elementos essenciais como água potável, saneamento, nutrição adequada ou educação primária.
Ainda mais surpreendente é que uma em cada três crianças ao redor do mundo é multidimensionalmente pobre, em comparação com um em cada seis adultos. Isso significa que quase metade das pessoas que vive em pobreza multidimensional – 663 milhões – são crianças, e as crianças mais novas carregam o maior fardo.
Mas os novos dados também mostram uma tendência positiva: os países mais atrasados são os que estão subindo mais depressa.
“Analisamos os dados de um grupo de dez países de rendas média e baixa e descobrimos a encorajadora novidade de que os 40% de baixo estavam se movendo mais rapidamente do que o resto”, diz a diretora da OPHI, Sabina Alkire. “Esse é um padrão favoráel aos pobres que reduz as desigualdades em vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.
Os dados mostram ainda que, dentro desses dez países, 270 milhões de pessoas deixaram a pobreza multidimensional entre uma pesquisa e outra. Esse progresso foi, em grande parte, impulsionado pelo sul da Ásia: na Índia, havia 271 milhões de pobres a menos em 2016 em relação a 2006; enquanto em Bangladesh esse número caiu 19 milhões entre 2004 e 2014. Em outros países houve menos – ou nenhuma – redução absoluta, com o número de multidimensionalmente pobres aumentando em 28 milhões nos três países africanos considerados. Em parte, isso ocorreu devido ao rápido crescimento populacional, que superou as reduções na pobreza. Na verdade, as taxas de pobreza (como porcentagem da população) diminuíram na maioria dos países.
O IPM global de 2019 traça um quadro detalhado da pobreza para 101 países e 1.119 regiões subnacionais, cobrindo 76% da população global e indo além de medidas simples baseadas na renda para observar como as pessoas vivenciam a pobreza todos os dias.
Acesse os dados na íntegra: hdr.undp.org/en/2019-MPI
28.6.19
ONU: 64% dos jovens latino-americanos vivem na pobreza ou em situação de vulnerabilidade
in ONUBR
Em viagem a Bruxelas, a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu neste mês (19) um aprofundamento da cooperação entre a região e o continente europeu, como meio para superar desigualdades e investir no desenvolvimento sustentável. Dirigente lembrou que 64% dos jovens latino-americanos são de famílias pobres ou vulneráveis e não conseguem ingressar na classe média consolidada.
Em viagem a Bruxelas, a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu neste mês (19) um aprofundamento da cooperação entre a região e o continente europeu, como meio para superar desigualdades e investir no desenvolvimento sustentável. Dirigente lembrou que 64% dos jovens latino-americanos são de famílias pobres ou vulneráveis e não conseguem ingressar na classe média consolidada.
Alicia foi à capital da Bélgica por ocasião das Jornadas Europeia de Desenvolvimento 2019. Durante o encerramento do evento, na última quarta-feira, a dirigente representou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e fez um apelo em prol da juventude — fase da vida que, segunda a especialista, permanece invisível nas políticas públicas.
Lembrando que existem no mundo 1,8 bilhão de pessoas entre dez e 24 anos, Alicia ressaltou que a comunidade internacional “tem uma oportunidade sem precedentes de avançar rumo a um aprofundamento dos direitos sociais”.
A dirigente enfatizou que, em debates sobre políticas para os jovens, eles costumam ser pensados como objetos e não, como titulares de direito ou agentes do desenvolvimento e das trocas produtivas.
Na América Latina e Caribe, segundo Alicia, aproximadamente um em cada quatro indivíduos é um jovem com idade entre 15 e 29 anos. As pessoas nessa faixa etária somam em torno de 163 milhões de cidadãos latino-americanos e caribenhos.
Na avaliação da chefe da CEPAL, a juventude da região está numa encruzilhada — entre as promessas e os perigos de países cuja economia promissora está desacelerando, o que desafia o progresso social, político e econômico.
“Sessenta e quatro porcento dos jovens latino-americanos vivem em domicílios pobres ou vulneráveis e não conseguiram ingressar na classe média consolidada. Precisamos lhes dar postos de trabalho formais e bons serviços públicos se quisermos que (eles) confiem nas instituições”, afirmou Alicia.
A representante das Nações Unidas enfatizou ainda a necessidade de reduzir as desigualdades em todo o mundo, em todos os países e em todas as gerações. “Precisamos lutar contra as desigualdades e promover a liberdade e a dignidade”, ressaltou Alicia.
A comissária apontou que a desigualdade é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, ao passo que a igualdade não apenas é um direito, mas também é eficiente do ponto de vista econômico, além de ser um imperativo ético e político.
Além de autoridades nacionais e de organismos multilaterais, participaram do encerramento lideranças jovens de países em desenvolvimento — entre elas, a brasileira Leticia Pinheiro Rizério Carmo, Mwala Mooto, da Zâmbia, e Rejoice Namale, do Malauí.
Cooperação internacional em prol do desenvolvimento e da igualdade
Durante as Jornadas Europeias, realizadas em 18 e 19 de junho, Alicia Bárcena apresentou o relatório Perspectivas econômicas da América Latina 2019: desenvolvimento em transição. O documento foi elaborado pela CEPAL em parceria com a Comissão Europeia, o Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
A dirigente explicou que esses organismos reconheceram as necessidades particulares que os países em processo de transição de faixa de renda enfrentam no campo da cooperação internacional. Por isso, desde 2017, as instituições começaram a promover uma nova narrativa — que reinterpreta o conceito de desenvolvimento e busca fortalecer o papel da cooperação.
“A essa nova narrativa, demos o nome de desenvolvimento em transição”, explicou Alicia, que acrescentou que a cooperação internacional é um facilitador do desenvolvimento, mas precisa funcionar de forma adaptável às capacidades de cada país em determinadas áreas.
Assim, segundo a chefe da CEPAL, a colaboração entre os países pode ajudá-los na implementação de suas prioridades nacionais e no alinhamento dessas prioridades com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).
Em viagem a Bruxelas, a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu neste mês (19) um aprofundamento da cooperação entre a região e o continente europeu, como meio para superar desigualdades e investir no desenvolvimento sustentável. Dirigente lembrou que 64% dos jovens latino-americanos são de famílias pobres ou vulneráveis e não conseguem ingressar na classe média consolidada.
Em viagem a Bruxelas, a chefe da Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, pediu neste mês (19) um aprofundamento da cooperação entre a região e o continente europeu, como meio para superar desigualdades e investir no desenvolvimento sustentável. Dirigente lembrou que 64% dos jovens latino-americanos são de famílias pobres ou vulneráveis e não conseguem ingressar na classe média consolidada.
Alicia foi à capital da Bélgica por ocasião das Jornadas Europeia de Desenvolvimento 2019. Durante o encerramento do evento, na última quarta-feira, a dirigente representou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e fez um apelo em prol da juventude — fase da vida que, segunda a especialista, permanece invisível nas políticas públicas.
Lembrando que existem no mundo 1,8 bilhão de pessoas entre dez e 24 anos, Alicia ressaltou que a comunidade internacional “tem uma oportunidade sem precedentes de avançar rumo a um aprofundamento dos direitos sociais”.
A dirigente enfatizou que, em debates sobre políticas para os jovens, eles costumam ser pensados como objetos e não, como titulares de direito ou agentes do desenvolvimento e das trocas produtivas.
Na América Latina e Caribe, segundo Alicia, aproximadamente um em cada quatro indivíduos é um jovem com idade entre 15 e 29 anos. As pessoas nessa faixa etária somam em torno de 163 milhões de cidadãos latino-americanos e caribenhos.
Na avaliação da chefe da CEPAL, a juventude da região está numa encruzilhada — entre as promessas e os perigos de países cuja economia promissora está desacelerando, o que desafia o progresso social, político e econômico.
“Sessenta e quatro porcento dos jovens latino-americanos vivem em domicílios pobres ou vulneráveis e não conseguiram ingressar na classe média consolidada. Precisamos lhes dar postos de trabalho formais e bons serviços públicos se quisermos que (eles) confiem nas instituições”, afirmou Alicia.
A representante das Nações Unidas enfatizou ainda a necessidade de reduzir as desigualdades em todo o mundo, em todos os países e em todas as gerações. “Precisamos lutar contra as desigualdades e promover a liberdade e a dignidade”, ressaltou Alicia.
A comissária apontou que a desigualdade é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável, ao passo que a igualdade não apenas é um direito, mas também é eficiente do ponto de vista econômico, além de ser um imperativo ético e político.
Além de autoridades nacionais e de organismos multilaterais, participaram do encerramento lideranças jovens de países em desenvolvimento — entre elas, a brasileira Leticia Pinheiro Rizério Carmo, Mwala Mooto, da Zâmbia, e Rejoice Namale, do Malauí.
Cooperação internacional em prol do desenvolvimento e da igualdade
Durante as Jornadas Europeias, realizadas em 18 e 19 de junho, Alicia Bárcena apresentou o relatório Perspectivas econômicas da América Latina 2019: desenvolvimento em transição. O documento foi elaborado pela CEPAL em parceria com a Comissão Europeia, o Centro de Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).
A dirigente explicou que esses organismos reconheceram as necessidades particulares que os países em processo de transição de faixa de renda enfrentam no campo da cooperação internacional. Por isso, desde 2017, as instituições começaram a promover uma nova narrativa — que reinterpreta o conceito de desenvolvimento e busca fortalecer o papel da cooperação.
“A essa nova narrativa, demos o nome de desenvolvimento em transição”, explicou Alicia, que acrescentou que a cooperação internacional é um facilitador do desenvolvimento, mas precisa funcionar de forma adaptável às capacidades de cada país em determinadas áreas.
Assim, segundo a chefe da CEPAL, a colaboração entre os países pode ajudá-los na implementação de suas prioridades nacionais e no alinhamento dessas prioridades com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).
10.5.19
FAO alerta: 70% das crianças que trabalham estão na agricultura
in ONUBR
O trabalho infantil é definido como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 70% de todas as crianças trabalhadoras estão na agricultura – pecuária, silvicultura, pesca ou aquicultura. Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012.
O trabalho infantil é definido como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 70% de todas as crianças trabalhadoras estão na agricultura – pecuária, silvicultura, pesca ou aquicultura. Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012.
Claramente, esse não é um problema fácil de superar, mas é também uma questão que precisamos abordar para proteger o bem-estar de milhões de crianças.
As crianças devem ser livres para realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento saudável. Isso, por sua vez, fornece a base essencial para um desenvolvimento social e econômico mais amplo, para a erradicação da pobreza e para o alcance dos direitos humanos.
Promover e reforçar a ação global contra o trabalho infantil é a única maneira de proteger as crianças do mundo e, por meio delas, nosso futuro compartilhado.
A FAO considera que, para o objetivo de fome zero seja alcançado, é necessário que seja posto um fim ao trabalho infantil.
O trabalho infantil é definido como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 70% de todas as crianças trabalhadoras estão na agricultura – pecuária, silvicultura, pesca ou aquicultura. Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012.
O trabalho infantil é definido como o trabalho que é inapropriado na infância – ou, mais especificamente, o trabalho que afeta a educação de uma criança ou que pode prejudicar sua saúde, segurança ou moral.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de 70% de todas as crianças trabalhadoras estão na agricultura – pecuária, silvicultura, pesca ou aquicultura. Isso representa um aumento de 12%, ou 10 milhões de meninas e meninos, desde 2012.
Claramente, esse não é um problema fácil de superar, mas é também uma questão que precisamos abordar para proteger o bem-estar de milhões de crianças.
As crianças devem ser livres para realizar plenamente seus direitos à educação, lazer e desenvolvimento saudável. Isso, por sua vez, fornece a base essencial para um desenvolvimento social e econômico mais amplo, para a erradicação da pobreza e para o alcance dos direitos humanos.
Promover e reforçar a ação global contra o trabalho infantil é a única maneira de proteger as crianças do mundo e, por meio delas, nosso futuro compartilhado.
A FAO considera que, para o objetivo de fome zero seja alcançado, é necessário que seja posto um fim ao trabalho infantil.
6.3.18
UNESCO: 1 em cada 5 crianças e adolescentes está fora da escola
in ONUBR
Cerca de 263 milhões de crianças e adolescentes estão fora de escola, segundo levantamento divulgado nesta semana (28) pela UNESCO. Dados também apontam disparidades entre os jovens de nações ricas e pobres — em países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%, enquanto nos países ricos é de apenas 6%.
Cerca de 263 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola, segundo levantamento divulgado nesta semana (28) pela UNESCO. Isso significa que uma em cada cinco pessoas com até 17 anos não frequenta uma instituição de ensino. Dados também apontam disparidades entre os jovens de nações ricas e pobres — em países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%, enquanto nos países ricos é de apenas 6%.
A partir de informações reunidas por seu Instituto de Estatística (UIS), a agência da ONU denuncia uma estagnação nos progressos para recuperar meninos e meninas excluídos da educação formal.
Desde 2012, o número de crianças e adolescentes fora da escola caiu pouco mais de 1 milhão.
No nível primário, a taxa de evasão escolar quase não sofreu modificações durante toda a década passada, com 9%, ou 63 milhões de crianças de seis a 11 anos fora da escola.
O problema piora conforme avança a idade — 61 milhões de adolescentes de 12 e 14 anos e 139 milhões de jovens de 15 a 17 anos não estão matriculados em nenhum colégio. Isso significa que um em cada três adolescentes não estuda.
Os jovens de 15 a 17 anos têm uma probabilidade quatro vezes maior do que crianças do primário de estarem fora da escola. Em comparação com a faixa etária dos 12 aos 14, os adolescentes mais velhos têm o dobro de chances de não frequentar uma instituição de ensino.
“Esses novos dados mostram o tamanho da lacuna que precisa ser preenchida para garantir o acesso universal à educação”, alerta a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay. “Precisamos de abordagens mais abrangentes e focadas, somadas a mais recursos para alcançar crianças e jovens que têm o direito à educação negado, com ênfase social nas meninas e em melhorar a qualidade da educação para todos.”
A dirigente acrescentou que tais mudanças são urgentes para avançar no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de nº 4, que prevê a garantia do acesso de todos à educação primária e secundária de qualidade.
Diferenças regionais, econômicas e de gênero
O estudo do UIS confirma que, em toda a África subsaariana, um em cada três crianças e adolescente está fora da escola. As meninas estão mais propensas a serem excluídas dos sistemas de ensino do que os meninos. Para cada cem meninos de seis a 11 anos fora da escola, há 123 garotas sem direito à educação.
Na América Latina e no Caribe, 9,9% das crianças e adolescentes não frequentam centros de ensino. O índice é menor que a média global de evasão, estimada em 17,8%, quase um quinto de todos os jovens até 17 anos de idade. Mas a taxa latino-americana e caribenha está bem mais alta do que o valor calculado na Europa (4,3%) e é maior que os índices na Ásia Central (7,6%) e no Leste e Sudeste Asiáticos (9%).
A UNESCO também ressalta que há uma profunda disparidade entre as taxas de evasão escolar nos países mais pobres e mais ricos do mundo. Nos países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%. Nos países de renda alta, o índice cai para 6%.
“Temos também uma crise de aprendizagem, com um em seis crianças e adolescentes não atingindo os níveis mínimos de proficiência em leitura ou matemática. A educação oferecida deve ser de qualidade para todos, o que requer um monitoramento eficaz para garantir que todas as crianças estejam na escola e que estejam aprendendo o que precisam saber”, acrescentou a diretora do UIS, Silvia Montoya.
Segundo a especialista, a instituição de pesquisa está desenvolvendo novos indicadores sobre equidade na educação e resultados de aprendizagem.
Acesse o levantamento do UIS na íntegra clicando aqui (em inglês).
Os novos números foram publicados no mesmo dia em que teve início, em Paris, a quarta reunião do Comitê de Direção do ODS 4. O organismo é o principal mecanismo global de consulta e coordenação para a educação na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
A entidade se reúne uma ou duas vezes por ano para fornecer aconselhamento estratégico sobre políticas, financiamento, monitoramento, relatórios e conscientização. O comitê é composto por 38 membros que representam em sua maioria os Estados-membros, juntamente com oito agências das Nações Unidas, a Parceria Global para a Educação, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organizações regionais, organizações de professores, redes da sociedade civil, além de representantes do setor privado, fundações, jovens e organizações estudantis.
Cerca de 263 milhões de crianças e adolescentes estão fora de escola, segundo levantamento divulgado nesta semana (28) pela UNESCO. Dados também apontam disparidades entre os jovens de nações ricas e pobres — em países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%, enquanto nos países ricos é de apenas 6%.
Cerca de 263 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola, segundo levantamento divulgado nesta semana (28) pela UNESCO. Isso significa que uma em cada cinco pessoas com até 17 anos não frequenta uma instituição de ensino. Dados também apontam disparidades entre os jovens de nações ricas e pobres — em países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%, enquanto nos países ricos é de apenas 6%.
A partir de informações reunidas por seu Instituto de Estatística (UIS), a agência da ONU denuncia uma estagnação nos progressos para recuperar meninos e meninas excluídos da educação formal.
Desde 2012, o número de crianças e adolescentes fora da escola caiu pouco mais de 1 milhão.
No nível primário, a taxa de evasão escolar quase não sofreu modificações durante toda a década passada, com 9%, ou 63 milhões de crianças de seis a 11 anos fora da escola.
O problema piora conforme avança a idade — 61 milhões de adolescentes de 12 e 14 anos e 139 milhões de jovens de 15 a 17 anos não estão matriculados em nenhum colégio. Isso significa que um em cada três adolescentes não estuda.
Os jovens de 15 a 17 anos têm uma probabilidade quatro vezes maior do que crianças do primário de estarem fora da escola. Em comparação com a faixa etária dos 12 aos 14, os adolescentes mais velhos têm o dobro de chances de não frequentar uma instituição de ensino.
“Esses novos dados mostram o tamanho da lacuna que precisa ser preenchida para garantir o acesso universal à educação”, alerta a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay. “Precisamos de abordagens mais abrangentes e focadas, somadas a mais recursos para alcançar crianças e jovens que têm o direito à educação negado, com ênfase social nas meninas e em melhorar a qualidade da educação para todos.”
A dirigente acrescentou que tais mudanças são urgentes para avançar no cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de nº 4, que prevê a garantia do acesso de todos à educação primária e secundária de qualidade.
Diferenças regionais, econômicas e de gênero
O estudo do UIS confirma que, em toda a África subsaariana, um em cada três crianças e adolescente está fora da escola. As meninas estão mais propensas a serem excluídas dos sistemas de ensino do que os meninos. Para cada cem meninos de seis a 11 anos fora da escola, há 123 garotas sem direito à educação.
Na América Latina e no Caribe, 9,9% das crianças e adolescentes não frequentam centros de ensino. O índice é menor que a média global de evasão, estimada em 17,8%, quase um quinto de todos os jovens até 17 anos de idade. Mas a taxa latino-americana e caribenha está bem mais alta do que o valor calculado na Europa (4,3%) e é maior que os índices na Ásia Central (7,6%) e no Leste e Sudeste Asiáticos (9%).
A UNESCO também ressalta que há uma profunda disparidade entre as taxas de evasão escolar nos países mais pobres e mais ricos do mundo. Nos países de baixa renda, a taxa de evasão de estudantes de 15 a 17 anos é de 59%. Nos países de renda alta, o índice cai para 6%.
“Temos também uma crise de aprendizagem, com um em seis crianças e adolescentes não atingindo os níveis mínimos de proficiência em leitura ou matemática. A educação oferecida deve ser de qualidade para todos, o que requer um monitoramento eficaz para garantir que todas as crianças estejam na escola e que estejam aprendendo o que precisam saber”, acrescentou a diretora do UIS, Silvia Montoya.
Segundo a especialista, a instituição de pesquisa está desenvolvendo novos indicadores sobre equidade na educação e resultados de aprendizagem.
Acesse o levantamento do UIS na íntegra clicando aqui (em inglês).
Os novos números foram publicados no mesmo dia em que teve início, em Paris, a quarta reunião do Comitê de Direção do ODS 4. O organismo é o principal mecanismo global de consulta e coordenação para a educação na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
A entidade se reúne uma ou duas vezes por ano para fornecer aconselhamento estratégico sobre políticas, financiamento, monitoramento, relatórios e conscientização. O comitê é composto por 38 membros que representam em sua maioria os Estados-membros, juntamente com oito agências das Nações Unidas, a Parceria Global para a Educação, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), organizações regionais, organizações de professores, redes da sociedade civil, além de representantes do setor privado, fundações, jovens e organizações estudantis.
30.10.17
ONU alerta para violência contra mulheres nas comunidades rurais
in ONUBR
A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.
O tema é destaque do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, lembrado a cada dia 25 pelas agências das Nações Unidas no Brasil, em especial pela ONU Mulheres.
A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.
Diante desse cenário, o Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres deste mês, lembrado a cada dia 25, coloca em destaque a violência enfrentada por mulheres que vivem em comunidades rurais.
Nessas áreas, os serviços públicos muitas vezes não respondem às necessidades e desafios das mulheres rurais, que enfrentam condições limitadas de mobilidade, entre outros problemas.
Em situações de violência doméstica, por exemplo, questões como a falta de assistência às crianças, de oportunidades de emprego e de serviços básicos de apoio, tais como proteção policial, abrigo, cuidados de saúde e assistência jurídica, agravam ainda mais o isolamento psicossocial das mulheres que vivem em áreas rurais.
16 dias de ativismo
De 25 de novembro a 10 de dezembro são celebrados os “16 Dias Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, campanha global apoiada pela ONU por meio da iniciativa UNA-SE. No Brasil, as ações terão início em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Reconhecendo a natureza unificadora de um dos princípios essenciais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a campanha UNA-SE celebrará este ano o tema geral de “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e as meninas, alcançando as mais vulneráveis primeiro”.
O calendário reconhece este compromisso por meio de temas mensais, que colocam em destaque implicações e consequências da violência contra as mulheres e as meninas nos grupos mais marginalizados — incluindo negras, refugiadas, migrantes, indígenas, crianças, pessoas com deficiência, entre outras.
Fontes úteis:
• Guia de Planejamento para Segurança de Mulheres e Crianças em Comunidades Pequenas e Rurais, publicado pela Cowichan Women Against Violence Society, do Canadá, descreve as principais frentes que podem ser direcionadas para a segurança em planejamentos comunitários.
• Relatório “Empoderamento econômico e violência contra mulheres e meninas” explora como o empoderamento econômico de mulheres e meninas pode ser um método eficaz de prevenção ou redução da violência contra as mulheres. O relatório enfatiza a importância de compreender o contexto dos ambientes rurais, apresentando um exemplo de duas configurações diferentes no Bangladesh rural, que mostrou como o aumento do empoderamento feminino desafiou papéis de gênero há muito estabelecidos e que, anteriormente, levaram a uma série de conflitos e violências de gênero.
Programas e projetos estratégicos:
• O relatório sobre a 57ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW) destaca que o direito à educação é um direito humano importante para a eliminação do analfabetismo, assegurando a igualdade de acesso à educação, em particular nas áreas rurais e remotas, e contribuindo para a eliminação de todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e meninas.
• Em áreas rurais, é comum ocorrer conflitos sobre o acesso à terra para o cultivo, levando frequentemente à violência física — particularmente contra mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas. Muitos programas do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) ajudam a prevenir a violência baseada em gênero por meio do apoio aos meios de subsistência das mulheres na agricultura, na pesca, na criação de gado e no empreendedorismo rural.
• Em todas as regiões, meninas que vivem em áreas rurais são mais propensas ao casamento infantil do que meninas que vivem em áreas urbanas. Esta diferença é particularmente marcante em alguns países da África Ocidental e Central e na América Latina e no Caribe, onde a prevalência do casamento infantil nas áreas rurais é de aproximadamente o dobro do nível encontrado nas áreas urbanas.
A publicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) “Ending Child Marriage – Progress and Prospects” traz uma visão geral das estatísticas e fatos sobre o casamento infantil, desagregados por sexo, e conclui que as meninas correm maior risco de casamento antecipado do que os meninos. O estudo também inclui disparidades no casamento infantil em diferentes regiões do mundo.
• O guia prático para comunidades rurais e isoladas, publicado pelo Projeto de Coordenação Comunitária para a Segurança das Mulheres, traz exemplos sobre como construir parcerias com atores comunitários para prevenir a violência contra as mulheres nas comunidades rurais.
A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.
O tema é destaque do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, lembrado a cada dia 25 pelas agências das Nações Unidas no Brasil, em especial pela ONU Mulheres.
A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.
Diante desse cenário, o Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres deste mês, lembrado a cada dia 25, coloca em destaque a violência enfrentada por mulheres que vivem em comunidades rurais.
Nessas áreas, os serviços públicos muitas vezes não respondem às necessidades e desafios das mulheres rurais, que enfrentam condições limitadas de mobilidade, entre outros problemas.
Em situações de violência doméstica, por exemplo, questões como a falta de assistência às crianças, de oportunidades de emprego e de serviços básicos de apoio, tais como proteção policial, abrigo, cuidados de saúde e assistência jurídica, agravam ainda mais o isolamento psicossocial das mulheres que vivem em áreas rurais.
16 dias de ativismo
De 25 de novembro a 10 de dezembro são celebrados os “16 Dias Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, campanha global apoiada pela ONU por meio da iniciativa UNA-SE. No Brasil, as ações terão início em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.
Reconhecendo a natureza unificadora de um dos princípios essenciais da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a campanha UNA-SE celebrará este ano o tema geral de “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e as meninas, alcançando as mais vulneráveis primeiro”.
O calendário reconhece este compromisso por meio de temas mensais, que colocam em destaque implicações e consequências da violência contra as mulheres e as meninas nos grupos mais marginalizados — incluindo negras, refugiadas, migrantes, indígenas, crianças, pessoas com deficiência, entre outras.
Fontes úteis:
• Guia de Planejamento para Segurança de Mulheres e Crianças em Comunidades Pequenas e Rurais, publicado pela Cowichan Women Against Violence Society, do Canadá, descreve as principais frentes que podem ser direcionadas para a segurança em planejamentos comunitários.
• Relatório “Empoderamento econômico e violência contra mulheres e meninas” explora como o empoderamento econômico de mulheres e meninas pode ser um método eficaz de prevenção ou redução da violência contra as mulheres. O relatório enfatiza a importância de compreender o contexto dos ambientes rurais, apresentando um exemplo de duas configurações diferentes no Bangladesh rural, que mostrou como o aumento do empoderamento feminino desafiou papéis de gênero há muito estabelecidos e que, anteriormente, levaram a uma série de conflitos e violências de gênero.
Programas e projetos estratégicos:
• O relatório sobre a 57ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW) destaca que o direito à educação é um direito humano importante para a eliminação do analfabetismo, assegurando a igualdade de acesso à educação, em particular nas áreas rurais e remotas, e contribuindo para a eliminação de todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e meninas.
• Em áreas rurais, é comum ocorrer conflitos sobre o acesso à terra para o cultivo, levando frequentemente à violência física — particularmente contra mulheres solteiras, viúvas ou divorciadas. Muitos programas do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) ajudam a prevenir a violência baseada em gênero por meio do apoio aos meios de subsistência das mulheres na agricultura, na pesca, na criação de gado e no empreendedorismo rural.
• Em todas as regiões, meninas que vivem em áreas rurais são mais propensas ao casamento infantil do que meninas que vivem em áreas urbanas. Esta diferença é particularmente marcante em alguns países da África Ocidental e Central e na América Latina e no Caribe, onde a prevalência do casamento infantil nas áreas rurais é de aproximadamente o dobro do nível encontrado nas áreas urbanas.
A publicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) “Ending Child Marriage – Progress and Prospects” traz uma visão geral das estatísticas e fatos sobre o casamento infantil, desagregados por sexo, e conclui que as meninas correm maior risco de casamento antecipado do que os meninos. O estudo também inclui disparidades no casamento infantil em diferentes regiões do mundo.
• O guia prático para comunidades rurais e isoladas, publicado pelo Projeto de Coordenação Comunitária para a Segurança das Mulheres, traz exemplos sobre como construir parcerias com atores comunitários para prevenir a violência contra as mulheres nas comunidades rurais.
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