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21.3.23

Abaixo das metas do Governo: Conselho das Finanças Públicas estima inflação de 5,9% este ano

Por Lusa, in SIC

O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que 2023 e 2024 ainda sejam anos com défices, mas alerta para riscos como a guerra na Ucrânia o aumento do preço das matérias-primas devido ao processo de reabertura da China.

A taxa de inflação vai cair para 5,9% em 2023 e para 3,1% em 2024, prevê o Conselho das Finanças Públicas (CFP), mas alerta para riscos como a guerra na Ucrânia.

No relatório sobre as perspetivas económicas e orçamentais 2023-2027, divulgado esta terça-feira, a instituição presidida por Nazaré da Costa Cabral, aponta, num cenário de políticas invariantes, para uma redução gradual das pressões inflacionistas ao longo deste ano e do próximo.

Nas previsões feitas antes da turbulência a que se assistiu nos últimos dias na banca e da mais recente decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o CFP estima que o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) caia para 5,9% em 2023 e 3,1% em 2024.

"A normalização da política monetária por parte do Banco Central Europeu, assim como o progressivo desvanecimento das restrições na oferta deverão contribuir para a redução das pressões inflacionistas ao longo do horizonte de projeção", assinala.

No entanto, a instituição alerta que a perspetiva poderá ser afetada por alguns riscos, como a escalada do conflito na Ucrânia, que poderá contribuir para o recrudescimento do preço das matérias-primas energéticas. Entre os riscos incluem-se também o aumento do preço das matérias-primas devido ao processo de reabertura da China, bem como a desancoragem das expetativas de inflação de médio-prazo por parte dos agentes económicos.

Novos aumentos poderão ter impactos diretos

Outro dos riscos que aponta é a transmissão da dinâmica inflacionista às componentes menos voláteis, contribuindo para a subida e enraizamento da inflação subjacente, e consequentemente o retardamento do processo desinflacionista.

O CFP defende que caso estes riscos se materializem poderão verificar-se novas subidas das taxas de juros pelos bancos centrais, levando a outros riscos para a atividade económica, afetando o financiamento de países com elevado financiamento. Novos aumentos também poderão ter impactos diretos, considerando que a atividade económica dos principais parceiros comerciais portugueses irá desacelerar, "prejudicando as exportações nacionais".

"O surgimento de eventos de crédito num contexto de maior subida das taxas de juro poderia ainda contribuir para um agravamento das condições de financiamento da generalidade das economias, levando a um abrandamento da atividade económica mais pronunciado do que o previsto atualmente", acrescenta.

1.8.22

Inflação acelera para 9,1% em julho

Rita Robalo Rosa, in Expresso

A taxa de inflação acelerou em julho para os 9,1%, segundo a estimativa do INE. É o valor mais elevado desde novembro de 1992

Em julho, a taxa de inflação acelerou para 9,1% em Portugal, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgada esta sexta-feira. É o maior valor desde novembro de 1992.

O índice de preços no consumidor (IPC) continua a ser pressionado pelos preços da energia e bens alimentares. O gabinete estatístico estima que
os preços da energia aumentaram 31,2%, o que representa uma queda de 0,5 pontos percentuais face ao mês anterior, mas ainda assim é a categoria que mais faz crescer a inflação.

Já os produtos alimentares terão crescido 13,2%, o que compara com um aumento de 11,9% em junho.

A inflação subjacente, que exclui a energia e os bens alimentares pela sua volatilidade, é significativamente menor, fixou-se em 6,2%, acelerando face aos 6% de junho. Este indicador é o mais elevado desde abril de 1994.

Face a junho, a variação da inflação terá sido nula. Já nos últimos doze meses a inflação cresceu, em média, 4,7%.

O INE estima, por fim, que o Índice Harmonizado de Preços do Consumidor (IHPC), o indicador de inflação que permite comparações entre países europeus, fixou-se em 9,4%, o que representa uma aceleração face aos 9% de junho.

20.7.22

Inflação acelera para 8,6% na zona euro e dispara para 9,6% na União Europeia em junho

Pedro Carreira Garcia, in Expresso

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio. Portugal tem a 9.ª taxa mais baixa dos 27

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio, divulgou esta terça-feira, 19 de julho, o Eurostat. Nos 27 países da União Europeia (UE), a aceleração foi ainda maior: em junho, a taxa de inflação foi de 9,6%, crescendo face aos 8,8% registados em maio.

Em junho de 2021, a taxa de inflação harmonizada era de 1,9% na zona euro e de 2,2% na UE.

A taxa de inflação harmonizada na zona euro acelerou em junho para os 8,6%, face aos 8,1% registados em maio, divulgou esta terça-feira, 19 de julho, o Eurostat. Nos 27 países da União Europeia (UE), a aceleração foi ainda maior: em junho, a taxa de inflação foi de 9,6%, crescendo face aos 8,8% registados em maio.

Em junho de 2021, a taxa de inflação harmonizada era de 1,9% na zona euro e de 2,2% na UE.

O índice harmonizado de preços no consumidor, ou IHPC - que permite comparações entre Estados-Membros - de Portugal foi de 9% em junho, a 9.ª mais baixa entre os 27 países da UE e 8.ª entre os 19 países da zona euro. Ficou, assim, acima da média da zona euro mas abaixo da média da UE.

As taxas de inflação anuais mais baixas foram, em junho, as de Malta, com 6,1%, França, com 6,5%, e Finlândia, com 8,1%. As mais altas foram as da Letónia, com 19,2%, da Lituânia, com 20,5%, e a da Estónia, com 22%.

A taxa de inflação só abrandou em dois Estados-Membros face a maio: na Alemanha e nos Países Baixos.

Os maiores contributos para a taxa de inflação de junho na zona euro foram os preços da energia, representando 4,19 pontos percentuais; seguidos dos dos bens alimentares, álcool e tabaco, contribuindo com 1,88 pontos percentuais; os dos serviços, com 1,42 pontos percentuais; e bens industriais não-energéticos, com 1,15 pontos percentuais.