in DN
Presidente da República defende que Portugal será "um país mais justo, mais preparado para os desafios do nosso tempo, quando nenhum entre nós se vir excluído em razão da comunidade, da etnia, da cultura a que pertence".
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou esta sexta-feira o Dia Internacional das Comunidades Ciganas sublinhando a "necessidade urgente" de reconhecimento do lugar daquela comunidade na sociedade e a mitigação da "pobreza, exclusão e preconceito" que a atingem.
Relatório. Maioria dos ciganos mandados parar pela polícia sentiu-se vítima de discriminação racial
"Neste 08 de abril, Dia Internacional das Comunidades Ciganas, o Presidente da República gostaria de sublinhar a necessidade urgente de reconhecer o lugar da comunidade cigana na sociedade portuguesa, enaltecendo a sua riqueza, cultura e história e exortando ao mitigar da pobreza, exclusão e preconceito que ainda hoje vitima esta comunidade", lê-se na mensagem publicada no sítio oficial da internet da Presidência da República.
Marcelo Rebelo de Sousa defende que Portugal será "um país mais justo, mais preparado para os desafios do nosso tempo, quando nenhum entre nós se vir excluído em razão da comunidade, da etnia, da cultura a que pertence".
"Possa este ser um desígnio abraçado por todas e todos, incluindo a própria comunidade cigana, com convicção e responsabilidade", conclui.
O Dia Internacional das Comunidades Ciganas foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) depois de uma campanha feita pelo cigano e ator americano Yull Briner e oficializado no 1.º Congresso Mundial Roma/Cigano, em Londres, Inglaterra, em 1971.
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2.2.22
Município da Sertã implementa projeto para integração de migrantes e ciganos
Por Mário Rui Fonseca, Media Tejo
A Câmara da Sertã vai implementar um projeto que tem como missão, a inclusão da população migrante e da comunidade de etnia cigana. Em comunicado, o município da Sertã dá conta que o “SIM – Sertã: Inclusão e Mediação”, criado no final de 2021, entra em funcionamento no dia 01 de fevereiro.
Trata-se de um projeto da equipa municipal de mediação intercultural da autarquia para a abrangência territorial do concelho da Sertã.
“Pretende ser o elo de ligação com a população migrante e a comunidade de etnia cigana, com o propósito de quebrar barreiras ao nível burocrático e social, eliminando estereótipos, contribuindo assim para a inclusão social destas comunidades”, lê-se na nota.
O apoio disponibilizado consiste em estreitar a ligação com entidades como Segurança Social, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), serviço de Finanças, serviço local de Emprego, serviços de Saúde e estabelecimentos de Ensino, entre outras.
“Além da inclusão da população migrante e da comunidade de etnia cigana, tem também como missão consciencializar a população sobre a sua própria dificuldade em integrar elementos de outras culturas, potenciando a criação de novas respostas mais integradoras”, explicou a autarquia.
O projeto arranca no dia 01 de fevereiro e vai estar disponível de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00, no setor de Ação Social do município da Sertã.
Os interessados podem ainda contactar o projeto através do telefone 274600300 ou pelo e-mail projetosim@cm-serta.pt.
Para além do SIM, a equipa de mediação cultural irá incidir nas temáticas “Educação para a multiculturalidade” e “Valorização da diversidade”, através de ações de sensibilização e prevenção junto da comunidade escolar, de sessões de esclarecimento/desenvolvimento de competências nas áreas de economia, finanças e de empreendedorismo familiar, bem como da promoção da empregabilidade, destinadas à população migrante e à comunidade cigana.
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
Trata-se de um projeto da equipa municipal de mediação intercultural da autarquia para a abrangência territorial do concelho da Sertã.
“Pretende ser o elo de ligação com a população migrante e a comunidade de etnia cigana, com o propósito de quebrar barreiras ao nível burocrático e social, eliminando estereótipos, contribuindo assim para a inclusão social destas comunidades”, lê-se na nota.
O apoio disponibilizado consiste em estreitar a ligação com entidades como Segurança Social, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), serviço de Finanças, serviço local de Emprego, serviços de Saúde e estabelecimentos de Ensino, entre outras.
“Além da inclusão da população migrante e da comunidade de etnia cigana, tem também como missão consciencializar a população sobre a sua própria dificuldade em integrar elementos de outras culturas, potenciando a criação de novas respostas mais integradoras”, explicou a autarquia.
O projeto arranca no dia 01 de fevereiro e vai estar disponível de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00, no setor de Ação Social do município da Sertã.
Os interessados podem ainda contactar o projeto através do telefone 274600300 ou pelo e-mail projetosim@cm-serta.pt.
Para além do SIM, a equipa de mediação cultural irá incidir nas temáticas “Educação para a multiculturalidade” e “Valorização da diversidade”, através de ações de sensibilização e prevenção junto da comunidade escolar, de sessões de esclarecimento/desenvolvimento de competências nas áreas de economia, finanças e de empreendedorismo familiar, bem como da promoção da empregabilidade, destinadas à população migrante e à comunidade cigana.
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
16.11.21
Torres Vedras vence prémio internacional de integração de ciganos e viajantes
in DN
A distinção foi atribuída pelo Congresso Local e Regional do Conselho da Europa.
O concelho de Torres Vedras foi esta quarta-feira distinguido com o prémio Dosta! pelo Congresso Local e Regional do Conselho da Europa pelas iniciativas desenvolvidas no âmbito da integração de ciganos e viajantes.
Ao município de Torres Vedras foi atribuído o primeiro prémio, tendo Argostoli (Grécia) sido ficado no segundo lugar e e Salford (Reino Unido) na terceira posição.
O britânico John Warmisham, relator do Congresso, destacou que Torres Vedras desenvolveu um plano único de coesão entre as comunidades locais e os ciganos.
Leendert Verbeek, presidente do Congresso, deu os parabéns aos vencedores pelo compromisso com a inclusão das comunidades ciganas e viajantes, acrescentando que o Congresso continuará a lutar contra os preconceitos e equívocos sobre a comunidade Roma e continuará a promover a contribuição única dos Roma para o Património Cultural Europeu.
A distinção foi atribuída pelo Congresso Local e Regional do Conselho da Europa.
O concelho de Torres Vedras foi esta quarta-feira distinguido com o prémio Dosta! pelo Congresso Local e Regional do Conselho da Europa pelas iniciativas desenvolvidas no âmbito da integração de ciganos e viajantes.
Ao município de Torres Vedras foi atribuído o primeiro prémio, tendo Argostoli (Grécia) sido ficado no segundo lugar e e Salford (Reino Unido) na terceira posição.
O britânico John Warmisham, relator do Congresso, destacou que Torres Vedras desenvolveu um plano único de coesão entre as comunidades locais e os ciganos.
Leendert Verbeek, presidente do Congresso, deu os parabéns aos vencedores pelo compromisso com a inclusão das comunidades ciganas e viajantes, acrescentando que o Congresso continuará a lutar contra os preconceitos e equívocos sobre a comunidade Roma e continuará a promover a contribuição única dos Roma para o Património Cultural Europeu.
19.9.16
Em Tomar já se trabalha a sério na integração da comunidade cigana
in EOL
A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, presidiu à sessão de abertura do seminário “A realidade das comunidades ciganas”, que decorreu ontem, dia 13 de Setembro, na Biblioteca Municipal de Tomar, numa iniciativa do projecto Hai Shala?
O projeto “Hai Shala?”, expressão romani (língua cigana) que significa “você entende?”, é financiado pela República Portuguesa, através do Alto Comissariado para as Migrações e resulta de uma candidatura da Cáritas de Tomar, em parceria com o Município e com um grupo informal da comunidade cigana local ao Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas.
A governante elogiou o trabalho que os parceiros têm vindo a realizar em Tomar e sublinhou que o caminho para a integração passa em grande medida pela educação: para isso é necessário que sejam dadas condições às crianças e jovens ciganos para frequentarem a escola, mas também que as suas famílias assumam esse objectivo.
“Há pessoas na comunidade cigana que querem viver à margem da lei, como as há na comunidade não cigana”, frisou Catarina Marcelino, mas isso não pode ser motivo para a discriminação que assegura continuar a haver em Portugal em relação à etnia.
A presidente da Câmara deu ênfase ao facto de não se estar a cumprir em Tomar a Constituição da República quando continua a haver pessoas, de etnia cigana e não só, que não têm habitação condigna, e que, por isso mesmo, fez da habitação social uma das bandeiras do seu mandato. Embora seja um processo moroso, Anabela Freitas sublinhou o facto de, pela primeira vez, o Município ter aberto concurso para habitação em que os munícipes ciganos puderam concorrer em igualdade de circunstâncias com os restantes.
A sessão de abertura contou ainda com a presença de Célia Bonet, presidente da Cáritas de Tomar e de Almerindo Lima, representante da comunidade cigana do concelho.
Este seminário teve como objetivos difundir a história e a cultura ciganas, bem como capacitar os agentes educativos para um trabalho mais profícuo junto das crianças e jovens estudantes daquela etnia.
Com uma plateia muito bem composta, e com uma forte presença da comunidade cigana, o seminário contou ainda, para além de diversos oradores convidados, com a participação de dois projectos que são já fruto do projecto Hai Shala?, o grupo de dança “Kalon Bolarias” e a banda “Filhos do Vento”.
A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, presidiu à sessão de abertura do seminário “A realidade das comunidades ciganas”, que decorreu ontem, dia 13 de Setembro, na Biblioteca Municipal de Tomar, numa iniciativa do projecto Hai Shala?
O projeto “Hai Shala?”, expressão romani (língua cigana) que significa “você entende?”, é financiado pela República Portuguesa, através do Alto Comissariado para as Migrações e resulta de uma candidatura da Cáritas de Tomar, em parceria com o Município e com um grupo informal da comunidade cigana local ao Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas.
A governante elogiou o trabalho que os parceiros têm vindo a realizar em Tomar e sublinhou que o caminho para a integração passa em grande medida pela educação: para isso é necessário que sejam dadas condições às crianças e jovens ciganos para frequentarem a escola, mas também que as suas famílias assumam esse objectivo.
“Há pessoas na comunidade cigana que querem viver à margem da lei, como as há na comunidade não cigana”, frisou Catarina Marcelino, mas isso não pode ser motivo para a discriminação que assegura continuar a haver em Portugal em relação à etnia.
A presidente da Câmara deu ênfase ao facto de não se estar a cumprir em Tomar a Constituição da República quando continua a haver pessoas, de etnia cigana e não só, que não têm habitação condigna, e que, por isso mesmo, fez da habitação social uma das bandeiras do seu mandato. Embora seja um processo moroso, Anabela Freitas sublinhou o facto de, pela primeira vez, o Município ter aberto concurso para habitação em que os munícipes ciganos puderam concorrer em igualdade de circunstâncias com os restantes.
A sessão de abertura contou ainda com a presença de Célia Bonet, presidente da Cáritas de Tomar e de Almerindo Lima, representante da comunidade cigana do concelho.
Este seminário teve como objetivos difundir a história e a cultura ciganas, bem como capacitar os agentes educativos para um trabalho mais profícuo junto das crianças e jovens estudantes daquela etnia.
Com uma plateia muito bem composta, e com uma forte presença da comunidade cigana, o seminário contou ainda, para além de diversos oradores convidados, com a participação de dois projectos que são já fruto do projecto Hai Shala?, o grupo de dança “Kalon Bolarias” e a banda “Filhos do Vento”.
12.5.14
Ciganos: «Integração» é diferente de «assimilação»
in Agência Ecclesia
Bispos europeus querem maior integração das pessoas ciganas na sociedade
Atenas, Grécia, 09 mai 2014 (Ecclesia) – Os bispos da Europa e as Igrejas europeias alertam para a importância da “integração social das pessoas ciganas” preservando “as culturas e tradições”.
“Integração das pessoas ciganas não deve ser confundida com assimilação”, lembra o comunicado final do encontro que juntou o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), em Atenas, na Grécia, entre os dias 5 e 7 de maio, em torno do tema «Melhorar a situação das pessoas ciganas na Europa: Desafios e questões em aberto».
Os participantes no encontro pedem um maior entendimento sobre o significado da integração das pessoas ciganas na sociedade sublinhando a sua cidadania europeia com “direitos e deveres”.
O documento final do encontro manifesta as preocupações dos participantes em relação ao “discurso anti-cigano” que se estende pela Europa e a exclusão das pessoas ciganas “das sociedades, em particular no que toca à educação, emprego, habitação e saúde”.
“A liberdade de movimentos e a escolha de estabelecimento em diferentes países, obtendo emprego onde ele está disponível, são direitos dos cidadãos europeus que têm de ser respeitados também para as minorias ciganas”.
O comunicado lembra o importante papel das igrejas na melhoria da vida das pessoas ciganas em muitas partes da Europa: “as paróquias tornam-se espaços de encontros interculturais entre diferentes comunidades, fomentando a aceitação e confiança”.
“As Igrejas podem promover a cultura da educação e aprender entre as comunidades marginalizadas”.
A CCEE e a CEC reafirmam o seu compromisso e comprometem-se com o acompanhamento de medidas eficazes para a melhoria da situação das pessoas ciganas na Europa.
Bispos europeus querem maior integração das pessoas ciganas na sociedade
Atenas, Grécia, 09 mai 2014 (Ecclesia) – Os bispos da Europa e as Igrejas europeias alertam para a importância da “integração social das pessoas ciganas” preservando “as culturas e tradições”.
“Integração das pessoas ciganas não deve ser confundida com assimilação”, lembra o comunicado final do encontro que juntou o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), em Atenas, na Grécia, entre os dias 5 e 7 de maio, em torno do tema «Melhorar a situação das pessoas ciganas na Europa: Desafios e questões em aberto».
Os participantes no encontro pedem um maior entendimento sobre o significado da integração das pessoas ciganas na sociedade sublinhando a sua cidadania europeia com “direitos e deveres”.
O documento final do encontro manifesta as preocupações dos participantes em relação ao “discurso anti-cigano” que se estende pela Europa e a exclusão das pessoas ciganas “das sociedades, em particular no que toca à educação, emprego, habitação e saúde”.
“A liberdade de movimentos e a escolha de estabelecimento em diferentes países, obtendo emprego onde ele está disponível, são direitos dos cidadãos europeus que têm de ser respeitados também para as minorias ciganas”.
O comunicado lembra o importante papel das igrejas na melhoria da vida das pessoas ciganas em muitas partes da Europa: “as paróquias tornam-se espaços de encontros interculturais entre diferentes comunidades, fomentando a aceitação e confiança”.
“As Igrejas podem promover a cultura da educação e aprender entre as comunidades marginalizadas”.
A CCEE e a CEC reafirmam o seu compromisso e comprometem-se com o acompanhamento de medidas eficazes para a melhoria da situação das pessoas ciganas na Europa.
9.4.14
Integração de ciganos em Portugal vai bem, mas há que avaliar impacto
in iOnline
Já no que respeita à saúde, é salientada a existência de campanhas de vacinação para ciganos e a criação de unidades médicas móveis em Portugal
A estratégia portuguesa para a integração de ciganos está a mostrar resultados em Portugal, bem como no resto dos Estados-membros, mas falta avaliar o impacto das medidas, segundo um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.
No relatório – que revela os primeiros sinais de melhoria das condições de vida desta comunidade a nível da União Europeia (UE) – é recomendado a Portugal que avalie o impacto das políticas de integração dos ciganos.
Bruxelas alerta ainda para a necessidade de “um financiamento sustentável e adequado”, bem como de haver “um diálogo construtivo entre as organizações não-governamentais Roma e as autoridades municipais e regionais”.
A Comissão Europeia avalia positivamente os passos dados por Portugal na integração dos ciganos desde 2011, estimando a comunidade em 40 a 60.000 pessoas.
No campo da educação, Bruxelas quer que seja dada mais atenção às necessidades das ciganas e apela à monitorização do impacto das medidas de integração nesta área.
Portugal tem uma das mais baixas taxas de segregação escolar de ciganos (7 por cento), só batido pela Polónia (3%).
A Eslováquia tem os números mais negros no que respeita a segregação (58%), seguida da Hungria (45%), Grécia (35%) e Bulgária (26%).
No indicador emprego, que Bruxelas reconhece haver medidas específicas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho, mas pede uma abordagem mais integrada.
Em Portugal, 56% dos ciganos foram vítimas de discriminação nos últimos cinco anos, sendo a República Checa o Estado-membro com a pior prestação (74%) e a Espanha o que apresenta a melhor (38%).
Já no que respeita à saúde, é salientada a existência de campanhas de vacinação para ciganos e a criação de unidades médicas móveis em Portugal.
A nível da UE, o relatório hoje apresentado pela “Comissão Barroso” avalia os progressos realizados desde 2011 e identifica exemplos positivos, bem como domínios de ação complementar, nos Estados membros.
Segundo o documento, aumentou o número de crianças ciganas que frequentam o ensino pré-escolar e tem sido adotado um número crescente de programas de incentivo ao emprego dos ciganos, bem como de programas de mediação destinados a estabelecer pontes entre as comunidades ciganas e a restante população nos domínios da habitação e do acesso aos cuidados de saúde.
Em virtude dos novos regulamentos sobre a utilização dos fundos da UE, os Estados-membros têm de afetar 20 % das verbas do Fundo Social Europeu à inclusão social, no período 2014-2020.
Já no que respeita à saúde, é salientada a existência de campanhas de vacinação para ciganos e a criação de unidades médicas móveis em Portugal
A estratégia portuguesa para a integração de ciganos está a mostrar resultados em Portugal, bem como no resto dos Estados-membros, mas falta avaliar o impacto das medidas, segundo um relatório hoje divulgado pela Comissão Europeia.
No relatório – que revela os primeiros sinais de melhoria das condições de vida desta comunidade a nível da União Europeia (UE) – é recomendado a Portugal que avalie o impacto das políticas de integração dos ciganos.
Bruxelas alerta ainda para a necessidade de “um financiamento sustentável e adequado”, bem como de haver “um diálogo construtivo entre as organizações não-governamentais Roma e as autoridades municipais e regionais”.
A Comissão Europeia avalia positivamente os passos dados por Portugal na integração dos ciganos desde 2011, estimando a comunidade em 40 a 60.000 pessoas.
No campo da educação, Bruxelas quer que seja dada mais atenção às necessidades das ciganas e apela à monitorização do impacto das medidas de integração nesta área.
Portugal tem uma das mais baixas taxas de segregação escolar de ciganos (7 por cento), só batido pela Polónia (3%).
A Eslováquia tem os números mais negros no que respeita a segregação (58%), seguida da Hungria (45%), Grécia (35%) e Bulgária (26%).
No indicador emprego, que Bruxelas reconhece haver medidas específicas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho, mas pede uma abordagem mais integrada.
Em Portugal, 56% dos ciganos foram vítimas de discriminação nos últimos cinco anos, sendo a República Checa o Estado-membro com a pior prestação (74%) e a Espanha o que apresenta a melhor (38%).
Já no que respeita à saúde, é salientada a existência de campanhas de vacinação para ciganos e a criação de unidades médicas móveis em Portugal.
A nível da UE, o relatório hoje apresentado pela “Comissão Barroso” avalia os progressos realizados desde 2011 e identifica exemplos positivos, bem como domínios de ação complementar, nos Estados membros.
Segundo o documento, aumentou o número de crianças ciganas que frequentam o ensino pré-escolar e tem sido adotado um número crescente de programas de incentivo ao emprego dos ciganos, bem como de programas de mediação destinados a estabelecer pontes entre as comunidades ciganas e a restante população nos domínios da habitação e do acesso aos cuidados de saúde.
Em virtude dos novos regulamentos sobre a utilização dos fundos da UE, os Estados-membros têm de afetar 20 % das verbas do Fundo Social Europeu à inclusão social, no período 2014-2020.
25.3.12
Diálogo é fundamental para integração dos ciganos
in RR
Conclusão sai de encontro que reuniu várias pessoas em Fátima.
A principal conclusão do Encontro do Comité Católico Internacional para os Ciganos é a de que o diálogo é a chave para a integração dos ciganos na sociedade portuguesa.
O encontro, que decorreu neste fim-de-semana em Fátima, terminou sob o signo da esperança num futuro mais harmonioso entre ciganos e comunidade portuguesa.
Para tal, é essencial o diálogo e a compreensão mútuas, até porque muitos ciganos aderiram a outras Igrejas. O processo não pode implicar a destruição de valores culturais mas há regras da sociedade que a comunidade cigana tem de respeitar, afirmou no final Manuela Mendonça, do secretariado diocesano de Lx da Obra da Pastoral dos Ciganos.
O desafio reuniu 150 pessoas que, em 21 países europeus, trabalham com os ciganos.
Conclusão sai de encontro que reuniu várias pessoas em Fátima.
A principal conclusão do Encontro do Comité Católico Internacional para os Ciganos é a de que o diálogo é a chave para a integração dos ciganos na sociedade portuguesa.
O encontro, que decorreu neste fim-de-semana em Fátima, terminou sob o signo da esperança num futuro mais harmonioso entre ciganos e comunidade portuguesa.
Para tal, é essencial o diálogo e a compreensão mútuas, até porque muitos ciganos aderiram a outras Igrejas. O processo não pode implicar a destruição de valores culturais mas há regras da sociedade que a comunidade cigana tem de respeitar, afirmou no final Manuela Mendonça, do secretariado diocesano de Lx da Obra da Pastoral dos Ciganos.
O desafio reuniu 150 pessoas que, em 21 países europeus, trabalham com os ciganos.
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