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12.5.23

“Tomar Inclui+” é um projecto que promove história e cultura cigana

in O Mirante


História e cultura cigana são tema da edição deste ano do projecto “Tomar Inclui+”.


O Salão Nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais vai receber uma formação gratuita de história e cultura cigana na sexta-feira, dia 12 de maio, pelas 09h30, no âmbito do projecto “Tomar Inclui+”, do Centro Humanitário de Abrantes/Tomar da Cruz Vermelha Portuguesa. A formação é destinada a técnicos da área social, docentes e outros com interesse em aprofundar e compreender o tema, sendo que o orador principal é Bruno Gonçalves, da RibaltaAmbição – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas. A iniciativa tem como tema “conhece-me antes de me odiares”.

Segundo comunicado da Câmara Municipal de Tomar, vão ser abordados temas como: a Origem do povo cigano, Grupos Originários, Êxodo, Chegada à Europa, Leis Repressivas, Grupos de Ciganos em Portugal, os 3 Pontos comuns aos grupos de ciganos em Portugal, Valores Simbólicos e Pistas de trabalho para trabalhar com as comunidades ciganas.


As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias e vão ser dados aos participantes certificado de participação de formação.

1.8.22

Câmara aprova três milhões para o Flecheiro num projeto que ninguém conhece

in Tomar em Rede

A câmara de Tomar aprovou o projeto de arranjo para o Flecheiro, margem direita do rio Nabão, onde se encontram as barracas das famílias ciganas, um investimento de 3 milhões de euros mas que ninguém conhece.

Até agora nada foi apresentado publicamente, não há qualquer informação disponível e os tomarenses não foram vistos nem achados no projeto.

“Tomar na Rede” solicitou à câmara imagens do projeto, mas até agora nada recebemos. Foi necessário recorrer a outras fontes de informação, internas e externas à câmara, para poder apresentar a imagem do que está previsto para aquela zona, entre a ponte do Flecheiro e a entrada da cidade.

Conseguimos saber que está prevista uma grande zona relvada e com árvores, um anfiteatro ao ar livre, virado para o rio, um parque infantil e zonas pedonais, além de uma ciclovia. João Carvalho Teixeira, de Lisboa, é o arquiteto autor do projeto.

A câmara vai avançar com o concurso público para esta obra que é financiada por fundos comunitários em 2 milhões de euros.

O prazo de execução é de nove meses.

2.2.21

Escola em Tomar para jovens que abandonaram ensino e estão em risco de exclusão

in o Mirante

Projecto será coordenado pelo Agrupamento de Escolas Templários.

O município de Tomar vai criar uma Escola de Segunda Oportunidade, dirigida a jovens que abandonaram o sistema educativo ou que se encontram em risco de exclusão social. Em comunicado, a Câmara Municipal de Tomar refere que o projecto, que foi oficializado no dia 21 de Janeiro, será coordenado pelo Agrupamento de Escolas Templários e tem como entidades parceiras a autarquia, o Centro de Integração e Reabilitação de Tomar, a Santa Casa da Misericórdia local e a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares.

O projecto de uma Escola de Segunda Oportunidade decorre de um despacho datado de 2019 que visa dar resposta a um número significativo de alunos que abandonam a escola sem concluir a escolaridade obrigatória e que se encontram em risco de exclusão social.

“Portugal ainda apresenta um número significativo de alunos que abandona a escola sem concluir a escolaridade obrigatória. No sentido de responder a estes jovens, em regra, sinalizados no âmbito das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, pelas equipas multidisciplinares de apoio aos tribunais e por instituições de acolhimento de crianças e jovens, o Ministério entende intervir através de uma resposta socio-educativa articulando iniciativas de entidades e instituições de natureza diversa”, pode ler-se no texto do despacho.

19.9.16

Em Tomar já se trabalha a sério na integração da comunidade cigana

in EOL

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, presidiu à sessão de abertura do seminário “A realidade das comunidades ciganas”, que decorreu ontem, dia 13 de Setembro, na Biblioteca Municipal de Tomar, numa iniciativa do projecto Hai Shala?

O projeto “Hai Shala?”, expressão romani (língua cigana) que significa “você entende?”, é financiado pela República Portuguesa, através do Alto Comissariado para as Migrações e resulta de uma candidatura da Cáritas de Tomar, em parceria com o Município e com um grupo informal da comunidade cigana local ao Fundo de Apoio à Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas.

A governante elogiou o trabalho que os parceiros têm vindo a realizar em Tomar e sublinhou que o caminho para a integração passa em grande medida pela educação: para isso é necessário que sejam dadas condições às crianças e jovens ciganos para frequentarem a escola, mas também que as suas famílias assumam esse objectivo.

“Há pessoas na comunidade cigana que querem viver à margem da lei, como as há na comunidade não cigana”, frisou Catarina Marcelino, mas isso não pode ser motivo para a discriminação que assegura continuar a haver em Portugal em relação à etnia.

A presidente da Câmara deu ênfase ao facto de não se estar a cumprir em Tomar a Constituição da República quando continua a haver pessoas, de etnia cigana e não só, que não têm habitação condigna, e que, por isso mesmo, fez da habitação social uma das bandeiras do seu mandato. Embora seja um processo moroso, Anabela Freitas sublinhou o facto de, pela primeira vez, o Município ter aberto concurso para habitação em que os munícipes ciganos puderam concorrer em igualdade de circunstâncias com os restantes.

A sessão de abertura contou ainda com a presença de Célia Bonet, presidente da Cáritas de Tomar e de Almerindo Lima, representante da comunidade cigana do concelho.

Este seminário teve como objetivos difundir a história e a cultura ciganas, bem como capacitar os agentes educativos para um trabalho mais profícuo junto das crianças e jovens estudantes daquela etnia.

Com uma plateia muito bem composta, e com uma forte presença da comunidade cigana, o seminário contou ainda, para além de diversos oradores convidados, com a participação de dois projectos que são já fruto do projecto Hai Shala?, o grupo de dança “Kalon Bolarias” e a banda “Filhos do Vento”.

23.3.15

Provedor de Justiça diz que turma de Tomar só com ciganos não pretendeu «discriminar»

in TSF

Alunos não foram reunidos naquela turma devido à etnia mas ao seu insucesso escolar.

O Provedor de Justiça concluiu que não existiu intenção de descriminar os alunos, todos ciganos, integrados na Escola Básica do 1.º Ciclo dos Templários, em Tomar, no início do ano letivo.

Em resposta enviada à TSF, a Provedoria explica que fechou em dezembro o processo aberto depois de uma queixa recebida em setembro.

A escola e a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares foram contactadas e justificaram-se garantindo que o critério para criar a turma não foi a etnia cigana dos alunos. Os jovens foram colocados naquela turma por causa dos vários chumbos seguidos e faltas às aulas. Nenhum outro aluno da escola teria as mesmas características.

O Provedor de Justiça conta que foi informado que as aulas estão a decorrer bem e com mais sucesso escolar. Perante estas respostas, a Provedoria concluiu que não existiu «intenção discriminatória» na criação desta turma, mas recomendou mais comunicação com as famílias para que estas percebam melhor as escolhas da escola.