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10.7.23

Pensões da Segurança Social. Reformados começam a receber aumento intercalar

 Carlos Santos Neves, in RTP


Os reformados com pensões de até 5.765 euros brutos começam esta segunda-feira a receber o aumento intercalar de 3,75 por cento. Além dos aumentos, vão receber o subsídio de férias com os valores da primeira metade do ano refletidos. O objetivo, sustenta o Governo, é que os pensionistas cheguem ao fim do ano a receber os mesmos valores que lhes seriam creditados caso as regras de atualização não tivessem sido congeladas.
As atualizações deverão variar entre os dez e os 200 euros, abrangendo também os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações. Neste caso, o aumento intercalar será concretizado a 19 de julho.

O aumento intercalar de 3,75 por cento foi anunciado em abril, seguindo-se ao aumento de janeiro. Inclui as pensões de invalidez e de velhice do regime geral da Segurança Social e do regime de proteção social convergente atribuídas até 1 de janeiro de 2023. O aumento é calculado com base no valor da pensão em dezembro do ano passado.O aumento intercalar é definido de forma proporcional. Também as pensões de sobrevivência, preço de sangue e outras são atualizadas.


Nos termos da portaria que enquadra esta medida, as pensões de valor igual ou acima dos 291,48 euros e inferior ou igual a 960,86 euros sofrem um aumento que não pode ser inferior a 9,93 euros. Já as pensões superiores a 960,86 euros e iguais ou inferiores a 2.992,58 euros têm um aumento mínimo de 34,30 euros.

As pensões superiores a 2.882,58 euros e até 5.765,16 euros terão um aumento que não pode ficar abaixo dos 102,91 euros.

O valor das reformas que agora chega às contas dos pensionistas da Segurança Social reflete igualmente o novo modelo de retenção na fonte do IRS - para muitos, tal irá traduzir-se numa redução do imposto pago mensalmente.

"Salvaguardar o poder de compra"
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, sustenta que o Governo procurou, com esta fórmula, "salvaguardar o poder de compra dos pensionistas e garantir também a sustentabilidade do sistema".

2.7.15

Empresas portuguesas (ainda) entre as piores pagadoras

POR Notícias Ao Minuto

Portugal surge em quarto lugar no ranking das empresas que falham pagamentos.

Apesar de haver uma ligeira melhoria, as empresas portuguesas continuam a estar entre as piores pagadoras, num ranking de 28 países que integram um estudo feito pela Cribis D$B, de que o Diário Económico dá conta.
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A percentagem de empresas lusas que pagam aos fornecedores dentro do prazo situa-se nos 17,4%, uma percentagem muito longe da média europeia, atualmente nos 37,6%.

O pior país nesta lista é as Filipinas, onde apenas 1,9% das empresas paga dentro dos prazos, seguido da Austrália (2,8%) e Nova Zelândia (11,7%), que fecha o pódio. Portugal é a quarta neste ranking.

No plano oposto, destaque para a Dinamarca, que lidera a lista de países onde as empresas pagam a fornecedores dentro do prazo, com 90,3%.

30.10.13

Atrasos nos pagamentos às empresas lançam 14 mil no desemprego por ano

por Sandra Afonso, in RR

Em média, as empresas ficam mais de quatro meses e meio à espera do pagamento das facturas. Só em 2012 ficaram por pagar em Portugal quase seis mil milhões de euros.

Cerca de 14 mil pessoas perdem anualmente o emprego em Portugal, devido aos atrasos nos pagamentos às empresas. A conclusão é de um estudo da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) com a Augusto Mateus e Associados, que vai ser apresentado esta quarta-feira, em Lisboa.

Em média, as empresas ficam mais de quatro meses e meio à espera do pagamento das facturas. Os clientes já negoceiam um prazo alargado de pagamento, mas nem este é cumprido.

A Intrum Justitia, uma empresa de serviços de gestão e cobrança, aponta para uma derrapagem de mais de dez semanas.

Em Portugal, este é um problema que afecta muitas famílias. Entre 2006 e 2011, os atrasos nos pagamentos aumentaram 12 dias, o que se reflectiu nas empresas. Por ano, perderam-se 14 mil postos de trabalho, de acordo com as contas da Augusto Mateus e Associados.

Só em 2012, ficaram por pagar em Portugal quase seis mil milhões de euros, facturas que dificilmente são liquidadas mais tarde e cujo valor ultrapassa, por exemplo, o da a austeridade exigida no Orçamento do Estado para o próximo ano.

Desde Julho que Portugal transpôs uma directiva comunitária que torna obrigatório o pagamento até 60 dias. Se todos cumprissem, podiam ser gerados 120 mil novos empregos e a produção contaria com um aumento de 22 mil milhões de euros brutos.

Com o objectivo de caminhar para este resultado, a ACEGE renova o apelo aos empresários para que subscrevam o Compromisso Pagamento Pontual, lançado em 2010. Os signatários comprometem-se publicamente a cumprir a nova legislação e a promoverem a adesão das organizações que lideram, assim como restantes empresas e Estado.