in Médicos do Mundo
Abandono, solidão, isolamento e privação material combinados com escassos recursos financeiros e humanos colocam Portugal na tabela dos países europeus com os piores índices no apoio aos idosos. Aproveitando o Dia Internacional da Terceira Idade, a 28 de Outubro, a Médicos do Mundo (MdM) volta a alertar para as dificuldades desta população.
Atenta às questões que afectam a população idosa, a MdM tem desenvolvido ao longo dos anos diversas actividades junto da população idosa, através de projectos nas áreas dos cuidados de saúde e do envelhecimento activo. Actualmente encontra-se a decorrer o projecto "Viver Saudável" que presta Apoio Domiciliário (SAD) gratuito, no âmbito de um acordo com a Segurança Social.
Desde o seu início, este serviço já apoiou 128 idosos em termos de higiene pessoal, tratamento de roupa e da casa, actividades de socialização, atendimento de enfermagem, social e médico, para além do apoio do Grupo de Voluntariado Sénior (GVS) com visitas e contactos telefónicos regulares. O SAD, que presta também apoio indirecto a cuidadores e familiares, abrange hoje, mensalmente, 25 idosos. Desde Janeiro deste ano já foram apoiados 31 idosos.
Através do "Viver Saudável" a MdM assinalou o Dia Internacional do Idoso, no passado dia 1 de Outubro, com uma acção conjunta da equipa MdM e do GVS. Foram realizadas visitas a todos os 25 beneficiários do SAD e entregue um postal alusivo ao dia, uma flor e uma embalagem de rebuçados. No final da tarde a equipa organizou um lanche convívio para os idosos autónomos que participaram nas actividades deste dia.
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26.3.14
10,9% dos portugueses vive em privação material severa
in Diário Digital
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), feito em 2013 com base nos rendimentos de 2012, 10,9% dos portugueses vive em privação material severa.
Considera-se privação material severa quando um agregado não tem acesso a pelo menos quatro de uma lista de nove itens relacionados com necessidades económicas e bens duráveis.
Da lista constam itens como atrasos no pagamento de rendas, empréstimos ou despesas correntes da casa, não conseguir comer uma refeição de carne e peixe de dois em dois dias, não ter carro, televisão ou máquina de lavar roupa ou não conseguir fazer face ao pagamento de uma despesa inesperada, entre outros.
Segundo o INE, 59,8% das pessoas não tiveram capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa, ou 43,2% não conseguiam pagar de imediato uma despesa inesperada, sem recorrer a um empréstimo.
O INE salienta também a despesa com a habitação que em 2013 ocupava mais de 40% do rendimento disponível dos agregados familiares. No ano passado, 8,2% da população vivia em situação de sobrecarga das despesas de habitação, ligeiramente menos que em 2012 (8,3%).
Ainda no ano passado, 11,4% das pessoas viviam com insuficiência de espaço habitacional, enquanto 5,7% viviam em condições severas de privação de habitação.
O inquérito refere também que 20,5% da população com mais de 15 anos não teve em 2013 possibilidade de substituir a roupa usada por alguma roupa nova por causa das dificuldades económicas, valor que aumentou face a 2009, quando 17,2% das pessoas não o podiam fazer.
Também devido a dificuldades económicas, 15,3% das pessoas não se encontraram com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês, 21,0% não participaram regularmente numa actividade de lazer e 18,9% para não gastaram semanalmente uma pequena quantia de dinheiro consigo próprias.
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), feito em 2013 com base nos rendimentos de 2012, 10,9% dos portugueses vive em privação material severa.
Considera-se privação material severa quando um agregado não tem acesso a pelo menos quatro de uma lista de nove itens relacionados com necessidades económicas e bens duráveis.
Da lista constam itens como atrasos no pagamento de rendas, empréstimos ou despesas correntes da casa, não conseguir comer uma refeição de carne e peixe de dois em dois dias, não ter carro, televisão ou máquina de lavar roupa ou não conseguir fazer face ao pagamento de uma despesa inesperada, entre outros.
Segundo o INE, 59,8% das pessoas não tiveram capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa, ou 43,2% não conseguiam pagar de imediato uma despesa inesperada, sem recorrer a um empréstimo.
O INE salienta também a despesa com a habitação que em 2013 ocupava mais de 40% do rendimento disponível dos agregados familiares. No ano passado, 8,2% da população vivia em situação de sobrecarga das despesas de habitação, ligeiramente menos que em 2012 (8,3%).
Ainda no ano passado, 11,4% das pessoas viviam com insuficiência de espaço habitacional, enquanto 5,7% viviam em condições severas de privação de habitação.
O inquérito refere também que 20,5% da população com mais de 15 anos não teve em 2013 possibilidade de substituir a roupa usada por alguma roupa nova por causa das dificuldades económicas, valor que aumentou face a 2009, quando 17,2% das pessoas não o podiam fazer.
Também devido a dificuldades económicas, 15,3% das pessoas não se encontraram com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês, 21,0% não participaram regularmente numa actividade de lazer e 18,9% para não gastaram semanalmente uma pequena quantia de dinheiro consigo próprias.
25.3.14
Mais de 10% dos portugueses vivem em privação material severa
in Sol
O número de portugueses que não conseguem pagar a renda, comer uma refeição de carne e peixe ou aquecer a casa, cresceu no ano passado em relação a 2012, atingindo 10,9 por cento da população, revela o INE.
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), feito em 2013 com base nos rendimentos de 2012, a população portuguesa que vivia em situação de privação material severa passou de 8,6 por cento em 2012 para 10,9 por cento no ano passado.
Considera-se privação material severa quando um agregado não tem acesso a pelo menos quatro de uma lista de nove itens relacionados com necessidades económicas e bens duráveis.
Na lista incluem itens como atrasos no pagamento de rendas, empréstimos ou despesas correntes da casa, não conseguir comer uma refeição de carne e peixe de dois em dois dias, não ter carro, televisão ou máquina de lavar roupa ou não conseguir fazer face ao pagamento de uma despesa inesperada, entre outros.
No mesmo período, 25,5 por cento (21,8 por cento em 2012) dos portugueses vivia em privação material, ou seja, sem condições financeiras para responder a três das nove necessidades da lista.
Destes, 59,8 por cento não tinha capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa, 43,2 por cento não conseguiam assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima de 400 euros e 28,0 por cento não conseguia manter a casa adequadamente aquecida.
O INE analisou ainda o risco de pobreza ou exclusão social em agregados de intensidade laboral per capita muito reduzida - menos de 20 por cento do tempo de trabalho possível - ou em privatização material severa, adiantando que em 2013 este atingia 27,4 por cento da população, mais dois pontos percentuais do que no período homólogo anterior.
A privação material foi ainda em 2013 o tema do módulo de recolha de dados sobre as condições de vida constante do inquérito, repetindo um tema já analisado em 2009.
Os dados revelam que 20,5 por cento da população com mais de 15 anos não teve em 2013 possibilidade de substituir a roupa usada por alguma roupa nova por causa das dificuldades económicas, valor que aumentou face a 2009, quando 17,2 por cento das pessoas não o podiam fazer.
As dificuldades económicas foram também indicadas por 15,3 por cento das pessoas para não se encontrarem com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês, por 21,0 por cento para não participarem regularmente numa actividade de lazer e por 18,9 por cento para não gastarem semanalmente uma pequena quantia de dinheiro consigo próprias.
Ainda assim, nestes três aspectos o INE regista melhorias relativamente a 2009.
O módulo recolheu também informação sobre a impossibilidade de satisfazer as necessidades básicas educativas e de lazer das crianças (01 aos 15 anos), registando uma melhoria das condições das crianças relativamente a 2009.
Ainda assim, 24 por cento das crianças não tinham actividades extracurriculares regulares (27,3 em 2009), 14,3 por cento não podia substituir a roupa usada por nova (14,1 em 2009), 13, 1 por cento não podiam convidar de vez em quando amigos para brincarem ou comerem juntos (20 por cento em 2009) e 12,1 por cento não podiam participar em viagens e eventos escolares não gratuitos (13 por cento em 2009).
Considerando simultaneamente 18 itens de privação que afectam as crianças, os dados do INE revelam que a falta de pelo menos três itens afectava 45,7 por cento das crianças e a falta de cinco atingia 27,3 por cento.
Lusa/SOL
O número de portugueses que não conseguem pagar a renda, comer uma refeição de carne e peixe ou aquecer a casa, cresceu no ano passado em relação a 2012, atingindo 10,9 por cento da população, revela o INE.
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento do Instituto Nacional de Estatística (INE), feito em 2013 com base nos rendimentos de 2012, a população portuguesa que vivia em situação de privação material severa passou de 8,6 por cento em 2012 para 10,9 por cento no ano passado.
Considera-se privação material severa quando um agregado não tem acesso a pelo menos quatro de uma lista de nove itens relacionados com necessidades económicas e bens duráveis.
Na lista incluem itens como atrasos no pagamento de rendas, empréstimos ou despesas correntes da casa, não conseguir comer uma refeição de carne e peixe de dois em dois dias, não ter carro, televisão ou máquina de lavar roupa ou não conseguir fazer face ao pagamento de uma despesa inesperada, entre outros.
No mesmo período, 25,5 por cento (21,8 por cento em 2012) dos portugueses vivia em privação material, ou seja, sem condições financeiras para responder a três das nove necessidades da lista.
Destes, 59,8 por cento não tinha capacidade para pagar uma semana de férias por ano fora de casa, 43,2 por cento não conseguiam assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima de 400 euros e 28,0 por cento não conseguia manter a casa adequadamente aquecida.
O INE analisou ainda o risco de pobreza ou exclusão social em agregados de intensidade laboral per capita muito reduzida - menos de 20 por cento do tempo de trabalho possível - ou em privatização material severa, adiantando que em 2013 este atingia 27,4 por cento da população, mais dois pontos percentuais do que no período homólogo anterior.
A privação material foi ainda em 2013 o tema do módulo de recolha de dados sobre as condições de vida constante do inquérito, repetindo um tema já analisado em 2009.
Os dados revelam que 20,5 por cento da população com mais de 15 anos não teve em 2013 possibilidade de substituir a roupa usada por alguma roupa nova por causa das dificuldades económicas, valor que aumentou face a 2009, quando 17,2 por cento das pessoas não o podiam fazer.
As dificuldades económicas foram também indicadas por 15,3 por cento das pessoas para não se encontrarem com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição pelo menos uma vez por mês, por 21,0 por cento para não participarem regularmente numa actividade de lazer e por 18,9 por cento para não gastarem semanalmente uma pequena quantia de dinheiro consigo próprias.
Ainda assim, nestes três aspectos o INE regista melhorias relativamente a 2009.
O módulo recolheu também informação sobre a impossibilidade de satisfazer as necessidades básicas educativas e de lazer das crianças (01 aos 15 anos), registando uma melhoria das condições das crianças relativamente a 2009.
Ainda assim, 24 por cento das crianças não tinham actividades extracurriculares regulares (27,3 em 2009), 14,3 por cento não podia substituir a roupa usada por nova (14,1 em 2009), 13, 1 por cento não podiam convidar de vez em quando amigos para brincarem ou comerem juntos (20 por cento em 2009) e 12,1 por cento não podiam participar em viagens e eventos escolares não gratuitos (13 por cento em 2009).
Considerando simultaneamente 18 itens de privação que afectam as crianças, os dados do INE revelam que a falta de pelo menos três itens afectava 45,7 por cento das crianças e a falta de cinco atingia 27,3 por cento.
Lusa/SOL
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