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8.2.22

Pobreza afeta mais de dois milhões de pessoas. Mais de um milhão são mulheres.

Ana E. de Freitas, in Voz da Planície

O Gabinete de Estudos da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) fez um levantamento sobre a “pobreza no feminino”. Os dados revelam que mais de dois milhões de pessoas estão em situação de pobreza e que mais de um milhão são mulheres residentes no País, 23,5%. No caso dos homens atinge 21,1%.

Este estudo foi realizado no âmbito da preparação da “Semana da Igualdade”, prevista realizar de 7 a 11 de março deste ano e que vai integrar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora com o lema: “A igualdade tem de existir. Para o País evoluir”.

Neste documento pode ler-se que “conjugando o risco de pobreza com outros dois indicadores: privação material e social severa e intensidade laboral per-capita muito reduzida, verifica-se que, em 2021, eram perto de 2 milhões e 32 milhares as pessoas residentes em Portugal que se encontravam em situação de pobreza ou exclusão social mesmo após as transferências sociais, o que afeta 22,4% da população."

"As mulheres têm um risco de pobreza superior aos homens (19,2% face a 17,5%), em virtude dos seus salários serem muito baixos – ainda mais baixos que os dos homens -, assim como todas as prestações que deles dependem, e foi entre elas que a pobreza mais aumentou: em 125,6 milhares face a 2019, o que corresponde a 935,6 mil mulheres pobres", avança, também, este estudo.

"Sem a segurança social e as prestações que garante, o nível de pobreza seria ainda mais elevado, dando as pensões o maior contributo, o que permite que a percentagem de pobres se reduza quase a metade. Também as restantes prestações sociais: como o desemprego, a doença, a parentalidade, o abono de família, o RSI, entre outras são importantes nessa redução", deixa claro o documento..

"Ainda assim, a percentagem de pobres é muito elevada, sendo quase sempre superior no caso das mulheres. Em 2020, 45,3% das mulheres em Portugal eram pobres antes de qualquer transferência social, reduzindo-se para 23,6% após as transferências relativas a pensões e para 19,2% após todas as transferências sociais", remata o estudo.


25.10.21

Cantanhede assinala Semana da Igualdade

Por Cristina Ferreira, in Sapo

De hoje até 27 de outubro, o concelho de Cantanhede recebe um conjunto de iniciativas sob o tema Semana da Igualdade, com organização do Município, em parceria com o EAPN Portugal/Rede Europeia Anti Pobreza e ADELO – Associação de Desenvolvimento Local da Bairrada e Mondego.

A iniciativa Semana da Igualdade, prevê momentos de partilha e reflexão com diversos públicos, de forma a disseminar as políticas de Cidadania e Igualdade de Género, bem como da prevenção da Irradicação da Pobreza, com o objetivo dar visibilidade ao roteiro Cidadania em Portugal, desafiando as comunidades locais a uma viagem de descoberta, reflexão e ação sobre cidadania e participação cívica, assinalando diferentes momentos e iniciativas junto da comunidade.

Uma aula de desporto, no dia 23de outubro no Parque Verde, junto das Piscinas Municipais, pelas 11h00, marca o início dos trabalhos, a que se seguem inúmeras ações de sensibilização ao longo destes 6 dias, nomeadamente relacionadas com temáticas como “Dia Internacional para a Irradicação da Pobreza”, “Despir os Preconceitos, Vestir a Inclusão”, “1.ª Caminhada da Igualdade – Percurso do Marquês”, Mural “Mensagem para a Igualdade”, Flash moda Igualdade” e “Igualdade em Rede”.

O Dia Municipal da Igualdade foi criado em 2008, através de um projeto cofinanciado pelo Fundo Social Europeu, apresentado pela ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local.

26.10.20

Figueira da Foz acolhe VII Academia de Política Cigana de Portugal

in Notícias de Coimbra

Integrada na programação da Semana da Igualdade 2020, promovida pelo Município e um conjunto de parceiros, realiza-se dias 23, 24 e 25 de outubro, no Auditório Municipal, a VII Academia de Política Cigana de Portugal, organizada pela Ribaltambição – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas, sediada na Figueira da Foz.

A VII Academia de Política Cigana tem como objetivos, discutir o envolvimento e participação da comunidade cigana na vida política nacional; formar jovens ciganos para que estes possam dar o seu contributo político, seja a nível local, central ou europeu; estimular a participação ativa das comunidades ciganas junto das entidades locais, apoiar a comunidade cigana na aquisição de competências estimulando-as a integrarem partidos políticos, por exemplo, desenvolvendo as suas atividades e ideais políticos; formar pessoas ciganas mais ativas politicamente, mas sobretudo pessoas mais conscientes e com maior perceção política para se poderem defender melhor, anunciou hoje a autarquia figueirense.

Dirigida a elementos de etnia cigana de diferentes regiões do país, desde estudantes universitários do Programa Opré Chavalé, a ativistas ou membros de associações, a iniciativa, terá como oradores, dia 23, Sónia Pereira (Alta Comissária para as Migrações,) Bruno Gonçalves (Vice-Presidente da Associação Letras Nómadas, Tiago Mota Saraiva (Programa Bairros Ativos), Mamadou Ba (Dirigente do SOS Racismo) e Teresa Vieira e Francisco Azul (Núcleo de Apoio às Comunidades Ciganas).

Dia 24 irão intervir Cayetano Fernandez e Sebijan Feszjula (Investigadores do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, o Sociólogo Sérgio Aires, Ana Cristina Pereira (jornalista do Jornal Público) e Catarina Marcelino (Vice-presidente do Instituto de Segurança Social).

O Município da Figueira da Foz tem vindo a desenvolver, desde 2014, um conjunto de políticas públicas, em colaboração com entidades parceiras, de integração das Comunidades Ciganas.

No concelho da Figueira da Foz existem duas associações ciganas (Letras Nómadas e Ribaltambição – Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas) que visam a mobilização, no envolvimento e na participação ativa destas comunidades, em particular das associações ciganas na implementação da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (2013-2020).

Por outro lado, conscientes da necessidade de dar a conhecer a cultura cigana à sociedade maioritária e desenvolver estratégias para combater os estereótipos que ainda persistem, o Grupo de Ação Comunitária (GAC) da Figueira da Foz constituiu-se em 2014 e tem organizado diversas iniciativas/atividades, com o Município.