Thierry Roge/Reuters, in Jornal Público
Juncker disse que os mais prejudicados são os estratos sociais mais baixos
Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) alertaram hoje para o risco de que a crise económica e financeira que afecta a Europa traga consigo uma “crise social”, provocada pelo aumento acentuado do desemprego.
No final da reunião mensal do Eurogrupo, o seu presidente, o também primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou que o desemprego está a crescer até “níveis inquietantes” e considerou que os governos da região devem dirigir “todos os seus esforços” para combater a situação.
Segundo as novas previsões económicas publicadas ontem pela Comissão Europeia, a taxa de desemprego nos países da zona euro deverá crescer até 9,9 por cento em 2009, devendo atingir 11,5 por cento em 2010.
Empresas aconselhadas a evitar despedimentos colectivos
Jean-Claude Juncker pediu ainda “responsabilidade social” às empresas, advertindo que no actual contexto devem evitar recorrer aos despedimentos colectivos como medida de redução de custos.
O presidente do Eurogrupo sublinhou que não se pode subestimar o “carácter explosivo” que tem o aumento do desemprego e os problemas que pode gerar, lembrando ainda que os mais prejudicados por este elemento são os estratos sociais mais baixos.
No seu encontro de hoje, dedicado quase em exclusivo à análise das novas previsões económicas de Bruxelas, os responsáveis da política económica da zona euro concordaram ainda que, de momento, não são necessárias mais medidas de impulso conjuntural na Europa.
Jean-Claude Juncker insitiu que o esforço que a Europa realizou para combater a crise é equivalente ao dos Estados Unidos e reiterou que “não se vê necessidade de aumentar o volume” de fundos injectados na economia.