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3.8.23

Município de Penafiel vai ajudar IPSS’s que não recebem apoio da Segurança Social

Ana Magalhães, in a Verdade

A Câmara Municipal de Penafiel vai apoiar, diretamente, cinco associações de solidariedade social do concelho que não têm apoio integral por parte da Segurança Social. São elas, Abragão, Paço de Sousa, Portela, Rio Mau e Sebolido.

De acordo com a autarquia penafidelense, “nenhuma destas cinco associações tem qualquer tipo de apoio para dar resposta, na totalidade, aos seus projetos dedicados aos utentes seniores, o que dificulta o dia a dia destas instituições que, por vezes, não conseguem fazer face às despesas de funcionamento”.

No caso de Abragão vão ser apoiados utentes que “não recebem qualquer tipo de suporte da Segurança Social e, no caso de Paço de Sousa, o Município de Penafiel vai substituir-se na totalidade à segurança social, no âmbito do centro de dia assumindo 80% dos custos com os seus 22 utentes”, foi explicado.

Segundo o município, “Portela, Rio Mau e Sebolido, sendo projetos sociais, não são elegíveis para receber financiamento do Estado, mas vão contar também com o apoio do município de Penafiel para os seus projetos de apoio aos cidadãos seniores”.

Neste seguimento, o investimento para garantir “o bem estar dos cerca de 100 utentes seniores” que frequentam estas associações é de cerca de 50 mil euros, até ao final do ano. “Apoio que a Segurança Social deveria fornecer no âmbito das respostas sociais que estão na sua alçada”, acusa o Município. “Em todo o caso, a câmara municipal não permitirá que estes cidadãos corram o risco de perder o apoio e acompanhamento que estas associações lhes fornecem, nomeadamente ao nível de alimentação, saúde, envelhecimento ativo, entre outros”, foi garantido.

Para Antonino de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Penafiel, estas instituições “que não têm acordos com a Segurança Social, nem qualquer apoio do Governo central, vivem tempos muito difíceis e situações de grande fragilidade financeira. Em última instância é a saúde e o bem estar dos nossos concidadãos seniores que está em causa. Por isso, decidimos apoiar financeiramente estas instituições para que elas continuem a apoiar os nossos concidadãos. Mais uma vez, na hora da verdade é a câmara municipal que está sempre presente”, finalizou.

Ainda de acordo com a autarquia, “além da falta de acordo com a Segurança Social, a atual realidade económica do país, com a inflação e a consequente subida dos preços de energia (gás e eletricidade), dos combustíveis e de outros bens essenciais prejudicaram ainda mais as situações financeiras das IPSS’s”.

Os acordos de cooperação, agora celebrados entre o Município de Penafiel e as Associações de Abragão, Paço de Sousa, Portela, Rio Mau e Sebolido vão estar em vigor até ao final do ano de 2023, com possibilidade de renovação.

20.7.22

Creches gratuitas para bebés até um ano

in SIC

Para já, medida do Governo apenas está disponível para o setor público e IPSS.

A partir de setembro, as creches passam a ser gratuitas para crianças até um ano, que frequentem o setor público e as IPSS. Mas até agora o Governo e as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ainda não chegaram a acordo.

A menos de um mês e meio para o inicio do ano letivo, paira a incerteza entre pais e instituições. Isto porque ainda se afinam os detalhes da medida e as instituições particulares de solidariedade social ainda não sabem quanto é que o Estado vai pagar às instituições por cada bebé.

O privado fica de fora da medida, mas também quer fazer parte e a associação que representa o setor já enviou uma proposta ao Governo a dizer que as creches privadas estão dispostas a receber o mesmo valor que o Estado pagar às IPSS.

No entanto, o setor privado diz que não obteve resposta por parte do Governo, o que significa que, para já, só no setor social é que há gratuitidade das creches - e só para as crianças nascidas
a partir de 1 de setembro de 2021.

2.4.20

Em Estado de Emergência bancos públicos de Olhão estão assim

in Algarve Primeiro

Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia de Olhão, que apela à população para que respeite as ordens de isolamento social, reduzindo os efeitos da pandemia por Covid.19.

A interdição dos bancos públicos está assinalada em toda a Avenida da República bem no centro da cidade, mas serve para todos os outros bancos, sensibilizando para o cumprimento das normas vigentes da Direção-Geral da Saúde.

Também o Município de Olhão decidiu colocar pelo concelho, lonas com mensagens, alertando para os riscos de não ficar em casa. São várias as mensagens, algumas com recurso às lendas de Olhão e outras mais expressivas.

O Presidente da Câmara Municipal de Olhão, António Miguel Pina, diz que estas medidas são mais um alerta sobre a fase mais crítica da pandemia, e «aí todos nós somos uma fronteira, todos os cuidados são poucos e não vale a pena pedir aquilo que é o trabalho de cada um de nós».

O Autarca adiantou que houve o cuidado de reorganizar os serviços do Município com planos de contingência, garantindo os serviços mínimos, também a abertura de um centro de atendimento à Covid.19, no Centro de Saúde de Olhão, não esquecendo as respostas sociais do concelho. António Miguel Pina assegurou que está a ser criada uma rede de voluntariado para apoiar as IPSS's do concelho.

Enquanto presidente da AMAL, assinalou o apoio dado pelos 16 municípios do Algarve, «que juntaram 1 milhão e 300 mil euros para a compra de 30 ventiladores e material de proteção individual para os profissionais de saúde, e a aprovação de um plano de apoio à população e às empresas».

O edil agradeceu a postura cívica dos algarvios, referindo que «o sucesso para ultrapassarmos esta situação difícil, como povo e como nação, depende do respeito que devemos ter pela nossa fronteira e a do outro».