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11.1.23
Confederação de Reformados, Pensionistas e Idosos exige aumento extraordinário de pensões: "A pobreza é cada vez maior”
Por Lusa, in Expresso
A confederação exigiu este domingo ao Governo o aumento intercalar e a reposição do poder de compra perdido com a inflação, lembrando que "com as pensões a minguar a pobreza é cada vez maior”
A Confederação Nacional Reformados, Pensionistas e Idoso (MURPI) considera que a recusa do Governo em aumentar extraordinariamente as pensões a pretexto de não criar a chamada espiral inflacionista “condena milhares de reformados, pensionistas e idosos a viverem com dificuldades acrescidas para se alimentar, contribuindo para a elevação da pobreza entre as pessoas idosas, ao mesmo tempo que se agravam as desigualdades sociais”.
Não é o aumento de salários e de pensões que faz aumentar a inflação, mas sim o forte aumento dos preços dos combustíveis, da energia e dos bens alimentares, aumentos feitos por via especulativa, aproveitando o pretexto da guerra”, considera o MURPI.
O MURPI continua a defender e a exigir do Governo que "proceda de imediato ao aumento extraordinário de todas as pensões”, lembrando que reformados, pensionistas e idosos “não podem esperar mais tempo e é urgente e necessário a tomada de medidas, no imediato, que travem este brutal aumento de custo de vida que vai tornar o inverno mais penoso e desolador”.
A título exemplificativo o MURPI recorda que a taxa de pobreza aumentou com a pandemia, “passando de 15,7% (2019) para 18% em 2020 o que atesta a vulnerabilidade, a pobreza, de milhares de reformados que recebem pensões mínimas”.
“Ao invés deste quadro de penúrias e dificuldades para assegurar condições de vida dignas, vemos engrossar, escandalosamente, os lucros dos maiores bancos e das multinacionais do petróleo”, acusa o MURPI.
O MURPI tem a decorrer uma petição pública pela reposição do poder de compra das pensões que pode ser assinada no endereço https://participacao.parlamento.pt/initiatives/2749.
12.2.21
Portugueses querem prioridade para combate à pobreza e às desigualdades
Por Notícias ao Minuto
Os cidadãos da União Europeia consideram que o combate à pobreza e às desigualdades sociais deve ser a principal prioridade e os portugueses são quem lidera essa reivindicação, revela um inquérito divulgado hoje.
Quase metade (48%) dos mais de 27 mil respondentes inquiridos entre novembro e dezembro de 2020 para o Parlómetro de 2020 (o eurobarómetro do Parlamento Europeu) sinalizam o combate à pobreza e às desigualdades sociais como a prioridade das prioridades.
Essa maioria é liderada pelos 1.012 portugueses inquiridos, dos quais 76% destacam aquele combate como primordial.
Na lista de prioridades dos portugueses seguem-se o pleno emprego (muito acima da média europeia: 51% contra 21%), o acesso a uma educação de qualidade e a defesa do ambiente.
O combate ao terrorismo e crime organizado, que é a segunda prioridade para a média dos europeus, não está sequer no top cinco dos portugueses.
No que diz respeito ao futuro, os portugueses invertem a média europeia: são mais pessimistas em relação às suas vidas (29% acham que a sua situação vai piorar no próximo ano, mais do que os 24% gerais) do que em relação à economia do seu país (47% contra os 53% de média da UE).
Portugal está ainda entre os três países da UE em que há mais inquiridos a assumir dificuldades em pagar as contas, quer habitualmente (15%), quer ocasionalmente (46%).
Por outro lado, os portugueses estão acima da média (72%) na convicção de que o plano de recuperação da UE vai ajudar a economia nacional a recuperar mais rapidamente dos efeitos adversos da pandemia (88%).
Entre os cidadãos dos 27 Estados-membros, os portugueses ocupam lugar cimeiro também no reconhecimento dos benefícios de pertencer à UE, com 90%, o que garante o segundo lugar da tabela geral.
Acresce que 78% dos portugueses consideram que fazer parte da UE é "uma coisa boa", acima da média global de 63 por cento.
Os 72% de inquiridos que consideram que os seus países beneficiaram com a integração europeia destacam, entre as vantagens, o crescimento económico (40%), percentagem que os portugueses fazem aumentar para 50%, assinalando ainda a melhoria do nível de vida e uma "voz mais forte no mundo".
Entre 2019 e 2020, mais 19% de portugueses consideram que a UE contribui para o crescimento económico nacional.
Portugueses e irlandeses são os que mais aprovam a ideia de uma União Europeia (86%).
Portugal fica também em segundo (67%), atrás da Irlanda, na "imagem positiva" da UE, ainda que haja mais portugueses a quererem uma mudança na forma como a UE é conduzida (44%) do que portugueses que aprovam a UE tal como está (42%).
A perceção de que a UE é "uma coisa boa" tem vindo aumentar na última década -- 78 por cento dos portugueses concordam com ela e são aliás os portugueses os que menos acham que pertencer à UE é "mau" para o país (2%).
Os portugueses estão acima da média na satisfação com a democracia do país (65%), mas ainda mais satisfeitos com a democracia na UE (74%, apenas atrás da Irlanda).
Sinal disso é a nota positiva que a maioria dos portugueses atribui ao Parlamento Europeu (54%, acima da média) e a maior relevância que gostavam que tivesse (71%).
O Parlómetro analisa as perceções e as perspetivas dos cidadãos europeus sobre as suas vidas, os seus países e as instituições comunitárias.
Os cidadãos da União Europeia consideram que o combate à pobreza e às desigualdades sociais deve ser a principal prioridade e os portugueses são quem lidera essa reivindicação, revela um inquérito divulgado hoje.
Quase metade (48%) dos mais de 27 mil respondentes inquiridos entre novembro e dezembro de 2020 para o Parlómetro de 2020 (o eurobarómetro do Parlamento Europeu) sinalizam o combate à pobreza e às desigualdades sociais como a prioridade das prioridades.
Essa maioria é liderada pelos 1.012 portugueses inquiridos, dos quais 76% destacam aquele combate como primordial.
Na lista de prioridades dos portugueses seguem-se o pleno emprego (muito acima da média europeia: 51% contra 21%), o acesso a uma educação de qualidade e a defesa do ambiente.
O combate ao terrorismo e crime organizado, que é a segunda prioridade para a média dos europeus, não está sequer no top cinco dos portugueses.
No que diz respeito ao futuro, os portugueses invertem a média europeia: são mais pessimistas em relação às suas vidas (29% acham que a sua situação vai piorar no próximo ano, mais do que os 24% gerais) do que em relação à economia do seu país (47% contra os 53% de média da UE).
Portugal está ainda entre os três países da UE em que há mais inquiridos a assumir dificuldades em pagar as contas, quer habitualmente (15%), quer ocasionalmente (46%).
Por outro lado, os portugueses estão acima da média (72%) na convicção de que o plano de recuperação da UE vai ajudar a economia nacional a recuperar mais rapidamente dos efeitos adversos da pandemia (88%).
Entre os cidadãos dos 27 Estados-membros, os portugueses ocupam lugar cimeiro também no reconhecimento dos benefícios de pertencer à UE, com 90%, o que garante o segundo lugar da tabela geral.
Acresce que 78% dos portugueses consideram que fazer parte da UE é "uma coisa boa", acima da média global de 63 por cento.
Os 72% de inquiridos que consideram que os seus países beneficiaram com a integração europeia destacam, entre as vantagens, o crescimento económico (40%), percentagem que os portugueses fazem aumentar para 50%, assinalando ainda a melhoria do nível de vida e uma "voz mais forte no mundo".
Entre 2019 e 2020, mais 19% de portugueses consideram que a UE contribui para o crescimento económico nacional.
Portugueses e irlandeses são os que mais aprovam a ideia de uma União Europeia (86%).
Portugal fica também em segundo (67%), atrás da Irlanda, na "imagem positiva" da UE, ainda que haja mais portugueses a quererem uma mudança na forma como a UE é conduzida (44%) do que portugueses que aprovam a UE tal como está (42%).
A perceção de que a UE é "uma coisa boa" tem vindo aumentar na última década -- 78 por cento dos portugueses concordam com ela e são aliás os portugueses os que menos acham que pertencer à UE é "mau" para o país (2%).
Os portugueses estão acima da média na satisfação com a democracia do país (65%), mas ainda mais satisfeitos com a democracia na UE (74%, apenas atrás da Irlanda).
Sinal disso é a nota positiva que a maioria dos portugueses atribui ao Parlamento Europeu (54%, acima da média) e a maior relevância que gostavam que tivesse (71%).
O Parlómetro analisa as perceções e as perspetivas dos cidadãos europeus sobre as suas vidas, os seus países e as instituições comunitárias.
20.2.20
Dia Mundial da Justiça Social apela ao combate às desigualdades
Ana Teresa Alves, in A Voz da Planície
Desde 2009 que, anualmente, a 20 de Fevereiro, se comemora o Dia Mundial da Justiça Social.A assinalar a data a Voz da Planície foi ao encontro de duas entidades que desempenham um papel fundamental no combate às desigualdades e que promovem a justiça social: a Cáritas Diocesana de Beja e a Rede Europeia Anti-Pobreza.
Proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2007 e celebrado pela primeira vez, em 2009, o Dia Mundial da Justiça Social tem por objetivo apoiar os esforços da comunidade internacional para a erradicação da pobreza, a promoção do trabalho digno, a igualdade de género, o bem-estar e a justiça para todos.
Todos os dias são colocados obstáculos às pessoas pelo seu género, raça, etnia, idade, religião ou deficiência. A assinalar a data a Voz da Planície foi ao encontro de duas entidades que desempenham um papel fundamental no combate às desigualdades e que promovem a justiça social: a Cáritas Diocesana de Beja e a Rede Europeia Anti-Pobreza.
Entre outros objetivos, a Cáritas Diocesana de Beja desenvolve ações concretas com vista ao acompanhamento e promoção de pessoas carenciadas.
É através do CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) que esta instituição promove um trabalho de acolhimento e integração de migrantes. De acordo com o presidente da Cáritas Diocesana de Beja, a questão da migração está muito presente no nosso território. Isaurindo Oliveira explica que os migrantes são oriundos de várias partes do mundo e chegam “aqui completamente desenraizados”.
Apesar das respostas sociais dadas pelas instituições, Isaurindo Oliveira frisa que há muito trabalho a fazer e considera que deveria haver um maior envolvimento da sociedade civil, em prol da promoção da justiça social. Isaurindo Oliveira exemplifica o “alheamento” do cidadão comum sobre esta matéria com a atividade Círculos de Silêncio, organizada pela Cáritas.
Neste dia ouvimos, também, João Martins, coordenador do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, que tem como missão atenuar e erradicar a pobreza e a exclusão social.
João Martins considera que Portugal é dos países em que mais se fomenta a justiça social e realça que têm sido dados muitos passos na sua promoção. Ainda assim, João Martins destaca a ideia de que enquanto houver situações de pobreza e de exploração significa que existe um problema que tem que ser ultrapassado e, aí, é importante o contributo da sociedade civil no sentido da denúncia deste tipo de injustiças
Desde 2009 que, anualmente, a 20 de Fevereiro, se comemora o Dia Mundial da Justiça Social.A assinalar a data a Voz da Planície foi ao encontro de duas entidades que desempenham um papel fundamental no combate às desigualdades e que promovem a justiça social: a Cáritas Diocesana de Beja e a Rede Europeia Anti-Pobreza.
Proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2007 e celebrado pela primeira vez, em 2009, o Dia Mundial da Justiça Social tem por objetivo apoiar os esforços da comunidade internacional para a erradicação da pobreza, a promoção do trabalho digno, a igualdade de género, o bem-estar e a justiça para todos.
Todos os dias são colocados obstáculos às pessoas pelo seu género, raça, etnia, idade, religião ou deficiência. A assinalar a data a Voz da Planície foi ao encontro de duas entidades que desempenham um papel fundamental no combate às desigualdades e que promovem a justiça social: a Cáritas Diocesana de Beja e a Rede Europeia Anti-Pobreza.
Entre outros objetivos, a Cáritas Diocesana de Beja desenvolve ações concretas com vista ao acompanhamento e promoção de pessoas carenciadas.
É através do CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) que esta instituição promove um trabalho de acolhimento e integração de migrantes. De acordo com o presidente da Cáritas Diocesana de Beja, a questão da migração está muito presente no nosso território. Isaurindo Oliveira explica que os migrantes são oriundos de várias partes do mundo e chegam “aqui completamente desenraizados”.
Apesar das respostas sociais dadas pelas instituições, Isaurindo Oliveira frisa que há muito trabalho a fazer e considera que deveria haver um maior envolvimento da sociedade civil, em prol da promoção da justiça social. Isaurindo Oliveira exemplifica o “alheamento” do cidadão comum sobre esta matéria com a atividade Círculos de Silêncio, organizada pela Cáritas.
Neste dia ouvimos, também, João Martins, coordenador do Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, que tem como missão atenuar e erradicar a pobreza e a exclusão social.
João Martins considera que Portugal é dos países em que mais se fomenta a justiça social e realça que têm sido dados muitos passos na sua promoção. Ainda assim, João Martins destaca a ideia de que enquanto houver situações de pobreza e de exploração significa que existe um problema que tem que ser ultrapassado e, aí, é importante o contributo da sociedade civil no sentido da denúncia deste tipo de injustiças
12.3.18
A desigualdade
Amílcar Correia, in Público on-line
Combater as desigualdades, sejam elas quais forem, é função da política; é função de um Estado. E essa terá de ser sempre a primeira opção.
A investigação do ISCTE sobre a trajectória de um grupo de pessoas em situação de pobreza, em Lisboa, desde 2011, é lapidar: não é por trabalharem que as pessoas acompanhadas deixaram de ser pobres. A actual transformação de Lisboa, e o mesmo tem acontecido no Porto, com os processos de gentrificação e de especulação imobiliária, traduz-se em novos empregos, mas de baixa remuneração, e em dificuldades acrescidas de arrendamento a preços comportáveis.
Daí que essa transformação não possa ser reduzida a uma rápida reabilitação urbana e a uma economia mais pujante: este processo afasta para a periferia quem não consegue acompanhar a escalada dos preços das rendas e destrói as redes de vizinhança que ainda sobrevivem. Pior: as pensões que fecham e que reabrem como hostels retiram à Segurança Social a possibilidade de responder às necessidades de quem procura abrigo, como se tem verificado no Porto, onde estes casos se tornaram mais visíveis. A acumulação de riqueza num grupo mais pequeno distribui a pobreza por um grupo maior.
Pessoas com deficiência são as que apresentam maior risco de pobreza
A pobreza sempre foi encarada em Portugal como uma espécie de fatalidade, à qual se respondia com comiseração e misericórdia, para culpabilização do próprio pobre. A evolução do país nestas quatro décadas de democracia, com a criação de novas políticas de combate à pobreza, não foi ainda suficiente para diminuir de forma considerável os seus índices. As prestações sociais do Estado, sejam elas pensões ou rendimentos de inserção para os casos mais extremos, também são insuficientes para fazer com que os idosos ou desempregados de longa duração deixem de fazer parte dos 18,3% de portugueses em situação de carência. Como diz Sérgio Aires, do Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, as políticas públicas são positivas e surtem efeito até um certo ponto. Mas quem é pobre não consegue sair desse patamar aonde chegou, como se conclui da análise daquele grupo ao longo dos últimos sete anos. Estudos deste tipo, que nos traçam o percurso de um conjunto de pessoas, permitem perceber os solavancos da oferta de trabalho e a articulação, ou a falta dela, entre os serviços públicos do emprego e da Segurança Social. E uma das ilações possíveis é a de termos de ponderar novos tipos de respostas sociais, se quisermos deixar este patamar.
Combater as desigualdades, sejam elas quais forem, é função da política; é função de um Estado. E essa terá de ser sempre a primeira opção.
Combater as desigualdades, sejam elas quais forem, é função da política; é função de um Estado. E essa terá de ser sempre a primeira opção.
A investigação do ISCTE sobre a trajectória de um grupo de pessoas em situação de pobreza, em Lisboa, desde 2011, é lapidar: não é por trabalharem que as pessoas acompanhadas deixaram de ser pobres. A actual transformação de Lisboa, e o mesmo tem acontecido no Porto, com os processos de gentrificação e de especulação imobiliária, traduz-se em novos empregos, mas de baixa remuneração, e em dificuldades acrescidas de arrendamento a preços comportáveis.
Daí que essa transformação não possa ser reduzida a uma rápida reabilitação urbana e a uma economia mais pujante: este processo afasta para a periferia quem não consegue acompanhar a escalada dos preços das rendas e destrói as redes de vizinhança que ainda sobrevivem. Pior: as pensões que fecham e que reabrem como hostels retiram à Segurança Social a possibilidade de responder às necessidades de quem procura abrigo, como se tem verificado no Porto, onde estes casos se tornaram mais visíveis. A acumulação de riqueza num grupo mais pequeno distribui a pobreza por um grupo maior.
Pessoas com deficiência são as que apresentam maior risco de pobreza
A pobreza sempre foi encarada em Portugal como uma espécie de fatalidade, à qual se respondia com comiseração e misericórdia, para culpabilização do próprio pobre. A evolução do país nestas quatro décadas de democracia, com a criação de novas políticas de combate à pobreza, não foi ainda suficiente para diminuir de forma considerável os seus índices. As prestações sociais do Estado, sejam elas pensões ou rendimentos de inserção para os casos mais extremos, também são insuficientes para fazer com que os idosos ou desempregados de longa duração deixem de fazer parte dos 18,3% de portugueses em situação de carência. Como diz Sérgio Aires, do Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, as políticas públicas são positivas e surtem efeito até um certo ponto. Mas quem é pobre não consegue sair desse patamar aonde chegou, como se conclui da análise daquele grupo ao longo dos últimos sete anos. Estudos deste tipo, que nos traçam o percurso de um conjunto de pessoas, permitem perceber os solavancos da oferta de trabalho e a articulação, ou a falta dela, entre os serviços públicos do emprego e da Segurança Social. E uma das ilações possíveis é a de termos de ponderar novos tipos de respostas sociais, se quisermos deixar este patamar.
Combater as desigualdades, sejam elas quais forem, é função da política; é função de um Estado. E essa terá de ser sempre a primeira opção.
25.10.17
Semana Municipal da Igualdade «para combater desigualdades, estereótipos e assimetrias»
DIVERSIDADE
Foz ao Minho
Foi inaugurada esta terça-feira de manhã, no Edifício Paço de Tavarede, a exposição fotográfica «Igualdade É Desenvolvimento», que marca o Dia Municipal para a Igualdade e o arranque da Semana da Igualdade que, na Figueira da Foz, conta com diversas actividades, promovidas não apenas pelo Município, através da Divisão de Educação e Assuntos Sociais, mas por diversas instituições locais que integram o Conselho Local de Acção Social da Figueira da Foz, parceiras neste combate «às desigualdades, estereótipos e assimetrias».
A Igualdade em sentido lato, abarcando as diferenças de género, mas também de etnia, orientação sexual, opções religiosas, políticas ou culturais, enformam o Plano Municipal de Igualdade de Género, aprovado este ano mas já em 2016, quando ainda estava em preparação, distinguido com uma menção honrosa do Prémio Viver em Igualdade - uma iniciativa bienal, promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que visa distinguir Municípios com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas actividades por si desenvolvidas -, e elogiado pela então Secretária de Estado da Igualdade, Catarina Marcelino, recordou o chefe da Divisão de Educação e Assuntos Sociais, Alexandre Nunes, na abertura da exposição fotográfica.
«No próximo ano acreditamos que estaremos bem posicionados para receber mais do que uma menção honrosa, o que seria importante, não pelo prémio, mas pelo que este traduz do empenho que o Município e as instituições parceiras têm colocado nesta estratégia de defesa intransigente de um tratamento não discriminatório dos cidadãos, por uma sociedade mais justa e desenvolvida», acrescentou o responsável.
Para além da exposição de fotografia (com registos da autoria de Ana Mendes, Conceição Ruivo, José Rasquinho, Dulce Meneses, Helena Rama, Helena Roso, Margarida Ferreira, Paulo Teixeira, Ricardo Lima e Sérgio Aires), patente no Paço de Tavarede até 10 de Novembro, e de 14 a 30 de Novembro na Biblioteca Municipal, a Semana da Igualdade inclui diversas actividades promovidas junto da população infantil, escolar e sénior, bem como outras iniciativas abertas à população em geral, dinamizadas pela Associação Fernão Mendes Pinto, Casa de Nossa Senhora do Rosário, CLDS-3G, Figueira Sal - Associação de Produtores de Sal da Figueira da Foz e Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação da Figueira da Foz.
De entre as actividades, destacam-se, abertas à população em geral, a tertúlia sobre Igualdade de Género e Participação Política, esta terça feira, às 21h00, no Paço de Tavarede, com a participação de Ariana Correia (Programa UnIgualdade e Programa Uni+), Catarina Louro (Mulher Séc. XXI - Associação de Desenvolvimento e Apoio às Mulheres) e Maria de Lurdes Palaio (Conselheira Local para a Igualdade), e a moderação de António Tavares; e a exposição fotográfica e sonora promovida pela Figueira Sal - Associação de Produtores de Sal da Figueira da Foz que, no dia 28 de Outubro, pelas 11h00, no Núcleo Museológico do Sal, dinamiza também o debate subordinado ao tema «As Mulheres no Salgado da Figueira da Foz - Romper Estereótipos».
Para os mais novos e para as famílias, destaque para o «Sábado em Família» que, pelas 15h30 de dia 28 de Outubro, abre na Biblioteca Municipal as portas a uma tarde dedicada a partilhar experiências e valores intergeracionais.
à(s) 23:31
Foz ao Minho
Foi inaugurada esta terça-feira de manhã, no Edifício Paço de Tavarede, a exposição fotográfica «Igualdade É Desenvolvimento», que marca o Dia Municipal para a Igualdade e o arranque da Semana da Igualdade que, na Figueira da Foz, conta com diversas actividades, promovidas não apenas pelo Município, através da Divisão de Educação e Assuntos Sociais, mas por diversas instituições locais que integram o Conselho Local de Acção Social da Figueira da Foz, parceiras neste combate «às desigualdades, estereótipos e assimetrias».
A Igualdade em sentido lato, abarcando as diferenças de género, mas também de etnia, orientação sexual, opções religiosas, políticas ou culturais, enformam o Plano Municipal de Igualdade de Género, aprovado este ano mas já em 2016, quando ainda estava em preparação, distinguido com uma menção honrosa do Prémio Viver em Igualdade - uma iniciativa bienal, promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que visa distinguir Municípios com boas práticas na integração da dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não Discriminação, quer na sua organização ou funcionamento, quer nas actividades por si desenvolvidas -, e elogiado pela então Secretária de Estado da Igualdade, Catarina Marcelino, recordou o chefe da Divisão de Educação e Assuntos Sociais, Alexandre Nunes, na abertura da exposição fotográfica.
«No próximo ano acreditamos que estaremos bem posicionados para receber mais do que uma menção honrosa, o que seria importante, não pelo prémio, mas pelo que este traduz do empenho que o Município e as instituições parceiras têm colocado nesta estratégia de defesa intransigente de um tratamento não discriminatório dos cidadãos, por uma sociedade mais justa e desenvolvida», acrescentou o responsável.
Para além da exposição de fotografia (com registos da autoria de Ana Mendes, Conceição Ruivo, José Rasquinho, Dulce Meneses, Helena Rama, Helena Roso, Margarida Ferreira, Paulo Teixeira, Ricardo Lima e Sérgio Aires), patente no Paço de Tavarede até 10 de Novembro, e de 14 a 30 de Novembro na Biblioteca Municipal, a Semana da Igualdade inclui diversas actividades promovidas junto da população infantil, escolar e sénior, bem como outras iniciativas abertas à população em geral, dinamizadas pela Associação Fernão Mendes Pinto, Casa de Nossa Senhora do Rosário, CLDS-3G, Figueira Sal - Associação de Produtores de Sal da Figueira da Foz e Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação da Figueira da Foz.
De entre as actividades, destacam-se, abertas à população em geral, a tertúlia sobre Igualdade de Género e Participação Política, esta terça feira, às 21h00, no Paço de Tavarede, com a participação de Ariana Correia (Programa UnIgualdade e Programa Uni+), Catarina Louro (Mulher Séc. XXI - Associação de Desenvolvimento e Apoio às Mulheres) e Maria de Lurdes Palaio (Conselheira Local para a Igualdade), e a moderação de António Tavares; e a exposição fotográfica e sonora promovida pela Figueira Sal - Associação de Produtores de Sal da Figueira da Foz que, no dia 28 de Outubro, pelas 11h00, no Núcleo Museológico do Sal, dinamiza também o debate subordinado ao tema «As Mulheres no Salgado da Figueira da Foz - Romper Estereótipos».
Para os mais novos e para as famílias, destaque para o «Sábado em Família» que, pelas 15h30 de dia 28 de Outubro, abre na Biblioteca Municipal as portas a uma tarde dedicada a partilhar experiências e valores intergeracionais.
à(s) 23:31
19.9.16
Fundador da Rede Europeia anti-pobreza diz que as assimetrias acentuaram-se em Portugal
in RTP
Fundador da Rede Europeia anti-pobreza diz que as assimetrias acentuaram-se em Portugal
A ver: Fundador da Rede Europeia anti-pobreza diz que as assimetrias acentuaram-se em Portugal
Agostinho Jardim Moreira considera que os cidadãos mais novos e com formação vão continuar a emigrar.
[veja a reportagem aqui]
Fundador da Rede Europeia anti-pobreza diz que as assimetrias acentuaram-se em Portugal
A ver: Fundador da Rede Europeia anti-pobreza diz que as assimetrias acentuaram-se em Portugal
Agostinho Jardim Moreira considera que os cidadãos mais novos e com formação vão continuar a emigrar.
[veja a reportagem aqui]
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