26.6.23
Marcelo quer assinalar cinco séculos de sofrimento dos ciganos
Marcelo Rebelo de Sousa assinala com mensagem o Dia Nacional do Cigano, "um dia de alerta e consciencialização para um Portugal diverso, mais justo e socialmente ainda mais inclusivo".
O Presidente da República vai receber na próxima semana associações para preparar, no biénio 2025-2026, formas de assinalar o quinto centenário da perseguição aos ciganos portugueses.
Isso será feito por um "dever de memória", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem com que hoje assinala o Dia Nacional do Cigano.
"Trata-se de uma ocasião para relembrar o sofrimento e injustiça sofridos pelas portuguesas e portugueses ciganos nesses cinco séculos, mas também para celebrar mais de meio milénio de vida cigana portuguesa e o respetivo contributo para a cultura e identidade nacionais", disse ainda o Presidente na referida mensagem.
Marcelo concluiu a mensagem dizendo que "o Dia Nacional do Cigano é também, e nesta medida, um dia de alerta e consciencialização para um Portugal diverso, mais justo e socialmente ainda mais inclusivo".
Um relatório da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia disse em outubro do ano passado que a taxa de risco de pobreza na comunidade cigana em Portugal atingiu 96 por cento o ano passado, enquanto a da população em geral era de 16 por cento.
Mais de 60 por cento dos ciganos em Portugal declararam em 2021 terem sentido discriminação no último ano, a percentagem mais alta dos 12 países participantes num estudo da Agência europeia dos Direitos Fundamentais, cujos resultados foram divulgados esta terça-feira.
O inquérito envolveu dez países da União Europeia (Bulgária, Croácia, Eslováquia, Espanha, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, República Checa e Roménia) e dois que ainda não integram o bloco europeu (Macedónia do Norte e Sérvia), comparando a situação dos ciganos no ano passado face à de 2016 (quando a sondagem não incluiu a Itália).
Em Portugal, 62 por cento dos inquiridos disseram em 2021 que se sentiram alvo de discriminação (em 2016 a percentagem foi de 47 por cento). Os outros países que também tiveram resultados altos foram a Grécia e a República Checa, com 53 e 48 por cento respetivamente, sendo a média dos países da União Europeia (UE) 25 por cento (26 em 2016).
O relatório da Agência dos Direitos Fundamentais (FRA na sigla em inglês) da UE indica ainda que 28 por cento dos inquiridos em 2021 em Portugal tinham sido alvo no último ano de pelo menos uma forma de assédio (comentários ofensivos ou ameaçadores, ameaça de violência, gestos ofensivos, envio de mensagens ou correio eletrónico ofensivo ou ameaçador e publicações na Internet de comentários ofensivos).
Marcelo assinala hoje Dia Nacional do Cigano e recebe associações na próxima semana
O Presidente da República assinalou neste domingo o Dia Nacional do Cigano e anunciou que receberá na próxima semana associações ciganas que preparam a evocação da história com cinco séculos de perseguição a esta comunidade.
Através de uma numa nota publicada na página da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa "associa-se à comunidade cigana portuguesa que, neste Dia Nacional do Cigano, celebra as suas seculares tradições".
"Por esse dever de memória, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa saúda a mobilização conjunta das associações ciganas e de elementos da sociedade civil, que irá receber na próxima semana, com vista à evocação, no biénio 2025-2026, do quinto centenário da perseguição aos portugueses ciganos", lê-se na mesma nota.
Segundo o chefe de Estado, "trata-se de uma ocasião para relembrar o sofrimento e injustiça sofridos pelas portuguesas e portugueses ciganos nesses cinco séculos, mas também para celebrar mais de meio milénio de vida cigana portuguesa e o respectivo contributo para a cultura e identidade nacionais".
"O Dia Nacional do Cigano é também, e nesta medida, um dia de alerta e consciencialização para um Portugal diverso, mais justo e socialmente ainda mais inclusivo", afirma o Presidente da República.
Portugueses ciganos: como se forjou uma cultura de resistência
A história dos portugueses ciganos em cinco andamentos. E algumas diligências para a tirar do esquecimento e a fazer chegar às escolas. Este é o segundo capítulo da série especial Portugueses ciganos – uma história com cinco séculos
[...]
Nesta série especial multimédia de cinco capítulos, começámos por procurar vestígios da longa viagem feita por estes povos, desde a Índia até Portugal. Revisitámos a sucessão de leis repressivas de que os ciganos foram alvo em território nacional e damos conta de um esforço novo para resgatar esse e outros aspectos da sua história. Procurámos perceber o que mudou desde o 25 de Abril de 1974. Ouvimos contar o quanto custa sair da margem, ultrapassar a ciganofobia e conquistar um emprego. E verificámos que ainda há quem seja forçado a levar uma vida nómada
5.7.22
BE pede políticas públicas contra "exclusão social" de ciganos
Ema Gil Pires, in Notícias ao Minuto
Posição defendida no âmbito do Dia Nacional do Cigano, que se assinala esta sexta-feira.No âmbito do Dia Nacional do Cigano, que se comemora esta sexta-feira, dia 24 de junho, o Bloco de Esquerda (BE) recorreu à rede social Twitter para reafirmar o seu "compromisso com a luta contra a ciganofobia e todas as formas de racismo".
Numa série de tweets na referida rede social, o partido liderado por Catarina Martins destacou que o "Comité Europeu de Direitos Sociais do Conselho da Europa concluiu que Portugal continua a falhar nas políticas de integração e de não discriminação das pessoas ciganas".
Na sequência disso mesmo, o Bloco de Esquerda defendeu assim que o "Estado português tem de implementar políticas públicas que suprimam séculos de discriminação e de exclusão social e que garantam que a igualdade na lei se traduz na sociedade".
A posição deste partido surge já depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, terem assinalado a mesma data.
Numa nota publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado destacou a necessidade de "aumentar" a "representatividade e integração" das comunidades ciganas, que contam já com uma "presença secular" em Portugal - um país que deseja que seja "diverso, mais justo e socialmente ainda mais inclusivo".
Por sua vez, Augusto Santos Silva, numa publicação feita no Twitter, apontou que a "diversidade é um ingrediente da nossa identidade nacional" e que "os portugueses são iguais em direitos e formam uma única comunidade, quaisquer que sejam as suas origens e tradições".
O Dia Nacional do Cigano celebra-se, anualmente, no dia 24 de junho, com o intuito de celebrar as tradições ciganas.
26.6.20
Grande Reportagem Antena 1: "Este país ainda não é para ciganos"
No Dia Nacional do Povo Cigano, a Antena1 foi conhecer a realidade da comunidade cigana de Vila d'Este, uma urbanização com mais de 15 mil habitantes em Gaia. O processo de integração foi lento, mais de duas décadas, mas hoje é um caso de sucesso. São considerados "bons vizinhos". Mas é uma gota num oceano de discriminação, um pouco por todo o país. "Este país ainda não é para ciganos" é uma grande reportagem de Isabel Cunha, com sonorização de João Barros e Rui Fonseca.
27.6.16
Assinala-se hoje o Dia Nacional do Cigano
O Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), da Cáritas Diocesana na Guarda, o Projeto “tu decides+…” do NDS da Guarda e o Núcleo Distrital da Guarda da EAPN Portugal vão promover o Dia Nacional do Cigano, que se comemora a 24 de junho. Aproveitando a feira de são joão que decorre na Guarda, os promotores da iniciativa vão estar presentes ao longo do dia no Jardim frente à PSP, com uma exposição que pretende retratar a comemoração do Dia Nacional do Cigano como referiu à Rádio F, Elisabete Pires do projeto “tu decides+…” do NDS.
Um dos principais objetivos desta iniciativa passa por desmistificar o estereótipo da comunidade de etnia cigana como salientou, Elisabete Pires. O CLAIM, O NDS e EAPN vão estar na Feira de São João hoje na Guarda, para assinalar o dia Nacional do Cigano.

