Rosa Soares, in Público on-line
Montante contratado caiu 93 milhões de euros para 1399 milhões de euros na habitação, mas subiu 14 milhões de euros no crédito para outros fins.
O montante de crédito à habitação contratado em Junho caiu ligeiramente, mas a taxa de juro média subiu de forma expressiva, para máximos desde 2018. De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP), a taxa média subiu para 1,47% em Junho, acima dos 1,28% de Maio, e bem mais alta que os 0,81% fixados em Janeiro do corrente ano.
No total, os bancos concederam 2097 milhões de euros em novos empréstimos a particulares, menos 105 milhões face a mês anterior.
Para compra de habitação foram emprestados 1399 milhões de euros, menos 93 milhões que em Maio, um mês particularmente activo neste segmento, mas mais que os 1297 milhões de euros que no mesmo período do ano passado.
Nos outros créditos aos particulares verificou-se um comportamento misto, com o destinado ao consumo, como o crédito automóvel, a cair 27 milhões de euros, para 484 milhões de euros, e o crédito para outros fins a subir 14 milhões de euros, para 213 milhões.
Ao contrário do crédito à habitação, nos empréstimos ao consumo a taxa de juro média baixou ligeiramente, passando de 7,86% em Maio para 7,78% em Junho.
A subida da taxa média no crédito à habitação é explicada pela evolução das taxas Euribor, presentes na maioria dos novos empréstimos, que têm vindo a acumular valor praticamente desde o início do ano e já estão todas em terreno positivo.
A Euribor a 12 meses, que é praticamente o único prazo utilizado nos novos empréstimos para compra de casa, por ser a de valor mais elevado, fixou-se esta terça-feira em 0,926%, abaixo do máximo de 1,2%, registado em 22 de Julho. A de seis meses, ficou em 0,652%, e a de três meses a 0,260%.
As taxas Euribor, fixadas a partir das condições dos empréstimos que um conjunto alargado de bancos está disponível para realizar entre si, tem vindo a antecipar a alteração da política monetária do Banco Central Europeu (BCE). E confirmando ou mesmo superando as expectativas do mercado, o banco central aumentou as taxas directoras em Julho, em 0,5 pontos percentuais.
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27.10.20
Banco de Portugal. Empréstimos para consumo estão a cair e depósitos das famílias estão em alta
Margarida Cardoso, in Expresso
E empréstimos a particulares para habitação aumentaram em setembro
Mais depósitos, menos consumo. Na nota de Informação Estatística - Empréstimos e depósitos bancários - setembro de 2020, o Banco de Portugal (BdP) indica que os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 158,1 mil milhões de euros no final de setembro, com a taxa de variação anual (tva) nos 7%, 0,2 pontos percentuais acima do mês anterior.
O BdP indica também que a tva dos empréstimos para consumo ficou nos 2,7%, 0,9 pontos percentuais abaixo do mês anterior.
Já a taxa tva dos empréstimos a particulares para habitação foi de 2%, o que representa uma subida de 0,2 pontos percentuais face a agosto, diz o Banco de Portugal esta terça-feira.
Relativamente aos empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras, apresentaram uma tva de 8,4%, 0,6 pp acima de agosto, com destaque para "a evolução dos empréstimos às micro e às pequenas empresas, cujas ttva aumentaram 0,7 pp e 1,3 pp., para 15,5% e 11,8% respetivamente", diz o BdP.
E empréstimos a particulares para habitação aumentaram em setembro
Mais depósitos, menos consumo. Na nota de Informação Estatística - Empréstimos e depósitos bancários - setembro de 2020, o Banco de Portugal (BdP) indica que os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 158,1 mil milhões de euros no final de setembro, com a taxa de variação anual (tva) nos 7%, 0,2 pontos percentuais acima do mês anterior.
O BdP indica também que a tva dos empréstimos para consumo ficou nos 2,7%, 0,9 pontos percentuais abaixo do mês anterior.
Já a taxa tva dos empréstimos a particulares para habitação foi de 2%, o que representa uma subida de 0,2 pontos percentuais face a agosto, diz o Banco de Portugal esta terça-feira.
Relativamente aos empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras, apresentaram uma tva de 8,4%, 0,6 pp acima de agosto, com destaque para "a evolução dos empréstimos às micro e às pequenas empresas, cujas ttva aumentaram 0,7 pp e 1,3 pp., para 15,5% e 11,8% respetivamente", diz o BdP.
8.7.15
Malparado das famílias e das empresas volta a subir
in Jornal de Notícias
O crédito malparado das famílias e das empresas voltou a subir em maio, totalizando os 18850 milhões de euros e representando cerca de 9% do total dos empréstimos concedidos.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), o crédito malparado das famílias subiu em maio para os 5440 milhões de euros e o das empresas aumentou para os 13410 milhões de euros, representando 9,08% dos 207410 milhões de euros emprestados nestes dois setores.
No que diz respeito às famílias, dos 122176 milhões de euros emprestados, 5440 milhões eram considerados créditos vencidos, representando 4,45% do total.
Este é um novo máximo do crédito malparado nas famílias em percentagem do total, depois de em abril ter atingido os 5435 milhões de euros, o que representava 4,44% do total de 122298 milhões concedidos pela banca a particulares.
O crédito de cobrança duvidosa na habitação, em percentagem do total do crédito concedido para este fim, também subiu de 2,52% em abril para 2,53% em maio, atingindo os 2.540 milhões de euros.
Por outro lado, os dados do BdP mostram que o malparado desceu no crédito ao consumo (em percentagem do total emprestado), de 10,89% em abril para 10,79% em maio, representando 1311 milhões de euros do total de 12146 milhões concedidos.
Já quanto ao crédito a particulares para outros fins, os números do regulador dão conta de uma ligeira subida do crédito de cobrança duvidosa, de 16,22% em abril para 16,25% em maio, totalizando 1589 milhões de euros dos 9778 milhões concedidos.
No caso das empresas, o crédito malparado também aumentou para 15,73% em maio (13410 milhões de euros), quando em abril representava 15,55% (13262 milhões de euros) do total dos empréstimos concedidos a empresas.
Desde fevereiro do ano passado que o crédito malparado para as empresas ultrapassou os 10% do total concedido e durante um ano alcançou novos máximos, ultrapassando em fevereiro os 15% do total de créditos concedidos.
No caso das empresas de construção, o crédito malparado ultrapassou em maio os 31,4% dos empréstimos concedidos pela banca, atingindo os 4632 milhões de euros (do total de 14753 milhões). No mês anterior, o malparado das empresas de construção representava 30,7% do total: 4541 milhões de euros do total de 14765 milhões de euros concedidos.
O crédito malparado das famílias e das empresas voltou a subir em maio, totalizando os 18850 milhões de euros e representando cerca de 9% do total dos empréstimos concedidos.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), o crédito malparado das famílias subiu em maio para os 5440 milhões de euros e o das empresas aumentou para os 13410 milhões de euros, representando 9,08% dos 207410 milhões de euros emprestados nestes dois setores.
No que diz respeito às famílias, dos 122176 milhões de euros emprestados, 5440 milhões eram considerados créditos vencidos, representando 4,45% do total.
Este é um novo máximo do crédito malparado nas famílias em percentagem do total, depois de em abril ter atingido os 5435 milhões de euros, o que representava 4,44% do total de 122298 milhões concedidos pela banca a particulares.
O crédito de cobrança duvidosa na habitação, em percentagem do total do crédito concedido para este fim, também subiu de 2,52% em abril para 2,53% em maio, atingindo os 2.540 milhões de euros.
Por outro lado, os dados do BdP mostram que o malparado desceu no crédito ao consumo (em percentagem do total emprestado), de 10,89% em abril para 10,79% em maio, representando 1311 milhões de euros do total de 12146 milhões concedidos.
Já quanto ao crédito a particulares para outros fins, os números do regulador dão conta de uma ligeira subida do crédito de cobrança duvidosa, de 16,22% em abril para 16,25% em maio, totalizando 1589 milhões de euros dos 9778 milhões concedidos.
No caso das empresas, o crédito malparado também aumentou para 15,73% em maio (13410 milhões de euros), quando em abril representava 15,55% (13262 milhões de euros) do total dos empréstimos concedidos a empresas.
Desde fevereiro do ano passado que o crédito malparado para as empresas ultrapassou os 10% do total concedido e durante um ano alcançou novos máximos, ultrapassando em fevereiro os 15% do total de créditos concedidos.
No caso das empresas de construção, o crédito malparado ultrapassou em maio os 31,4% dos empréstimos concedidos pela banca, atingindo os 4632 milhões de euros (do total de 14753 milhões). No mês anterior, o malparado das empresas de construção representava 30,7% do total: 4541 milhões de euros do total de 14765 milhões de euros concedidos.
13.10.14
Acesso facilitado ao crédito vai criar uma crise financeira nos países pobres
in Observador
Um relatório alerta que, em 43 países pobres, metade dos empréstimos provêm de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O valor total do empréstimo deste grupo a países pobres aumentou 60% entre 2009 e 2013
Os empréstimos a algumas das nações mais pobres do mundo vão deixá-las presas a pagamentos de dívidas na próxima década, devido ao acesso crédito facilitado e à ausência de preocupações com os modelos de pagamento, denuncia um relatório da associação britânica Jubilee Debt a que o jornal Guardian teve acesso.
Os promotores da campanha anti-pobreza acusam o Banco Mundial de “conduzir um ‘boom’ dos empréstimos” a países pobres sem se preocupar de verificar como estes vão pagar a dívida, ou se vão ter de desviar recursos que são usados para combater a pobreza. O relatório alerta que em 43 países pobres, metade dos empréstimos provêm de instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Fundo para Desenvolvimento Africano.
“Existe um risco real que o boom de empréstimos esteja a semear uma nova crise económica nos países em desenvolvimento, o que ameaça os recentes avanços alcançados na luta contra a pobreza e desigualdade”, disse Sarah-Jayne Clifton, a promotora da campanha, em declarações ao Guardian. O valor total do empréstimo deste grupo a países pobres aumentou 60% entre 2009 e 2013 – de 11.4 mil milhões de dólares para 18.5 mil milhões de dólares.
Um relatório alerta que, em 43 países pobres, metade dos empréstimos provêm de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O valor total do empréstimo deste grupo a países pobres aumentou 60% entre 2009 e 2013
Os empréstimos a algumas das nações mais pobres do mundo vão deixá-las presas a pagamentos de dívidas na próxima década, devido ao acesso crédito facilitado e à ausência de preocupações com os modelos de pagamento, denuncia um relatório da associação britânica Jubilee Debt a que o jornal Guardian teve acesso.
Os promotores da campanha anti-pobreza acusam o Banco Mundial de “conduzir um ‘boom’ dos empréstimos” a países pobres sem se preocupar de verificar como estes vão pagar a dívida, ou se vão ter de desviar recursos que são usados para combater a pobreza. O relatório alerta que em 43 países pobres, metade dos empréstimos provêm de instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e o Fundo para Desenvolvimento Africano.
“Existe um risco real que o boom de empréstimos esteja a semear uma nova crise económica nos países em desenvolvimento, o que ameaça os recentes avanços alcançados na luta contra a pobreza e desigualdade”, disse Sarah-Jayne Clifton, a promotora da campanha, em declarações ao Guardian. O valor total do empréstimo deste grupo a países pobres aumentou 60% entre 2009 e 2013 – de 11.4 mil milhões de dólares para 18.5 mil milhões de dólares.
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