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3.5.23

INATEL mete 200 idosos do Norte a fazer exercício

Mónica Ferreira, in JN

Liga Boccia vai juntar 36 equipas de 12 municípios do Norte em várias provas.


A Fundação INATEL está a organizar uma Liga Boccia Sénior, que vai envolver cerca de 200 seniores do Norte do País. O projeto, direcionado ao público que valoriza o envelhecimento ativo, convívio e promoção da modalidade, vai ser apresentado amanhã, quinta-feira, no Hotel INATEL em Entre-os-Rios, Penafiel.

Lançada em 2018, com a participação de seis municípios e depois de dois anos de paragem devido à pandemia, a Liga Boccia Sénior INATEL cresceu nesta edição de 2023 e vai contar com a participação de 36 equipas, oriundas de 12 municípios do norte do país, com três equipas em representação de cada um dos concelhos (Matosinhos, Baião, Santo Tirso, Paredes, Castelo de Paiva, Cinfães, Penafiel, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Marco de Canaveses, Lousada e Felgueiras).

Os 200 seniores vão disputar cinco provas, sendo a primeira já no próximo dia 17, em Penafiel. A 30 de junho, a competição acontece em Castelo de Paiva, a 6 de setembro, em Baião, e a 11 de outubro, em Gaia. A última prova vai ser disputada no concelho de Paredes, no dia 29 de novembro.

A Fundação INATEL conta com o apoio dos municípios envolvidos.

21.2.17

INATEL desafia desempregados a criar negócio ruinoso e recusa-se a pagar indemnização

João Ricardo de Vasconcelos, António Antunes, Pedro Ribeiro, Carlos Felgueiras, Ruben Sousa, Rafael Pina, in RTP

É um projeto ruinoso feito com a chancela de uma fundação que recebe 11 milhões de euros da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia todos os anos. Trata-se da Fundação Inatel e do projeto Franchising Social.

Esta iniciativa desafiou desempregados e jovens à procura do primeiro emprego a criar um negócio de parceria com a Inatel. O projeto incluía cantinas, comida para fora e agências de viagens.

Mas de todos os estabelecimentos restam apenas três abertos. Os restantes não abriram ou já declararam insolvência.

A Inatel desativou o projeto mas recusa-se a pagar os prejuízos daqueles que investiram as poupanças de uma vida no sonho crédulo de que estavam a comprar uma senha para abandonar o desemprego e serem empresários por conta própria.


[aceda aqui à reportagem na íntegra]

7.12.15

Reformados idosos fecham-se mais em casa

In "Jornal de Notícias"

Os reformados idosos de hoje fecham-se mais em casa, veem mais televisão e as diferenças de comportamento e ocupação de tempos livres são cada vez mais semelhantes entre quem vive na cidade ou no campo, revela um estudo.

Realizado pela socióloga Maria João Valente Rosa, a pedido da Fundação Inatel, o estudo "Os reformados e os tempos livres" tem por base dois inquéritos realizados à população reformada (um no final de 2014 e outro em 1998) sobre atividades de lazer.

Segundo a socióloga, o inquérito, representativo da população idosa reformada do Continente, visou conhecer as atividades de lazer dos reformados e perceber os sinais de mudança dos seus comportamentos em 16 anos.

Em declarações à agência Lusa, Maria João Valente Rosa destacou algumas conclusões do estudo sobre os idosos de hoje: "Fecham-se mais em casa do que no passado", as atividades de lazer relacionais são menos diversificadas e a televisão ganhou um "protagonismo especial".

Em 2014, apenas 10% declararam ocupar os tempos livre em atividades de lazer fora de casa, contra 17% em 1998.

Por outro lado, aumentou de 53% em 1998 para 64% em 2014 a percentagem de pessoas que declararam passar o tempo de lazer exclusivamente em casa, refere o estudo, publicado em livro, que é lançado na quarta-feira em Lisboa.

"À semelhança do que já acontecia em 1998, as mulheres continuam claramente a dominar esse privilégio do espaço doméstico", adianta.

Contudo, excetuando as atividades religiosas em que as mulheres continuam muito mais participantes, as diferenças entre sexos tendem a esbater-se em relação ao passado

O estudo aponta que a televisão é a atividade de lazer dominante (90%), com os reformados a dedicarem-lhe em média 21 horas por semana em 2014, contra 16 em 1998.

Há atividades que diminuíram de "forma significativa", como frequentar jardins públicos, sociedades recreativas, ir ao café, viajar, ver desporto ao vivo, ir a mercados ou centros comerciais, jogar às cartas, ouvir rádio, ir a bailes ou visitar museus e exposições.

Entre as atividades que aumentaram, embora pouco, encontram-se ler jornais ou revistas e ler livros, o que pode ligar-se ao aumento da escolaridade dos idosos.

O estudo aponta, por outro lado, que "viver em meio urbano ou rural faz cada vez menos diferença em relação aos comportamentos e às opções de tempos de livres".

"O que marca cada vez mais a diferença é a posição socioeconómica, em especial a instrução das pessoas. É aqui que as diferenças se podem jogar em termos de opções", disse Maria João Valente Rosa.

Para a socióloga, "as conclusões são surpreendentes", abrem pistas em relação ao futuro e apontam que a "era de reformados tecnológicos, audiovisuais e curiosos pelo saber está em curso".

"A casa abriu as portas em relação ao mundo e aos outros e o isolamento e a solidão são cada vez menos sinónimos. E por isso é necessário lidar com estes conceitos de forma diferente com que lidávamos nos anos passados", sublinhou.

Hoje os idosos estão mais próximos das novas tecnologias: em 2002, apenas 3% utilizavam o computador, hoje são 23%.

"As pessoas podem estar isoladas, mas não estar sós". Através da televisão, da internet ou do telemóvel pode estar em contacto com os outros e "chegar a mundos que outrora não conseguiam chegar".

"O que importa e que vai fazendo cada vez mais a diferença é a questão do acesso à informação e a questão do conhecimento. São estes dois pilares que vão estruturar as grandes opções no futuro", defendeu a socióloga.

Para o presidente da Fundação Inatel, Fernando Ribeiro Mendes, o estudo mostra que existe "um défice de ofertas de lazer mais ativas e de convívio por parte de todas as entidades, setor público e setor privado, para combater a solidão e a exclusão" de alguns idosos.

15.5.13

Fundação Inatel apresenta projeto gerador de emprego

in Jornal de Notícias

A Fundação Inatel apresentou, esta terça-feira, em Lisboa, o projeto de "Franchising social/Kit gerador de emprego", uma iniciativa que visa integrar desempregados no mercado de trabalho e disponibilizar produtos a preços controlados.

Destinado a desempregados ou a quem procura o primeiro emprego, esta iniciativa da Fundação Inatel irá desenvolver-se em duas áreas de negócio: restauração e turismo/viagens.

Na área da restauração, recorde-se que a Fundação Inatel dispõe de 17 unidades hoteleiras, quase todas com restaurante, distribuídas praticamente por todas as regiões do país.

Em comunicado a fundação avança que perspetiva lançar restaurantes em "franchising` com a marca Fundação Inatel.

A Fundação disponibilizará ainda ajudas logísticas aos desempregados que forem selecionados para aderirem a este projeto, nomeadamente estabelecendo parcerias com outras entidades estatais criando condições para a criação de emprego próprio.

O projeto desenvolver-se-á ou em espaços da fundação ou em espaços externos, em Lisboa e no Porto, que farão parte do projeto-piloto e que a fundação pretende expandir ao resto do país em 2014, acrescenta o documento.

Na área das viagens, a Fundação vai viabilizar a criação de um projeto de agências de viagens, denominadas "Inatel Viagens", em que os aderentes terão que comercializar produtos da fundação mas não de forma exclusiva.

Para desenvolver o "Franchising social", foram assinados protocolos de colaboração com o Instituto do Emprego e da Formação Profissional, a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Banco Espírito Santo, o Montepio Geral e a Sociedade Histórica da Independência de Portugal.