por Duarte Baltazar - Antena 1, in RTP
Conta com 100 anos, dirige um jornal regional no Algarve e diz que à reforma é algo que não lhe passa pela cabeça. Albertina Madeira afirma ter gosto por coisas boas na terra onde vive e o jornal Ecos da Serra é a forma de fazer chegar aos quatros cantos do mundo as notícias da serra algarvia.
Apesar de a senhora Albertina um século de vida, ainda trabalha por convicção.
A directora do Ecos da Serra recorda com saudade, ao jornalista da antena 1 Duarte Baltazar, como nasceu este jornal e revela que ainda hoje corrige os erros antes da publicação sair para os leitores.
Um tema que vai merecer desenvolvimento mais logo, na emissão da A1, depois das notícias da uma da tarde, no programa Portugal em Directo.
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7.9.23
Programas municipais de incentivo ao envelhecimento ativo apresentados no simpósio da OMS
in Porto.
No âmbito do II Simpósio da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decorre até hoje, no Porto, e subordinado ao tema "O futuro dos Sistemas Digitais de Saúde na Europa", as questões e soluções tecnológicas favoráveis aos idosos estiveram, esta terça-feira, em debate, contando com a presença do vereador da Coesão Social.
Fernando Paulo começou por recordar que o Município do Porto aderiu à Rede Mundial das Cidades Amigas das Pessoas Idosas em 2010, fazendo parte da lista das 1400 cidades que integram este organismo, que tem como objetivo responder ao rápido envelhecimento das populações e incentivar todas as cidades do mundo a desenvolverem ambientes promotores de um envelhecimento ativo e positivo para todas as pessoas.
"O atual Executivo, consciente desta realidade, desenvolve dois programas de base tecnológica – "Estamos Juntos" e "Contas à Vida", revelou o vereador, para quem "a questão do bem-estar e a qualidade de vida das pessoas seniores residentes no Porto, reflete-se de forma clara no Plano de Ação Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas 2023-2025, que se encontra na sua fase final de elaboração".
Este documento reúne "as respostas que a cidade dispõe para enfrentar, de forma holística, este fenómeno do envelhecimento demográfico, nomeadamente integrando novas soluções tecnológicas e capacitação digital desta população mais idosa, para se confrontarem de forma eficiente com uma sociedade também ela cada vez mais digital, vivendo assim de forma mais inclusiva, numa cidade que se pretende inclusiva para todas as idades", concluiu Fernando Paulo.
O Programa Estamos Juntos constitui uma resposta de teleassistência, dirigida à população sénior, para combater a solidão indesejada e o isolamento e promover o bem-estar destes cidadãos, já que assegura o sentimento de segurança, inclusão social e relações afetivas, prolongando, assim, a estadia dos idosos nos seus domicílios e evitando a institucionalização involuntária.
Mais de 200 munícipes já beneficiam desta solução tecnológica, que conta também com uma componente humana, que se apresenta como eficaz na reposta ao isolamento social e, pelo seu apoio emocional, constitui um fator protetor ao sentimento de solidão indesejada.
Já o "Contas à Vida" tem como principal objetivo a promoção da literacia financeira, através de oficinas, permitindo uma maior confiança na tomada de decisões financeiras. Este programa pretende responder à necessidade de promover os níveis de literacia financeira da população mais velha, através de estratégias pedagógicas que desenvolvam a inclusão financeira e digital, capacitando-os para o acesso às tecnologias digitais.
No âmbito do II Simpósio da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decorre até hoje, no Porto, e subordinado ao tema "O futuro dos Sistemas Digitais de Saúde na Europa", as questões e soluções tecnológicas favoráveis aos idosos estiveram, esta terça-feira, em debate, contando com a presença do vereador da Coesão Social.
Fernando Paulo começou por recordar que o Município do Porto aderiu à Rede Mundial das Cidades Amigas das Pessoas Idosas em 2010, fazendo parte da lista das 1400 cidades que integram este organismo, que tem como objetivo responder ao rápido envelhecimento das populações e incentivar todas as cidades do mundo a desenvolverem ambientes promotores de um envelhecimento ativo e positivo para todas as pessoas.
"O atual Executivo, consciente desta realidade, desenvolve dois programas de base tecnológica – "Estamos Juntos" e "Contas à Vida", revelou o vereador, para quem "a questão do bem-estar e a qualidade de vida das pessoas seniores residentes no Porto, reflete-se de forma clara no Plano de Ação Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas 2023-2025, que se encontra na sua fase final de elaboração".
Este documento reúne "as respostas que a cidade dispõe para enfrentar, de forma holística, este fenómeno do envelhecimento demográfico, nomeadamente integrando novas soluções tecnológicas e capacitação digital desta população mais idosa, para se confrontarem de forma eficiente com uma sociedade também ela cada vez mais digital, vivendo assim de forma mais inclusiva, numa cidade que se pretende inclusiva para todas as idades", concluiu Fernando Paulo.
O Programa Estamos Juntos constitui uma resposta de teleassistência, dirigida à população sénior, para combater a solidão indesejada e o isolamento e promover o bem-estar destes cidadãos, já que assegura o sentimento de segurança, inclusão social e relações afetivas, prolongando, assim, a estadia dos idosos nos seus domicílios e evitando a institucionalização involuntária.
Mais de 200 munícipes já beneficiam desta solução tecnológica, que conta também com uma componente humana, que se apresenta como eficaz na reposta ao isolamento social e, pelo seu apoio emocional, constitui um fator protetor ao sentimento de solidão indesejada.
Já o "Contas à Vida" tem como principal objetivo a promoção da literacia financeira, através de oficinas, permitindo uma maior confiança na tomada de decisões financeiras. Este programa pretende responder à necessidade de promover os níveis de literacia financeira da população mais velha, através de estratégias pedagógicas que desenvolvam a inclusão financeira e digital, capacitando-os para o acesso às tecnologias digitais.
31.8.23
Luísa Lopes: “Falamos das quotas de género; e as quotas de idade?”
Teresa Firmino, in Público online
É neurocientista no Instituto de Medicina Molecular de Lisboa. A neurobiologia do envelhecimento é a área que Luísa Lopes investiga há mais de 20 anos. O café tem sido um dos alvos dos seus estudos.
Sabia que há cinco sítios bem identificados em todo o mundo, em continentes diferentes, onde as pessoas vivem saudáveis mais de 100 anos? Sabia que a solidão faz mal à saúde, em particular à saúde do cérebro? E que a cafeína protege do declínio cognitivo? Não, este não é apenas mais um estudo de nutrição pouco fundamentado: as provas do efeito benéfico da cafeína acumulam-se. Disto tudo e ainda do que cada um de nós pode fazer em prol da saúde, do idadismo (a discriminação pela idade), de quotas para quem é mais velho e até da região de Portugal que mais gosta nos fala Luísa Lopes, neurocientista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa. “Não temos grande respeito pela idade no nosso país”, lamenta a cientista nascida há 48 anos no Bombarral.
[artigo disponível só para assinantes]
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10.8.23
Tem 92 anos e é o mais antigo vendedor da Feira dos 7 e 23
Patricia Cruz Almeida, in Diário As Beiras
Manuel Cruz já perdeu a conta aos anos que vende na Feira dos 7 e 23. E (também) por isso, há clientes que passam pela sua banca só para lhe oferecerem um “bom dia”. Ele retribui sempre com graça e com o olhar desconcertado de menino.
Natural de Oliveira do Hospital e a residir em Lordemão, dedicou parte dos seus 92 anos de vida a vender e a comprar gado em várias feiras do país. Agora que a agilidade e a resistência foram cedendo ao peso dos anos, Manuel Cruz vende fruta e legumes para se entreter.
“Não gosto de estar a dormir. Enquanto Deus me der “genica”, vou continuar a vir à feira”, promete, divertido, enquanto descansa num banco de madeira.
Notícia completa nas edições impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS assinaturas@asbeiras.pt
Manuel Cruz já perdeu a conta aos anos que vende na Feira dos 7 e 23. E (também) por isso, há clientes que passam pela sua banca só para lhe oferecerem um “bom dia”. Ele retribui sempre com graça e com o olhar desconcertado de menino.
Natural de Oliveira do Hospital e a residir em Lordemão, dedicou parte dos seus 92 anos de vida a vender e a comprar gado em várias feiras do país. Agora que a agilidade e a resistência foram cedendo ao peso dos anos, Manuel Cruz vende fruta e legumes para se entreter.
“Não gosto de estar a dormir. Enquanto Deus me der “genica”, vou continuar a vir à feira”, promete, divertido, enquanto descansa num banco de madeira.
Notícia completa nas edições impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS assinaturas@asbeiras.pt
3.8.23
Universidade de Coimbra ganha 5 milhões para soluções de envelhecimento ativo
Por Notícias de Coimbra
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra criou um conjunto de soluções tecnológicas para o envelhecimento ativo no âmbito de um projeto contemplado com um financiamento europeu de cinco milhões de euros (ME), foi hoje anunciado.
Em comunicado, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) informa que se trata de “soluções tecnológicas inovadoras”, desenvolvidas no contexto de um trabalho multidisciplinar, para “um envelhecimento da população mais ativo, seguro e saudável”.
Financiado pelo programa Compete 2020, o projeto teve a coordenação científica de Paulo Menezes, professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica (DEEC) e investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), ambos da FCTUC.
Ao abrigo do projeto “Activas – Ambientes Construídos para uma Vida Ativa, Segura e Saudável”, liderado pela empresa Kentra Technologies, a equipa “desenvolveu um conjunto de capacidades de interação inteligente para robôs móveis sociais e um conjunto de jogos sérios guiados por agentes artificias [avatares] que, visando essencialmente a promoção da prática de exercício físico, se destinam não só a idosos, mas também a crianças, em particular com perturbações do espetro do autismo”, segundo a faculdade.
Citado na nota, Paulo Menezes afirma que um dos trabalhos realizados “teve como objetivo perceber até que ponto (…) conseguimos estimular a atenção e o foco através do movimento”.
“Assim, criámos uma experiência sensorial, com sons e imagens, na qual se procurou atrair a atenção da pessoa para certas coisas que estavam a aparecer no ecrã e espontaneamente associar-lhe sons”, adianta, explicando que “este ‘setup’ interativo é composto por uma câmara com um sensor incorporado que permite explorar a captura do movimento, analisar a pessoa e a sua postura, para com isso reproduzir diversos sons que a pessoa escolhe através dos movimentos”.
Este sistema, “além de suportar uma exploração criativa, (…) permite ainda, caso seja desejado, a análise posterior das associações estabelecidas”.
“Outra das ferramentas concebidas, também para idosos, consistiu em integrar de uma forma ecológica num sistema interativo dois tipos de testes [Rickly & Jones e SARC-F] destinados a avaliar a presença de sarcopenia, isto é, a perda de massa muscular, um problema muito prevalente no envelhecimento, que pode ser prevenido com a prática de exercício físico”, refere a FCTUC.
Estes testes mostram “o nível de funcionalidade da pessoa e, consoante esse nível, deverá fazer os exercícios de um dos conjuntos que desenvolvemos”, esclarece Paulo Menezes, acrescentando que “é possível perceber, através de um mecanismo de avaliação, se os exercícios estão a ser bem executados ou corrigi-los caso não estejam, mediante as indicações fornecidas durante o jogo”.
Foram ainda “criadas novas funcionalidades” para um robô móvel desenvolvido em projetos anteriores.
“Esta ferramenta é muito interessante num contexto do envelhecimento. Atualmente, temos a questão de não haver lares para todos e ainda o facto de muitas pessoas preferirem ficar nas suas casas”, observa.
O investigador salienta que o robô emite alertas “sempre que surjam sinais de perigo em casa, como uma queda ou uma fuga de gás”, entre outros.
“Temos vindo a fazer a adaptação dos comportamentos do robô às emoções da pessoa em tempo real, dentro daquilo que é possível inferir a partir das suas expressões faciais ou do tom de voz, usando redes neuronais profundas. Por exemplo, se a pessoa estiver mais triste, eventualmente, o robô vai deslocar-se mais devagar, mas se estiver mais alegre o robô pode ser mais efusivo”, sublinha o docente.
Os investigadores do DEEC entendem que o projeto permitirá “desenvolver um conjunto de serviços e mesmo criar oportunidades de negócio para diversas entidades prestarem serviços de assistência”.
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra criou um conjunto de soluções tecnológicas para o envelhecimento ativo no âmbito de um projeto contemplado com um financiamento europeu de cinco milhões de euros (ME), foi hoje anunciado.
Em comunicado, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) informa que se trata de “soluções tecnológicas inovadoras”, desenvolvidas no contexto de um trabalho multidisciplinar, para “um envelhecimento da população mais ativo, seguro e saudável”.
Financiado pelo programa Compete 2020, o projeto teve a coordenação científica de Paulo Menezes, professor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica (DEEC) e investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), ambos da FCTUC.
Ao abrigo do projeto “Activas – Ambientes Construídos para uma Vida Ativa, Segura e Saudável”, liderado pela empresa Kentra Technologies, a equipa “desenvolveu um conjunto de capacidades de interação inteligente para robôs móveis sociais e um conjunto de jogos sérios guiados por agentes artificias [avatares] que, visando essencialmente a promoção da prática de exercício físico, se destinam não só a idosos, mas também a crianças, em particular com perturbações do espetro do autismo”, segundo a faculdade.
Citado na nota, Paulo Menezes afirma que um dos trabalhos realizados “teve como objetivo perceber até que ponto (…) conseguimos estimular a atenção e o foco através do movimento”.
“Assim, criámos uma experiência sensorial, com sons e imagens, na qual se procurou atrair a atenção da pessoa para certas coisas que estavam a aparecer no ecrã e espontaneamente associar-lhe sons”, adianta, explicando que “este ‘setup’ interativo é composto por uma câmara com um sensor incorporado que permite explorar a captura do movimento, analisar a pessoa e a sua postura, para com isso reproduzir diversos sons que a pessoa escolhe através dos movimentos”.
Este sistema, “além de suportar uma exploração criativa, (…) permite ainda, caso seja desejado, a análise posterior das associações estabelecidas”.
“Outra das ferramentas concebidas, também para idosos, consistiu em integrar de uma forma ecológica num sistema interativo dois tipos de testes [Rickly & Jones e SARC-F] destinados a avaliar a presença de sarcopenia, isto é, a perda de massa muscular, um problema muito prevalente no envelhecimento, que pode ser prevenido com a prática de exercício físico”, refere a FCTUC.
Estes testes mostram “o nível de funcionalidade da pessoa e, consoante esse nível, deverá fazer os exercícios de um dos conjuntos que desenvolvemos”, esclarece Paulo Menezes, acrescentando que “é possível perceber, através de um mecanismo de avaliação, se os exercícios estão a ser bem executados ou corrigi-los caso não estejam, mediante as indicações fornecidas durante o jogo”.
Foram ainda “criadas novas funcionalidades” para um robô móvel desenvolvido em projetos anteriores.
“Esta ferramenta é muito interessante num contexto do envelhecimento. Atualmente, temos a questão de não haver lares para todos e ainda o facto de muitas pessoas preferirem ficar nas suas casas”, observa.
O investigador salienta que o robô emite alertas “sempre que surjam sinais de perigo em casa, como uma queda ou uma fuga de gás”, entre outros.
“Temos vindo a fazer a adaptação dos comportamentos do robô às emoções da pessoa em tempo real, dentro daquilo que é possível inferir a partir das suas expressões faciais ou do tom de voz, usando redes neuronais profundas. Por exemplo, se a pessoa estiver mais triste, eventualmente, o robô vai deslocar-se mais devagar, mas se estiver mais alegre o robô pode ser mais efusivo”, sublinha o docente.
Os investigadores do DEEC entendem que o projeto permitirá “desenvolver um conjunto de serviços e mesmo criar oportunidades de negócio para diversas entidades prestarem serviços de assistência”.
31.7.23
Projeto-piloto no Alentejo quer recuperar tradições para criar empregos
Agência Lusa, in Rádio Voz da Planície
Saberes ancestrais e tradicionais do Alentejo estão a ser recuperados e transmitidos, juntamente com práticas sustentáveis, às novas gerações e à população em risco de exclusão social com vista à criação de emprego, devido a um novo projeto.
Trata-se do projeto-piloto “Escola de anciãos”, que arrancou em Portel, promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) e pelo Círculo Primaveril - Associação para a Promoção da Economia Circular e da Ecoinovação.
“Os mais velhos são convidados a partilhar o seu saber com as gerações mais novas para que estas, dotadas desse conhecimento, o possam desenvolver, adaptar à realidade e criar o seu próprio emprego”, explica a ADRAL, num comunicado enviado à agência Lusa.
Para os promotores, o projeto, que inclui visitas, formações, eventos e oficinas práticas, entre outras iniciativas, é “uma ação inovadora” no Alentejo, pois alia o envelhecimento ativo com a sustentabilidade e a circularidade da economia.
A “Escola de anciãos” iniciou-se com a realização de uma oficina prática em Artes e Ofícios e já passou, também, pelo concelho de Cuba, na passada quarta-feira, 26.
Também já está agendada uma ação de sensibilização sobre práticas agrícolas sustentáveis para o dia 08 de setembro, na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo.
“Valorizar a sabedoria dos anciãos e recuperar cultura, saberes e tradições do Alentejo em prol da sustentabilidade é o mote do projeto, que vai permitir a criação de novas ideias de negócios”, adianta a ADRAL.
Os interessados em participar como empreendedor ou em ser mentor podem obter mais informações na página de Internet do projeto, em escoladeanciaos.pt.
A iniciativa, que conta com o apoio de várias entidades, é cofinanciada pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu, no âmbito do aviso “Projetos inovadores/experimentais na área social (DLBC)”.
Saberes ancestrais e tradicionais do Alentejo estão a ser recuperados e transmitidos, juntamente com práticas sustentáveis, às novas gerações e à população em risco de exclusão social com vista à criação de emprego, devido a um novo projeto.
Trata-se do projeto-piloto “Escola de anciãos”, que arrancou em Portel, promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo (ADRAL) e pelo Círculo Primaveril - Associação para a Promoção da Economia Circular e da Ecoinovação.
“Os mais velhos são convidados a partilhar o seu saber com as gerações mais novas para que estas, dotadas desse conhecimento, o possam desenvolver, adaptar à realidade e criar o seu próprio emprego”, explica a ADRAL, num comunicado enviado à agência Lusa.
Para os promotores, o projeto, que inclui visitas, formações, eventos e oficinas práticas, entre outras iniciativas, é “uma ação inovadora” no Alentejo, pois alia o envelhecimento ativo com a sustentabilidade e a circularidade da economia.
A “Escola de anciãos” iniciou-se com a realização de uma oficina prática em Artes e Ofícios e já passou, também, pelo concelho de Cuba, na passada quarta-feira, 26.
Também já está agendada uma ação de sensibilização sobre práticas agrícolas sustentáveis para o dia 08 de setembro, na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo.
“Valorizar a sabedoria dos anciãos e recuperar cultura, saberes e tradições do Alentejo em prol da sustentabilidade é o mote do projeto, que vai permitir a criação de novas ideias de negócios”, adianta a ADRAL.
Os interessados em participar como empreendedor ou em ser mentor podem obter mais informações na página de Internet do projeto, em escoladeanciaos.pt.
A iniciativa, que conta com o apoio de várias entidades, é cofinanciada pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu, no âmbito do aviso “Projetos inovadores/experimentais na área social (DLBC)”.
28.7.23
Nuno Couceiro da Costa, in Notícias de Aveiro
Quantos de nós já pensámos no que vai acontecer quando ficarmos gastos pelo tempo e tivermos necessidade de ir para um lar? Já fizeram esse exercício? Provavelmente até aos 20-30 anos, não pensamos muito nisso, mas à medida que começamos a trabalhar e a ter a noção do custo de vida, da nossa remuneração e a comparamos com preços praticados nos lares, damos por nós a fazer a pergunta, “como vai ser quando eu lá chegar?”
À medida que os anos passam, os portugueses têm vindo a aumentar a sua longevidade, graças à melhoria das condições de vida, de uma forma geral. Isto é factual e fruto de um maior desenvolvimento da sociedade, com progressos a nível da medicina, alimentação, condições de higiene e salubridade que fizeram com que, neste contexto, Portugal seja um dos países do mundo com motivos de contentamento.
Mas no que concerne ao progressivo envelhecimento populacional sabemos que também somos um dos piores exemplos do mundo, com um incremento da população idosa, inversamente proporcional à redução da taxa de natalidade, que nos empurra cada vez mais para o fim da fila a nível mundial. Desta forma, políticas centradas na saúde devem ser adaptadas à realidade, não só com medidas que melhorem e levem a um incremento da natalidade, com políticas fortes de apoio aos jovens que planeiam ser pais, mas não podemos esquecer o tratamento que deve ser dado aos nossos idosos.
Hoje em dia, quem tem muito dinheiro, ou contrata alguém, ao domicílio, para cuidar de si ou do seu familiar idoso dependente a necessitar de cuidados permanentes, ou o coloca num lar. O problema reside na grande maioria dos portugueses, que não têm, ou não vão ter, rendimentos suficientes para o poder fazer e no qual o lar se assume como a última, mas difícil, alternativa, quando nos deparamos com os custos envolvidos.
E se este já constitui um sério problema, que nos preocupa, quando refletimos sobre a fórmula mágica para o resolver, empurrando essa decisão para um futuro que achamos ser distante, outros mais se afloram, não menos importantes, como a DIGNIDADE.
Qual será a dignidade que iremos ter na nossa última etapa? Quantos de nós já visitaram familiares em lares, percebendo a forma infantilizada com que estes são tratados? Quantas vezes nos pomos a refletir sobre a pessoa que ali está, os gostos que ela tem, as atividades que prefere, os livros que aprecia ler, as pinturas que gostaria de continuar a fazer, os projetos que ainda idealiza…
Pensando um pouco sobre isto, todos sabemos que este tipo de instituições trabalha de uma determinada forma. Mas não por culpa dos profissionais que as constituem e desempenham as suas funções com zelo e esforço, tantas vezes em número insuficiente para fazerem mais por quem está à sua guarda.
Pelos motivos que referi, mas também por a formação da grande maioria dos funcionários de lares ser insuficiente para cuidar com o necessário humanismo, torna-se normal colocar todos os dias a Maria e o Manuel sentados numa cadeira de rodas a olhar a paisagem, quando gostavam de ver um filme. Ou o Joaquim e a Luísa, outrora pessoas com interesses comuns em jardinagem, mas a jogar o balão, que foi planeado para aquele dia, apenas porque sim!
Com isto, o que pretendo dizer é que existe uma forma de fazer mais e melhor pelos nossos idosos. A começar nas direções técnicas de lares que obrigatoriamente deveriam ter profissionais de enfermagem nas suas equipas, porque a sua formação nesta área já é elevada.
Dever-se-iam personalizar os cuidados prestados à pessoa que entra, atendendo aos seus gostos, especificidades, formação, vontade… Este caminho só é possível ser feito, existindo verdadeiras políticas integrativas da parte do Estado no apoio às famílias e/ou utentes carenciados, que pretendam aceder a um lar.
Devemos garantir a existência, nas instituições, de dotações adequadas de profissionais de saúde, com elevada formação técnica, científica, ética e humana, com todos os agentes de saúde envolvidos num processo de análise individual e dedicado ao utente.
Aqui chegados, considero que os enfermeiros devem ser uma classe incontornável no estabelecimento de planos adaptados e individualizados para que esta mudança, necessária e emergente, ocorra e nos permita sonhar com um fim de vida condigno, a fazer aquilo que mais gostamos.
* Mestre em enfermagem Médico-Cirúrgica. Artigo publicado originalmente no site Healtnews.pt.
20.7.23
A dança das marcas para os seniores
André Rito, in Expresso
Consumo: hoje com um mercado de 220 milhões de pessoas acima dos 50 anos na Europa, as marcas começam a ajustar estratégias de marketing e publicidade para este target. Só em 2020, a população com mais idade gastou €15 biliões em produtos ligados à saúde e bem-estar
Depois de uma longa carreira como bailarina, aos 70 anos Kimberley Ribeiro começou a fazer publicidade como modelo sénior. Já tinha feito trabalhos pontuais como modelo para algumas marcas, mas foi para as Águas Monchique que realizou uma das suas campanhas com maior visibilidade. A idade era precisamente o ponto que a marca queria destacar: uma garrafa de água sem rótulo, que pretendia chamar a atenção do segmento acima dos 50 anos. “Era uma forma de chegar a este público, integrando um modelo que normalmente não aparece nos anúncios publicitários,”, afirma a bailarina que ingressou na Companhia Nacional de Bailado desde a sua fundação, em 1977.
Embora seja um produto transversal em termos de idade, a marca de água algarvia tem um posicionamento especial, dedicado a um público acima dos 50. “Temos a consciência da importância da água num estilo de vida saudável. O corpo humano é composto por 70% de água, mas à medida que envelhecemos maior é a necessidade de nos hidratarmos. Em idades mais avançadas, passamos de 70 por cento da água para 50. A hidratação nestas idades é fundamental para combater este défice”, diz Vítor Gonçalves, presidente executivo das Águas Monchique.
Vítor Gonçalves fez uma aposta forte neste segmento de mercado sénior, até porque é nestas idades que os resultados são mais visíveis. “O sucesso da marca começa nos idosos graças aos efeitos imediatos que tem no seu bem-estar. Por essa razão, a nossa comunicação começou a estar muito segmentada e orientada para os maiores de idade, embora também façamos uma aposta forte nos mais jovens, que hoje também se preocupam com a saúde. Diria que 50% dos nossos clientes têm mais de 50 anos. Que é quando começamos a ter preocupações acrescidas de saúde.”
Com um mercado de 220 milhões de pessoas só na Europa, este segmento de mercado tem atraído cada vez mais marcas. A transição demográfica que está a ocorrer em todo o mundo — sobretudo no mundo ocidental — virou a agulha das marcas, que apostam cada vez mais em produtos e campanhas com foco na longevidade. Existe toda uma indústria ligada aos suplementos alimentares, relacionada com saúde, cosmética, beleza e bem-estar. Razão suficiente para as próprias campanhas de marketing estarem a mudar devido à influência da idade, adaptando-se assim ao consumo. Só em 2020 a população acima dos 50 anos gastou mais de €15 biliões em produtos.
“Tipicamente, o marketing segue as pessoas e o dinheiro”, começa por dizer Ricardo Miranda, fundador e diretor criativo da agência Wonder/why. “É óbvio que os temas da longevidade têm cada vez mais mercado, até porque a publicidade também acompanha a demografia. E se as pessoas mais velhas não apareciam tradicionalmente nos anúncios, hoje, essa realidade está a mudar. Existe aqui uma oportunidade de fazer diferente e as marcas gostam desse caminho da diferença.”
Baby boomers
Com um portfólio de produtos para todas as idades, a L’Óreal tem feito também uma forte aposta no mercado acima dos 50 anos. “É a faixa etária que mais cresce, criando um enorme um potencial para o grupo”, afirma Gonçalo Nascimento, country coordinator da L’Oréal Portugal. “Atualmente, a percentagem de boomers [pessoas nascidas nas décadas de 40 a 60 do século passado] é de 25% da população em Portugal e em 2040 será de 31%, o que faz com que sejamos o terceiro país mais envelhecido da Europa. São, portanto, um target estrategicamente relevante.”
Foi por essa razão que a marca decidiu apostar nas embaixadoras mais seniores, como a atriz norte-americana Jane Fonda ou a cantora portuguesa Simone de Oliveira. “Temos mulheres reais, inspiradoras, empoderadas e que envelheceram de forma ativa e resolvida. São mulheres com que as portuguesas se identificam e com as quais conseguimos trabalhar o conceito ‘A idade é uma escolha’. A Jane Fonda e a Simone de Oliveira são apenas um exemplo disso. Mas temos outros, como a Helen Mirren, ou mesmo a Andie MacDowell, que são exemplos de pessoas que nos acompanharam em várias fases de maturidade, tal como gostaríamos que acontecesse com as nossas consumidoras. A Andie quando começou a criar campanhas com a L’Oréal Paris estava nos 45 anos e, hoje, comunica em campanhas para pele madura.”
Pedro Pimentel, presidente da Centromarca — Associação Portuguesa de Empresas e Produtos de Marca, resume de forma simples a aposta das marcas no segmento acima dos 50 anos: “É onde está o dinheiro.” “Não se trata apenas de uma questão demográfica. Esta é a população com mais qualidade de vida. A questão demográfica está na agenda e as marcas também refletem essa realidade”, afirma.
É sobretudo através da saúde que muitas marcas têm feito o seu caminho para chegar às populações mais seniores. Um exemplo paradigmático é a marca de iogurtes Danone, que desenvolve produtos que existem nos grandes supermercados mas também em farmácias. “O espectro da nutrição vai desde o nascimento até à morte”, afirma Paulo Santos, responsável da marca por nutrição especializada. A Danone tem vários produtos com fins medicinais direcionados para todas as idades, mas com especial enfoque nos mais velhos. Tratam-se de produtos da família dos suplementos alimentares, eficazes, por exemplo, no combate ao colesterol e na promoção do envelhecimento saudável. Do ponto de vista do negócio, “esta categoria de produtos mais voltada para os idosos representa em Portugal um mercado de €10 milhões”.
A Lindor — do grupo alemão Hartmann — desenvolve produtos para a incontinência. “Um mercado de €80 milhões em Portugal”, diz Claus Essling, líder do grupo em Portugal, que tem também um portfólio específico para farmácias. “O mercado em que operamos está a crescer perto de 5% por ano e a nossa marca vale no mercado perto de 10 milhões anuais.”
BEST OF DOS TEXTOS DE LONGEVIDADE NO SITE
Talento depois dos 60, a matemática da idade e o ioga do risoContinuar no ativo Até que idade somos válidos para continuar no ativo? Em Portugal, o trabalho sénior ainda não é devidamente valorizado. Mas vêm aí mudanças e investimentos do Governo nas empresas.
Idade subjetiva Já ouviu falar do conceito de idade subjetiva? Leia este artigo e perceba se o número que tem na cabeça corresponde efetivamente a sua idade.
Bem-estar O ioga do riso alia exercícios de respiração e de riso, num método que trabalha o físico e a mente. Uma formadora e uma praticante contam ao Expresso o que lhes trouxe esta experiência — e, sobretudo, a diferença que pode fazer no bem-estar dos mais velhos.
P&R
Quantas pessoas vivem na Europa com mais de 50 anos?
Segundo um estudo da Comissão Europeia, em 2015 havia quase 200 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, o que equivale a 39% da população europeia. Mas as projeções vão mais longe: espera-se que em 2025 o número atinja os 222 milhões de pessoas, o que corresponde a 43% da população total da Europa.
É possível avaliar o potencial mercado da terceira idade?
Em 2015, a Comissão Europeia fixou um valor base de €3,7 triliões para a chamada economia prateada, tendo como ponto de partida investimentos privados desta franja da população, em serviços, bens, habitação e saúde. Estima-se que esta economia possa crescer anualmente cerca de 5%, atingindo os €5,7 triliões em 2025.
Quais são as principais áreas de consumo da população acima dos 50 anos?
A saúde é definitivamente a área onde esta população mais gasta dinheiro (cerca de 54% dos cuidados totais prestados). A habitação, a alimentação, os transportes dominam as despesas desta faixa etária, representando cerca de €1,6 mil milhões do consumo privado dos idosos. Existem, no entanto, vários mercados europeus, mas fora do espaço da UE, com receitas anuais superiores a €150 mil milhões, como o do vestuário, da restauração e mobiliário de casa. No oposto estão os gastos com educação: apenas 28% do consumo total.
Veja tudo AQUI.
Longevidade
É o ano dois do projeto que o Expresso lançou em 2022, com o apoio da Fidelidade e da Novartis. Durante o ano vamos olhar para os desafios da longevidade que se colocam às pessoas, às comunidades, às empresas e ao Estado. Agora que vamos viver mais anos, a meta é chegarmos novos a velhos.
Textos originalmente publicados no Expresso de 7 de julho de 2023
Consumo: hoje com um mercado de 220 milhões de pessoas acima dos 50 anos na Europa, as marcas começam a ajustar estratégias de marketing e publicidade para este target. Só em 2020, a população com mais idade gastou €15 biliões em produtos ligados à saúde e bem-estar
Depois de uma longa carreira como bailarina, aos 70 anos Kimberley Ribeiro começou a fazer publicidade como modelo sénior. Já tinha feito trabalhos pontuais como modelo para algumas marcas, mas foi para as Águas Monchique que realizou uma das suas campanhas com maior visibilidade. A idade era precisamente o ponto que a marca queria destacar: uma garrafa de água sem rótulo, que pretendia chamar a atenção do segmento acima dos 50 anos. “Era uma forma de chegar a este público, integrando um modelo que normalmente não aparece nos anúncios publicitários,”, afirma a bailarina que ingressou na Companhia Nacional de Bailado desde a sua fundação, em 1977.
Embora seja um produto transversal em termos de idade, a marca de água algarvia tem um posicionamento especial, dedicado a um público acima dos 50. “Temos a consciência da importância da água num estilo de vida saudável. O corpo humano é composto por 70% de água, mas à medida que envelhecemos maior é a necessidade de nos hidratarmos. Em idades mais avançadas, passamos de 70 por cento da água para 50. A hidratação nestas idades é fundamental para combater este défice”, diz Vítor Gonçalves, presidente executivo das Águas Monchique.
Vítor Gonçalves fez uma aposta forte neste segmento de mercado sénior, até porque é nestas idades que os resultados são mais visíveis. “O sucesso da marca começa nos idosos graças aos efeitos imediatos que tem no seu bem-estar. Por essa razão, a nossa comunicação começou a estar muito segmentada e orientada para os maiores de idade, embora também façamos uma aposta forte nos mais jovens, que hoje também se preocupam com a saúde. Diria que 50% dos nossos clientes têm mais de 50 anos. Que é quando começamos a ter preocupações acrescidas de saúde.”
Com um mercado de 220 milhões de pessoas só na Europa, este segmento de mercado tem atraído cada vez mais marcas. A transição demográfica que está a ocorrer em todo o mundo — sobretudo no mundo ocidental — virou a agulha das marcas, que apostam cada vez mais em produtos e campanhas com foco na longevidade. Existe toda uma indústria ligada aos suplementos alimentares, relacionada com saúde, cosmética, beleza e bem-estar. Razão suficiente para as próprias campanhas de marketing estarem a mudar devido à influência da idade, adaptando-se assim ao consumo. Só em 2020 a população acima dos 50 anos gastou mais de €15 biliões em produtos.
“Tipicamente, o marketing segue as pessoas e o dinheiro”, começa por dizer Ricardo Miranda, fundador e diretor criativo da agência Wonder/why. “É óbvio que os temas da longevidade têm cada vez mais mercado, até porque a publicidade também acompanha a demografia. E se as pessoas mais velhas não apareciam tradicionalmente nos anúncios, hoje, essa realidade está a mudar. Existe aqui uma oportunidade de fazer diferente e as marcas gostam desse caminho da diferença.”
Baby boomers
Com um portfólio de produtos para todas as idades, a L’Óreal tem feito também uma forte aposta no mercado acima dos 50 anos. “É a faixa etária que mais cresce, criando um enorme um potencial para o grupo”, afirma Gonçalo Nascimento, country coordinator da L’Oréal Portugal. “Atualmente, a percentagem de boomers [pessoas nascidas nas décadas de 40 a 60 do século passado] é de 25% da população em Portugal e em 2040 será de 31%, o que faz com que sejamos o terceiro país mais envelhecido da Europa. São, portanto, um target estrategicamente relevante.”
Foi por essa razão que a marca decidiu apostar nas embaixadoras mais seniores, como a atriz norte-americana Jane Fonda ou a cantora portuguesa Simone de Oliveira. “Temos mulheres reais, inspiradoras, empoderadas e que envelheceram de forma ativa e resolvida. São mulheres com que as portuguesas se identificam e com as quais conseguimos trabalhar o conceito ‘A idade é uma escolha’. A Jane Fonda e a Simone de Oliveira são apenas um exemplo disso. Mas temos outros, como a Helen Mirren, ou mesmo a Andie MacDowell, que são exemplos de pessoas que nos acompanharam em várias fases de maturidade, tal como gostaríamos que acontecesse com as nossas consumidoras. A Andie quando começou a criar campanhas com a L’Oréal Paris estava nos 45 anos e, hoje, comunica em campanhas para pele madura.”
Pedro Pimentel, presidente da Centromarca — Associação Portuguesa de Empresas e Produtos de Marca, resume de forma simples a aposta das marcas no segmento acima dos 50 anos: “É onde está o dinheiro.” “Não se trata apenas de uma questão demográfica. Esta é a população com mais qualidade de vida. A questão demográfica está na agenda e as marcas também refletem essa realidade”, afirma.
É sobretudo através da saúde que muitas marcas têm feito o seu caminho para chegar às populações mais seniores. Um exemplo paradigmático é a marca de iogurtes Danone, que desenvolve produtos que existem nos grandes supermercados mas também em farmácias. “O espectro da nutrição vai desde o nascimento até à morte”, afirma Paulo Santos, responsável da marca por nutrição especializada. A Danone tem vários produtos com fins medicinais direcionados para todas as idades, mas com especial enfoque nos mais velhos. Tratam-se de produtos da família dos suplementos alimentares, eficazes, por exemplo, no combate ao colesterol e na promoção do envelhecimento saudável. Do ponto de vista do negócio, “esta categoria de produtos mais voltada para os idosos representa em Portugal um mercado de €10 milhões”.
A Lindor — do grupo alemão Hartmann — desenvolve produtos para a incontinência. “Um mercado de €80 milhões em Portugal”, diz Claus Essling, líder do grupo em Portugal, que tem também um portfólio específico para farmácias. “O mercado em que operamos está a crescer perto de 5% por ano e a nossa marca vale no mercado perto de 10 milhões anuais.”
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P&R
Quantas pessoas vivem na Europa com mais de 50 anos?
Segundo um estudo da Comissão Europeia, em 2015 havia quase 200 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, o que equivale a 39% da população europeia. Mas as projeções vão mais longe: espera-se que em 2025 o número atinja os 222 milhões de pessoas, o que corresponde a 43% da população total da Europa.
É possível avaliar o potencial mercado da terceira idade?
Em 2015, a Comissão Europeia fixou um valor base de €3,7 triliões para a chamada economia prateada, tendo como ponto de partida investimentos privados desta franja da população, em serviços, bens, habitação e saúde. Estima-se que esta economia possa crescer anualmente cerca de 5%, atingindo os €5,7 triliões em 2025.
Quais são as principais áreas de consumo da população acima dos 50 anos?
A saúde é definitivamente a área onde esta população mais gasta dinheiro (cerca de 54% dos cuidados totais prestados). A habitação, a alimentação, os transportes dominam as despesas desta faixa etária, representando cerca de €1,6 mil milhões do consumo privado dos idosos. Existem, no entanto, vários mercados europeus, mas fora do espaço da UE, com receitas anuais superiores a €150 mil milhões, como o do vestuário, da restauração e mobiliário de casa. No oposto estão os gastos com educação: apenas 28% do consumo total.
Veja tudo AQUI.
Longevidade
É o ano dois do projeto que o Expresso lançou em 2022, com o apoio da Fidelidade e da Novartis. Durante o ano vamos olhar para os desafios da longevidade que se colocam às pessoas, às comunidades, às empresas e ao Estado. Agora que vamos viver mais anos, a meta é chegarmos novos a velhos.
Textos originalmente publicados no Expresso de 7 de julho de 2023
27.6.23
Projeto promove o envelhecimento ativo através da realidade virtual
in Sic
A iniciativa lançada em 2019 pela associação de desenvolvimento da Bairrada e Mondego já abrangeu um milhar de idosos de 6 concelhos.
A tecnologia pode ser um meio importante para estimular física e mentalmente os jovens e também os mais idosos.
No âmbito do projeto sobre longevidade, que o Expresso está a desenvolver, o projeto VIRTUALL, através da realidade virtual, promove o envelhecimento ativo.
A iniciativa lançada em 2019 pela associação de desenvolvimento da Bairrada e Mondego, já abrangeu um milhar de idosos de 6 concelhos.
À realidade aumentada unem-se ainda os jogos em tablet e a entrada no mundo virtual.
Num país onde a idade tem cada vez mais peso, envelhecer ativamente faz diferença e a tecnologia não é aqui uma barreira, mas um fator de inclusão.
Para já o Virtuall está garantido até ao fim do próximo ano, e há a expectativa de alargar o programa a cerca de 20 concelhos da zona centro.
A iniciativa lançada em 2019 pela associação de desenvolvimento da Bairrada e Mondego já abrangeu um milhar de idosos de 6 concelhos.
A tecnologia pode ser um meio importante para estimular física e mentalmente os jovens e também os mais idosos.
No âmbito do projeto sobre longevidade, que o Expresso está a desenvolver, o projeto VIRTUALL, através da realidade virtual, promove o envelhecimento ativo.
A iniciativa lançada em 2019 pela associação de desenvolvimento da Bairrada e Mondego, já abrangeu um milhar de idosos de 6 concelhos.
À realidade aumentada unem-se ainda os jogos em tablet e a entrada no mundo virtual.
Num país onde a idade tem cada vez mais peso, envelhecer ativamente faz diferença e a tecnologia não é aqui uma barreira, mas um fator de inclusão.
Para já o Virtuall está garantido até ao fim do próximo ano, e há a expectativa de alargar o programa a cerca de 20 concelhos da zona centro.
26.6.23
Como conjugar envelhecimento ativo e trabalho?
As declarações dos protagonistas de nova webtalk do projeto do Expresso dedicado à Longevidade
“Vamos ver pessoas a permanecer nas empresas durante muito tempo porque precisam desse emprego”, admite Anabela Vaz Ribeiro, diretora executiva da United Nations Global Compact Network Portugal
Para João Castello Branco, presidente da associação dNovo, “todos nós conhecemos pessoas que a partir do momento em que deixaram de trabalhar, definharam”
“Aquilo que temos hoje são medidas [fiscais] duplamente limitadas” para ajudar as empresas a terem um papel ativo no envelhecimento ativo, considera o economista e consultor Luís Pereira da Silva
“Vamos ver pessoas a permanecer nas empresas durante muito tempo porque precisam desse emprego”, admite Anabela Vaz Ribeiro, diretora executiva da United Nations Global Compact Network Portugal
Para João Castello Branco, presidente da associação dNovo, “todos nós conhecemos pessoas que a partir do momento em que deixaram de trabalhar, definharam”
“Aquilo que temos hoje são medidas [fiscais] duplamente limitadas” para ajudar as empresas a terem um papel ativo no envelhecimento ativo, considera o economista e consultor Luís Pereira da Silva
23.6.23
O envelhecimento não é igual para todos. O que se deve e pode fazer?
Ana Baptista (texto) e Carlos Esteves (infografia), in Expresso
O Expresso e a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) juntam-se para debater as últimas cinco décadas de democracia em Portugal. Nos próximos 10 meses, vamos escrever (no Expresso) e falar (na SIC Notícias) sobre 10 tópicos diferentes da sociedade à economia. Neste mês de junho, o tema será como nos adequamos ao envelhecimento da população
OS FACTOS
Em 2021, 25% da população que vivia abaixo do limiar da pobreza tinha 65 anos ou mais, segundo o relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal” desenvolvido pelo Observatório Nacional de Luta contra a Pobreza.
Este valor sobe para 26,7% quando consideramos a população com 75 anos ou mais.
O risco de pobreza nos idosos não é só monetário, mas também material e social: entre 2019 e 2021, aumentou 33% versus uma subida de 2% na população dos 18 aos 64 anos.
De acordo com Alda Azevedo, doutorada em demografia e investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS), 30% das pessoas com 65 e mais anos não conseguem aquecer as suas casas.
E segundo dados da GNR e da PSP referidos neste relatório, em 2021, foram sinalizados 45,7 mil idosos em situações de isolamento geográfico e social, vulnerabilidade física e psíquica e vítimas de violência.
As mulheres são as mais afetadas porque vivem mais anos que os homens, mas em condições menos dignas e com mais problemas de saúde.
COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI
No que respeita ao aumento significativo da pobreza material e social nos idosos, o covid-19 foi uma das principais justificações porque, por serem um grupo de maior risco, foram obrigados a estar mais isolados.
Segundo Alda Azevedo, isto foi mais significativo no interior, por causa do despovoamento que se tem verificado nos últimos 30 a 40 anos, mas, acrescenta Pedro Góis, sociólogo e professor na Universidade de Coimbra, também foi uma realidade nas cidades. Aliás, já o era antes da pandemia, diz.
“No mundo urbano também há cada vez mais segregação. Os velhos para um lado e as famílias para outro”, comenta o sociólogo Pedro Góis.
Apesar de não ser considerada uma condição médica, a solidão é muito nociva para a saúde: “há estudos que apontam que a solidão faz pior que o tabaco”, repara Alda Azevedo.
A escassez de lares e residências sénior é uma das razões para haver tantos idosos a viver sozinhos. Segundo dados da Carta Social, que analisa a dinâmica da Rede de Serviços e Equipamentos Sociais, mesmo com o aumento de 53% no número de lares desde o ano 2000, ainda só são cerca de 2600 em todo o território nacional. Claro que há também lares e residências privadas, alguns deles ilegais, mas os preços não são acessíveis a todas as famílias e muito menos a todos os idosos, cujas pensões são baixas.
Para Alda Azevedo, “na faixa etária dos 65 e mais anos existem grandes desigualdades sociais em Portugal que decorrem, precisamente, dos rendimentos e da riqueza acumulada ao longo da vida e das pensões que se recebem. Quem tem mais dinheiro, consegue ter mais condições de vida durante a velhice”.
Mas esses são poucos, porque uma parte da população idosa atual, apesar de ter trabalhado desde muito cedo, não teve empregos qualificados e bons salários, logo recebem pensões baixas e vivem em piores condições. E isto é ainda mais evidente nas mulheres do que nos homens, acrescenta, porque as mulheres que são mais velhas agora ou nunca estiveram empregadas e não descontaram, logo recebem a pensão mínima, ou tinham salários mais baixos que os dos homens, e recebem menos de pensão.
PARA ONDE CAMINHAMOS
As perspetivas não são muito animadoras.
Por um lado, as despesas dos mais velhos tendem a aumentar a cada ano que passa porque, repara Alda Azevedo, “se continua a apostar mais numa medicina curativa do que preventiva”. E os aumentos das pensões não são muito expressivos, porque dependem do crescimento da economia e da inflação. Este ano, por exemplo, subiram cerca de 4% em janeiro, ou €26,6 numa reforma de €550, e em julho vão ter mais um aumento extraordinário, que, neste caso, será de mais €19,6 por mês.
Depois, não se perspetivam alterações nas políticas do Estado para melhorar as condições de vida dos idosos.
Por exemplo, segundo escreveu o Expresso em março, o Programa de Recuperação e Resiliência tinha €417 milhões para melhorar e alargar a rede de lares, residenciais e centros de dias, criando 26 mil novas vagas, e desenvolver uma “nova geração de apoio domiciliário”, construindo 22 projetos de cohousing [partilha de casa]. Mas, os concursos já estão todos feitos e o Estado ainda só pagou às entidades responsáveis cerca de 8% dos fundos disponíveis.
Além disso, não há ainda uma resposta adequada para os 30% de idosos que passam frio dentro da sua própria casa e que, por isso, “têm mais probabilidade de ter problemas cardiovasculares e respiratórios, aumentando as suas necessidades de cuidados médicos e, consequentemente, os gastos do Estado”, nota Alda Azevedo.
Nem há medidas para tornar os espaços e transportes públicos mais adequados a idosos, o que evitaria quedas e as suas consequências. Nem há uma estratégia para repovoar o interior do país, por exemplo, com os imigrantes, repara Pedro Góis. “Não percebo porque é que os centros de emprego continuam a ser locais e não nacionais”, remata.
O Expresso e a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) juntam-se para debater as últimas cinco décadas de democracia em Portugal. Nos próximos 10 meses, vamos escrever (no Expresso) e falar (na SIC Notícias) sobre 10 tópicos diferentes da sociedade à economia. Neste mês de junho, o tema será como nos adequamos ao envelhecimento da população
OS FACTOS
Em 2021, 25% da população que vivia abaixo do limiar da pobreza tinha 65 anos ou mais, segundo o relatório “Pobreza e Exclusão Social em Portugal” desenvolvido pelo Observatório Nacional de Luta contra a Pobreza.
Este valor sobe para 26,7% quando consideramos a população com 75 anos ou mais.
O risco de pobreza nos idosos não é só monetário, mas também material e social: entre 2019 e 2021, aumentou 33% versus uma subida de 2% na população dos 18 aos 64 anos.
De acordo com Alda Azevedo, doutorada em demografia e investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS), 30% das pessoas com 65 e mais anos não conseguem aquecer as suas casas.
E segundo dados da GNR e da PSP referidos neste relatório, em 2021, foram sinalizados 45,7 mil idosos em situações de isolamento geográfico e social, vulnerabilidade física e psíquica e vítimas de violência.
As mulheres são as mais afetadas porque vivem mais anos que os homens, mas em condições menos dignas e com mais problemas de saúde.
COMO CHEGAMOS ATÉ AQUI
No que respeita ao aumento significativo da pobreza material e social nos idosos, o covid-19 foi uma das principais justificações porque, por serem um grupo de maior risco, foram obrigados a estar mais isolados.
Segundo Alda Azevedo, isto foi mais significativo no interior, por causa do despovoamento que se tem verificado nos últimos 30 a 40 anos, mas, acrescenta Pedro Góis, sociólogo e professor na Universidade de Coimbra, também foi uma realidade nas cidades. Aliás, já o era antes da pandemia, diz.
“No mundo urbano também há cada vez mais segregação. Os velhos para um lado e as famílias para outro”, comenta o sociólogo Pedro Góis.
Apesar de não ser considerada uma condição médica, a solidão é muito nociva para a saúde: “há estudos que apontam que a solidão faz pior que o tabaco”, repara Alda Azevedo.
A escassez de lares e residências sénior é uma das razões para haver tantos idosos a viver sozinhos. Segundo dados da Carta Social, que analisa a dinâmica da Rede de Serviços e Equipamentos Sociais, mesmo com o aumento de 53% no número de lares desde o ano 2000, ainda só são cerca de 2600 em todo o território nacional. Claro que há também lares e residências privadas, alguns deles ilegais, mas os preços não são acessíveis a todas as famílias e muito menos a todos os idosos, cujas pensões são baixas.
Para Alda Azevedo, “na faixa etária dos 65 e mais anos existem grandes desigualdades sociais em Portugal que decorrem, precisamente, dos rendimentos e da riqueza acumulada ao longo da vida e das pensões que se recebem. Quem tem mais dinheiro, consegue ter mais condições de vida durante a velhice”.
Mas esses são poucos, porque uma parte da população idosa atual, apesar de ter trabalhado desde muito cedo, não teve empregos qualificados e bons salários, logo recebem pensões baixas e vivem em piores condições. E isto é ainda mais evidente nas mulheres do que nos homens, acrescenta, porque as mulheres que são mais velhas agora ou nunca estiveram empregadas e não descontaram, logo recebem a pensão mínima, ou tinham salários mais baixos que os dos homens, e recebem menos de pensão.
PARA ONDE CAMINHAMOS
As perspetivas não são muito animadoras.
Por um lado, as despesas dos mais velhos tendem a aumentar a cada ano que passa porque, repara Alda Azevedo, “se continua a apostar mais numa medicina curativa do que preventiva”. E os aumentos das pensões não são muito expressivos, porque dependem do crescimento da economia e da inflação. Este ano, por exemplo, subiram cerca de 4% em janeiro, ou €26,6 numa reforma de €550, e em julho vão ter mais um aumento extraordinário, que, neste caso, será de mais €19,6 por mês.
Depois, não se perspetivam alterações nas políticas do Estado para melhorar as condições de vida dos idosos.
Por exemplo, segundo escreveu o Expresso em março, o Programa de Recuperação e Resiliência tinha €417 milhões para melhorar e alargar a rede de lares, residenciais e centros de dias, criando 26 mil novas vagas, e desenvolver uma “nova geração de apoio domiciliário”, construindo 22 projetos de cohousing [partilha de casa]. Mas, os concursos já estão todos feitos e o Estado ainda só pagou às entidades responsáveis cerca de 8% dos fundos disponíveis.
Além disso, não há ainda uma resposta adequada para os 30% de idosos que passam frio dentro da sua própria casa e que, por isso, “têm mais probabilidade de ter problemas cardiovasculares e respiratórios, aumentando as suas necessidades de cuidados médicos e, consequentemente, os gastos do Estado”, nota Alda Azevedo.
Nem há medidas para tornar os espaços e transportes públicos mais adequados a idosos, o que evitaria quedas e as suas consequências. Nem há uma estratégia para repovoar o interior do país, por exemplo, com os imigrantes, repara Pedro Góis. “Não percebo porque é que os centros de emprego continuam a ser locais e não nacionais”, remata.
19.6.23
Pedro Nascimento Cabral destaca “respostas diferenciadoras” de Ponta Delgada para o turismo sénior
in Jornal Açores
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada destacou, esta quinta-feira, as “respostas diferenciadoras” que o concelho tem para oferecer ao nível do turismo sénior e em benefício de uma ”seniorização ativa, saudável e feliz”.
Pedro Nascimento Cabral falava durante a sessão pública do lançamento do livro ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’ que teve lugar na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada.
“No desafio da garantia de um envelhecimento ativo, de que a Câmara Municipal de Ponta Delgada é ativamente defensora junto da população local, nas áreas da recreação, atividade física e cultura, entrosam medidas que visam, por igual, quem nos visita, considerando a desejada adaptação aos novos paradigmas de atratividade turística, sem hipotecar, logicamente, a sustentabilidade ambiental que pontua a estratégia do atual executivo camarário”, vincou o autarca, lembrando que, ainda este ano, a autarquia implementou um novo Plano Municipal para o Envelhecimento Ativo e tem em curso uma estratégia de mobilidade sustentável no concelho.
Para o Presidente do Município “o turismo sénior está inerentemente associado a um turismo de qualidade” e quem visita Ponta Delgada depara-se com uma cidade que “cresce verde e inclusiva”, que “é absolutamente singular na sua riqueza patrimonial e identidade cultural” e possuidora de “cenários naturais idílicos” aos quais se ficam a dever uma parte substancial da respetiva “notoriedade internacional”.
E a propósito do livro ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’, acrescentou: “considero esta obra coletiva ainda um importante contributo para a consolidação do nosso destino como ideal para o turismo de lazer, de saúde e doutras vertentes desta atividade socioeconómica junto de uma faixa da população que está, também, a mudar a sua significância na hierarquia social”.
O livro, esclareça-se, está também disponível ao público no formato de e-book e sob a forma de uma aplicação móvel (app) que georreferencia cerca de 300 locais de São Miguel, com recurso à técnica de realidade aumentada, sugerindo circuitos e rotas que visam espelhar a biodiversidade, o património edificado, os costumes e tradições, entre outras particularidades da ilha.
A obra ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’ foi coordenada por Teresa Medeiros e é resultante do trabalho de equipa multidisciplinar do Projeto de investigação TURIVIVA+, iniciativa de pesquisa levada a cabo durante os últimos três anos.
Segundo a coordenadora responsável, encontra-se “centrada no estudo aprofundado da realidade micaelense, reconhecem-se os benefícios intrínsecos, a nível local, na divulgação das potencialidades das ilhas açorianas perante as novas tendências dos viajantes seniores que nos procuram, com grande apetência pelo turismo de natureza, as quais incluem experiências únicas e genuínas de contemplação, imersão e de relaxamento”.
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada destacou, esta quinta-feira, as “respostas diferenciadoras” que o concelho tem para oferecer ao nível do turismo sénior e em benefício de uma ”seniorização ativa, saudável e feliz”.
Pedro Nascimento Cabral falava durante a sessão pública do lançamento do livro ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’ que teve lugar na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada.
“No desafio da garantia de um envelhecimento ativo, de que a Câmara Municipal de Ponta Delgada é ativamente defensora junto da população local, nas áreas da recreação, atividade física e cultura, entrosam medidas que visam, por igual, quem nos visita, considerando a desejada adaptação aos novos paradigmas de atratividade turística, sem hipotecar, logicamente, a sustentabilidade ambiental que pontua a estratégia do atual executivo camarário”, vincou o autarca, lembrando que, ainda este ano, a autarquia implementou um novo Plano Municipal para o Envelhecimento Ativo e tem em curso uma estratégia de mobilidade sustentável no concelho.
Para o Presidente do Município “o turismo sénior está inerentemente associado a um turismo de qualidade” e quem visita Ponta Delgada depara-se com uma cidade que “cresce verde e inclusiva”, que “é absolutamente singular na sua riqueza patrimonial e identidade cultural” e possuidora de “cenários naturais idílicos” aos quais se ficam a dever uma parte substancial da respetiva “notoriedade internacional”.
E a propósito do livro ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’, acrescentou: “considero esta obra coletiva ainda um importante contributo para a consolidação do nosso destino como ideal para o turismo de lazer, de saúde e doutras vertentes desta atividade socioeconómica junto de uma faixa da população que está, também, a mudar a sua significância na hierarquia social”.
O livro, esclareça-se, está também disponível ao público no formato de e-book e sob a forma de uma aplicação móvel (app) que georreferencia cerca de 300 locais de São Miguel, com recurso à técnica de realidade aumentada, sugerindo circuitos e rotas que visam espelhar a biodiversidade, o património edificado, os costumes e tradições, entre outras particularidades da ilha.
A obra ‘Turismo Sénior, tendências e oportunidades pós-Covid-19’ foi coordenada por Teresa Medeiros e é resultante do trabalho de equipa multidisciplinar do Projeto de investigação TURIVIVA+, iniciativa de pesquisa levada a cabo durante os últimos três anos.
Segundo a coordenadora responsável, encontra-se “centrada no estudo aprofundado da realidade micaelense, reconhecem-se os benefícios intrínsecos, a nível local, na divulgação das potencialidades das ilhas açorianas perante as novas tendências dos viajantes seniores que nos procuram, com grande apetência pelo turismo de natureza, as quais incluem experiências únicas e genuínas de contemplação, imersão e de relaxamento”.
13.6.23
IPVC PROMOVE 3.ª EDIÇÃO DAS JORNADAS DA GERONTOLOGIA
Duarte Lago, in Alto Minho
Ao longo de quatro dias, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo acolhe a 3.ª edição das Jornadas da Gerontologia, numa iniciativa desenvolvida no âmbito da licenciatura em Educação Social Gerontológica e do mestrado em Gerontologia Social. Estas jornadas assumem-se como uma ocasião para colocar em debate temáticas fundamentais para o desenvolvimento da profissão de gerontólogo, nomeadamente o envelhecimento ativo, a dignidade na velhice ou a demência.
A Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana do Castelo é palco, de segunda até quinta-feira, das III Jornadas da Gerontologia, sob a temática do “Envelhecimento e dignidade: Desafios para os gerontólogos no século XXI”.
Estas jornadas acontecem na última semana de aulas “e são constituídas por conferência de abertura, workshops orientados para skills específicos da prática gerontológica, pósteres científicos elaborados por estudantes da pré e pós-graduação, com a supervisão dos professores da especialidade, para além de mesas redondas e iniciativas no âmbito da especialidade e intersectoriais”, explica a docente Alice Bastos, coordenadora da iniciativa, destinada a estudantes, docentes, investigadores e profissionais da área.
Inseridas nas atividades da licenciatura em Educação Social Gerontológica e do mestrado em Gerontologia Social, as jornadas afiguram-se como uma oportunidade de divulgação do trabalho desenvolvido por estudantes, docentes e investigadores, mas também são uma forma de abordar temáticas centrais quanto ao papel do gerontólogo.
A sessão começa às 14h30, com intervenções do diretor da ESE-IPVC, César Sá, da coordenadora do Grupo Disciplinar CPS, Luísa Pinheiro, da Escola Superior de Ciências Empresariais do Politécnico de Viana do Castelo, e da coordenadora das jornadas, Alice Bastos, seguindo-se a conferência “O envelhecimento e as interconexões entre os sistemas de saúde e de promoção social: como garantir a dignidade na velhice?”, por Maria Amélia Ferreira (FMUP & SCMMC). A encerrar o primeiro dia, terá lugar a temática “Debates intersectoriais: contributos das humanidades & artes”, com a exibição do vídeo “No meu peito o seu retrato”, da autoria de Mário Costa.
Terça-feira, as jornadas contam com a afixação de pósteres e a exibição do vídeo “Investigação e Intervenção sobre envelhecimento ativo, saudável e bem-sucedido”, com a coordenação das docentes Raquel Gonçalves e Patrícia Silva.
O terceiro dia irá ser preenchido com os workshops “Skills técnicos associados à prática gerontológica”. Às 14h30, terá lugar o workshop “Mercado de trabalho: E agora?”, dinamizado por Filipa Luz. Segue-se “SINCALA II – Workshops narrativos para cuidadores de pessoas com demência”, com Maria João Azevedo e Sandra Costa. A tarde irá contar, ainda, com o workshop “Música e envelhecimento”, com a participação de Adalgisa Pontes, e com “Skills avançados de relação interpessoal na intervenção gerontológica”, por Marlene Ferraz.
No último dia, quinta-feira, às 10h, o auditório da Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana do Castelo irá receber “Transferência de conhecimento em Gerontologia: Translação da Ciência para a Prática”, iniciativa coordenada pela docente Carla Faria, e, às 14h30, terão lugar “Debates intersectoriais: contributos das humanidades & artes – em torno do livro ‘A última solidão’, da autoria de Cármen Garcia. As III Jornadas da Gerontologia terminam como a ação pública “Estou velho e daí?”.
Ao longo de quatro dias, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo acolhe a 3.ª edição das Jornadas da Gerontologia, numa iniciativa desenvolvida no âmbito da licenciatura em Educação Social Gerontológica e do mestrado em Gerontologia Social. Estas jornadas assumem-se como uma ocasião para colocar em debate temáticas fundamentais para o desenvolvimento da profissão de gerontólogo, nomeadamente o envelhecimento ativo, a dignidade na velhice ou a demência.
A Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana do Castelo é palco, de segunda até quinta-feira, das III Jornadas da Gerontologia, sob a temática do “Envelhecimento e dignidade: Desafios para os gerontólogos no século XXI”.
Estas jornadas acontecem na última semana de aulas “e são constituídas por conferência de abertura, workshops orientados para skills específicos da prática gerontológica, pósteres científicos elaborados por estudantes da pré e pós-graduação, com a supervisão dos professores da especialidade, para além de mesas redondas e iniciativas no âmbito da especialidade e intersectoriais”, explica a docente Alice Bastos, coordenadora da iniciativa, destinada a estudantes, docentes, investigadores e profissionais da área.
Inseridas nas atividades da licenciatura em Educação Social Gerontológica e do mestrado em Gerontologia Social, as jornadas afiguram-se como uma oportunidade de divulgação do trabalho desenvolvido por estudantes, docentes e investigadores, mas também são uma forma de abordar temáticas centrais quanto ao papel do gerontólogo.
A sessão começa às 14h30, com intervenções do diretor da ESE-IPVC, César Sá, da coordenadora do Grupo Disciplinar CPS, Luísa Pinheiro, da Escola Superior de Ciências Empresariais do Politécnico de Viana do Castelo, e da coordenadora das jornadas, Alice Bastos, seguindo-se a conferência “O envelhecimento e as interconexões entre os sistemas de saúde e de promoção social: como garantir a dignidade na velhice?”, por Maria Amélia Ferreira (FMUP & SCMMC). A encerrar o primeiro dia, terá lugar a temática “Debates intersectoriais: contributos das humanidades & artes”, com a exibição do vídeo “No meu peito o seu retrato”, da autoria de Mário Costa.
Terça-feira, as jornadas contam com a afixação de pósteres e a exibição do vídeo “Investigação e Intervenção sobre envelhecimento ativo, saudável e bem-sucedido”, com a coordenação das docentes Raquel Gonçalves e Patrícia Silva.
O terceiro dia irá ser preenchido com os workshops “Skills técnicos associados à prática gerontológica”. Às 14h30, terá lugar o workshop “Mercado de trabalho: E agora?”, dinamizado por Filipa Luz. Segue-se “SINCALA II – Workshops narrativos para cuidadores de pessoas com demência”, com Maria João Azevedo e Sandra Costa. A tarde irá contar, ainda, com o workshop “Música e envelhecimento”, com a participação de Adalgisa Pontes, e com “Skills avançados de relação interpessoal na intervenção gerontológica”, por Marlene Ferraz.
No último dia, quinta-feira, às 10h, o auditório da Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana do Castelo irá receber “Transferência de conhecimento em Gerontologia: Translação da Ciência para a Prática”, iniciativa coordenada pela docente Carla Faria, e, às 14h30, terão lugar “Debates intersectoriais: contributos das humanidades & artes – em torno do livro ‘A última solidão’, da autoria de Cármen Garcia. As III Jornadas da Gerontologia terminam como a ação pública “Estou velho e daí?”.
Póvoa de Lanhoso: Geraz do Minho já tem Centro de Convívio
in Braga TV
O mais recente Centro de Convívio da Póvoa de Lanhoso localiza-se na antiga escola primária de Geraz do Minho e foi inaugurado pelo presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, pela vereadora com o Pelouro dos Seniores, Fátima Moreira, pelo presidente da Junta de Freguesia, Joel Silva, e pelo provedor do Idoso, Álvaro Oliveira.
Joel Silva agradeceu a todos os que estiveram presentes na inauguração para testemunhar “um dia tão importante para a freguesia”. “Este projeto era há muito desejado por nós”, referiu o autarca, “mas foi adiado, por causa da pandemia e ainda bem que agora esta ideia foi retomada e pudemos agora avançar com o Centro de Convívio, pelo que agradeço à Câmara Municipal todo o empenho para que se tornasse uma realidade”.
“É conjugando as forças das várias entidades no terreno que nós podemos assegurar um dia a dia seguro, mais completo e mais feliz a todos os nossos seniores, que são as pessoas em relação às quais temos um maior dever de servir. Sentimo-nos, todos, mais realizados com a missão que nos foi incumbida se pudermos contribuir para que passem aqui momentos muito felizes”, disse Frederico Castro, após o agradecimento a todos os representantes das forças vivas do concelho nesta cerimónia.
A Póvoa de Lanhoso conta já com uma rede de 12 Centros de Convívio no seu território, num trabalho muito estreito entre Câmara Municipal e Juntas e Uniões de Freguesia, que já conta com a participação de cerca de 250 seniores. O projeto visa promover o envelhecimento ativo, propondo ações que vão desde a saúde e a segurança dos seniores até à ginástica, às artes, à cultura, entre outras áreas.
O momento contou com a presença de utentes de outros Centros de Convívio e de populares, que marcaram esta data com muita animação e com um lanche convívio.
"A cultura onde nos inserimos acaba por ser fundamental" no envelhecimento activo
Tânia Cova, in DNotícias
O VII Encontro de Idosos - ‘Os Novos Velhos’ prossegue esta tarde no auditório do Colégio dos Jesuítas
O VII Encontro de Idosos - ‘Os Novos Velhos’, promovido pela ‘Garouta do Calhau’ – Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal, arrancou esta quarta-feira, 7 de Junho, com a intervenção da psicóloga do Serviço Regional de Saúde, Letícia Oliveira, com o tema ‘Aliar a longevidade à qualidade: novos tempos, novos desafios’.
Cabe a Miguel Silva, director do Jornal da Madeira, a moderação da conferência de hoje, inicialmente prevista para ontem, mas que foi cancelado devido à passagem da depressão Óscar no arquipélago.
Este VII Encontro de Idosos - ‘Os Novos Velhos’ olha aos desafios que se colocam à população envelhecida e às respostas que se exigem por parte das instituições e autoridades competentes.
A psicóloga considera que estes novos tempos obrigam "a olhar para o envelhecimento no século XXI como uma das maiores conquistas" sociais. Em pouco mais de meio século, a esperança média de vida à nascença aumentou 17 anos.
Mas esta conquista assumirá ainda mais importância se o envelhecimento for activo e saudável. A questão do "declínio progressivo" anteriormente associado à compreensão do envelhecimento precisa hoje de um novo olhar. Um processo que terá características de individualidade.
A psicóloga defendeu novas estratégias e novas políticas para aumentar a qualidade de vida na terceira idade.
Em 2022, segundo o último relatório da APAV, foram denunciadas 1.528 situações de violência contra idosos, uma média de 4 por dia. Também o idadismo, um novo tipo de preconceito face a estas faixas etárias, merece ser pensado e atalhado.
O VII Encontro de Idosos - ‘Os Novos Velhos’, promovido pela ‘Garouta do Calhau’ – Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal, arrancou esta quarta-feira, 7 de Junho, com a intervenção da psicóloga do Serviço Regional de Saúde, Letícia Oliveira, com o tema ‘Aliar a longevidade à qualidade: novos tempos, novos desafios’.
Cabe a Miguel Silva, director do Jornal da Madeira, a moderação da conferência de hoje, inicialmente prevista para ontem, mas que foi cancelado devido à passagem da depressão Óscar no arquipélago.
Este VII Encontro de Idosos - ‘Os Novos Velhos’ olha aos desafios que se colocam à população envelhecida e às respostas que se exigem por parte das instituições e autoridades competentes.
A psicóloga considera que estes novos tempos obrigam "a olhar para o envelhecimento no século XXI como uma das maiores conquistas" sociais. Em pouco mais de meio século, a esperança média de vida à nascença aumentou 17 anos.
Mas esta conquista assumirá ainda mais importância se o envelhecimento for activo e saudável. A questão do "declínio progressivo" anteriormente associado à compreensão do envelhecimento precisa hoje de um novo olhar. Um processo que terá características de individualidade.
A psicóloga defendeu novas estratégias e novas políticas para aumentar a qualidade de vida na terceira idade.
Em 2022, segundo o último relatório da APAV, foram denunciadas 1.528 situações de violência contra idosos, uma média de 4 por dia. Também o idadismo, um novo tipo de preconceito face a estas faixas etárias, merece ser pensado e atalhado.
12.6.23
Câmara de Coimbra debate violência contra as pessoas idosas no dia 15 de junho na Casa da Cultura
in Coimbra.pt
A Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai assinalar, no dia 15 de junho, o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa com um debate que vai decorrer, entre as 14h00 e as 17h00, na Sala Francisco Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura. A iniciativa pretende sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da violência contra as pessoas idosas. O envelhecimento demográfico será, inevitavelmente, um assunto a debater. O concelho de Coimbra assistiu a um aumento substancial do seu índice de envelhecimento de 2011 para 2021 e, atualmente, as freguesias mais envelhecidas são Torres do Mondego, Ceira e Almalaguês.
“Encruzilhada da violência contra as pessoas adultas mais velhas” é o tema do debate que o Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da autarquia preparou para assinalar, no próximo dia 15 de junho, o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa. A iniciativa vai decorrer entre as 14h00 e as 17h00 na Sala Francisco Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura, e pretende sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da violência contra as pessoas idosas, debatendo com os diversos oradores questões como a prevalência e incidência do fenómeno no concelho de Coimbra, os principais fatores de risco e de proteção associados e as metodologias de sinalização e de intervenção.
O programa tem início às 14h15, com as intervenções de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Francisco Rodrigues, diretor do Departamento de Ação e Habitação Social da CM de Coimbra e Ana Martins, chefe do Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da CM de Coimbra. Segue-se uma mesa redonda sobre o tema da violência contra pessoas adultas mais velhas, moderada por Henrique Testa Vicente, professor auxiliar do Instituto Superior Miguel Torga, e com a participação de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Natália Cardoso, gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, Cristina Cunha, psicóloga do Programa SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Artur Loureiro, comissário do Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública e César Santos, médico-legista do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
O programa prevê, depois, um espaço de debate e o lançamento da campanha de sensibilização “Tornar Visível o [in]Visível”, que será apresentada pela vereadora da Ação Social da CM de Coimbra, Ana Cortez Vaz, que encerra a sessão às 17h00.
O envelhecimento populacional é encarado com um dos maiores triunfos da humanidade, representando uma vitória da evolução médica, social e económica de todas as sociedades, e apresenta-se como uma evolução indiscutível também na estrutura etária da população portuguesa. De acordo com as “Estatísticas Demográficas – 2021” do Instituto Nacional de Estatística (INE), as alterações na estrutura etária da população portuguesa resultaram na continuação do processo de envelhecimento demográfico, sendo que entre 2011 e 2020, a percentagem de população jovem diminuiu de 15,0% para 13,2% (-1,8%) e a percentagem de pessoas com 65 ou mais anos de idade aumentou de 19,2% para 23,2% (+ 4,0%).
Ainda de acordo com o referido documento, o índice de envelhecimento em Portugal aumentou, anualmente, passando de 128 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 181,3 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021. De 2011 para 2021, o concelho de Coimbra também acompanhou a tendência nacional e assistiu a um aumento do seu índice de envelhecimento de 160,5 para 214,0 pessoas idosas por cada 100 jovens.
Analisando o comportamento do índice de envelhecimento nas 18 unidades territoriais do concelho, as freguesias mais envelhecidas são Torres do Mondego (com 374 pessoas idosas por cada 100 jovens), Ceira (com 318 pessoas idosas por cada 100 jovens) e Almalaguês (com 313 pessoas idosas por cada 100 jovens). De salientar que, de 2011 para 2021, das 18 unidades territoriais do concelho de Coimbra, somente a União de Freguesias de Coimbra assistiu a uma diminuição do seu índice de envelhecimento, passando de 277 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 263 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021.
Importa, ainda, referir que, independentemente da unidade territorial que se esteja a analisar, o índice de envelhecimento é sempre superior a 100, ou seja, existem sempre mais pessoas idosas que crianças e jovens nos diferentes territórios. Conclui-se, ainda, que de 2011 para 2021, dos 100 concelhos da região Centro, 91 registaram um aumento do índice de envelhecimento superior a 25%, sendo que Coimbra é um deles (aumento de 33,3%).
A atual realidade de envelhecimento demográfico e as suas perspetivas futuras torna essencial preparar toda a sociedade e humanidade para as repercussões do envelhecimento, quer seja ao nível das diversas estruturas tecnológicas, económicas, familiares, culturais e sociais, como também ao nível individual, sendo necessário impulsionar medidas e políticas específicas de promoção da independência e autonomia, bem como de um envelhecimento saudável, ativo e bem-sucedido pelo maior período de tempo possível, dado que, as pessoas passarão a viver um terço da sua vida após a reforma. Segundo o INE, entre 2018 e 2080, verificar-se-á um acentuado fenómeno de envelhecimento demográfico e Portugal assistirá a um agravamento do seu índice de envelhecimento, que quase duplicará, podendo chegar aos 300 idosos por cada 100 jovens até ao ano de 2080.
“Encruzilhada da violência contra as pessoas adultas mais velhas” é o tema do debate que o Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da autarquia preparou para assinalar, no próximo dia 15 de junho, o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa. A iniciativa vai decorrer entre as 14h00 e as 17h00 na Sala Francisco Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura, e pretende sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da violência contra as pessoas idosas, debatendo com os diversos oradores questões como a prevalência e incidência do fenómeno no concelho de Coimbra, os principais fatores de risco e de proteção associados e as metodologias de sinalização e de intervenção.
O programa tem início às 14h15, com as intervenções de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Francisco Rodrigues, diretor do Departamento de Ação e Habitação Social da CM de Coimbra e Ana Martins, chefe do Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da CM de Coimbra. Segue-se uma mesa redonda sobre o tema da violência contra pessoas adultas mais velhas, moderada por Henrique Testa Vicente, professor auxiliar do Instituto Superior Miguel Torga, e com a participação de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Natália Cardoso, gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, Cristina Cunha, psicóloga do Programa SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Artur Loureiro, comissário do Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública e César Santos, médico-legista do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.
O programa prevê, depois, um espaço de debate e o lançamento da campanha de sensibilização “Tornar Visível o [in]Visível”, que será apresentada pela vereadora da Ação Social da CM de Coimbra, Ana Cortez Vaz, que encerra a sessão às 17h00.
O envelhecimento populacional é encarado com um dos maiores triunfos da humanidade, representando uma vitória da evolução médica, social e económica de todas as sociedades, e apresenta-se como uma evolução indiscutível também na estrutura etária da população portuguesa. De acordo com as “Estatísticas Demográficas – 2021” do Instituto Nacional de Estatística (INE), as alterações na estrutura etária da população portuguesa resultaram na continuação do processo de envelhecimento demográfico, sendo que entre 2011 e 2020, a percentagem de população jovem diminuiu de 15,0% para 13,2% (-1,8%) e a percentagem de pessoas com 65 ou mais anos de idade aumentou de 19,2% para 23,2% (+ 4,0%).
Ainda de acordo com o referido documento, o índice de envelhecimento em Portugal aumentou, anualmente, passando de 128 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 181,3 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021. De 2011 para 2021, o concelho de Coimbra também acompanhou a tendência nacional e assistiu a um aumento do seu índice de envelhecimento de 160,5 para 214,0 pessoas idosas por cada 100 jovens.
Analisando o comportamento do índice de envelhecimento nas 18 unidades territoriais do concelho, as freguesias mais envelhecidas são Torres do Mondego (com 374 pessoas idosas por cada 100 jovens), Ceira (com 318 pessoas idosas por cada 100 jovens) e Almalaguês (com 313 pessoas idosas por cada 100 jovens). De salientar que, de 2011 para 2021, das 18 unidades territoriais do concelho de Coimbra, somente a União de Freguesias de Coimbra assistiu a uma diminuição do seu índice de envelhecimento, passando de 277 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 263 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021.
Importa, ainda, referir que, independentemente da unidade territorial que se esteja a analisar, o índice de envelhecimento é sempre superior a 100, ou seja, existem sempre mais pessoas idosas que crianças e jovens nos diferentes territórios. Conclui-se, ainda, que de 2011 para 2021, dos 100 concelhos da região Centro, 91 registaram um aumento do índice de envelhecimento superior a 25%, sendo que Coimbra é um deles (aumento de 33,3%).
A atual realidade de envelhecimento demográfico e as suas perspetivas futuras torna essencial preparar toda a sociedade e humanidade para as repercussões do envelhecimento, quer seja ao nível das diversas estruturas tecnológicas, económicas, familiares, culturais e sociais, como também ao nível individual, sendo necessário impulsionar medidas e políticas específicas de promoção da independência e autonomia, bem como de um envelhecimento saudável, ativo e bem-sucedido pelo maior período de tempo possível, dado que, as pessoas passarão a viver um terço da sua vida após a reforma. Segundo o INE, entre 2018 e 2080, verificar-se-á um acentuado fenómeno de envelhecimento demográfico e Portugal assistirá a um agravamento do seu índice de envelhecimento, que quase duplicará, podendo chegar aos 300 idosos por cada 100 jovens até ao ano de 2080.
Mourão: Autarquia lança programa para promover o envelhecimento ativo
in Digital
A Câmara Municipal de Mourão, no distrito de Évora, lançou, recentemente, um projeto direcionado para os idosos que integram as estruturas residenciais para pessoas idosas do concelho.
Trata-se do projeto municipal “Ativamente” dirigido à população sénior que integra as ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) do Concelho, com vista a valorizar este público-alvo numa estratégia em prol de uma adequada inclusão social e da promoção de um envelhecimento ativo e saudável.
Segundo explica a autarquia, “este projeto resultará do investimento municipal através da afetação de recursos humanos especializados nas ERPI que celebram um protocolo com a Edilidade.”
“O Projeto ‘Ativamente’ abrange atividades como: ofertas culturais, educacionais e de convívio; espaços de diálogo, de troca de experiências e de conhecimentos entre pessoas idosas e crianças; estratégias para diminuir o isolamento social e a exclusão em interação com as famílias, assim como ações de formação, encontros, seminários e workshops”, indicou a autarquia.
O Programa “Ativamente” tem como principais objetivos promover o envelhecimento ativo e saudável, desenvolvendo ações de capacitação com vista a garantir o bem-estar físico e mental, contribuindo para uma autonomia e independência dos idosos.
Este projeto terá uma duração de 12 meses.
A Câmara Municipal de Mourão, no distrito de Évora, lançou, recentemente, um projeto direcionado para os idosos que integram as estruturas residenciais para pessoas idosas do concelho.
Trata-se do projeto municipal “Ativamente” dirigido à população sénior que integra as ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) do Concelho, com vista a valorizar este público-alvo numa estratégia em prol de uma adequada inclusão social e da promoção de um envelhecimento ativo e saudável.
Segundo explica a autarquia, “este projeto resultará do investimento municipal através da afetação de recursos humanos especializados nas ERPI que celebram um protocolo com a Edilidade.”
“O Projeto ‘Ativamente’ abrange atividades como: ofertas culturais, educacionais e de convívio; espaços de diálogo, de troca de experiências e de conhecimentos entre pessoas idosas e crianças; estratégias para diminuir o isolamento social e a exclusão em interação com as famílias, assim como ações de formação, encontros, seminários e workshops”, indicou a autarquia.
O Programa “Ativamente” tem como principais objetivos promover o envelhecimento ativo e saudável, desenvolvendo ações de capacitação com vista a garantir o bem-estar físico e mental, contribuindo para uma autonomia e independência dos idosos.
Este projeto terá uma duração de 12 meses.
7.6.23
Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas define plano de promoção do envelhecimento ativo
in Porto.pt
O Plano de Ação Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas até 2025 começa a ganhar contornos e os primeiros passos já são conhecidos do Município e das entidades parceiras. Os eixos de atuação para a promoção de um envelhecimento ativo estão definidos e centram-se nas pessoas, nos lugares, nos serviços, nos equipamentos e, claro, nas políticas.
“O programa assenta numa preocupação ampla com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas seniores residentes no Porto, sobretudo dos que vivem mais isolados com necessidades particulares em função de vicissitudes de vária ordem”, explica o vereador da Coesão Social.
Fernando Paulo reforçou que o Município procura promover “uma cidade para todas as pessoas, para todas as idades e criar as condições para que os seniores tenham uma vida plena em todas as suas fases da vida”.
A sessão de apresentação, nos Paços do Concelho, surge depois de aprovada a candidatura do plano ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e mostrou a todos os intervenientes o diagnóstico e metodologia de implementação.
Projetos já implementados no Município, como “O Porto é lindo!”, “Sempre Acompanhados” ou “Aconchego” fazem parte da estratégia para aumentar a integração social pela arte, promover a sociabilização através da valorização dos tempos livres, aumentar a literacia financeira, promover ambientes intergeracionais, garantir respostas a situações de vulnerabilidade extrema ou promover a participação dos idosos nas políticas que lhes são dirigidas, entre outros desafios.
Participaram na sessão representantes de várias entidades da cidade, contribuindo, assim, para a definição de um instrumento promotor de um compromisso coletivo para uma resposta efetiva aos desafios do envelhecimento da cidade do Porto.
Até julho, o Município do Porto vai promover encontros para debater os vários eixos de intervenção: pessoas (13 de junho), lugares (19 de junho), serviços e equipamentos (27 de junho) e políticas (4 de julho). As sessões acontecem nas instalações do Centro de Inovação Social, na Quinta da Bonjóia, e requerem inscrição através do endereço de correio eletrónico dmcs@cm-porto.pt.
O Plano de Ação Porto Cidade Amiga das Pessoas Idosas até 2025 começa a ganhar contornos e os primeiros passos já são conhecidos do Município e das entidades parceiras. Os eixos de atuação para a promoção de um envelhecimento ativo estão definidos e centram-se nas pessoas, nos lugares, nos serviços, nos equipamentos e, claro, nas políticas.
“O programa assenta numa preocupação ampla com o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas seniores residentes no Porto, sobretudo dos que vivem mais isolados com necessidades particulares em função de vicissitudes de vária ordem”, explica o vereador da Coesão Social.
Fernando Paulo reforçou que o Município procura promover “uma cidade para todas as pessoas, para todas as idades e criar as condições para que os seniores tenham uma vida plena em todas as suas fases da vida”.
A sessão de apresentação, nos Paços do Concelho, surge depois de aprovada a candidatura do plano ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e mostrou a todos os intervenientes o diagnóstico e metodologia de implementação.
Projetos já implementados no Município, como “O Porto é lindo!”, “Sempre Acompanhados” ou “Aconchego” fazem parte da estratégia para aumentar a integração social pela arte, promover a sociabilização através da valorização dos tempos livres, aumentar a literacia financeira, promover ambientes intergeracionais, garantir respostas a situações de vulnerabilidade extrema ou promover a participação dos idosos nas políticas que lhes são dirigidas, entre outros desafios.
Participaram na sessão representantes de várias entidades da cidade, contribuindo, assim, para a definição de um instrumento promotor de um compromisso coletivo para uma resposta efetiva aos desafios do envelhecimento da cidade do Porto.
Até julho, o Município do Porto vai promover encontros para debater os vários eixos de intervenção: pessoas (13 de junho), lugares (19 de junho), serviços e equipamentos (27 de junho) e políticas (4 de julho). As sessões acontecem nas instalações do Centro de Inovação Social, na Quinta da Bonjóia, e requerem inscrição através do endereço de correio eletrónico dmcs@cm-porto.pt.
25.5.23
A Escola da Coesão da Região Alentejo
António Covas, opinião, in JN
No passado dia 9 de maio, dia da Europa, teve lugar, nas instalações da CCDR-Alentejo, o lançamento de um projeto ambicioso, digno de registo, denominado Escola da Coesão. Enquanto orador convidado, ficam aqui umas brevíssimas reflexões a propósito da intervenção que então proferi.
A década extraordinária (2030), o contexto
A Escola da Coesão é lançada num contexto único e irrepetível que poderíamos caracterizar e sintetizar em quatro aspetos:
- As grandes transições desta década, os efeitos imponderáveis, os impactos assimétricos, em curso, talvez, mesmo, uma mudança paradigmática de grande alcance (1);
- Um complexo único de programas, instrumentos e meios financeiros como nunca tinha acontecido num lapso de tempo tão curto (2);
- Um acontecimento singular, Évora, Capital Europeia da Cultura, 2027, tem um valor simbólico e emblemático extraordinário para toda a região Alentejo (3);
- A evolução das CCDR para a condição de instituto público, com maior autonomia e uma nova responsabilidade pública, anuncia uma mudança na paisagem jurídico-administrativa com um impacto particular sobre a inteligência coletiva da região (4).
A Escola da Coesão do Alentejo, as suas versões e dimensões
No que diz respeito às várias versões e dimensões da Escola de Coesão talvez possamos alinhá-las do seguinte modo:
- Uma versão curta, restritiva, reduzida à formação de jovens, ativos e empresários, com um enfoque especial nos técnicos ligados à gestão dos fundos europeus,
- Uma versão extensiva, programática, abrangendo as quatro dimensões da política de coesão: sociocultural, socioambiental, socioeconómica e socioterritorial,
- Uma versão mais instrumental ligada à criação de um observatório regional dos programas e projetos com mais impacto na região,
- Uma versão mais eclética utilizada como instrumento de pedagogia política devidamente programada no tempo.
No que diz respeito às quatro dimensões da política de coesão, deixo aqui alguns tópicos para reflexão ulterior.
- Coesão sociocultural: formação de ativos, estímulos para talentos criativos, CEC 2027, cluster de indústrias culturais e criativas (ICC), área de residências artísticas, culturais e científicas, preparar Évora para Cidade Criativa da Unesco, mais e melhor inovação social no plano da gestão associativa dos bens comuns (1);
- Coesão socioambiental: as grandes transições, transição energética, transição ecológica, plano verde, parque agroecológico municipal, 2ª ruralidade (solos, coberto vegetal, biodiversidade, recursos hídricos, ecossistemas e serviços de ecossistema) (2);
- Coesão socioeconómica: um programa geral de literacia digital, a formação de uma nova geração de jovens empresários, a fixação dos nativos digitais e a atração de jovens talentos, qualificação de ativos e formação ao longo da vida, uma escola de negócios (3);
- Coesão socioterritorial: cidades e regiões inteligentes, formação de plataformas colaborativas locais, programas de envelhecimento ativo, uma rede de cuidadores, bancos de solos, redes urbanas e mobilidade acessível, melhores serviços ambulatórios (4).
CCDR.IP, um novo regime de coordenação e desenvolvimento
No que diz respeito à nova paisagem jurídico-administrativa, em especial, com a evolução das CCDR para Institutos Públicos e um novo regime de coordenação e desenvolvimento mais autónomo, fica uma referência às várias versões em aberto:
- Uma versão minimalista, mais funcionalista e conservadora, de simples coordenação técnico-burocrática (1);
- Uma versão mais programática e contratualista, com contratos programas com as CIM, as Câmaras Municipais, os Núcleos Empresariais Regionais, as Instituições de Ensino Superior, sob a forma de plataformas colaborativas e delegação de poderes e competências (2);
- Uma versão mais política e federativa, mais regionalista, porventura, capaz de promover proactivamente a liberdade criativa da sociedade política local e regional e novas formas de inteligência territorial, sobretudo entre os jovens empresários e os jovens talentos que não deixarão de explorar as oportunidades oferecidas pelas grandes transições em curso.
Nota Final
A Escola de Coesão da Região Alentejo é um projeto ambicioso que nasce num momento crucial para o desenvolvimento socio-estrutural da região e do país. Esta é uma década extraordinária com muitos meios e recursos disponíveis, mas, também, com um grau de incerteza muito elevado. Estamos verdadeiramente a meio da ponte, precisamos, urgentemente, de mobilizar todo o conhecimento e sabedoria e realizar com os alentejanos um genuíno contrato de sociedade que nos liberte, enfim, dos nossos défices acumulados de longa data.
*Professor Catedrático da Universidade do Algarve
No passado dia 9 de maio, dia da Europa, teve lugar, nas instalações da CCDR-Alentejo, o lançamento de um projeto ambicioso, digno de registo, denominado Escola da Coesão. Enquanto orador convidado, ficam aqui umas brevíssimas reflexões a propósito da intervenção que então proferi.
A década extraordinária (2030), o contexto
A Escola da Coesão é lançada num contexto único e irrepetível que poderíamos caracterizar e sintetizar em quatro aspetos:
- As grandes transições desta década, os efeitos imponderáveis, os impactos assimétricos, em curso, talvez, mesmo, uma mudança paradigmática de grande alcance (1);
- Um complexo único de programas, instrumentos e meios financeiros como nunca tinha acontecido num lapso de tempo tão curto (2);
- Um acontecimento singular, Évora, Capital Europeia da Cultura, 2027, tem um valor simbólico e emblemático extraordinário para toda a região Alentejo (3);
- A evolução das CCDR para a condição de instituto público, com maior autonomia e uma nova responsabilidade pública, anuncia uma mudança na paisagem jurídico-administrativa com um impacto particular sobre a inteligência coletiva da região (4).
A Escola da Coesão do Alentejo, as suas versões e dimensões
No que diz respeito às várias versões e dimensões da Escola de Coesão talvez possamos alinhá-las do seguinte modo:
- Uma versão curta, restritiva, reduzida à formação de jovens, ativos e empresários, com um enfoque especial nos técnicos ligados à gestão dos fundos europeus,
- Uma versão extensiva, programática, abrangendo as quatro dimensões da política de coesão: sociocultural, socioambiental, socioeconómica e socioterritorial,
- Uma versão mais instrumental ligada à criação de um observatório regional dos programas e projetos com mais impacto na região,
- Uma versão mais eclética utilizada como instrumento de pedagogia política devidamente programada no tempo.
No que diz respeito às quatro dimensões da política de coesão, deixo aqui alguns tópicos para reflexão ulterior.
- Coesão sociocultural: formação de ativos, estímulos para talentos criativos, CEC 2027, cluster de indústrias culturais e criativas (ICC), área de residências artísticas, culturais e científicas, preparar Évora para Cidade Criativa da Unesco, mais e melhor inovação social no plano da gestão associativa dos bens comuns (1);
- Coesão socioambiental: as grandes transições, transição energética, transição ecológica, plano verde, parque agroecológico municipal, 2ª ruralidade (solos, coberto vegetal, biodiversidade, recursos hídricos, ecossistemas e serviços de ecossistema) (2);
- Coesão socioeconómica: um programa geral de literacia digital, a formação de uma nova geração de jovens empresários, a fixação dos nativos digitais e a atração de jovens talentos, qualificação de ativos e formação ao longo da vida, uma escola de negócios (3);
- Coesão socioterritorial: cidades e regiões inteligentes, formação de plataformas colaborativas locais, programas de envelhecimento ativo, uma rede de cuidadores, bancos de solos, redes urbanas e mobilidade acessível, melhores serviços ambulatórios (4).
CCDR.IP, um novo regime de coordenação e desenvolvimento
No que diz respeito à nova paisagem jurídico-administrativa, em especial, com a evolução das CCDR para Institutos Públicos e um novo regime de coordenação e desenvolvimento mais autónomo, fica uma referência às várias versões em aberto:
- Uma versão minimalista, mais funcionalista e conservadora, de simples coordenação técnico-burocrática (1);
- Uma versão mais programática e contratualista, com contratos programas com as CIM, as Câmaras Municipais, os Núcleos Empresariais Regionais, as Instituições de Ensino Superior, sob a forma de plataformas colaborativas e delegação de poderes e competências (2);
- Uma versão mais política e federativa, mais regionalista, porventura, capaz de promover proactivamente a liberdade criativa da sociedade política local e regional e novas formas de inteligência territorial, sobretudo entre os jovens empresários e os jovens talentos que não deixarão de explorar as oportunidades oferecidas pelas grandes transições em curso.
Nota Final
A Escola de Coesão da Região Alentejo é um projeto ambicioso que nasce num momento crucial para o desenvolvimento socio-estrutural da região e do país. Esta é uma década extraordinária com muitos meios e recursos disponíveis, mas, também, com um grau de incerteza muito elevado. Estamos verdadeiramente a meio da ponte, precisamos, urgentemente, de mobilizar todo o conhecimento e sabedoria e realizar com os alentejanos um genuíno contrato de sociedade que nos liberte, enfim, dos nossos défices acumulados de longa data.
*Professor Catedrático da Universidade do Algarve
19.5.23
Mente sã, corpo são: à conversa no Museu Benfica
in SL Benfica
Nesta quinta-feira, 18 de maio, data em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, realizou-se no auditório do Museu Benfica – Cosme Damião a conversa "Desporto, Saúde Mental e Bem-estar", um evento organizado pelo Património Cultural do Sport Lisboa e Benfica e que se insere na programação trimestral do Museu do Clube. Explorando temáticas como o desporto ao serviço do envelhecimento ativo, bem-estar e envelhecimento e a psicologia no desporto de alta competição, a ação foi moderada por Cecília Carmo e teve a participação de Luís Alcobia, Rui Lança e Tatiana Ferreira. Entre os 75 presentes, estiveram, a título institucional, Rita Ferro Rodrigues (Federação Portuguesa de Futebol), Susana Feitor (Fundação do Desporto) e Dominguinho Fernandes (Academia MEPA).
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