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28.9.23

“O que e como fazer para que Coimbra possa dar aos seus habitantes uma melhor qualidade de vida?”

in Notícias de Coimbra

A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais decidiu organizar e promover um colóquio sobre biodiversidade, também em complemento da atribuição que lhe foi feita da Bandeira Verde Eco-Freguesia XXI.


Com apoio da presidência do ISEC e de um conjunto de cidadãos, por si ou em representação de movimentos cívicos, o colóquio conta com a intervenção de reputados especialistas em assuntos que, estando na ordem do dia, prendem a atenção e constituem preocupação da comunidade e podem resumir-se num propósito: o que e como fazer para que a Freguesia de Santo António dos Olivais e, por tabela, o concelho de Coimbra, possa dar aos seus habitantes uma melhor qualidade de vida, adotando as práticas mais recomendáveis em matéria de defesa do ambiente.


A Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais decidiu organizar e promover um colóquio sobre biodiversidade, também em complemento da atribuição que lhe foi feita da Bandeira Verde Eco-Freguesia XXI.


Com apoio da presidência do ISEC e de um conjunto de cidadãos, por si ou em representação de movimentos cívicos, o colóquio conta com a intervenção de reputados especialistas em assuntos que, estando na ordem do dia, prendem a atenção e constituem preocupação da comunidade e podem resumir-se num propósito: o que e como fazer para que a Freguesia de Santo António dos Olivais e, por tabela, o concelho de Coimbra, possa dar aos seus habitantes uma melhor qualidade de vida, adotando as práticas mais recomendáveis em matéria de defesa do ambiente.


O colóquio realiza-se no dia 29 de setembro, sexta-feira, no auditório principal do ISEC, com início às 9:30.

O cartaz e o programa podem ser consultados aqui, e as inscrições podem ser efetuadas no site da junta de freguesia ou diretamente para o email .

25.9.23

Casas de madeira são alternativa aos elevados preços compra de habitação

por Horácio Antunes - Antena 1, in RTP


Com o mercado imobiliário a apresentar preços elevados na aquisição de uma casa, há quem esteja a virar-se para opções mais baratas. E uma das alternativas são as casas de madeira.
Este tipo de habitação pode, ao início, parecer um pouco estranho, mas para muitos a alternativa compensa.

São isentas de licenciamento e também se distinguem das habitações mais convencionais por serem móveis, ou seja, podem ser deslocadas para outro local, em caso de venda do terreno ou mudança de residência.

O repórter Horácio Antunes visitou uma empresa de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, que produz estas casas de madeira há mais de 10 anos e que tem cada vez mais encomendas.

14.9.23

Dão apoio emocional e “ganham muito” em troca. SOS Estudante procura voluntários

Bárbara Baltarejo, in Público

Prestar apoio emocional é o objectivo da linha SOS Estudante, composta por estudantes de Coimbra, mas a funcionar para todo o país. Quem faz parte do projecto garante é uma experiência positiva.


“Dei o meu tempo, mas recebi muito de outras formas.” É assim que Juliana Jesus recorda a sua passagem pela SOS Estudante, uma linha telefónica criada por alunos universitários de Coimbra que, há 26 anos, dá apoio emocional a quem precisa e trabalha na prevenção do suicídio. Neste momento, há 20 jovens a atender diariamente as chamadas que chegam de todo o país, mas a linha está à procura de novos voluntários.

A nova fase de recrutamento, aberta a todos os estudantes universitários de Coimbra — e isto inclui ensino público e privado, faculdades e politécnicos —, arrancou na segunda-feira e estende-se até dia 8 de Outubro.

O “recrutamento começa com entrevistas iniciais, depois passa por uma formação de 30 horas, devidamente certificada, e termina com novas entrevistas”, explica a vice-presidente do projecto Inês Nunes Coelho, em conversa com o P3.


Não há requisitos específicos para que se aceitem voluntários, além da vontade de ajudar. As áreas de formação dos voluntários também são diversas, apesar de haver uma clara concentração de estudantes de Psicologia. Do Direito à Medicina, Matemática ou Biologia, quase todos os cursos querem estar envolvidos.

O recrutamento inclui uma formação de 30 horas, para que todos tenham a mesma preparação e consigam antecipar o que vem por aí. “A pessoa que nos liga pode ter dificuldade em exprimir-se, mas, deste lado, temos de a compreender. Desenvolvemos muito a empatia, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. No momento em que atendemos a chamada não somos nós, somos a linha”, destaca a vice-presidente. O apoio prestado é “livre de preconceitos, respeitando e aceitando as diferenças interpessoais sem influência do ponto de vista religioso, político ou ideológico”, lê-se no site oficial.

As 30 horas de formação estão divididas em dez sessões. Na primeira, os voluntários ficam a conhecer o projecto; seguem-se conhecimentos mais específicos relacionados com os temas que, ao longo dos 26 anos de funcionamento da linha, têm sido mais recorrentes.

No último ano lectivo, por exemplo, “o tema mais comum foi, sem dúvida, a ansiedade”. “Depois destacam-se a carência afectiva, os comportamentos autolesivos e as crises de identidade”, relata a responsável.

Terminada a formação, há uma nova ronda de entrevistas para avaliar “como é que estas pessoas conseguem interagir com o outro”. Para Juliana Jesus, que passou por todas estas etapas no primeiro ano de mestrado, em 2021, “mesmo que eu não tivesse entrado já tinha valido a pena a experiência” pela vertente formativa, conta ao P3.

"Ninguém está sozinho"

“Fiz a formação ainda sem saber se ia entrar. São 30 horas de investimento, sem garantias”, admite. Contudo, o custo-benefício foi “muito positivo”.

Apesar de ser estudante de Psicologia, a jovem de 23 anos afirma que, quando se juntou à linha, “não tinha ainda os conhecimentos necessários para este voluntariado". Por isso, vê a formação como uma mais-valia: “É completamente prática, necessária, muito directa e muito adequada àquilo que eu ia precisar depois no atendimento”.

A SOS Estudante proporciona “um espaço anónimo e confidencial para desabafar”, como se lê na apresentação do projecto, mas este apoio pode também ser marcante para quem está a ajudar. “Uma ou outra chamada marcou-me emocionalmente e precisei de falar sobre como me estava a sentir”, lembra Juliana. Por isso mesmo, todos os voluntários contam também com uma psicóloga disponível para desabafar. “Ninguém está sozinho, construímos uma rede de confiança para falarmos sobre o que se passa”, garante a vice-presidente.

Entre Fevereiro e Julho deste ano, a linha já recebeu 447 chamadas. Quem mais a procura é o sexo masculino e, apesar de o público-alvo inicial do projecto ser a comunidade estudantil, hoje a maioria das chamadas chega de pessoas entre os 36 e os 49 anos.

A SOS Estudante nasceu da constatação de que, à chegada à faculdade, “havia pessoas que precisavam de ajuda e não tinham com quem falar, estavam isoladas”. “Estamos à procura de voltar para os estudantes”, sublinha Inês Nunes Coelho, reconhecendo que, ainda que agora haja mais recursos, “continua a ser difícil arranjar psicólogos nas instituições académicas”. A linha pretende colmatar essa falha.

Cada voluntário dá 15 horas por mês ao projecto, entre atendimento de chamadas — que decorre entre as 20h e a 1h da manhã — e reuniões com outros voluntários. Este tempo subtrai-se às horas de estudo ou às saídas com os amigos, mas traz “ganhos pessoais”. Além das “aprendizagens”, “ficam amizades” entre o grupo de voluntários. “O custo benefício foi imenso. Dei do meu tempo, mas recebi muito de outras formas”, conclui Juliana.

[artigo disponível na íntegra apenas para assinantes]

31.7.23

Opinião: Quem vive quer casa

Manuel Rocha, opinião, in Diário A Beiras


Estudar em Coimbra é, ainda antes da sebenta, viver em Coimbra. É essa a preocupação de grande parte dos mais de 25.000 estudantes que todos os anos “almamaterizam” na Universidade de Coimbra, e de significativa parcela dos mais de 10 mil jovens que aderem a uma das muitas escolas do Instituto Politécnico de Coimbra. Em contas por alto há, nesta Cidade, 35 mil jovens precisados de cama para o recobro diário das forças que as atividades cerebrais e físicas lhes levam (pelas mais diversas razões, algumas de juvenil disponibilidade), precisados de lugar a que chamem casa quando a casa de família não fica perto daqui.
Estudar, para ser direito humano, é também direito à habitação em custo que não signifique a recusa da colocação por falta de vaga na residência universitária. Alojamento de estudantes é preocupação prioritária numa Cidade em que o ensino superior ocupa grande parte dos seus orgulhos. Desconhecendo os números reais dos estudantes do ensino superior que chegam dos tantos lados de Portugal e do estrangeiro, forçoso será concluir que a oferta institucional de cerca de duas mil camas é curta. Coimbra precisa mesmo de dar prioridade ao alargamento do alojamento estudantil a preços comportáveis, aumentando, também assim, a atratividade da oferta local de ensino superior.
Trabalhar em Coimbra é, antes do ofício, morar por cá. Quando a satisfação das necessidades do “mercado” deixar de ser a prioridade dos dignitários da pirâmide governativa, Coimbra voltará a ser a cidade funcional de que precisamos. Nesse dia, e nos dias a seguir, estará cumprida a parcela de liberdade individual que depende do direito à habitação, a concretização da convicção, entre outras, de que “quem casa, quer casa”, tradução simplificada da fase da vida em que o afastamento da descendência não é impedimento da aproximação afetiva – o único traço familiar que perdura vida adentro.
A soberania das vidas é um fator de liberdade, pelo que ao “mercado” deve caber o que cabe ao mercado: a oferta para além da satisfação da necessidade básica. O “mercado” dos nossos dias, porém, comporta-se como predador, abundante em paciência, esperando o melhor momento para atacar. Assim se explica o escandaloso volume de casas vazias na Cidade, a sistemática fuga ao fisco em troca de miseráveis reduções do preço do arrendamento, as “Lei Cristas” que banalizam o despejo, a subida de taxas de juro com que a Banca nos verga quando quer.
Viver em liberdade é também ter direito à habitação a preços comportáveis. Por isso é que, na Coimbra partilhada por estudantes e trabalhadores, é urgente o alargamento do património habitacional público – única forma de habitar o desabitado, recuperar o arruinado, valorizar o desprezado, revitalizar os lugares históricos que não podem ser apenas-cenário, programar o espaço público para os passos de todos os dias, disciplinar o negócio imobiliário – o anunciador de “sonhos” que é, afinal, o grande concretizador de pesadelos.
A Coimbra dos nossos anseios é, todos os dias, encantadora. A Coimbra da especulação imobiliária é que não tem encanto nenhum – nem na hora da despedida.

22.6.23

Dez anos de UNESCO em Coimbra: as grandes obras que restam vão ter de esperar

Camilo Soldado,  in Público


Classificação como património da humanidade levou à requalificação de muitos dos edifícios mais emblemáticos da universidade. Rua da Sofia continua a aguardar alteração estrutural.

Quando, no processo de candidatura a Património da Humanidade, a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra entregaram à UNESCO o plano de gestão da Alta e Sofia, ficou definido um calendário para intervir nos 31 monumentos classificados e no espaço público que os rodeia.

Uma década depois de, no dia 22 de Junho de 2013, a UNESCO ter classificado a Alta e Sofia, vários dos edifícios mais emblemáticos da Universidade de Coimbra foram requalificados, num processo que ainda está em curso. No entanto, as grandes obras que ainda restam na alta universitária - e que tinham intervenção apontada para 2016 - terão que esperar. Também a Rua da Sofia, que seria requalificada e veria os acessos pedonais melhorados até 2014, continua dependente da instalação do Sistema de Mobilidade do Mondego para ver melhores dias.

Na Alta, o Colégio das Artes, onde está instalado o Departamento de Arquitectura, requer uma das maiores intervenções. Em 2019, depois de ter visto as suas condições agravadas pelos estragados causados pelo furacão Leslie, o departamento entregou um plano de intervenção à reitoria da UC, que agora responde por email ao PÚBLICO, através do gabinete de comunicação, que o processo está “em fase de conclusão os projectos para as várias fases de intervenção”.


Não é indicado um horizonte para a requalificação, assim como não acontece com o edifício da Associação Académica de Coimbra e as cantinas erguidas no mesmo quarteirão. As infra-estruturas classificadas apresentam claros sinais de degradação, ao ponto de, em Fevereiro deste ano, ter caído uma pala de betão. A UC diz que vai “desenvolver um projecto global”, existindo “a expectativa de ter um estudo prévio finalizado até final do corrente ano”.

[Artigo exclusivo para assinantes]




19.6.23

Cáritas Coimbra procura voluntários para interagir com cidadãos mais velhos

in Penacova Actual

A Cáritas Diocesana de Coimbra pretende desafiar 83 voluntários para participar no piloto do Projeto Pharaon com o objetivo de interagir com mais de 210 adultos mais velhos, em formato presencial ou remoto.
 
Reconhecendo o crescente processo de envelhecimento da população, a Cáritas de Coimbra procura melhorar a qualidade de vida, independência e saúde geral dos adultos mais velhos. Com o intuito de contribuir para este objetivo, está a ser implementado o projeto Pharaon, que visa promover o envelhecimento ativo e saudável através da integração de serviços, dispositivos e ferramentas digitais em plataformas abertas. O projeto é baseado numa abordagem centrada no utilizador, procurando garantir a máxima usabilidade e aceitação por parte das pessoas mais velhas.
Existem duas formas possíveis de voluntariado – presencial e remota:

Na vertente presencial os voluntários são desafiados a dinamizar atividades com objetivo de promover aprendizagens nos adultos mais velhos como a criação de novas memórias, estimulação cognitiva ou o combate à solidão e isolamento. O voluntário poderá propor a temática para a atividade e, em seguida, executa-a num dos centros da Cáritas de Coimbra (a combinar). Podem ser realizadas entre 1 a 5 sessões, por voluntário, entre julho de 2023 a março de 2024.

Na versão remota, o voluntário deverá apoiar os adultos mais velhos na dinamização de uma rede social segura, criada no âmbito do projeto Pharaon. O objetivo será criar páginas com assuntos de interesse para o público-alvo e periodicamente poderá fazer publicações, colocar “gostos” enviar mensagens e impulsionar a comunidade de adultos mais velhos a utilizarem a rede social. Pretende-se que os voluntários estejam disponíveis entre 1 a 4 horas por mês, também entre julho de 2023 e março de 2024.

A Cáritas de Coimbra lança o convite a todos os interessados em participar nesta iniciativa, estando disponível para esclarecer todas as dúvidas que possam surgir. As inscrições podem ser realizadas AQUI

Mais informações sobre o projeto podem ser consultadas em https://www.pharaon.eu/ (inglês) ou https://caritascoimbra.pt/project/pharaon/ (português). Este projeto recebeu financiamento do programa de investigação e inovação Horizonte 2020 da União Europeia – Projeto Pharaon ‘Pilots for Healthy and Active Ageing’, sob o contrato de subvenção nº 857188.

16.6.23

Fundo Coimbra Viva tem 27 imóveis em carteira na Baixa da cidade e já reabilitou nove

Por Lusa, in RTP

O fundo Coimbra Viva, que junta entidades privadas e públicas, conta com 27 imóveis em carteira na Baixa da cidade, nove dos quais estão já reabilitados e outros nove licenciados ou em licenciamento, disse à agência Lusa a sociedade gestora.

O fundo, criado em 2011 para atuar numa zona delimitada da Baixa da cidade, tem como participantes institucionais a Câmara de Coimbra e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e é gerido pela sociedade privada FundBox, permitindo também a participação de investidores privados e detentores de imóveis.

Depois de ter arrancado a atividade com 17 imóveis, o fundo, atualmente, tem em carteira 27 imóveis, espalhados pelas ruas da Moeda, Direita, João Cabreira, Nogueira e Pedro Olaio, que estão avaliados em 4,5 milhões de euros, disse à agência Lusa a FundBox, em resposta por escrito.

De acordo com a sociedade gestora do fundo, já foram reabilitados nove imóveis e vendeu, entre 2018 e 2022, dez apartamentos, num valor bruto faturado de 1,35 milhões de euros.

De momento, tem seis apartamentos arrendados em imóveis que foram requalificados e outros seis que estão à venda, disse, sublinhando que não é privilegiada a venda ou o arrendamento.

"Todas as propostas são analisadas à luz do melhor interesse para o fundo", aclarou.

De momento, encontram-se 18 imóveis por reabilitar, três dos quais já licenciados (associados ao projeto de uma residência de estudantes na Baixa) e seis em licenciamento, nomeadamente um projeto de reabilitação de um conjunto de prédios na rua Direita, junto à futura estação do `metrobus`, disse à Lusa a entidade.

Segundo a FundBox, todos os prédios no quarteirão da rua da Moeda que são propriedade do fundo "já foram reabilitados", com exceção de um, que obriga ao "emparcelamento de três imóveis", não sendo o Coimbra Viva proprietário de duas parcelas para permitir avançar com o licenciamento.

"Os restantes imóveis que se encontram por reabilitar e sem projeto de licenciamento estão localizados no quarteirão da Nogueira. Também nesta situação existem questões relacionadas com imóveis que não são propriedade do fundo, que não permitem o cumprimento do que está previsto, nomeadamente a criação de uma praça no interior do quarteirão", explicou.

Segundo a sociedade gestora, a Câmara de Coimbra tem conhecimento destas duas situações e "está a procura encontrar uma solução para as mesmas".

O projeto da residência de estudantes, que o atual executivo camarário tem defendido, prevê uma capacidade para 70 pessoas, distribuídas "por 62 estúdios", referiu a FundBox, recusando-se a avançar com os preços que deverão ser praticados por considerar que "é prematuro" apresentar uma estimativa quando as obras ainda não começaram.

A sociedade, que está legalmente impedida de revelar os participantes do fundo, explica que a carteira de imóveis pode ser sempre alargada através de aquisições ou pela subscrição em espécie.

Na subscrição em espécie, proprietários com imóveis na zona delimitada, podem contactar a sociedade gestora com interesse em participar no fundo.

O imóvel é avaliado e posteriormente é realizada uma assembleia de participantes do fundo, que pode aprovar o aumento de capital em espécie, com o proprietário a deixar de ser proprietário do "`seu` prédio e, em contrapartida, recebe unidades de participação do fundo Coimbra Viva, que terão o valor equivalente ao montante do aumento de capital em espécie", explicou.

Apesar de reconhecer que ainda há "trabalho a desenvolver" na área delimitada do fundo, a sociedade gestora salienta que, pela "experiência adquirida ao longo dos últimos anos, tem todo o interesse em discutir o alargamento da atividade do fundo, a outras áreas da cidade".

 

12.6.23

Câmara de Coimbra debate violência contra as pessoas idosas no dia 15 de junho na Casa da Cultura

in Coimbra.pt


A Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai assinalar, no dia 15 de junho, o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa com um debate que vai decorrer, entre as 14h00 e as 17h00, na Sala Francisco Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura. A iniciativa pretende sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da violência contra as pessoas idosas. O envelhecimento demográfico será, inevitavelmente, um assunto a debater. O concelho de Coimbra assistiu a um aumento substancial do seu índice de envelhecimento de 2011 para 2021 e, atualmente, as freguesias mais envelhecidas são Torres do Mondego, Ceira e Almalaguês.


“Encruzilhada da violência contra as pessoas adultas mais velhas” é o tema do debate que o Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da autarquia preparou para assinalar, no próximo dia 15 de junho, o Dia Mundial da Consciencialização da Violência contra a Pessoa Idosa. A iniciativa vai decorrer entre as 14h00 e as 17h00 na Sala Francisco Sá de Miranda, na Casa Municipal da Cultura, e pretende sensibilizar a comunidade em geral para a problemática da violência contra as pessoas idosas, debatendo com os diversos oradores questões como a prevalência e incidência do fenómeno no concelho de Coimbra, os principais fatores de risco e de proteção associados e as metodologias de sinalização e de intervenção.

O programa tem início às 14h15, com as intervenções de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Francisco Rodrigues, diretor do Departamento de Ação e Habitação Social da CM de Coimbra e Ana Martins, chefe do Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo da CM de Coimbra. Segue-se uma mesa redonda sobre o tema da violência contra pessoas adultas mais velhas, moderada por Henrique Testa Vicente, professor auxiliar do Instituto Superior Miguel Torga, e com a participação de Ana Simões, magistrada do Ministério Público e coordenadora da Comarca de Coimbra, Natália Cardoso, gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, Cristina Cunha, psicóloga do Programa SOS Pessoa Idosa da Fundação Bissaya Barreto, Artur Loureiro, comissário do Comando Distrital de Coimbra da Polícia de Segurança Pública e César Santos, médico-legista do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.


O programa prevê, depois, um espaço de debate e o lançamento da campanha de sensibilização “Tornar Visível o [in]Visível”, que será apresentada pela vereadora da Ação Social da CM de Coimbra, Ana Cortez Vaz, que encerra a sessão às 17h00.


O envelhecimento populacional é encarado com um dos maiores triunfos da humanidade, representando uma vitória da evolução médica, social e económica de todas as sociedades, e apresenta-se como uma evolução indiscutível também na estrutura etária da população portuguesa. De acordo com as “Estatísticas Demográficas – 2021” do Instituto Nacional de Estatística (INE), as alterações na estrutura etária da população portuguesa resultaram na continuação do processo de envelhecimento demográfico, sendo que entre 2011 e 2020, a percentagem de população jovem diminuiu de 15,0% para 13,2% (-1,8%) e a percentagem de pessoas com 65 ou mais anos de idade aumentou de 19,2% para 23,2% (+ 4,0%).

Ainda de acordo com o referido documento, o índice de envelhecimento em Portugal aumentou, anualmente, passando de 128 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 181,3 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021. De 2011 para 2021, o concelho de Coimbra também acompanhou a tendência nacional e assistiu a um aumento do seu índice de envelhecimento de 160,5 para 214,0 pessoas idosas por cada 100 jovens.

Analisando o comportamento do índice de envelhecimento nas 18 unidades territoriais do concelho, as freguesias mais envelhecidas são Torres do Mondego (com 374 pessoas idosas por cada 100 jovens), Ceira (com 318 pessoas idosas por cada 100 jovens) e Almalaguês (com 313 pessoas idosas por cada 100 jovens). De salientar que, de 2011 para 2021, das 18 unidades territoriais do concelho de Coimbra, somente a União de Freguesias de Coimbra assistiu a uma diminuição do seu índice de envelhecimento, passando de 277 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2011 para 263 pessoas idosas por cada 100 jovens em 2021.

Importa, ainda, referir que, independentemente da unidade territorial que se esteja a analisar, o índice de envelhecimento é sempre superior a 100, ou seja, existem sempre mais pessoas idosas que crianças e jovens nos diferentes territórios. Conclui-se, ainda, que de 2011 para 2021, dos 100 concelhos da região Centro, 91 registaram um aumento do índice de envelhecimento superior a 25%, sendo que Coimbra é um deles (aumento de 33,3%).

A atual realidade de envelhecimento demográfico e as suas perspetivas futuras torna essencial preparar toda a sociedade e humanidade para as repercussões do envelhecimento, quer seja ao nível das diversas estruturas tecnológicas, económicas, familiares, culturais e sociais, como também ao nível individual, sendo necessário impulsionar medidas e políticas específicas de promoção da independência e autonomia, bem como de um envelhecimento saudável, ativo e bem-sucedido pelo maior período de tempo possível, dado que, as pessoas passarão a viver um terço da sua vida após a reforma. Segundo o INE, entre 2018 e 2080, verificar-se-á um acentuado fenómeno de envelhecimento demográfico e Portugal assistirá a um agravamento do seu índice de envelhecimento, que quase duplicará, podendo chegar aos 300 idosos por cada 100 jovens até ao ano de 2080.

17.4.23

Cáritas: «Literacia Digital ao Longo da Vida» é uma aposta para juntar jovens e idosos em Coimbra

in Eclesia



Projeto prevê duração de 26 meses e está em fase de apresentação


Coimbra, 15 abr 2023 (Ecclesia) – A Cáritas diocesana de Coimbra quer dar literacia digital a pessoas mais velhas estando a desenvolver um projeto que promove ferramentas e sessões de formação, juntando jovens e pessoas mais velhas.

“Este projeto pretende desenvolver um conjunto de ferramentas e sessões de formação, com o intuito de aumentar as competências digitais dos adultos mais velhos, com a colaboração ativa de jovens universitários”, apresenta um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

A apresentação do projeto decorre neste mês de abril e em maio, em sessões onde são esclarecidos os principais objetivos, metodologias a aplicar e as próximas ações a dinamizar na implementação do piloto português, em Coimbra.

“No final de cada sessão, e com o intuito de dar voz àqueles a quem o projeto diz respeito, foi solicitado a cada elemento o preenchimento de um questionário para compreender as suas dificuldades digitais, necessidades, receios e expectativas”, avança.

«Literacia Digital ao Longo da Vida» vai ter uma duração de 26 meses, sendo financiado pelo Programa Erasmus+: KA220-ADU – Parcerias para a Cooperação em Educação de Adultos, da Comissão Europeia, contando com seis parceiros europeus:a Cáritas Diocesana de Coimbra e o Instituto Pedro Nunes, em Portugal, a Plataforma del Voluntariado, em Espanha, a People Behind, na Grécia, a Università Degli Studi Di Roma Tor Vergata e a Fondazione Garagerasmus, em Itália, sendo esta a entidade coordenadora do projeto.

Em Coimbra as sessões de apresentação estão a decorrer em espaços que já promovem o envelhecimento ativo e saudável, nomeadamente na Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, no Centro Social São Pedro, no Centro Comunitário São José e no Centro Comunitário de Inserção.

14.4.23

Câmara de Coimbra promove ação de formação para dirigentes sobre igualdade de género e não discriminação

in Mundial FM



A Câmara Municipal de Coimbra, através do novo Gabinete para a Igualdade e Inclusão (GII), está a implementar o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, resultante de uma candidatura submetida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC). O objetivo passa por neutralizar e ultrapassar as barreiras que existem ou que poderão surgir no acesso de mulheres e de homens, em condições de igualdade, à participação económica, política e social. Com esse propósito, a o GII está a promover, junto dos dirigentes municipais, uma ação de formação sobre igualdade de género e não discriminação.

O Município de Coimbra tem elegido, cada vez mais, as questões de igualdade e de inclusão como prioritárias, consubstanciando esta temática num forte compromisso político para a promoção da igualdade de género, visando aumentar a qualidade de vida da população. Considera-se que, atendendo à sua posição privilegiada de proximidade com a população e ao conhecimento das condições de vida e das expetativas das pessoas que habitam o seu território, o Município tem um papel crucial na implementação do direito à igualdade.

Neste contexto, a Câmara Municipal de Coimbra, através do Gabinete para a Igualdade e Inclusão, está a implementar o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, resultante de uma candidatura submetida pela CIM-RC, que engloba os 19 municípios da região de Coimbra. De forma a concretizar o Plano, a o GII está a promover, junto dos dirigentes municipais, uma ação de formação sobre igualdade de género e não discriminação.

Estas ações pretendem contribuir, inicialmente envolvendo os serviços municipais, para uma sociedade mais justa e mais equitativa, onde mulheres e homens possam ter as mesmas oportunidades, desenvolver o seu potencial, permitindo compreender as desigualdades existentes e os estereótipos de género que muitas vezes perpetuam essas desigualdades. A compreensão destas questões potência e incentiva ainda as pessoas a mudarem comportamentos e atitudes promovendo uma cultura de respeito e de tolerância.

Recorde-se que o antigo Departamento de Desenvolvimento Social, Saúde e Ambiente integrava áreas de atuação muito díspares: Intervenção e Ação Social, Habitação Social, Saúde, Ambiente e Serviço Médico Veterinário e Segurança Alimentar, pelo que na nova estrutura se optou por uma maior especialização da temática com o Departamento de Ação e Habitação Social (DAHS) e com a Divisão de Ação Social (DAS) e a a Divisão de Habitação Social (DHS). A importância de áreas como a igualdade, a inclusão social, bem como da gerontologia e do envelhecimento ativo foram plasmadas nas novas UO: Gabinete para a Igualdade e Inclusão (GII, UO de 3º Grau) e Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo (GGEA, UO de 3º Grau).

11.4.23

Coimbra promoveu comunhão de culturas

Diário de Leiria



O repto lançado pela Rede Europeia Anti-Pobreza à Câmara de Coimbra foi bem acolhido e ontem, no Terreiro da Erva, celebrou-se um pouco da Semana da Interculturalidade que está a percorrer o país. A “comunhão de culturas” em Coimbra, cidade que tem registado aumento de migrantes, e naturalmente de população refugiada devido aos conflitos mundiais, passou essencialmente pela dinamização de duas principais atividades.

[Artigo disponível apenas para assinantes]

6.3.23

Câmara da Lousã aprova regulamento para criação de Conselho Municipal Sénior

Por Lusa, in Diário As Beiras

A Câmara da Lousã aprovou o regulamento do Conselho Municipal Sénior, com vista à criação daquele órgão que pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população idosa, afirmou hoje o município.

Em nota de imprensa enviada à agência Lusa, aquele município do distrito de Coimbra realçou que, com a criação do Conselho, pretende-se “acrescentar ainda mais a todas as medidas” que aquela autarquia do distrito de Coimbra já implementa nesta área, no âmbito do Plano Municipal Sénior.

O órgão consultivo, que conjugará diversas entidades públicas e privadas, dá também resposta ao contexto demográfico do concelho, que “obriga a novas estratégias direcionadas à promoção do envelhecimento ativo”, sustentou.

“O objetivo principal será o de incluir os mais idosos na definição e elaboração das políticas públicas com eles relacionadas, permitindo uma aproximação destas políticas às necessidades efetivas da comunidade e acrescentando valor à implementação das mesmas”, acrescentou a Câmara da Lousã.

1.3.23

Beneficiários do Programa Municipal Voz Amiga aumentaram cerca de 130% em 4 anos

O Relatório Anual de Avaliação da Execução – 2022 do Programa Municipal Voz Amiga – Serviço de Teleassistência para Idosos foi um dos itens, para conhecimento, da agenda da reunião Executivo Municipal de 27 de fevereiro. A Câmara Municipal (CM) de Coimbra, através do Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo e Participativo do Departamento de Ação e Habitação Social, tem em funcionamento, desde 2004, este programa de assistência que, à data de 31 de dezembro, tinha 122 beneficiários, tendo registado um aumento de cerca de 130% de utentes nos últimos quatro anos.

Este serviço é totalmente gratuito e visa combater o isolamento social e a solidão, promover a segurança e incitar a integração social das pessoas idosas, muitas vezes isoladas e sós, sem familiares ou vizinhos por perto para conversar ou que as possam socorrer, estando disponível a qualquer hora do dia e da noite, todos os dias do ano, incluindo fins de semana e feriados, através da disponibilização a cada beneficiário de um equipamento de teleassistência com terminal fixo e/ou móvel.

Do universo de 122 utilizadores, o relatório revela que, em 2022, 85,2% dos utentes eram do género feminino, 68,9% tinham 80 ou mais anos de idade, 57,4% eram viúvos, 84,4% viviam sozinhos e 61,5% não detinham qualquer retaguarda institucional. De referir que, ao longo dos últimos quatro anos de implementação do Programa Municipal Voz Amiga – Serviço de Teleassistência para Idosos, tem vindo a assistir-se a uma consolidação considerável do mesmo, verificando-se um aumento gradual do número de beneficiários, sendo que, de 2019 para 2022, observou-se um aumento de 130,2%.

O Programa Municipal Voz Amiga – Serviço de Teleassistência para Idosos adapta-se a qualquer situação de maior ou menor mobilidade das pessoas idosas, bem como a qualquer outra vulnerabilidade existente, promove uma resposta mais eficaz e eficiente no auxílio e apoio dos seus beneficiários, numa lógica de prevenção da doença, promoção da saúde e promoção da inclusão social, além de conferir independência e combater o isolamento social, a solidão, e promover um sentimento de segurança nos seus beneficiários, bem como nos seus familiares e instituições de retaguarda, pode ler-se na informação que acompanha o relatório.

De acordo com o mesmo documento, este programa municipal incita a integração social das pessoas idosas e as suas relações com o meio, contribui para a manutenção dos beneficiários no meio natural de vida e nas suas redes de relacionamento, evitando-se ou retardando-se a institucionalização e, consequentemente, promovendo-se o sentimento de pertença à comunidade, auxilia na conciliação da vida familiar e profissional dos cuidadores informais dos beneficiários e permite que o cuidador informal se ausente do domicílio da pessoa cuidada, desempenhando tarefas do quotidiano e de lazer, diminuindo a sensação de sobrecarga.

Coimbra, the right place to be.

23.2.23

Inteligência artificial no estudo do autismo aplicada em Coimbra

Por Lusa, in Diário das Beiras

A caracterização das perturbações do desenvolvimento do autismo através da análise de tarefas de imitação, com recurso a inteligência artificial, é o objetivo de um projeto, hoje anunciado, das universidades de Coimbra (UC) e de Oxford (Reino Unido).

Denominado Move4ASD, o estudo científico pretende “utilizar abordagens tecnológicas baseadas em metodologias de inteligência artificial para caracterizar o autismo através da análise de tarefas de imitação”, explicou João Ruivo Paulo, investigador do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da UC, citado em nota de imprensa daquela instituição enviada à agência Lusa.

De acordo com o cientista do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o Move4ASD “estuda a hipótese de, nos indivíduos diagnosticados com autismo, o mecanismo de aprendizagem – designado neurónio-espelho – estar alterado, em relação a indivíduos saudáveis”.

“Assim, acredita-se que a aprendizagem de atividades motoras, como andar e dançar, e outras atividades de interação social, possam ser mal interpretadas por indivíduos diagnosticados com esta condição”, observou João Ruivo Paulo.

O Move4ASD vai analisar dados neurofisiológicos e comportamentais, captados através de eletroencefalografia e movimento tridimensional, dados que serão processados com recurso a inteligência artificial para descobrir distinções entre indivíduos saudáveis e participantes do grupo clínico.

“Através desta diferenciação entre grupos será possível identificar biomarcadores neurofisiológicos de padrões motores ainda pouco compreendidos”, frisou o coordenador do projeto.

A equipa científica – que inclui ainda Paulo Menezes e Gabriel Pires (ISR), Miguel Castelo Branco e Teresa Sousa, do Instituto de Imagem Biomédica e de Investigação Translacional de Coimbra (CIBIT) do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) da Universidade de Coimbra, e Tingting Zhu, investigadora da Universidade de Oxford – acredita que com este estudo “será possível contribuir para um melhor conhecimento do autismo, no que diz respeito ao sistema neurónio-espelho”.

No futuro, esperam que possa vir a ser desenvolvida “uma ferramenta automática para identificar estes biomarcadores, que, por sua vez, pode conduzir a uma caracterização otimizada destas perturbações”.

A iniciativa envolve também uma colaboração com a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), tendo vários jovens desta entidade realizado recentemente uma visita ao ISR, para conhecerem o trabalho ali desenvolvido e o projeto Move4ASD, interagir com robôs e praticar jogos interativos.

“Esta colaboração será essencial para se desenvolver conhecimento científico relevante no âmbito destas perturbações de desenvolvimento”, notou a equipa de investigadores.

9.2.23

Um "tweet" pelo combate ao tráfico humano em Dia Mundial de Oração

Isabel Pacheco, in RR

O 9.º Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas assinala-se esta quarta-feira.

Católicos de todo o mundo são convidados a dedicar, esta quarta-feira, um "tweet" à luta contra o tráfico humano através do hastag #PrayAgainstTrafficking.

A iniciativa assinala a 9.ª edição do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas (DMORCTP) que se celebra esta quarta-feira, 8 de fevereiro.

“Caminhando pela dignidade” foi o tema escolhido para assinalar a data que prevê, entre outras iniciativas, a realização, na sexta-feira, de uma Flash-mob contra o tráfico humano.

O momento que vai decorrer na Via della Conciliazione, no Vaticano, será protagonizado por jovens de todo o mundo e pelo grupo de dança "Evolution Company of the Holy Dance”.

A romaria de oração, um dos pontos altos do programa deste Dia Mundial, acontece esta quarta-feira, dia em que se celebra a festa de Santa Bakhita, símbolo universal do compromisso da Igreja contra o tráfico humano. A romaria que vai atravessar diferentes fusos horários termina às 16h30, na América do Norte.

O evento será transmitido ao vivo em com som em cinco idiomas (inglês, espanhol, português, francês, italiano) em www.prayagainsttrafficking.net.

Este ano, pela primeira vez desde sua criação, em 2015, por desejo de Papa Francisco, 15 jovens representantes das organizações parceiras reúnem-se em Roma para uma semana de reflexão sobre o tráfico humano. No final da semana, será lançará uma declaração de compromisso que dará início à preparação ao décimo aniversário do Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas.

O Dia Mundial é coordenado por Talitha Kum, a rede internacional anti tráfico de pessoas que reúne mais de 6.000 freiras, amigas e parceiros, e é promovido por 15 instituições católicas e outras organizações com o apoio do Fundo Global de Solidariedade.

6.2.23

Deixaram cidades para se dedicarem à agricultura no interior

Eduardo Pinto, in TSF

Famílias de Coimbra e do Porto cansaram-se do que faziam e foram viver e trabalhar no campo para duas localidades do concelho de Chaves.

A tendência habitual é a de quem nasce no interior do país ir à procura de melhor vida nas cidades do litoral. Mas também há, embora poucos, quem faça o percurso inverso. Anísio Saraiva e Agostinho Fontoura, e as respetivas famílias, são dois desses exemplos.

Anísio Saraiva, de 50 anos, começou a fartar-se da vida que levava em Coimbra, como investigador de História Medieval na universidade local, trabalho que estendia à Universidade Católica de Lisboa. Um dia conversou com a mulher, Ana, técnica de turismo também natural de Coimbra, se não seria melhor mudarem de vida e irem para Vidago, em Chaves, onde a mãe dele nasceu.

Se bem o pensaram, melhor o executaram. A decisão incluiu a filha, Vitória, que hoje tem 13 anos. Segundo diz, "resolveram ser felizes aos 45 anos e não aos 70", depois de se reformarem. E assim deram "um salto de fé", largando "literalmente tudo" e "iniciaram a vida do zero", junto do que consideram ser "o essencial para viver: Natureza, vida mais tranquila e estar próximo do que basta para o dia-a-dia".

"No litoral e na cidade acabamos por ser muito induzidos para só nos satisfazermos quando nos preenchemos com tudo e nunca estamos satisfeitos", explica Anísio, que compara esse tipo de vida a "viver como um hamster numa roda", sem ter a noção de que é à própria pessoa que cabe "parar essa roda" e mudar de vida.

gostinho Fontoura tem 41 anos, viveu 20 anos no Porto, para onde foi estudar aos 13 e onde conheceu a mulher Catarina, atualmente com 44. Trabalhavam num hipermercado, mas fartaram-se, porque "não estavam satisfeitos" e foram viver para São Vicente da Raia, em Chaves, onde criam leitões para vender a restaurantes e porcos para produção de fumeiro.

Atualmente têm a Cozinha Regional de Fumeiro Tradicional em São Vicente da Raia. Catarina também trabalha num lar de idosos. "Um rendimento extra que tem de ser, senão não chega", revela Agostinho. Admite que "às vezes" passa-lhe pela cabeça o arrependimento pela decisão tomada, explicando que na cidade "trabalhava oito horas e iam para casa", o que na aldeia e com a vida que escolheram "é impensável". Apesar de tudo, "a qualidade de vida compensa e os meus pais sempre têm a neta por perto".

Anísio Saraiva e Agostinho Fontoura são dois citadinos que se tornaram agricultores no interior e que têm presença assegurada na Feira dos Sabores de Chaves, que vai decorrer de 17 a 19 deste mês de fevereiro.

O certame organizado pela Câmara Municipal de Chaves, tem, este ano, um "Canto Bio" dedicado aos produtos biológicos, setor que está a ser impulsionado nos concelhos do Alto Tâmega e Barroso.

19.12.22

Ana Abrunhosa: "Não temos uma sociedade preparada para os idosos"

por Lusa, in Observador

Ana Abrunhosa admite que "há um caminho longo a percorrer" no envelhecimento ativo, embora se registe "uma evolução extraordinária" em campos como a tecnologia.A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse esta terça-feira em Coimbra que Portugal tem ainda “um caminho longo a percorrer” na área do envelhecimento ativo, apesar dos avanços dos últimos anos.

“Não temos uma sociedade preparada para os mais velhos”, admitiu Ana Abrunhosa, ao usar da palavra na sessão de abertura do 9.º Congresso de Envelhecimento Ativo e Saudável, na Sala Afonso Henriques, a antiga igreja do Convento de São Francisco.

Em declarações aos jornalistas, após a sua intervenção, a ministra reiterou que “há um caminho longo a percorrer”, embora se registe “uma evolução extraordinária” neste campo, designadamente ao nível do conhecimento, na tecnologia e na forma como a sociedade se organiza face aos novos desafios do envelhecimento ativo e saudável.

Importa, na sua opinião, “termos uma sociedade no seu dia-a-dia mais preparada”, um dos objetivos do congresso, organizado pelo consórcio Ageing@Coimbra, coordenado pelo professor João Malva, da Universidade de Coimbra, em colaboração com a entidade congénere AgeINfuture.

Na cerimónia inicial, em que também interveio o presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), José Manuel Silva, Ana Abrunhosa defendeu que, “sobretudo num país com recursos limitados“, como Portugal, a solução para o envelhecimento da população passa “por adiar a dependência [dos idosos] e a sobrecarga” do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Sabemos hoje mais sobre as maleitas dos mais velhos e sabemos como as evitar”, sublinhou, reiterando que “todos queremos envelhecer com qualidade”.

José Manuel Silva anunciou que a CMC “vai criar um gabinete de gerontologia” para atuar nesta área, respondendo a “questões que estão intrincadas com todas as políticas” da autarquia.

Para o autarca, vai ser necessário “um envelhecimento que seja também participativo“, com os idosos a assumirem-se como “motores das políticas” a eles dirigidas.

O congresso permite “demonstrar externamente o que de melhor se faz na região”, salientou aos jornalistas, por sua vez, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRC), Isabel Damasceno.

A CCDRC, com sede em Coimbra, é uma das entidades mais envolvidas, desde o início, na organização do Congresso de Envelhecimento Ativo e Saudável.

“É um caminho que se tem feito e temos envolvido os cidadãos“, afirmou igualmente o investigador e docente universitário João Malva.

Para o coordenador do Ageing@Coimbra, a solidão das pessoas no processo de envelhecimento “é um problema que tem sido muito negligenciado nas últimas décadas”.

11.11.22

CM de Coimbra cria Comissão Municipal para proteger a população idosa

 in Coimbra.pt

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra formalizou hoje, 10 de novembro de 2022, e seis anos depois de estar prevista, a Comissão Municipal de Proteção ao Idoso de Coimbra (CoMPIC) que, através de uma equipa multidisciplinar e interinstitucional, quer garantir os direitos das pessoas idosas residentes na área do município. A apresentação da CoMPIC contou com a presença do presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, da vereadora com o Pelouro da Ação Social, Ana Cortez Vaz, bem como de vários parceiros sociais da autarquia. A CoMPIC decorre no âmbito do programa “Novembro mês da Rede Social de Coimbra”, organizada pelo núcleo executivo do Conselho Local de Ação Social de Coimbra (CLAS/C).

“Estamos a formalizar, com esta apresentação pública, a constituição da Comissão Municipal de Proteção ao Idoso. As matérias relativas ao idoso são uma das nossas preocupações e, por isso, criámos nesta restruturação da Câmara uma estrutura flexível sobre esta temática, pela primeira vez”, disse o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, em alusão ao Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo previsto na nova estrutura da autarquia. De acordo com o autarca, a preocupação com a restruturação da Câmara Municipal, que não envolve o aumento de mapa de pessoal da Câmara, apesar de haver mais gabinetes, é “orientar os recursos humanos para que haja capacidade de resposta para os desafios atuais e futuros da sociedade e um deles é, naturalmente, a problemática do envelhecimento”.

“Em 2011 [o índice de envelhecimento], era de 161,4%, em Coimbra, e, em 2021, era de 215,1%. Relembro os números nacionais para o índice de envelhecimento – 182,1%, ou seja, Coimbra está mais envelhecida do que a média do país, a média nacional”, notou, a vereadora com o pelouro da Ação Social, Ana Cortez Vaz. Dada esta situação, a comissão tem como objetivo garantir os direitos das pessoas idosas, com 65 anos ou mais, prevenindo e intervindo nas situações que coloquem em risco o seu bem-estar e a sua qualidade de vida, privilegiando a informação, a promoção e a cooperação.

A CoMPIC já estava prevista no Regulamento Municipal para a Atribuição de Apoios na Área Social (RMAAAS), que tinha sido aprovado pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Assembleia Municipal em 2016. “Depois de seis anos após esta deliberação, temos finalmente a CoMPIC”, frisou Ana Cortez Vaz.

O objetivo é contribuir para a articulação entre o Município de Coimbra e as instituições com competência no apoio à população idosa, informar, sensibilizar e responsabilizar as famílias e a comunidade sobre os direitos dos idosos, agilizar os procedimentos para acesso a serviços disponíveis e intervir em situações que impliquem um perigo potencial para a concretização dos seus direitos, entre outros propósitos. Cabe à CoMPIC, designadamente, colaborar com as entidades competentes na formulação de respostas sociais alternativas e adequadas, incluindo o estudo e elaboração de projetos inovadores no domínio da prevenção, assim como elaborar propostas e recomendações à Câmara Municipal e a outras instituições com competência no apoio à população idosa.

Para além do presidente da CM de Coimbra, que preside à comissão, faz ainda parte a vereadora com o pelouro da Ação Social, um representante dos serviços do Instituto de Segurança Social, um dos serviços de saúde, da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), entre outros membros.

A CoMPIC é um mecanismo “de grande importância para incrementar e melhorar a intervenção, apoio e proteção da população idosa de Coimbra, pela sua proximidade e conhecimento específico das problemáticas locais que a afetam” e, por isso, o “Ministério Público da Comarca de Coimbra manifesta a sua inteira disponibilidade para contribuir dentro das suas competências para o trabalho em rede, em parceria, que a implementação desta comissão implica”, sintetizou a coordenadora da Comarca de Coimbra, Ana Simões.

26.10.20

Coimbra reforça apoio a instituições de solidariedade social

 in Notícias de Coimbra

O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai analisar e votar, na sua reunião de segunda-feira, sete propostas de apoios financeiros a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho, num valor global superior a 110 mil euros, a atribuir no âmbito do Regulamento Municipal para Atribuição de Apoios na Área Social (RMAAAS). As IPSS contempladas são: a Plataforma PAJE – Apoio a Jovens (ex)Acolhidos (2640 euros); a Casa dos Pobres de Coimbra (11.577,51 euros); o Centro Social e Recreativo da Cidreira (15.087,50 euros); o Centro Social e Paroquial de S. João do Campo (10.679,71 euros); o Centro Social de S. João (42.137,22 euros); a Associação Nacional de Apoio a Jovens – AnaJovem (14.190,71 euros); e a Comunidade Juvenil Francisco de Assis (14.126,53 euros).

A verba atribuída destina-se a apoiar projetos sociais, obras de edificação, aquisição de equipamentos ou às atividades a desenvolver pelas IPSS. A maior fatia destes apoios, de 42.137,22 euros, será para comparticipar a 2ª fase das obras de edificação da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) do Centro Social de S. João, o que possibilitará a criação de mais 14 vagas, para além das 27 vagas criadas na 1ª fase de edificação desta infraestrutura. No total, a ERPI disponibilizará 41 vagas nesta resposta social. Refira-se que a autarquia apoiou, também, a 1ª fase de edificação da ERPI, com mais de 90 mil euros, e que o Centro Social de S. João, pela variedade de respostas sociais que disponibiliza, tornou-se numa instituição de referência, procurada cada vez mais pela população residente e não residente na União das Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades.

O Centro Social e Recreativo da Cidreira terá direito à segunda maior fatia (15.087,50 euros), destinada à implementação do projeto “Cidreira com Vida e Arte”. Um projeto que tem como objetivo “promover o envelhecimento ativo, através da dinamização de diversas atividades que desenvolvem a vertente física e lúdica e que, ao mesmo tempo, estimulem e preservem as capacidades cognitivas, bem como previnam as demências na população sénior”, lê-se na proposta. O projeto “Cidreira com Vida e Arte” vai disponibilizar as seguintes atividades: ateliers de artes e ofícios, atividades físicas e passeios por locais de interesse. A iniciativa irá beneficiar diretamente a população que frequenta o Centro Cívico da Freguesia, num total de 47 pessoas (35 crianças e jovens e 12 idosos), bem como todos os idosos que demonstrem interesse em participar nas atividades.

Já a AnaJovem solicita um apoio financeiro para o desenvolvimento do projeto “PIDAI – Programa de Intervenção nas Dependências para Adultos Idosos”, que tem como objetivo “a aplicação de um programa de intervenção psicossocial, semiestruturado, ao domicílio, direcionado para a psicoeducação, treino cognitivo e dificuldades emocionais apresentadas por adultos idosos familiares diretos de consumidores de substâncias, resultantes do confinamento provocado pela pandemia atual, aliado à disfunção familiar consequente do abuso de substâncias por parte dos familiares diretos”, lê-se na proposta. O projeto, que será apoiado com 14.190,71 euros, tem na sua base uma intervenção no domicílio da população-alvo e contempla as freguesias limítrofes da cidade de Coimbra, abrangendo, assim, populações que habitam em zonas rurais e com maior propensão para o isolamento.

A Comunidade Juvenil Francisco de Assis solicita uma verba para a implementação do projeto “Laços de Família”, que tem como objetivos gerais “a aproximação e fortalecimento dos laços de família através da promoção individual de cada elemento da família, bem como do casal e família alargada, promovendo o envolvimento dos elementos significativos a nível familiar, nos diversos domínios dos residentes na comunidade – crianças e jovens, mães e bebés, mulheres (…)” e, de acordo com cada caso, “proporcionar o desenvolvimento do bem-estar físico, social e emocional” dos elementos da família. O projeto irá ser implementado através de contactos por telecomunicações, atendimentos presenciais com as famílias, visitas domiciliárias e em articulação com os recursos da comunidade. Uma iniciativa que permitirá aumentar e melhorar a intervenção junto das famílias em situação de vulnerabilidade social, detetando precocemente problemas como o absentismo escolar, entre outros. O apoio previsto, calculado segundo os critérios do RMAAAS, é de 14.126,53 euros.

O apoio financeiro solicitado à autarquia pela Casa dos Pobres de Coimbra destina-se à aquisição de equipamento para organização do espaço e funcionamento da sua ERPI. A instituição, que atualmente disponibiliza à população serviços e respostas sociais direcionadas para a população idosa – como a ERPI com capacidade para 63 pessoas –, pretende agora adquirir equipamento para a “operacionalização de medidas de higiene, organização do espaço e funcionamento” da infraestrutura, de forma a promover um ambiente seguro para os idosos, colaboradores e comunidade, bem como para aumentar a qualidade dos serviços prestados pela ERPI. Este investimento, tendo em conta também o momento que atravessamos de curso da pandemia COVID-19, contribuirá ainda para a não propagação do vírus. O apoio municipal previsto é de 11.577,51 euros.

Já o Centro Social e Paroquial de S. João do Campo solicita um apoio financeiro da autarquia para a implementação do projeto “Nós e a Terra”, que procura “fomentar a interação com a natureza, a agricultura, a alimentação saudável junto das comunidades locais, através da aplicação de modelos de uso e gestão ética e consciente dos recursos naturais, humanos e financeiros”, lê-se na proposta. O projeto será desenvolvido em vários locais da freguesia de São João do Campo e destina-se, essencialmente, a crianças e idosos. Desta forma, o projeto permite que as crianças brinquem ao ar livre e contactem com a natureza e ajuda a combater o isolamento social e a solidão entre a população idosa, promovendo a sua qualidade de vida e sua inclusão social. A verba prevista para este projeto é de 10.679,71 euros.

Por fim, a Plataforma PAJE, que tem como missão amparar e encaminhar jovens adultos ex-acolhidos no sentido da sua plena autonomização, trabalhar essa autonomização dos jovens que ainda se encontram em acolhimento, formar cuidadores e promover a investigação científica neste área do acolhimento residencial, solicita apoio à CM Coimbra para continuar a desenvolver a sua atividade junto da população-alvo, na sua maioria vítimas precoces de maus tratos familiares ou negligência social. A autarquia propõe um apoio de 2640 euros, de acordo com o RMAAAS.

As verbas atribuídas às sete IPSS totalizam a quantia de 110.438,18 euros.

1.10.20

Município reforça investimento na inclusão social e emprego para o concelho

por Notícias de Coimbra

O Município da Figueira da Foz procedeu na manhã de ontem, terça-feira, à apresentação e assinatura de dois protocolos de Investimento Social, aprovados no âmbito do Programa Portugal Inovação Social.

Os projetos – “SMS – Sucesso, Mente e Saúde” e “Microninho ISI – Incubadora Social e de Inovação da Figueira da Foz” foram aprovados para este território, no domínio específico da Inclusão Social e Emprego, na sequência de candidaturas apresentadas pela Autarquia.

“Não é possível termos uma sociedade próspera e produtiva se as pessoas não forem felizes. O Município acompanha e reconhece a importância do empreendedorismo e da inovação social”, avançou o presidente da Autarquia, Carlos Monteiro, esclarecendo que a assinatura daqueles protocolos é motivo de orgulho para quem se dedica às áreas de prevenção e estimulação social.

O edil afirmou ainda que, dada a situação pandémica que nos encontramos a atravessar “urge impulsionar a sociedade para o desenvolvimento de um modelo de ajuda mais humano, mais centrado nas pessoas e no planeta e mais focado na criação de valor para a sociedade onde vivemos”.

Já o presidente da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, Filipe Almeida, congratulou o Município por apostar em projetos que pretendem dar a todos melhores formas de viver, auxiliando-os em resolver problemas do desígnio social.

Paula Matos, da Faculdade de Psicologia e de Ciência da Educação da Universidade de Coimbra, foi quem usou da palavra para apresentar o projeto “SMS em Rede – Sucesso, Mente e Saúde para todos”, tendo explicado que visa promover a saúde mental e o bem-estar psicológico e social dos adolescentes e prevenir problemas de saúde mental e de perturbações como a depressão, através dos programas de prevenção SMS Jovens e SMS Educadores em comunidade escolar.

Os destinatários vão ser os alunos do 3º CEB da EB 2,3 Pintor Mário Augusto e a Escola Secundária com 3º CEB Cristina Torres (Agrupamento de Escolas Figueira Norte), bem como os encarregados de educação e comunidade escolar.

Paula Matos acrescentou ainda que a prevenção da depressão na adolescência, é o foco prioritário do projeto SMS, uma vez que este problema acarreta graves consequências emocionais e cognitivas e causa prejuízos nas áreas académica, social e familiar.

Para apresentar o projeto “Microninho ISI – Incubadora Social e de Inovação da Figueira da Foz” usou da palavra Liliana Simões, da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural dos Cinco Lugares, dando a conhecer que o objetivo passa por criar e ativar um sistema que apoie as pessoas que se encontrem numa situação potencial ou de efetiva exclusão social.

São destinatários deste projeto, 300 agregados familiares em situação de desemprego ou com fragilidade económica e social.

O protocolo do projeto SMS em Rede foi assinado pelo presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro e pela vice-reitora da Universidade de Coimbra, Cláudia Cavadas. Por sua vez, o protocolo do projeto “Microninho ISI”, contou com uma nova assinatura do presidente da Autarquia, do presidente e vogal da Direção da Incubadora de Empresas da Figueira da Foz, Nuno Lopes e Vitória Abreu, do presidente da Direção da Associação de Desenvolvimento Social e Cultural dos Cinco Lugares, António Marçal e do presidente da Direção da Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz, António Rafael.