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31.7.23

UNESCO vota Gulbenkian como Património Mundial e alargamento em Guimarães

Por Lusa,  in Notícias ao Minuto


O Comité do Património Mundial da UNESCO vai votar, em setembro, a classificação dos jardins e do edifício da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e o alargamento da área classificada de Guimarães, anunciou hoje a organização das Nações Unidas.

m comunicado, a Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), revelou que o Comité do Património Mundial se vai reunir em Riade, na Arábia Saudita, entre 10 e 25 de setembro para analisar 53 candidaturas, algumas das quais não puderam ser votadas no ano passado.

Entre estas inclui-se a proposta de classificação dos jardins e do edifício da Gulbenkian, um conjunto com "um caráter único de valor universal excecional, amplamente reconhecido e apoiado por intelectuais, especialistas e artistas de renome mundial", como se pode ler na justificação do valor universal da candidatura.

"Desenhado entre 1959 e 1969 pelos arquitetos Alberto Pessoa (1919-1985), Pedro Cid (1925-1983) e Ruy Jervis d'Athouguia (1917-2006), com os arquitetos paisagistas António Vianna Barreto (1924-2013) e Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), o edifício sede e parque contribuíram para a afirmação da modernidade no mundial, combinando vários aspetos de criatividade e inovação do génio humano", pode ler-se no texto da lista indicativa, onde a candidatura foi incluída em 2016.


Já em relação a Guimarães, cuja candidatura para ampliação da área classificada passou a integrar a lista indicativa também em 2016, a Câmara Municipal propôs "duplicar a área classificada, inscrevendo a Zona de Couros na lista indicativa para obter o estatuto de Património da Humanidade", como se podia ler num comunicado da autarquia de 2015.

"No caso de a candidatura ser bem-sucedida, a área de proteção passará a ser cinco vezes superior à atual, criando-se uma zona tampão desde o topo da montanha da Penha, onde nasce a ribeira de Couros, à Veiga de Creixomil, foz de cursos de água", acrescentava o texto.

O Centro Histórico de Guimarães está classificado como Património Mundial desde 2001.

26.7.23

Unesco pede que telemóveis sejam banidos nas escolas

Rita Carvalho Pereira, in TSF

A Organização das Nações Unidas para a Educação alerta também que o impacto de aprender no digital pode ter mais malefícios que benefícios.


Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apela aos países que tomem medidas para que o uso de telemóveis nas escolas seja banido. O objetivo é combater a desatenção nas salas de aula, melhorar a aprendizagem e proteger as crianças do cyberbullying


Num relatório da Unesco, citado pelo jornal The Guardian, a organização aponta que há provas de que o uso excessivo dos telemóveis está relacionado com pior desempenho escolar e de que elevados níveis de exposição a ecrãs têm efeitos na estabilidade emocional das crianças.


A Unesco defende que "nem todas as mudanças são sinónimo de progresso" e alerta também que "o impacto positivo de aprender no digital pode ter sido exagerado".

O relatório refere que há pouca evidência de que a tecnologia nas salas de aula acrescente valor à aprendizagem e afirma mesmo que a maior parte dos estudos que apontam nesse sentido são financiados por empresas privadas de educação a tentar vender produtos digitais, o que "gera preocupação".
A organização das Nações Unidas insiste que a tecnologia deve estar "ao serviço de uma educação centrada no ser humano" e que "não pode substituir as interações cara a cara entre alunos e professores".

Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, apela, por isso, aos governantes que não negligenciem a dimensão social da educação e que se lembrem que o potencial do digital tem de ser regulado, "para o bem das crianças".

Defendendo que os países têm de apresentar objetivos e estratégias para garantir que a tecnologia nas escolas não causa danos à saúde dos jovens, a organização destaca ainda a dimensão dos direitos humanos, que também não pode ser posta em causa pelos meios digitais - referindo, por exemplo, situações de invasão de privacidade e ódio online.

A Unesco reconhece, ainda assim, a importância que a tecnologia teve na educação durante os confinamentos na pandemia de Covid-19, mas lembra a discrepância entre os países mais ricos e os países mais pobres, com milhões de alunos a terem ficado excluídos, por falta de acesso aos meios digitais.

A Unesco analisou 200 sistemas de educação em todo o mundo e estima que um em cada seis países está já a banir os telemóveis nas escolas - é o caso da França e dos Países Baixos.

Em Portugal, uma petição pública, lançada este ano, para proibir os telemóveis nas escolas, soma já mais de 18 mil assinaturas e deu origem a uma proposta legislativa, nesse sentido, apresentada no Parlamento pelo Bloco de Esquerda.

22.6.23

Dez anos de UNESCO em Coimbra: as grandes obras que restam vão ter de esperar

Camilo Soldado,  in Público


Classificação como património da humanidade levou à requalificação de muitos dos edifícios mais emblemáticos da universidade. Rua da Sofia continua a aguardar alteração estrutural.

Quando, no processo de candidatura a Património da Humanidade, a Universidade de Coimbra e a Câmara Municipal de Coimbra entregaram à UNESCO o plano de gestão da Alta e Sofia, ficou definido um calendário para intervir nos 31 monumentos classificados e no espaço público que os rodeia.

Uma década depois de, no dia 22 de Junho de 2013, a UNESCO ter classificado a Alta e Sofia, vários dos edifícios mais emblemáticos da Universidade de Coimbra foram requalificados, num processo que ainda está em curso. No entanto, as grandes obras que ainda restam na alta universitária - e que tinham intervenção apontada para 2016 - terão que esperar. Também a Rua da Sofia, que seria requalificada e veria os acessos pedonais melhorados até 2014, continua dependente da instalação do Sistema de Mobilidade do Mondego para ver melhores dias.

Na Alta, o Colégio das Artes, onde está instalado o Departamento de Arquitectura, requer uma das maiores intervenções. Em 2019, depois de ter visto as suas condições agravadas pelos estragados causados pelo furacão Leslie, o departamento entregou um plano de intervenção à reitoria da UC, que agora responde por email ao PÚBLICO, através do gabinete de comunicação, que o processo está “em fase de conclusão os projectos para as várias fases de intervenção”.


Não é indicado um horizonte para a requalificação, assim como não acontece com o edifício da Associação Académica de Coimbra e as cantinas erguidas no mesmo quarteirão. As infra-estruturas classificadas apresentam claros sinais de degradação, ao ponto de, em Fevereiro deste ano, ter caído uma pala de betão. A UC diz que vai “desenvolver um projecto global”, existindo “a expectativa de ter um estudo prévio finalizado até final do corrente ano”.

[Artigo exclusivo para assinantes]




9.5.23

Dos trapos aos tampões: a evolução dos produtos menstruais ao longo da História

Helen King, in Público


Na Grécia Antiga, acreditava-se que era saudável ter períodos abundantes. A relação das mulheres com a sua menstruação mudou ao longo dos séculos — e os produtos que usam nesses dias também.


Em 2023, as menstruações ainda são um tabu. Ainda que seja evocado, por exemplo, na arte contemporânea, este evento fisiológico que afecta as mulheres (e alguns homens trans) durante uma boa parte das suas vidas ainda não é um tópico de conversa comum.


Normalmente, as menstruações são vistas como algo que é preciso conter – as fugas menstruais são consideradas vergonhosas apesar das campanhas que querem ajudar as jovens a sentirem-se mais à vontade para falar sobre o tema.


Para várias mulheres, esse período traduz-se numa perda de sangue equivalente a duas ou três colheres de sopa durante os quatro ou cinco dias que duram as menstruações. Durante esse período, recorrem a tampões, pensos higiénicos ou copos menstruais.

Mas um estudo de 2019 sobre a forma como as mulheres do mundo inteiro gerem os seus períodos mostrou que muitas delas ainda usam folhas, lã de ovelha, papel de jornal, ervas ou mesmo excrementos de vaca como substância absorvente.

Um relatório da Unesco, de 2016, revelou que 10% das jovens mulheres africanas não iam à escola durante os seus períodos. De facto, um dos meios de evitar as fugas é simplesmente não sair de casa durante o período, o que explica que a menstruação ainda tenha consequências relevantes na educação das mulheres.
Os períodos na História

Todavia, as mulheres não tiveram sempre a mesma relação com as suas menstruações.

É provável que, noutras épocas, as mulheres tenham tido menos períodos e com sangramentos mais ligeiros. Isto explica-se não apenas por passarem uma grande parte das suas vidas grávidas, mas também porque a sua alimentação era mais pobre do que a dos dias de hoje.

Apesar disso, textos médicos que datam da Grécia Antiga afirmam que o sangramento ideal devia ser abundante. Isso explica-se pela crença de que as menstruações aconteciam porque os corpos das mulheres tinham uma textura mais esponjosa do que os dos homens. A sua carne absorvia mais do que elas comiam e bebiam e o sangramento era visto como benéfico para a saúde. Pensava-se mesmo que o sangue que não saía podia causar doenças mentais.

Até ao século XIX, os textos médicos repetiam as ideias herdadas da Grécia Antiga, mas no advento da Europa Moderna, os homens pareciam mais à vontade para falar sobre menstruações. Samuel Pepys, homem de Letras do século XVII, mencionava por exemplo o ciclo menstrual da mulher no seu diário.

No que diz respeito aos sangramentos, a historiadora Sara Read conclui que, nessa época, a maioria das mulheres sangrava simplesmente através das roupas ou utilizava, ocasionalmente, trapos colocados entre as coxas ou atados à roupa.

No século XIX, o mercado de protecções menstruais desenvolveu-se, dos cintos e os pensos higiénicos aos “aventais higiénicos”, usados sobre as nádegas para impedir as fugas para a roupa quando se estava sentada. Mas até ao desenvolvimento dos tampões de algodão descartáveis, no final da década de 1890, os pensos continuavam a ter de ser lavados e secos (embora os tampões reutilizáveis tenham voltado recentemente).

A partir do fim dos anos 1960, a utilização de uma banda adesiva permitiu fixar as protecções à roupa interior, em vez de ser atada a um cinto especial.
Os novos produtos menstruais

Nos anos 1930, apareceram no mercado os primeiros tampões. Eram descritos como pensos higiénicos internos. Os copos menstruais em borracha também remontam à década de 1930, embora tenham sido substituídos em grande parte por copos de silicone – disponíveis numa vasta gama de tamanhos. O risco de fuga com um copo de dimensões adequadas parece ser menor do que com um penso ou um tampão.

Estas novas protecções contribuíram, de acordo com a historiadora Lara Freidenfelds, para tornar as menstruações uma parte normal da vida – que não precisa necessariamente de dias de repouso como era o caso antes. No século XX, as protecções menstruais tornaram-se, progressivamente, marcadores sociais.
O regresso da reutilização?

Os aplicadores e as embalagens de tampões contêm materiais plásticos, o mesmo acontece com os pensos higiénicos: o consumo desses produtos não acontece sem quaisquer consequências ambientais. Os riscos associados aos produtos químicos, como dioxinas, utilizados nos tampões e pensos higiénicos, também são cada vez mais conhecidos. Essas duas razões contribuíram para estimular o mercado dos produtos naturais.

Existem, também, os discos menstruais descartáveis ou reutilizáveis – trata-se de um disco redondo de silicone que recolhe o sangue. Por fim, as cuecas menstruais, inventadas em 2017, são vendidas como sendo “as melhores para o planeta”.


Em vez de vender esses produtos nos países mais pobres do mundo, as organizações de caridade como a ActionAid organizam sessões de formação sobre como fazer pensos higiénicos. As mulheres dos países ricos ficam surpreendidas ao constatar o conforto desses pensos.

A promoção actual dos pensos higiénicos reutilizáveis ou das cuecas menstruais são um regresso a uma forma mais tradicional de gerir as menstruações, mesmo que hoje em dia seja mais fácil para a maior parte das mulheres lavar e secar essas peças de protecção.

A sua utilização sugere que a nossa atitude em relação ao sangue menstrual está a mudar. A ideia de que aqueles produtos menstruais são “resíduos” que devem ser escondidos ou eliminados de maneira “higiénica” não vai de mão dada com lavar os seus pensos e deixá-los a secar ao ar livre.

Exclusivo PÚBLICO/The Conversation
Stefan Hanß é professor de História da Idade Moderna, Universidade de Manchester

3.5.23

Mulheres jornalistas presas no Irão distinguidas com prémio de liberdade de imprensa da UNESCO

Por Lusa, in SIC



Niloofar Hamedi, Elaheh Mohammadi e Narges Mohammadi foram distinguidas pelo “trabalho corajoso” que conduziu a “uma revolução histórica liderada por mulheres”, afirma a presidente do júri, Zainab Salbi.


A UNESCO atribuiu este ano o Prémio Guillermo Cano para a Liberdade de Imprensa a três mulheres jornalistas presas no Irão: Niloofar Hamedi, Elaheh Mohammadi e Narges Mohammadi.


"Agora, mais do que nunca, é importante prestar homenagem a todas as mulheres jornalistas que são impedidas de fazer o seu trabalho e que enfrentam ameaças e ataques à sua segurança pessoal", declarou a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, em comunicado divulgado esta quarta-feira.

A presidente do júri, Zainab Salbi, afirmou que "o trabalho corajoso das mulheres jornalistas iranianas" conduziu a "uma revolução histórica liderada por mulheres", pela qual pagaram "um preço elevado".

Salbi reiterou o compromisso de "honrá-las e garantir que as suas vozes continuem a ressoar em todo o mundo até que estejam seguras e livres".

Noloofar Hamedi trabalhava para o principal diário reformista iraniano, Shargh. Foi ela quem deu a notícia da morte da jovem Masha Amini, enquanto estava sob custódia policial, depois de ter sido detida a 16 de setembro de 2022 por não respeitar o uso do véu islâmico.

Hamedi está detida em regime de isolamento na prisão de Evin, em Teerão, desde setembro de 2022.

Elaheh Mohammadi, que escreve para o jornal reformista Ham-Mihan, fez a reportagem do funeral de Masha Amini e está também detida na mesma prisão.

As duas foram galardoadas com o Prémio Internacional de Liberdade de Imprensa 2023 dos Jornalistas Canadianos para a Liberdade de Expressão e com o Prémio Louis M. Lyons para a Consciência e Integridade no Jornalismo da Universidade de Harvard.

A revista Time incluiu-as na sua lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2023.

Narges Mohammadi, que trabalhou durante anos para várias publicações, é também diretora-adjunta da organização não-governamental Centro de Defensores dos Direitos Humanos em Teerão.

Está a cumprir uma pena de 16 anos de prisão em Evin, de onde tem continuado o trabalho como jornalista, incluindo o livro de entrevistas com outras prisioneiras intitulado "White Torture".

Em 2022, Mohammadi recebeu o Prémio Coragem dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Em 1997, a UNESCO criou o prémio para a liberdade de imprensa em homenagem ao jornalista colombiano Guillermo Cano, assassinado em dezembro de 1986 à frente da redação do seu jornal, El Espectador.

A organização recordou que as mulheres jornalistas e outros trabalhadores dos meios de comunicação social em todo o mundo enfrentam cada vez mais ataques e ameaças "desproporcionadas e direcionadas".

6.5.22

"Fale português, escreva português, comunique em português": o apelo de Santos Silva no Dia Mundial da Língua Portuguesa

in Expresso

O presidente da Assembleia da República destaca “o reconhecimento do português como uma das línguas mais faladas no mundo” e as comunidades dos nove Estados que a consideram a sua língua oficial

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, assinalou o Dia Mundial da Língua Portuguesa, numa mensagem em que salientou que o futuro desta língua depende de cada cidadão que a fala e escreve.

Augusto Santos Silva está desde quarta-feira no Brasil, país onde está a realizar a sua primeira visita oficial enquanto presidente da Assembleia da República e onde representará Portugal nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Num vídeo gravado na Biblioteca da Assembleia da República, antes de partir para o Brasil, o ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros refere que o Dia Mundial da Língua Portuguesa é “uma consagração aprovada pela UNESCO que tem três significados essenciais”.

O primeiro significado, segundo o presidente do parlamento, “é o reconhecimento do português como uma das línguas mais faladas no mundo”

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, assinalou o Dia Mundial da Língua Portuguesa, numa mensagem em que salientou que o futuro desta língua depende de cada cidadão que a fala e escreve.

Augusto Santos Silva está desde quarta-feira no Brasil, país onde está a realizar a sua primeira visita oficial enquanto presidente da Assembleia da República e onde representará Portugal nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Num vídeo gravado na Biblioteca da Assembleia da República, antes de partir para o Brasil, o ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros refere que o Dia Mundial da Língua Portuguesa é “uma consagração aprovada pela UNESCO que tem três significados essenciais”.

O primeiro significado, segundo o presidente do parlamento, “é o reconhecimento do português como uma das línguas mais faladas no mundo”

“Outro é a importância que dá à comunidade dos países que falam a língua portuguesa, isto é o conjunto de nove Estado que consideram o português a sua língua oficial ou uma das suas línguas oficiais; e o terceiro – e mais importante – é mostrar que a língua portuguesa é de todos nós. De todos nós que a falamos como língua materna, ou língua que entretanto aprendemos na escola ou fora dela. Uma língua que usamos para nos exprimirmos, para escrevermos, para falarmos para lermos”, referiu.

Nesta mensagem, Augusto Santos Silva sustentou a ideia de que “o futuro da língua portuguesa depende de todos” os que a falam e, por essa razão, “é muito importante que o parlamento se associe a esse futuro”.

“A mensagem principal que quero transmitir é essa responsabilidade individual de cada um de nós: Fale português, escreva português, comunique em português. Habitue-se a ouvir todos aqueles que falam, que escrevem e criam em português, porque esse é verdadeiramente o futuro da nossa língua comum”, acrescentou.

5 MAIO 2022 8:43

27.11.20

UNESCO aponta inclusão dos alunos em Portugal como exemplo a seguir por outros

in o Observador

O trabalho pela inclusão das crianças com deficiência em Portugal começou há cerca de 30 anos e já há "97,5% de crianças e jovens com deficiência" na escola. UNESCO diz que este é um exemplo a seguir.

A UNESCO apontou esta quarta-feira como um “bom exemplo a seguir” os projetos inclusivos para alunos com dificuldades desenvolvidos em Portugal, onde 97,5% das crianças e jovens com deficiência frequentam a escola.

No mundo, “as crianças com deficiência têm duas vezes mais hipóteses de não ir à escola”, lembrou Manos Antoninis, diretor da Global Education Monitoring Report, um organismo independente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que é responsável por analisar a situação da educação em todo o mundo.

Na abertura do simpósio internacional “Assegurar o Direito à Educação Inclusiva às Pessoas com Deficiência”, organizado pela UNESCO, Manos Antoninis saudou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal, considerando que “tem bons exemplos que devem ser repetidos por outros países”.

Manos Antoninis falou depois do ministro da Educação português, Tiago Brandão Rodrigues, que defendeu que, neste momento, “o desafio de todos os países é não deixar que a pandemia desvie o curso” de promover o sucesso e equidade escolar.

O trabalho pela inclusão das crianças com deficiência em Portugal começou há cerca de 30 anos, em 1991, e hoje já há “97,5% de crianças e jovens com deficiência na chamada educação “mainstream”, sublinhou o ministro. Nesta missão, o ministro atribuiu o “papel principal” aos professores e educadores assim como a quem estrutura e implementa a formação dos professores na inclusão.

O secretário de estado da Educação, João Costa, que também participou no simpósio acrescentou que depois de ter os alunos nas escolas, Portugal está agora a trabalhar no passo seguinte que é ter um sistema que integre as crianças para a verdadeira inclusão.











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No primeiro dia da conferência, que termina sexta-feira, a diretora-geral adjunta da Educação da UNESCO, Stefanie Giannini, recordou que a preocupação com a inclusão “começou com uma ideia muito simples: Não deixar ninguém para trás”. Com a pandemia, a tarefa tornou-se muito mais difícil, lamentou. Depois de um período inicial em que as escolas em todo o mundo fecharam portas e os alunos estiveram em casa, a maioria já regressou ao ensino presencial, mas ainda há países onde as aulas continuam suspensas.

Stefanie Giannini saudou “os professores que também estão na linha da frente”, à semelhança do que fazem os médicos nos hospitais.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que os tempos atuais exigem uma atenção redobrada: “O nosso desafio, enquanto Governos, não é apenas pensar em como não podemos deixar ninguém para trás, mas também como podemos impedir que os alunos abandonem a educação e as escolas”.


A igualdade de oportunidades e a inclusão social têm sido “dos principais desafios, em todos os países, na avaliação das respostas educacionais a essa crise de saúde”, reconheceu.


Esta pandemia representa para todos nós um desafio sem precedentes e, por isso, mais do que nunca, precisamos trabalhar lado a lado na criação de políticas inovadoras”, defendeu.

Na conferência esteve também o ativista sul-africano Eddie Ndopu. O jovem de 29 anos recordou que nasceu com uma doença grave que, segundo os médicos, lhe iria permitir viver apenas até aos cinco anos de idade. Cresceu com as “terríveis estatísticas das crianças com deficiências” que indicam que a grande maioria nunca viu uma sala de aula, mas conseguiu fazer a diferença, tornando-se “o primeiro africano com deficiência a ser admitido na Universidade de Oxford”, contou esta quarta-feira.

Para Eddie Ndopu, o ensino tem de ser pensado não apenas “para ter acesso ao ensino básico, mas para poder chegar também a Oxford”.











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EDUCAÇÃO

17.11.17

Em dia mundial, UNESCO chama cidadãos a combater todas as formas de discriminação e ódio

in ONUBR

Em mensagem para o Dia Internacional para a Tolerância, lembrado nesta semana (16), a nova diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a ascensão de políticas de exclusão que dividem sociedades e rejeitam a diversidade.

Dirigente fez um chamado para que a tolerância não seja praticada simplesmente como “a aceitação passiva do outro”. Ao contrário, ela deve se traduzir em uma oposição a “todas as formas de racismo, ódio e discriminação”, incluindo o antissemitismo.

Em mensagem para o Dia Internacional para a Tolerância, lembrado nesta semana (16), a nova diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, alertou para a ascensão de políticas de exclusão que dividem sociedades e rejeitam a diversidade. Dirigente fez um chamado para que a tolerância não seja praticada simplesmente como “a aceitação passiva do outro”. Ao contrário, ela deve se traduzir em uma oposição a “todas as formas de racismo, ódio e discriminação”, incluindo o antissemitismo.

“A discriminação contra um é a discriminação contra todos”, enfatizou a chefe do organismo das Nações Unidas. Audrey chamou atenção para os desafios trazidos pela globalização, que oferece oportunidades de diálogo e intercâmbio, mas também provocou novos problemas, agravados pela desigualdade e pela pobreza, pelos conflitos duradouros e pelos deslocamentos das populações.

“Nós vemos hoje a ascensão de políticas de exclusão e de discursos de divisão. Vemos a diversidade sendo rejeitada como uma fonte de fraqueza. Vemos mitos de culturas de sabedorias “puras” sendo glorificados, alimentados pela ignorância e às vezes pelo ódio. Vemos pessoas sendo reprimidas e transformadas em bodes expiatórios. Vemos ataques terroristas bárbaros planejados para enfraquecer o tecido da convivência pacífica.”
Existem 7 bilhões de formas de “ser humano”, mas nós estamos juntos como membros da mesma família, todos diferentes, mas igualmente buscando respeito aos direitos e à dignidade.

Nesse contexto, frisou a diretora da UNESCO, a tolerância não pode se resumir à “indiferença”. Antes, deve ser entendida como uma “luta pela paz”. “A tolerância deve ser vista como um ato de libertação, por meio do qual as diferenças dos outros são aceitas como se fossem nossas. Isso significa respeitar a grande diversidade da humanidade, com fundamento nos direitos humanos”, ressaltou Audrey.

A dirigente acrescentou que a riqueza de diferenças entre comunidades, culturas e indivíduos é “uma força para todas as sociedades, para a criatividade e a inovação”. “Existem 7 bilhões de formas de “ser humano”, mas nós estamos juntos como membros da mesma família, todos diferentes, mas igualmente buscando respeito aos direitos e à dignidade”, disse.

Audrey lembrou ainda o papel da UNESCO na comunidade internacional, que “consiste em aprofundar os vínculos de uma humanidade única, por meio da compreensão, do diálogo e do conhecimento”.

“É por isso que nós defendemos a diversidade cultural e o patrimônio da humanidade da pilhagem e de ataques. É por isso que procuramos prevenir o extremismo violento por meio da educação, da liberdade de expressão e da alfabetização midiática, para empoderar mulheres e homens jovens. É por isso que trabalhamos para fortalecer o diálogo entre culturas e religiões, liderando a Década Internacional de Aproximação das Culturas.”

Entre as inciativas da agência da ONU para promover a tolerância, estão o Prêmio UNESCO-Madanjeet Singh de Promoção da Tolerância e da Não Violência e a Coalizão Internacional de Cidades Inclusivas e Sustentáveis da UNESCO, que trabalha para combater o preconceito, a xenofobia e a exclusão.

“A tolerância é um ato de humanidade, que cada um de nós deve alimentar e realizar todos os dias em nossas próprias vidas, para nos alegrarmos com a diversidade que nos torna fortes e com os valores que nos unem”, concluiu a diretora-geral.

11.12.15

Reportagem da TSF ganha prémio da UNESCO

In "TSF"

"Som da rua", um trabalho de Raquel de Melo e Joaquim Dias venceu, na categoria rádio, o Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração da Comissão Nacional da UNESCO. Outros dois trabalhos da TSF mereceram uma menção honrosa.

Tiveram vidas difíceis e encontraram na música um porto de abrigo imaginário que lhes devolveu o desejo de viver e, a cada acorde, esquecem as marcas do pior dos dias. São músicos de uma banda diferente: a orquestra "Som da Rua".

Ouça a reportagem "Som da Rua" de Raquel de Melo e Joaquim Dias, vencedora do Prémio de Jornalismo da UNESCO
A orquestra "Som da Rua" é um projeto destinado às pessoas que conhecem as ruas como as palmas da mão e que todas as quartas-feiras se reúnem numa sala do Porto, entre a Sé e a Ribeira, para os ensaios. A reportagem é da jornalista Raquel de Melo e do sonoplasta Joaquim Dias.

"A educação de Laura" é um trabalho de Teresa Dias Mendes e João Félix Pereira
Para além do prémio, outros dois trabalhos da TSF foram distinguidos com uma menção honrosa. Foram eles: "A educação de Laura", de Teresa Dias Mendes e João Félix Pereira e também "Palestina, diário de um lugar incerto", de Vanessa Rodrigues e Joaquim Dias. Para além destes, a reportagem "A Sul da Sorte", de Catarina Santos, jornalista da Renascença, foi igualmente agraciada com uma menção honrosa no Prémio da UNESCO na categoria rádio.

Pode ainda ouvir "Palestina, diário de um lugar incerto”, de Vanessa Rodrigues e Joaquim Dias
Os outros vencedores do Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração foram para o jornal online Observador, na categoria de imprensa escrita, e para a reportagem "Os Nossos Filhos da Ucrânia", de Carlos Rico, Carlos Morais e António Soares, SIC, na categoria meios audiovisuais.

A cerimónia de entrega realizou-se esta quinta-feira no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

21.10.15

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza assinala-se esta semana

in SicNotícias

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza celebra-se a 17 de outubro. Segundo os dados da UNESCO, entre 2011 e 2013, cerca de 842 milhões de pessoas sofriam de fome crónica. As imagens da agência Reuters mostram um olhar sobre a pobreza pelo mundo.

1.7.14

UNESCO alerta para 58 milhões de crianças até aos 11 anos sem escolaridade

in o Observador

A UNESCO alertou hoje para a existência de 58 milhões de crianças entre os seis e os onze anos sem escolaridade, o que torna impossível alcançar a meta de uma educação primária universal até 2015.

O número deve-se em grande parte ao elevado crescimento demográfico na África Subsaariana, onde existem atualmente 30 milhões de crianças sem escolaridade, indica um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) divulgado hoje em Paris. Segundo a UNESCO, se se mantiver a atual tendência, cerca de 43 por cento dos menores sem escolaridade em todo o mundo — 15 milhões de raparigas e 10 milhões de rapazes — numa pisarão uma sala de aulas.

O documento refere, por outro lado, que 17 países reduziram em 86 por cento o número de crianças sem escolaridade em pouco mais de uma década, como o Burundi, Marrocos, Nepal, Nicarágua e Vietname. “É possível conseguir mudanças positivas” com medidas como a abolição de propinas, a adequação do currículo, o apoio financeiro às famílias necessitadas, assinala o estudo.

A diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, considera no documento que os novos dados, a que se junta a diminuição em 10 por centro da ajuda à educação revelada no início deste mês, confirmam a impossibilidade de se conseguir que exista educação primária universal até 2015. Nesse sentido, defende ser preciso fazer “soar o alarme e reunir a vontade política necessária” para garantir o respeito pelo “direito à educação para todas as crianças do mundo”, adianta.

29.1.14

UNESCO. Cerca de 250 milhões de crianças não estão a aprender a ler

in iOnline




“O acesso não é a única crise – a má qualidade está a atrasar a aprendizagem daqueles que conseguem ir à escola”, escreve a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova




Cerca de 250 milhões de crianças no mundo não estão a aprender a ler, revela hoje um relatório da UNESCO, alertando que a educação está em crise, com os governos a precisarem de perto de 129.000 milhões de dólares anualmente.

Um ensino inadequado em todo o mundo deixou um legado de analfabetos mais generalizado do que se pensava inicialmente, avança o relatório anual da UNESCO.

O documento informa que uma em cada quatro crianças nos países pobres não consegue ler uma frase, com a percentagem a elevar-se para 40% nos países da África Subsaariana.

“Qual é o sentido da educação se as crianças após cinco anos na escola saem sem as habilitações que precisam?”, questiona Pauline Rose, responsável pelo relatório de cerca de 500 páginas sobre Educação Global.

Num terço dos países analisados, menos de três quartos dos professores do ensino primário existentes foram treinados para normas nacionais, enquanto 120 milhões de crianças em idade primária em todo o mundo tinham pouco ou nenhuma experiencia escolar, de acordo com o relatório.

“Nos últimos dez anos, as pessoas que vivem nos grupos mais marginalizados continuaram a ser privadas de oportunidades educacionais”, frisou Pauline Rose no documento.

Trinta e sete países monitorizados pelo relatório estão a perder pelo menos metade do montante que gastam em educação primária, porque as crianças não estão a aprender, revela a UNESCO.

Em países desenvolvidos como França, Alemanha ou Reino Unido, os filhos de imigrantes ficam atrás dos seus pares, realizando muito pior as metas mínimas de aprendizagem. Também grupos indígenas na Austrália e Nova Zelândia enfrentam problemas semelhantes, revela o relatório.

“O acesso não é a única crise – a má qualidade está a atrasar a aprendizagem daqueles que conseguem ir à escola”, escreve a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, no prefácio do relatório.

Cerca de 250 milhões de crianças em todo o mundo não aprendem o básico, segundo o documento, que lembra que em 2011 havia 57 milhões de crianças fora da escola, metade das quais em países afetados por conflitos.

Para ser alcançada uma melhoria, é necessário “professores competentes”, argumenta o relatório, chamando os governos “a formar e a colocar os melhores disponíveis para aqueles que mais precisam”.

Os professores devem receber formação inicial que combine “o conhecimento dos assuntos a serem ensinados com o conhecimento dos métodos de ensino”, bem como formação sobre “como concentrar a ajuda às crianças desfavorecidas”.

O relatório recomenda ainda que os professores sejam colocados “em áreas onde a ajuda é mais necessária, criando incentivos para que se comprometa a educação a longo prazo, como “um salário que corresponda, pelo menos, às suas necessidades básicas, boas condições de trabalho e uma oportunidade de carreira”.