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1.9.23

Centenas de seniores no desporto de alto rendimento

André Rito, in Expresso


Estudo: um ensaio clínico inédito juntou 350 pessoas com mais de 60 anos no Algarve. Este programa de exercício físico, para prevenção de doenças cardíacas e dos ossos, decorre numa unidade frequentada por atletas de alta competição


Hoje o tema é alimentação saudável. Estamos num ginásio em Quarteira, no Algarve, onde cerca de 10 pessoas com mais de 60 anos ouvem atentamente uma nutricionista. O espaço, a meia dúzia de passos do mar, está arrendado pela Junta de Freguesia e serve diferentes propósitos: é aqui que todas as semanas decorrem aulas de ginástica para vários grupos de idosos, que estão a participar num ensaio clínico cujo objetivo é avaliar o impacto que o exercício físico tem na qualidade de vida da população acima dos 65 anos. Trata-se de um estudo inédito em Portugal, que teve início no Laboratório de Saúde, Envelhecimento e Cinética, um espaço habitualmente frequentado por atletas de alta competição. Júlia Pires, 69 anos, conheceu o projeto através de um panfleto distribuído na Junta de Freguesia, no qual se procuravam pessoas com problemas ósseos e de hipertensão. “Eu tomo medicação para o colesterol e tenho uma artrose quase da minha idade”, conta. O processo, diz, “foi muito cuidadoso”. “Fomos à universidade, foi-nos feito um longo inquérito, fizemos vários testes em equipamento de alta tecnologia para medirmos diferentes indicadores relacionados com a nossa saúde.” O processo foi idêntico para os quase 350 participantes no estudo: após uma exaustiva avaliação, cada um dos seniores recebeu um plano de treino que contribuiu de forma decisiva para a melhoria da saúde e qualidade de vida.

“Fizemos um controlo de colesterol com uma nutricionista, diferentes exames com um cardiologista e vários testes físicos”, conta Júlia Pires, que participou no estudo juntamente com o marido. “Deram-nos um plano específico de treino, embora ambos estejamos habituados a fazer exercício físico. Caminhadas, bicicleta, muita vida passada ao ar livre. Não somos uns velhos de estar no sofá”. Assistente dentária, técnica de laboratório, entre outras profissões, Júlia já fazia pilates uma vez por semana e tem uma bicicleta fixa em casa. No ginásio onde funciona a segunda parte do ensaio clínico foi-lhe prescrito exercício sobretudo em passadeira.

Alta tecnologia

O ensaio clínico, que está já na sua fase final, começou a ser feito na Faculdade de Desporto da Universidade do Algarve, com a designação de A3COR: Algarve Active Ageing — Cardiac and Osteoarthritis Rehabilitation. Financiado pela União Europeia com quase um milhão de euros, o projeto visa reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação nas áreas da reabilitação cardíaca e osteoartrose. Os números atuais para a Europa indicam uma prevalência média destas patologias de 30,4% em adultos entre os 65-85 anos. Extensas evidências demonstram a eficácia e viabilidade do exercício para ortoartrose (OA), com redução da dor, melhoria da mobilidade e da qualidade de vida.

É numa sala equipada com tecnologia de ponta onde decorrem os testes. “As pessoas quando chegam fazem uma bateria de exames, durante os quais avaliamos a sua parte funcional, além de uma avaliação cardiorrespiratória, assim como testes relacionados com a sua qualidade de vida. Através destes testes podemos depois avaliar o impacto que o exercício tem na sua recuperação e qualidade de vida”, explica Ricardo Minhalma, coordenador da avaliação e prescrição do exercício físico da equipa do A3COR. “O objetivo passa também por reduzir a dependência de tratamentos farmacológicos para estas patologias, o que representará um enorme impacto nos sistemas de saúde europeus, uma vez que a OA é, de acordo com o Global Burden of Disease Study, a principal causa de incapacidade global”, acrescenta Nuno Marques, presidente do Observatório Português do Envelhecimento e coordenador do plano de ação do Governo para o envelhecimento ativo e saudável.

Por agora, o projeto está a decorrer nos municípios de Loulé e Quarteira, onde existem ginásios específicos para tratar os problemas identificados pelos técnicos da Universidade do Algarve, mas o objetivo passa por alargar este projeto a diferentes zonas da região. “O objetivo é chegarmos a todos os municípios do Algarve. Já está a ser apresentado em várias câmaras municipais”, afirma Nuno Marques. Entre vários diagnósticos e prescrição de exercício feitos na sede do A3COR, é possível perceber “benefícios ao nível da reabilitação cardíaca, capacidade de resistência, menor progressão da aterosclerose em pessoas com doenças do foro arterial”, acrescenta Ricardo Minhalma.

Abaixo-assinado

Voltemos ao ginásio em Quarteira, onde Delmina Farias, 73 anos, costuma fazer desporto duas vezes por semana. “Inscrevi-me, soube do projeto através de uma amiga, e como gosto de fazer desporto achei que devia participar. Fui avaliada e depois fui seguida aqui no ginásio.” Considerando uma avaliação geral “muito completa”, seguiu-se a prescrição para fazer exercício em máquinas: remo, passadeira e bicicleta. Ex-proprietária de uma loja de moda, justamente ao lado do ginásio, Delmina sempre praticou desporto. “Gosto de fazer caminhadas na praia, logo pela manhã”, conta.

Várias são as vantagens identificadas pelos participantes ouvidos pelo Expresso. A principal é o grau de compromisso com o desporto, o que contraria uma tendência habitual quando a idade começa a pesar. “Estando envolvidos neste projeto, dificilmente estes idosos passam o dia em frente à televisão”, afirma Delmina. Quando isso acontecesse, acrescenta Júlia Pires apontando para o céu, “é meio caminho andado para o fim”. Com o fim do ensaio clínico à vista — em breve serão apresentados os resultados da experiência — vários participantes têm manifestado interesse em continuar. “Foi até feito um abaixo-assinado”, diz uma das técnicas da Junta de Freguesia de Quarteira.

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Saiba a história de três guardiães do tempo com mais de 100 anos. Conheça também os seniores que aprendem a surfar e um projeto que combate o isolamento

Centenários Há quase 3 mil cidadãos residentes em Portugal que ultrapassam a barreira dos 100 anos. Contamos-lhe três histórias de pessoas que são verdadeiras guardiãs do tempo. Uma delas ainda é diretora de um jornal.

Sonhar Existe algum prazo para concretizar sonhos pessoais? No Movimento Transformers, no Porto, o combate ao idadismo faz-se através de atividades pouco prováveis para pessoas com mais de 65 anos. Há quem aprenda a nadar, a patinar, dançar ballet ou a fazer surf.

Isolamento Em Vila do Conde, o Porta 55+ procura promover um envelhecimento mais ativo e saudável para os maiores de 65 anos, combatendo simultaneamente o isolamento. O projeto é desenvolvido exclusivamente por voluntários, todos com mais de 55.

Veja tudo AQUI.

P&R

Portugal tem uma estratégia para o envelhecimento ativo?

Sim. Foi inaugurado, em maio, o Centro de Competências para o Envelhecimento Ativo e Saudável. A sede deste centro está situada em Loulé, mas o Governo pretende alargar o projeto a todos os distritos. O objetivo é formar e capacitar as pessoas que lidam de alguma forma com o envelhecimento, desenvolvendo técnicas de resposta, e de estímulo, ao envelhecimento ativo nas suas várias dimensões.

Que outras estratégias existem além das governamentais?

Há várias associações ligadas às Comissões Coordenadoras de Desenvolvimento Regional. É o caso da Rede Repensa, que integra quatro centros de referências dispersos pelo país. Estes centros visam a melhoria da saúde e da qualidade de vida das pessoas, com destaque para os idosos.

O projeto Algarve Active Aging é único no país?

Sim. Tendo em conta as ferramentas utilizadas, trata-se de um projeto pioneiro. Além disso, nunca foi feito em Portugal um ensaio clínico desta envergadura, com tantos seniores acima dos 60 anos. Por outro lado, a tecnologia utilizada — que serve também para atletas de alta competição fazerem a sua avaliação — torna este projeto ainda mais singular.

Longevidade

É o ano dois do projeto que o Expresso lançou em 2022, com o apoio da Fidelidade e da Novartis. Durante este ano vamos olhar para os desafios da longevidade que se colocam às pessoas, às comunidades, às empresas e ao Estado. Agora que vamos viver mais anos, a meta é chegarmos novos a velhos.

Textos originalmente publicados no Expresso de 1 de setembro de 2023


3.5.23

Marco de Canaveses: Academia Casa dos Avós promove palestra “Descomplicar a Menopausa”

Ana Magalhães, in A Verdade


A Academia Casa dos Avós promove, no próximo dia 6 de maio, a palestra “Descomplicar a Menopausa”, que terá como oradora principal Cristina Mesquita de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Menopausa.

Rosália Monteiro, responsável pela academia, explicou que a palestra insere-se no “objetivo principal da academia, que tem a ver com a promoção do envelhecimento ativo e uma aposta no desenvolvimento pessoal ao longo da vida, sendo que a menopausa é sempre uma fase do desenvolvimento da mulher e da vida das mulheres em particular, que é muitíssimo importante”.

Sensibilizar e informar são os objetivos desta palestra, uma vez que “uma maior sensibilização e informação” podem levar “a uma redução dos impactos na saúde da mulher, de uma forma geral. A academia pretende proporcionar um espaço de encontro sobre este tema tão importante neste processo de envelhecimento e que no fundo também prepara as mulheres para falarem sobre este tema, por exemplo, com o seu médico, ou com a própria família”.

No fundo, o objetivo passa por “desmistificar um pouco e torná-lo importante na vida da mulher e, muitas vezes, de forma preventiva, porque temos de começar a pensar na nossa menopausa antes dela acontecer. Para isso convidamos a Dra. Cristina Mesquita de Oliveira, que é fundadora da Associação Portuguesa de Menopausa, que também é autora de um livro, que se chama descomplicar a Menopausa e no fundo o que se pretende é promover uma discussão sobre este tema de uma forma descomplicada, leve e como ela diz até invertida, encararmos este tema de uma forma o mais tranquila possível”. O evento tem início pelas 16h00 no auditório da LFM Corporate. A inscrição é obrigatória.

21.4.23

Centro de Convívio e Lazer de Cova em Vieira do Minho comemorou aniversário

in Braga TV


O Centro de Convívio e Lazer da Freguesia de Cova, em Vieira do Minho, comemorou o aniversário num ambiente de festa e animação.


O momento contou com um lanche de confraternização que juntou os utentes do centro, o presidente da União de Freguesias de Ventosa e Cova, José Campos, e os presidentes do Município e da Assembleia Municipal, António Cardoso e Manuel Pinto da Costa, respetivamente.


Foi um momento de festa, onde não faltou a dança e o corte do bolo que marcou o aniversário desta valência, que tem por missão promover o convívio, a partilha e a troca de experiências entre os seniores daquela localidade.

O Município de Vieira do Minho conta, atualmente, com Centros de Convívio distribuídos praticamente por todo o concelho. O principal propósito destes espaços é proporcionar à população sénior momentos lúdicos e recreativos de forma a promover o envelhecimento ativo e combater o isolamento social.

19.4.23

Grândola distinguida novamente com selo “Comunidades Pró-Envelhecimento”

 in Grândola Município



O município de Grândola é uma das 72 entidades distinguidas com o selo Comunidades Pró-Envelhecimento. A distinção atribuída pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) tem como objetivo reconhecer e destacar as comunidades portuguesas com um forte e efetivo compromisso, por intermédio das suas políticas, programas, planos estratégicos e práticas, na promoção do envelhecimento saudável e bem-sucedido ao longo de todo o ciclo de vida.

A Vereadora do Pelouro de Desenvolvimento Social, Carina Batista, representou o município na cerimónia de entrega dos selos, que ocorreu na Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, no passado dia 14 de abril.

30.3.23

Viver em vez de sobreviver: jovem gerontóloga quer mostrar como é possível “sonhar com o envelhecimento”

Sofia Correia Baptista e Sara Tarita, in Expresso

Aos 24 anos, Magda Mendes é responsável por um projeto que pretende contribuir para um envelhecer vivido com mais qualidade de vida. Além de promover a atividade física e a estimulação cognitiva, a gerontóloga foca-se no trabalho das emoções. Tudo porque as pessoas não têm de ser “aquilo que a sociedade espera do que é ser velho”

Naquele momento ainda não tinha certezas sobre o caminho que iria seguir, mas agora sabe que a semente esteve ali: quando fez voluntariado com idosos – tinha apenas 15 anos – na Casa de Saúde Rainha Santa Isabel, em Condeixa-a-Nova, vila onde reside. Agora com 24, Magda Mendes é já gerontóloga e criadora do projeto CAF - Cuidar com Amor & Felicidade, cujo objetivo é contribuir para um envelhecimento com mais saúde, autonomia e dignidade.

“A missão e o propósito da CAF é ir ao encontro das pessoas idosas, à procura das necessidades e evitar um dos maiores medos, que é a institucionalização. Ao encontrar os pontos mais fracos, torná-los em pontos fortes através de intervenções não farmacológicas”, explica Magda em conversa com o Expresso.

Depois da licenciatura em Gerontologia Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e do respetivo estágio, o projeto da jovem nasceu em 2022, com o apoio da Microninho – incubadora social que, através da promoção do empreendedorismo e da inovação, quer contribuir para um desenvolvimento local sustentável. Além de colocar a ideia em prática, a parceria ajuda a trabalhar o que distingue o projeto e a forma como “pode ser sustentável a longo prazo”.

Apesar de se destinar a pessoas a partir dos 60, 65 anos, se alguém estiver interessado e for mais novo, tal não representa um impedimento – é, até, algo que já aconteceu. “Sou apologista de que quanto mais cedo prevenirmos, melhor. Não esperar que a pessoa já precise dessa ajuda, mas prevenir que se chegue a um estado mais agravado.”

São cinco os serviços disponibilizados: consulta gerontológica, movicorpo, ligações brilhantes, sentir com alma e reaprender com emoção. A “base” é a consulta, em que se realiza a “avaliação multidimensional” da pessoa. A partir daí, traça-se “um plano de intervenção e um plano individual de cuidados”, conforme as necessidades.

Por exemplo, no caso de ter ocorrido uma queda e ser preciso recuperar o equilíbrio, o movicorpo será opção – trata-se de um “leque de atividades” preparado para ajudar a melhorar os “movimentos do dia a dia”. Já nas ligações brilhantes, o foco está na estimulação cognitiva, ao “trabalhar o cálculo, a memória, a linguagem e a atenção” através de jogos, contribuindo para o desempenho das tarefas do quotidiano.

Para sentir com alma, Magda centra-se no estímulo dos cinco sentidos. No caso da audição, ouvir uma música ou os sons num jardim, de olhos fechados, e abordar o que se sente, é umas das técnicas praticadas. “Aqui também entra a questão da psicologia positiva, de abrandar os pensamentos. O que vou proporcionar é um sentimento de bem-estar.”

Enquanto estes serviços são pensados a nível individual, reaprender com emoção é desenvolvido em grupo. Em associações ou estruturas dedicadas a idosos, a gerontóloga dinamiza um conjunto de 14 sessões, com cerca de uma hora, para “trabalhar as emoções e uma visão holística da vida, menos tóxica, com mais vibrações positivas”.

“O passo primordial é a aceitação de que não somos jovens para sempre. Se aceitamos que vamos envelhecer, temos a oportunidade de sonhar com o nosso envelhecimento.”

A questão das emoções é, aliás, uma das chaves do trabalho de Magda – que defende que é determinante, antes de mais, a forma como se encara o envelhecimento. “O passo primordial é a aceitação de que não somos jovens para sempre. Se aceitamos que vamos envelhecer, temos a oportunidade de sonhar com o nosso envelhecimento. Sonhar de que forma é que vamos querer vivenciar essa parte da nossa vida e não ir ao encontro dos cenários que vemos hoje em dia, em que uma pessoa idosa é vista como alguém limitado ou que tem uma série de doenças.”
Contribuir para a possibilidade de viver com maior qualidade de vida e “querer fazer a diferença” estão entre as principais motivações. “Sentir que estou a conseguir ajudá-los não a sobreviver, mas a viver. A serem eles mesmos e não aquilo que a sociedade espera deles e do que é ser velho”, resume. E há mais uma parte especial: ouvir as histórias e ver os sorrisos nos rostos. “A pessoa torna-se mais frágil, mais vulnerável, e deixa de ser ouvida. Mas podemos aprender tanto com eles.”

27.3.23

Um ginásio onde se treina o cérebro: “ocupar a mente e sair de casa” com a ajuda da tecnologia

Sara Correia Baptista e Sara Tarita, in Expresso

O cérebro não é um músculo, mas é um órgão que precisa de ser exercitado – independentemente da idade. No Cacém, aulas de ginástica cerebral trabalham a estimulação e reabilitação cognitiva dos maiores de 65 anos, com recurso a tecnologias inovadoras. Ao mesmo tempo, promove-se o bem-estar e combate-se o isolamento

Aos 69 anos, Leonor Filomena faz parte de dois grupos de teatro e, como tal, tem “imensos textos para decorar”. “Com a idade, os neurónios vão envelhecendo, o cérebro já tem muitos anos e é necessário estimular.” Foi por isso que decidiu integrar o Ginásio Cerebral Sénior Comunitário – projeto da Casa de Saúde da Idanha, uma das unidades das Irmãs Hospitaleiras, apoiado pela Câmara Municipal de Sintra.

Desde 2018, já participaram nas aulas de ginástica cerebral 549 seniores. São sessões baseadas na prevenção do processo de degeneração cerebral associado ao envelhecimento, e a decorrer em novas instalações, no Cacém, desde dezembro. “Este projeto surgiu da necessidade de dispormos de uma estrutura comunitária e de proximidade no âmbito da saúde mental, promotora do envelhecimento ativo e da prevenção de quadros demenciais”, explica ao Expresso a coordenadora, Carla Pombo.

O processo começa com uma avaliação multidimensional pela equipa multidisciplinar – composta por um psiquiatra, um enfermeiro, uma neuropsicóloga e um psicomotricista –, envolvendo “aspetos do funcionamento cognitivo, como a atenção, memória, orientação, linguagem, raciocínio”, assim como fatores relacionados com o bem-estar, solidão e a “perceção que cada pessoa mais velha tem sobre a sua qualidade de vida”, indica a neuropsicóloga do ginásio, Cátia Gameiro.

Depois, é desenhado um plano de treino personalizado: as sessões decorrem duas vezes por semana e o programa tem a duração mínima de três meses, podendo ser alargado em função dos objetivos. As aulas “assentam em terapias não farmacológicas inovadoras”: o treino cognitivo computorizado, a roboterapia e a intervenção com videojogos numa plataforma de realidade aumentada.

A TECNOLOGIA E O DESCONHECIDO

Além do apoio da câmara municipal, a parceria com o Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico foi determinante para o desenvolvimento dos recursos utilizados. A tecnologia, segundo a neuropsicóloga, “tem feito a diferença”. “Conseguimos gerar maiores níveis de adesão e motivação nas aulas de ginástica cerebral, comparativamente a abordagens mais tradicionais, como por exemplo as chamadas técnicas de papel e lápis.”

É a introdução do novo e do desconhecido que permite “dinamizar sessões estimulantes”. “E se, num primeiro momento, a tecnologia pode gerar alguma apreensão – como, por exemplo, a utilização pela primeira vez de um computador –, num segundo momento o entusiasmo é muito superior, quando estes desafios, designadamente o contacto com robots, são superados com sucesso.”

É o que acontece com Leonor: gosta particularmente dos exercícios com robots porque “além de trabalhar a memória e a agilidade, também concilia a motricidade, o exercício físico, a coordenação de movimentos”, ou seja, é “muito completo”. Algo importante para quem, por vezes, se sente “desmemoriada”.

“Não me lembro do nome das pessoas. Estou a fazer uma atividade qualquer dentro de casa, desloco-me para outro local e já não sei o que é que lá fui fazer. Tenho de voltar para trás e ver o que estava a fazer para me lembrar do que é que tinha ido buscar”, conta. Frequenta as aulas com o marido, além de vizinhos que também já conseguiu cativar.

Na maioria dos casos, as pessoas são encaminhadas para o ginásio por juntas de freguesia e “estruturas da comunidade que atendem idosos”, enquanto outros são “referenciados por unidades hospitalares e também encaminhados a partir de consultas de neurologia e psiquiatria para estimulação cognitiva”, refere Carla Pombo.

ESPAÇO DE ENCONTRO E PARTILHA

Mas o passa a palavra também funciona: foi através de uma amiga que Alda Ramos, de 74 anos, descobriu e se interessou pela ginástica cerebral. “Estava muito em baixo, com uma depressão. Não tinha memória nenhuma imediata. Não tinha vontade de viver. Também não raciocinava nada. Isolei-me muito”, recorda.

Decidiu inscrever-se e, com as aulas, começou a sentir “muitas diferenças” no dia a dia. “Fiquei muito melhor. A memória e o cálculo desenvolvi muito. Ajudou-me imenso.” O próprio médico que a acompanha sugeriu, pelos efeitos positivos, que devia continuar com os exercícios. “Uma das coisas que o meu neurologista me diz é que tenho de ocupar a mente e sair de casa. Ter gosto por estar viva.”

Além da melhoria no desempenho cognitivo, visível na comparação entre as avaliações anterior e posterior ao programa, os resultados são benéficos ao “combater sentimentos de solidão, diminuir sintomatologia depressiva e aumentar o bem-estar e a qualidade de vida”, retrata Cátia Gameiro.

Há também um reforço ao nível da autoestima e uma partilha em grupo de diferentes experiências, algo que “fomenta as competências sociais”. “Os efeitos prolongam-se além do próprio programa: criam-se vínculos, combinam almoços, telefonam a saber uns dos outros.”

É Leonor quem o confirma: “Ficamos a saber coisas uns pelos outros, há uma visita aqui, há um passeio ali.” Agrada-lhe a parte da socialização, que a levou também a frequentar uma universidade sénior – onde tenta “puxar” aqueles que “não querem fazer nada”. “A pessoa assim ainda envelhece mais. Tudo o que seja para não estar em casa sentada no sofá, eu faço, eu gosto.”

21.3.23

Governo vai lançar dois novos avisos do PRR para apoio domiciliário

Mónica Silvares, in ECO

António Costa disse que “só na poesia basta Deus querer, o homem sonhar e a obra aparecer”. “Na vida real é um bocado mais difícil", reconheceu.

Este semestre serão lançados dois novos avisos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para apoio domiciliário, anunciou esta terça-feira a ministra do Trabalho e da Segurança Social.

Numa vista às obras da Unidade Social integrada da Portela, um projeto financiado pelo PRR, mas também pela Cruz Vermelha Portuguesa e a autarquia de Loures, Ana Mendes Godinho anunciou que serão “lançados este semestre dois novos avisos para apoio domiciliário 4.0, qualificado e com acompanhamento tecnológico e teleassistência para que os idosos passem a estar ligados garantindo assim um acompanhamento personalizado”. E um outro para “permitir pequenas obras de adaptação das casas — uma banheira, um corrimão ou uma escada — para que as pessoas passam envelhecer nas suas casas de forma ativa, ainda que com acompanhamento domiciliário”, explicou a ministra.

A Unidade Social integrada da Portela, que representa um investimento de 7,6 milhões de euros, sendo que o PRR apenas financia 1,6 milhões, pretende promover dois tipos de resposta: residencial, para cerca de 160 utentes com cuidados continuados, e de apoio domiciliário para cerca de 300 idosos para promover assim um envelhecimento ativo. O objetivo é “aumentar respostas de qualidade que promovam a autonomia e a independência”, precisou a Ana Mendes Godinho.

O primeiro-ministro, que tem todas as semanas iniciativas para demonstrar a aplicação do PRR no terreno, explicou que este é “um bom exemplo” de com a bazuca europeia permite dar uma resposta mais significativa aos problemas estruturais do país, seja nas respostas sociais, seja na habitação.

“No programa PARES, financiado pelo orçamento da Segurança Social temos previstas 18 mil camas, mas temos mais 15 mil graças ao PRR”, sublinhou António Costa. “O PRR acrescenta ao que o país é capaz de fazer”, frisou. “Com o PRR aumentou 33% a capacidade do país em termos de respostas sociais”, acrescentou.

Mas num recado aos críticos da lenta execução do PRR, António Costa disse que “só na poesia basta Deus querer, o homem sonhar e a obra aparecer”. “Na vida real é um bocado mais difícil. É necessário que os arquitetos projetem, que as instituições contratem empreiteiros, que os empreiteiros montem estaleiro, comprem materiais e comecem a executar a obra”, frisou.

Sublinhando que esta obra tem “um prazo de execução”, António Costa justifica que o PRR apenas pagou ainda 20% do valor porque se trata do adiantamento. O restante será pago “à medida que a obra for avançando”. “Significa que o PRR está parado?”, questionou. “Não significa que o PRR está a andar”, respondeu.

De acordo com o mais recente relatório semanal de monitorização da aplicação do PRR, até 8 de março, foram pagos 1,55 mil milhões de euros aos beneficiários finais (9%). Um valor que pouco avançou face ao início do ano.

O Presidente da República aproveita todas as intervenções para alertar para a necessidade de acelerar a execução dos fundos europeus, lembrando que esta é uma oportunidade que Portugal não pode perder. António Costa também aproveita todas as intervenções para responder e esta terça-feira não foi exceção.

“O PRR está a ser executado a bom ritmo, para ser executado a tempo e horas”, concluiu.

Desporto Sénior 65+” promove o envelhecimento saudável em Arganil

 in Arganil Município

O envelhecimento ativo e saudável tem vindo a marcar uma importante posição na estratégia do Município de Arganil que, no acompanhamento da evolução demográfica do seu concelho, tem promovido várias iniciativas que estimulam a adoção de estilos de vida mais saudáveis na população sénior, o que naturalmente ajuda a potenciar o seu bem-estar e longevidade.

Nesse seguimento, encontra-se este Município a preparar um programa gratuito de Atividade Física para maiores de 65 anos, ao qual deu o nome de “DESPORTO SÉNIOR 65+” e que vai ser constituído por várias sessões regulares de atividade física específicas para este público.

Os interessados podem fazer a sua inscrição até ao dia 20 de março, através do preenchimento de formulário disponível na Junta de Freguesia da sua área de residência e no Balcão Único da Câmara Municipal de Arganil, ou ainda através da submissão online, acessível aqui:

Desporto Sénior 65+

15.2.23

Maia apresenta programa de saúde de “referência nacional” para população sénior

Por Lusa, in Saúde Mais

A Câmara da Maia apresentou hoje um programa de saúde de “referencia a nível nacional” feito “a pensar no bem-estar” da população com idade superior a 60 anos que pretende “promover o envelhecimento ativo e combater o isolamento”.

O Programa Municipal de Saúde Sénior 60+ está dividido em várias áreas, desde o treino cognitivo, saúde oral, prevenção de quedas e primeiros socorros, otorrinolaringologista e saúde mental, e destina-se à população daquele concelho do distrito do Porto com mais de 60 anos que frequenta as Estruturas Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI) e os centros de dia do município.

Desenvolvido em parceria com a Universidade da Maia, aquele programa prevê a realização de ‘workshops’, um concerto, encontros, a celebração do Dia Internacional do Idoso e o I Encontro Internacional de Saúde Mental.

“Este é um programa municipal de referência a nível nacional, pela sua abrangência e diversidade de projetos. É um programa que assenta nos objetivos de promover o envelhecimento ativo, de combater o isolamento, a pensar na saúde e bem-estar da população idosa”, explicou a vice-presidente da autarquia e vereadora da Saúde, Emília Santos.

Quanto ao programa em si, tem no eixo do Trabalho Cognitivo, segundo informação veiculada pela autarquia, a “intervenção precoce”, prevenindo “o desenvolvimento de indivíduos dependentes”, e pretende “estimular, preservar e melhorar o desempenho das funções cognitivas dos idosos” como a memória, a atenção, o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas, entre outras.

No eixo da Saúde Oral, o objetivo é “promover as boas práticas diárias da higienização oral, desde a escovagem dos dentes aos cuidados a ter com as próteses dentárias”, tendo em conta que “com o envelhecimento, aumentam os riscos das cáries, da doença periodontal (gengivas), perda de dentes, alterações da cavidade oral (mastigação) e desgaste dentário”, entre outras complicações.

Com este programa, a autarquia quer “dotar os seniores de conhecimento e ajudas técnicas que possam facilitar a locomoção, alertar para as barreiras físicas, munir o sénior de conceitos básicos de primeiros socorros”, uma vez que “a queda no sénior é o acidente doméstico mais frequente e a principal causa de morte acidental na população com idade superior a 65 anos”.

No âmbito da Otorrinolaringologia, o objetivo é “verificar a qualidade auditiva” daquela população e “avaliar o impacto e o grau da perda auditiva”, estando previstos rastreios auditivos entre fevereiro e maio.

A Saúde Mental é outra das áreas abordadas, salientando a autarquia que “saber como cuidar da saúde mental dos seniores envolve intervenções específicas” vocacionadas para identificar e combater a “perda da autonomia, a solidão, o medo”, bem como “outras limitações”, que “interferem negativamente e geram problemas como fobias e insónia crónica”.

O projeto quer também “incentivar e promover hábitos de alimentação saudável e contribuir para a diversificação de refeições saudáveis”, promovendo ‘workshops’ na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

De salientar ainda a promoção do I Encontro Internacional de Saúde Mental, a realizar em novembro, que pretende “criar espaço de partilha, discussão e reflexão” de experiências e de conhecimentos no âmbito da saúde mental sénior.

“O município da Maia tem desenvolvido um conjunto de políticas direcionadas a todos os munícipes, com especial atenção à comunidade sénior. O Programa Municipal de Saúde Sénior 60+ 2023 inscreve-se nessa estratégia, reforçando a Maia como uma cidade amiga das pessoas idosas e uma cidade feliz”, afirmou na apresentação o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago.

9.2.23

Reformados descobriram na ginástica uma forma mais saudável de passar o tempo

António G. Rodrigues,  in Mensageiro de Bragança

Há 16 anos que um grupo de ‘jovens’ reformados começou a praticar ginástica em conjunto, no Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito de um projeto de investigação em desporto. Agora, quase duas décadas volvidas, são já cerca de 80 e não querem outra coisa.

“Venho por esta alegria e para sair de casa”, conta Amélia Cordeiro, que integra o grupo praticamente desde o início e garante que os ganhos têm sido muitos. “Sinto-me feliz. Há pessoas que, com a minha idade (72 anos), já não fazem metade do que eu faço”, aponta.

“É uma forma de sair de casa mais cedo”, diz Rosário Monteiro.

O projeto + Idade + Saúde começou em 2007, pelas mãos de Miguel Monteiro, docente de desporto na Escola Superior de Educação do IPB.

“O objetivo é proporcionar exercício físico regular aos mais velhos e, também, serve de lado experimental para avaliações e implementação de exercícios”, explicou ao Mensageiro.

Também serve de “local de estágios para alunos de desporto e educação social”, tendo dado origem “a várias teses de doutoramento”.

O grupo é dedicado a pessoas com mais de 65 anos. O participante mais veterano tem 90 anos e é brasileiro, pai de um aluno, sendo que a maioria são mulheres.
Neutério Pires, de Bragança, é outro dos participantes. No final de mais uma aula, de uma hora, aproveita para ficar à conversa com outros participantes, como Manuel Sarmento, que também integra o grupo desde o início.

“Vimos por tudo. Pela ginástica, pelo convívio. Os reformados não têm mais o que fazer”, apontam, a rir-se.

Lurdes Gomes, que entretanto se juntou à conversa, garante que “a diferença em termos físicos é muito grande” e que se sente “mais aliviada”.

Manuel Monteiro, originário do distrito do Porto, experimentou e gostou. “Vim, fiquei a gostar e continuei. Esta iniciativa é muito boa. Em vez de ir ao médico, venho aqui”, revela.

A brigantina Marta, a madeirense Fátima, a pacense Catarina, o caboverdiano Mauro e o brasileiro Samuel são os monitores de serviço e notam a evolução na turma ao longo do ano letivo.

“Para além de terem atividade física, faz com que não fiquem sempre fechados em casa. Assim, criam um grupo de amigos. Fazemos avaliações regulares e vê-se uma grande melhoria na flexibilidade e destreza”, garantem.

De acordo com Miguel Monteiro, o objetivo será encontrar um financiamento que permita estudar os benefícios deste programa também na prevenção de doenças degenerativas, como o Alzheimer.

“O número de pessoas idosas irá quase triplicar até 2050, e com isso, promover estratégias para um envelhecimento ativo a nível mundial são fundamentais para prevenir o surgimento e evolução de doenças crónicas não transmissíveis (DCNTs), tais como diabetes, doença cardíaca, hipertensão, obesidade, e doenças neurodegenerativas”, explicou Samuel, um dos investigadores do projeto.

“Nos últimos anos tem sido aplicado o treino multicomponente (TMC), caracterizado por ser um tipo de treino capaz de estimular melhorias nas capacidades físicas diferenciadas, tais como força muscular, capacidade aeróbia/cardíaca, flexibilidade, agilidade e equilíbrio dinâmico, além de proporcionar melhorias na qualidade de vida e bem-estar das pessoas idosas.

Ao longo dos anos, o projeto tem contado com um grupo médio de 50 idosos (o que é bastante expressivo em termos de investigação científica). Atualmente, tem corrido uma investigação de doutoramento, na qual, foi acrescentado um novo tipo de treino ao TMC, e esse treino é chamado de High Intensity Interval Training (HIIT), o qual, tem como principal característica produzir curtos períodos de exercício aeróbio em altas intensidades, intercalados por períodos de repouso curtos ou relativamente maiores, os quais, produzem um forte estímulo cardiorrespiratório e circulatório no organismo das pessoas idosas”, explicou ao Mensageiro.

Deste projeto já resultou um outro, o Rosa Ativo, para doentes oncológicos e que tem, atualmente, cerca de uma dúzia de participantes.
As aulas decorrem três vezes por semana e as inscrições estão, neste momento, encerradas, por questões logísticas.

Só quando houver desistências se poderão admitir novos participantes.

3.2.23

‘+SABER +SAÚDE +VIDA’ É O MOTE DO SÉTIMO SIMPÓSIO DA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DA UMA

in JM

‘+Saber +Saúde +Vida’ é o mote para mais uma edição, a sétima, do simpósio da Escola Superior de Saúde da Universidade da Madeira (ESS-UMa), este ano desenvolvido em cooperação com a Associação Garouta do Calhau. A conferência vai realizar-se no dia 6 fevereiro, no auditório da reitoria da UMa.

O objetivo é promover dinâmicas de desenvolvimento e partilha de conhecimento e reflexão sobre determinantes da saúde mental e envelhecimento ativo que fundamentem a implementação de intervenções comunitárias orientadas para ganhos em saúde e melhoria da qualidade de vida dos idosos e da importância e potencial do contexto comunitário enquanto meio promotor e protetor da saúde mental.

A sessão de abertura está marcada para as 09h00, com a presença do reitor da UMa, Sílvio Fernandes; da secretária regional de Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade; da presidente da ESS-UMa, Isabel Fragoeiro; do presidente da Direção da Garouta do Calhau, Ricardo Silva; e da estudante representante do Curso de Licenciatura em Enfermagem (CLE) 2019/2023, Rosa Gaudêncio.

O programa prossegue com uma mesa temática, subordinada ao tema ‘Saúde Mental e Envelhecimento Ativo’, na qual participam Cláudia Silva, secretária da Direção da Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros; Alexandre Veríssimo, enfermeira especialista no Centro de Saúde do Monte; e Gonçalo Fernandes, psicólogo na Associação Garouta do Calhau.

Pelas 11h30, acontece a conferência ‘Projetos para quê?’, que será proferida pela enfermeira Cristiana Nunes. De seguida, às 12h00, será apresentado o projeto ‘+SABER +SAÚDE +VIDA’. A sessão de encerramento acontece pelas 12h30, com as intervenções de um utente do Centro Comunitário da Associação Garouta do Calhau, da estudante representante do CLE, Rosa Gaudêncio; da coordenadora dos Centros Comunitários, Carla Feliciano; e da madrinha e padrinho do projeto, respetivamente, Benjiliani Soares e enfermeiro Alexandre Veríssimo.

A participação neste evento é gratuita, mas requer inscrição prévia até 3 de fevereiro, através do formulário online disponibilizado em https://tinyurl.com/ye8fd8xc.

11.11.22

CM de Coimbra cria Comissão Municipal para proteger a população idosa

 in Coimbra.pt

A Câmara Municipal (CM) de Coimbra formalizou hoje, 10 de novembro de 2022, e seis anos depois de estar prevista, a Comissão Municipal de Proteção ao Idoso de Coimbra (CoMPIC) que, através de uma equipa multidisciplinar e interinstitucional, quer garantir os direitos das pessoas idosas residentes na área do município. A apresentação da CoMPIC contou com a presença do presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, da vereadora com o Pelouro da Ação Social, Ana Cortez Vaz, bem como de vários parceiros sociais da autarquia. A CoMPIC decorre no âmbito do programa “Novembro mês da Rede Social de Coimbra”, organizada pelo núcleo executivo do Conselho Local de Ação Social de Coimbra (CLAS/C).

“Estamos a formalizar, com esta apresentação pública, a constituição da Comissão Municipal de Proteção ao Idoso. As matérias relativas ao idoso são uma das nossas preocupações e, por isso, criámos nesta restruturação da Câmara uma estrutura flexível sobre esta temática, pela primeira vez”, disse o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, em alusão ao Gabinete de Gerontologia e Envelhecimento Ativo previsto na nova estrutura da autarquia. De acordo com o autarca, a preocupação com a restruturação da Câmara Municipal, que não envolve o aumento de mapa de pessoal da Câmara, apesar de haver mais gabinetes, é “orientar os recursos humanos para que haja capacidade de resposta para os desafios atuais e futuros da sociedade e um deles é, naturalmente, a problemática do envelhecimento”.

“Em 2011 [o índice de envelhecimento], era de 161,4%, em Coimbra, e, em 2021, era de 215,1%. Relembro os números nacionais para o índice de envelhecimento – 182,1%, ou seja, Coimbra está mais envelhecida do que a média do país, a média nacional”, notou, a vereadora com o pelouro da Ação Social, Ana Cortez Vaz. Dada esta situação, a comissão tem como objetivo garantir os direitos das pessoas idosas, com 65 anos ou mais, prevenindo e intervindo nas situações que coloquem em risco o seu bem-estar e a sua qualidade de vida, privilegiando a informação, a promoção e a cooperação.

A CoMPIC já estava prevista no Regulamento Municipal para a Atribuição de Apoios na Área Social (RMAAAS), que tinha sido aprovado pela Câmara Municipal de Coimbra e pela Assembleia Municipal em 2016. “Depois de seis anos após esta deliberação, temos finalmente a CoMPIC”, frisou Ana Cortez Vaz.

O objetivo é contribuir para a articulação entre o Município de Coimbra e as instituições com competência no apoio à população idosa, informar, sensibilizar e responsabilizar as famílias e a comunidade sobre os direitos dos idosos, agilizar os procedimentos para acesso a serviços disponíveis e intervir em situações que impliquem um perigo potencial para a concretização dos seus direitos, entre outros propósitos. Cabe à CoMPIC, designadamente, colaborar com as entidades competentes na formulação de respostas sociais alternativas e adequadas, incluindo o estudo e elaboração de projetos inovadores no domínio da prevenção, assim como elaborar propostas e recomendações à Câmara Municipal e a outras instituições com competência no apoio à população idosa.

Para além do presidente da CM de Coimbra, que preside à comissão, faz ainda parte a vereadora com o pelouro da Ação Social, um representante dos serviços do Instituto de Segurança Social, um dos serviços de saúde, da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), entre outros membros.

A CoMPIC é um mecanismo “de grande importância para incrementar e melhorar a intervenção, apoio e proteção da população idosa de Coimbra, pela sua proximidade e conhecimento específico das problemáticas locais que a afetam” e, por isso, o “Ministério Público da Comarca de Coimbra manifesta a sua inteira disponibilidade para contribuir dentro das suas competências para o trabalho em rede, em parceria, que a implementação desta comissão implica”, sintetizou a coordenadora da Comarca de Coimbra, Ana Simões.

1.8.22

CLDS promove “Intercâmbios Seniores” para “combater isolamento”

in Rádio Boa Nova

No âmbito do eixo “Promoção do Envelhecimento Ativo e Apoio à População Idosa”, o CLDS 4G de Oliveira do Hospital tem desenvolvido ações de combate à solidão e ao isolamento através da atividade “Partilhas e Companhias – Intercâmbio Sénior”.

De acordo com a equipa técnica do projeto, “Partilhas e Companhias – Intercâmbio Sénior” pretende “combater a problemática do isolamento social das pessoas idosas, ao proporcionar-lhes a oportunidade de visitar aldeias rurais situadas na outra ponta do concelho, assim como receber na sua aldeia grupos de idosos e poderem ser guias dessa visita”. Através desta atividade, são realizados “intercâmbios de idosos, ao recordarem as artes, ofícios e tradições de outros tempos, assim como se desenvolve uma espécie de troca gastronómica”.

“Oliveira do Hospital é um Município com uma enorme riqueza cultural e com belas paisagens. Ninguém melhor que os nossos destinatários, experientes, para apresentar a outros as aldeias onde vivem, nasceram e sempre viveram, em muitos casos. É este conhecimento que esta atividade pretende aproveitar, não só para proporcionar uma experiência interessante a quem visita, como para fomentar a autoestima e o sentimento de pertença a quem conduz a visita e apresenta a sua aldeia, a sua gastronomia e as suas paisagens,”, refere o CLDS.

Segundo o projeto, no ano de 2021 foram realizados três intercâmbios, sendo que no ano de 2022 estão já em curso a realização de mais três. No dia 19 de julho, os participantes de Vila Pouca da Beira visitaram Meruge. No dia 23 de agosto, sucede-se o aposto. Meruge visita Vila Pouca da Beira. No dia 26 de julho, São Gião visitou Seixas/Felgueira e no dia 16 de agosto invertem-se os papéis. A 10 e 30 de agosto, realiza-se intercâmbio entre Carvalha e Chão Sobral/ Gramaça.