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1.2.23

Covid-19: OMS mantém nível máximo de alerta

Por Lusa, in Diário das Beiras

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu manter o nível máximo de alerta para a pandemia de covid-19, depois de uma reunião do Comité de Emergência dos Regulamentos Internacionais de Saúde.
Embora o comité tenha reconhecido que a pandemia pode estar a aproximar-se de um ponto de viragem, decidiu que “não há dúvida” de que o coronavírus SARS-CoV-2 continuará a ser um agente patogénico permanentemente estabelecido em seres humanos e animais para o futuro e, por conseguinte, é criticamente necessária uma ação de saúde pública a longo prazo, anunciou a OMS em comunicado hoje divulgado.

“Embora a eliminação deste vírus dos reservatórios humanos e animais seja altamente improvável, a mitigação do seu impacto devastador na morbilidade e mortalidade é viável e deve continuar a ser um objetivo prioritário”, salienta a OMS.

20.7.22

Associação ESTAR alerta para “situação dramática” de fome em Beja

Beatriz Torres Valente, in Rádio Voz da Planície

Madalena Palma, diretora-geral da Associação ESTAR, revela que a procura de cabazes alimentares aumentou drasticamente e instituições não conseguem dar resposta.

A Associação ESTAR alerta, em apelo partilhado nas suas redes sociais, para “situações muito dramáticas” sentidas na cidade de Beja, não só ao nível de habitação de emergência, como também de fome.

Madalena Palma, diretora da ESTAR, começa por explicar que, através do projeto Marmita, a Associação fornece cabazes alimentares para a semana, diariamente, e, ultimamente, têm vindo várias pessoas pedir alimentação que “não são referenciadas”, ou que são “encaminhadas de outras instituições que não conseguem dar a resposta alimentar”.

A diretora da Associação sublinha que “são pessoas que estão a dormir na rua porque não têm habitação”, “imigrantes que vêm para o trabalho sazonal”, que agora está parado, e não tendo trabalho, nem casa, não têm também alimentação.

Aos domingos, o habitual é entregar 13 cabazes, referiu Madalena Palma, realçando que no último, dia 17 de julho, este número mais do que triplicou, tendo sido entregues 46 cabazes alimentares.

A ESTAR demonstra preocupação com esta situação e em conseguir dar resposta caso este número continue a procurar ajuda todos os dias. A Associação quer continuar a chegar a toda a gente, e neste sentido lança o apelo à comunidade. O produto que mais necessitam é o leite, assim como outros bens alimentares essenciais.

Madalena Palma lembra que, a Associação tem uma parceria com o Banco Alimentar que disponibiliza cabazes de emergência quando necessário, recolhem bens alimentares noutros locais da cidade, porém não é suficiente para a procura sentida atualmente.

Tanto o aumento dos imigrantes em Beja, que agora se encontram com o trabalho sazonal parado, como o aumentos dos preços dos produtos alimentares, podem ser fatores associados a este aumento de pedidos.
A ESTAR reforça que “nunca vira costas a ninguém”, que não quer deixar famílias sem alimentação, mas que sentem uma grande quebra a nível alimentar.

8.6.22

ONU alerta que mais de um milhão de crianças afegãs enfrentam risco de fome severa

 in TSF

No final de 2021, cerca de metade da população afegã - 38 milhões de pessoas - viviam abaixo do limiar da pobreza.No Afeganistão, 1,1 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade enfrentam riscos de má nutrição, de acordo com as Nações Unidas, que alertam sobre o aumento do número de crianças hospitalizadas devido à fome no país.

A ONU lançou no ano passado, após a tomada do poder pelas forças talibãs, um programa de ajuda alimentar destinado a milhões de afegãos que não têm acesso a alimentos.

O relatório que avalia a situação no Afeganistão indica que a pobreza está a aumentar fazendo com que muitos cidadãos precisem de ajuda de emergência.

Os preços dos alimentos estão a subir desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia e as promessas de financiamento internacional não estão a ser cumpridas, de acordo com o mesmo relatório de avaliação da ONU.

O documento indica que as pessoas mais vulneráveis são vítimas da situação, incluindo crianças e as mães afegãs que lutam para alimentar as famílias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF, reitera a gravidade da situação afirmando que 1,1 milhões de crianças podem vir a sofrer condições severas (fome severa) o que significa o dobro da situação relativa à falta de alimentos em 2018.

Entre os mais vulneráveis encontra-se o grupo de crianças afegãs com menos de cinco anos de idade cujo número está a aumentar: em março de 2020 mais de 16 mil crianças recebeu tratamento hospitalar devido às consequências provocadas pela falta de alimentos, mas em 2021 o número aumentou para 18 mil.

O Afeganistão, país afetado por duas décadas de guerra já enfrentava uma situação de emergência de risco alimentar, mas a situação agravou-se depois da tomada do poder pelos talibãs, no ano passado.

Paralelamente, muitas organizações não-governamentais afastaram-se do Afeganistão sendo que as sanções internacionais impostas por vários países contra o novo regime fizeram colapsar a economia local.

Milhões de afegãos enfrentam situações de penúria: até ao final do ano passado, mais de metade da população afegã (38 milhões de pessoas) viviam abaixo do limiar da pobreza, de acordo com os números das Nações Unidas.

23.5.22

Fenómeno da “reduflação”: Deco pede atenção redobrada nas idas ao supermercado

in SIC

A ‘reduflação’ não é ilegal, mas muitas vezes o consumidor sente-se enganado.
Os consumidores devem redobrar a atenção sobre a quantidade e tamanho dos produtos que estão acostumados a comprar, verificando se compram menos pelo mesmo preço, alerta a associação Deco, que tem recebido denúncias especialmente sobre alimentos congelados.

Em causa está o fenómeno denominado de ‘reduflação’ (tradução literal do neologismo inglês ‘shrinkflation’), que consiste na diminuição da quantidade de produto, mantendo — ou mesmo aumentando – o preço.

“Denúncias não no sentido de que há aqui uma ilegalidade, mas no sentido de os consumidores notarem que há uma alteração” no produto, tornando-o mais caro, explicou à Lusa o coordenador do departamento jurídico da associação de defesa dos consumidores Deco, Paulo Fonseca.

A ‘reduflação’ não é ilegal desde que a informação no rótulo esteja correta, mas muitas vezes o consumidor sente-se enganado com estas subidas de preço que acha serem disfarçadas.

A maioria das denúncias que têm chegado à associação Deco referem-se a compras no setor retalhista e na área de alimentação, sobretudo compras de produtos congelados.

“Os consumidores relatam que, por exemplo, por 15 euros compravam sete postas de pescada e agora, pelo mesmo preço, só compram cinco postas. Ou seja, há duas postas que já não constam da embalagem”, afirmou.

O jurista defende que, das duas uma: ou a informação de que são cinco postas em vez de sete consta do produto, porque é obrigatório constar a indicação de todos os componentes, não sendo uma prática proibida, ou está-se perante uma situação em que “a informação é enganosa”, tratando-se de uma prática comercial desleal cuja fiscalização compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Paulo Fonseca destaca que “o problema que preocupa” a Deco são os consumidores que compram de forma rotineira e não reparam na mudança de rotulagem do produto, cuja leitura diz ser às vezes difícil, considerando que “muitas vezes só um consumidor extremamente atento é que consegue” detetar a mudança.

O jurista lembra que a Deco alertou a Secretaria de Estado da Defesa do Consumidor, ausente no atual Governo, para a necessidade de regulamentar estas práticas de ‘reduflação’ e de reforçar a informação ao consumidor nestas situações.

“Deveria existir aqui uma obrigatoriedade acrescida de reforçar esta informação, de tornar mais transparente para o consumidor, para se tornar percetível” a alteração nos componentes do produto mantendo o preço, concluiu.