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8.1.21

Por causa do frio, arejamento nas escolas pode ser feito só durante os intervalos

in Público on-line

A DGS refere ainda que “é permitida a utilização de ventilação mecânica de ar (sistema AVAC) por forma a garantir o conforto térmico” dos alunos.

O arejamento das salas de aula pode ser “realizado de forma natural durante os intervalos” durante estes dias mais frios, informaram o Ministério da Educação e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) num comunicado enviado às redacções nesta sexta-feira. Assim, é garantida a renovação e ventilação do ar interior sem ser precisa a circulação de ar frio enquanto os alunos estão na sala de aula.

Face às baixas temperaturas que se fazem sentir há já alguns dias, encarregados de educação têm alertado para o frio que crianças e professores têm passado nas escolas, dificultando a concentração e a capacidade para aprender e ensinar, dada a necessidade de ter janelas e portas abertas para garantir uma maior circulação e renovação do ar — tentando que o vírus não se propague.


Ainda na quinta-feira, uma mãe de um aluno de uma escola de São João da Madeira relatava ao PÚBLICO que, além do frio sentido nas salas de aula, alguns professores não permitem que as crianças estejam nas salas de aula com gorro e luvas. “É desumano”, queixava-se a encarregada de educação.

Numa orientação enviada em Julho, a DGS recomendava os profissionais da escola a manter “as janelas e portas abertas, de modo a permitir uma melhor circulação do ar” – isto “sempre que possível, e que tal não comprometa a segurança das crianças e dos alunos”. É essa recomendação que a DGS vem agora clarificar: reservar o arejamento das salas, nestes dias mais frios, para os períodos de intervalo, poupando assim professores e estudantes ao frio.

Todos os Invernos, sucedem-se episódios de alunos que têm de levar mantas ou irem mais encasacados para a escola, por esta ter instalações muito antigas, sem condições térmicas, ou então equipamentos de aquecimento avariados ou falta de verba para assegurar o seu funcionamento. Este ano, com as recomendações de que se devem manter janelas e portas abertas para permitir uma melhor ventilação das salas de aula, a sensação de frio tende a agravar-se, o que tem motivado críticas de pais e professores.

Ouvido pelo PÚBLICO na quarta-feira, o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Jorge Ascenção, apelava ao “bom senso” na aplicação das normas e orientações. “Quero acreditar que ninguém está a obrigar os alunos e os professores a estarem dentro de uma sala com a porta e janelas abertas quando está frio”, notava o responsável, sugerindo que se fizessem mais intervalos para arejar as salas.

Ao contrário das reservas colocadas no início da pandemia à utilização destes equipamentos de ventilação (uma vez que alguns não permitem a renovação do ar), a DGS esclarece que “é permitida a utilização de ventilação mecânica de ar (sistema AVAC) por forma a garantir o conforto térmico, apesar de o arejamento (renovação do ar) dos espaços dever ser feito preferencialmente com ventilação natural”. “Estes sistemas devem ser utilizados em segurança, garantindo a limpeza e manutenção adequada, de acordo com as recomendações do fabricante, e a renovação do ar dos espaços fechados”, aconselha a DGS.

As baixas temperaturas vão manter-se nos próximos dias devido a uma massa de ar frio que vem do interior da Europa e que afecta Portugal continental. Esta sexta-feira deverá notar-se “uma pequena descida dos valores da temperatura máxima, principalmente na região Sul”. No fim-de-semana, os valores da temperatura mínima e máxims não deverão sofrer “grandes alterações”, segundo explicou ao PÚBLICO Patrícia Gomes, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo as previsões divulgadas no site do IPMA, a temperatura mínima deverá rondar os -5ºC em Bragança e os 6ºC em Faro esta sexta-feira. Já as máximas vão variar entre os zero graus na Guarda e os dez graus em Braga, Porto, Aveiro, Lisboa e Faro.

11.2.15

Pobreza: Quase 30% dos portugueses não pode aquecer a casa

in TSF

O número de pobres voltou a aumentar. Aquecer a casa, pagar despesas inesperadas, comprar roupa nova ou dinheiro para atividades de lazer, são algumas das principais dificuldades dos portugueses

A taxa de risco de pobreza voltou a aumentar. Chegou aos 19,5% em 2013, o valor mais alto da última década. Desde 2003 que não existiam tantos pobres em Portugal. O número foi revelado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) num estudo que revela também quais são as dificuldades mais comuns dos portugueses pobres.

O Inquérito ao Rendimento e Condições de Vida mostra, por exemplo, que 28,3% dos portugueses vive em famílias que não conseguem manter a casa aquecida de forma adequada. Outro problema comum é que quatro em cada dez portugueses vivem numa família que não pode pagar de imediato, sem um empréstimo, uma despesa inesperada de 400 euros.

O inquérito revela ainda que 19% não pode substituir roupa usada por nova e alguns, 3%, não têm mesmo dois pares de sapatos que lhes sirvam.

Outra dificuldade económica referida por vários portugueses, 20,6%, é a impossibilidade de participar, regularmente, numa atividade de lazer.

Para além disso, 15,5% não pode encontrar-se com amigos ou familiares para uma bebida ou refeição, pelo menos uma vez por mês, num número semelhante (17,9%) àqueles que não conseguem gastar, semanalmente, uma pequena quantidade de euros consigo próprios.
Nuno Guedes

3.12.13

Aquecer a casa. Soluções variam entre 21 e 193 euros anuais

Por Sónia Peres Pinto, in iOnline

O aparelho de ar condicionado é considerado o mais económico em consumo de luz mas conte com a aquisição

O consumo energético dispara com a chegada do Inverno e automaticamente aumenta a factura da electricidade. O recurso a soluções de aquecimento entra na rotina da maioria dos portugueses e as ofertas disponíveis no mercado são as mais variadas e apresentam custos diferentes. Podem oscilar entre os 21 e os 193 euros por ano, de acordo com a ronda feita pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco).

A verdade é que escolher o aparelho ideal e saber usá-lo com eficácia permite poupar na factura da luz. Um factor que ganha cada vez mais importância tendo em conta que os orçamentos familiares estão cada vez mais asfixiados. Mas nem sempre é fácil saber qual é o sistema que fica mais económico. "Os aparelhos de ar condicionado do tipo inverter são, sem dúvida, o sistema de eleição: além de poupados e eficientes, proporcionam um grande conforto térmico, quer de Inverno, quer de Verão", salienta a Deco.

Mas, em contrapartida, os custos de instalação desta solução podem não estar ao alcance de todos. "Com a escassez de capital que actualmente atinge a população portuguesa, há outras armas a considerar nesta batalha", salienta a associação. Por isso mesmo, os aquecimentos portáteis ganham grande importância. Para quem considera que esta é a melhor modalidade, a associação aconselha o termoventilador porque apresenta um consumo menor (ver dicas ao lado).

De fora das escolhas da entidade ficam os radiadores a óleo e os aparelhos de halogéneo. "Ambos demoram a aquecer e não permitem uma regulação adequada da temperatura", acrescentando ainda que, no caso dos primeiros aparelhos, "a potência real de funcionamento dos modelos testados está longe da anunciada pelo fabricante. Estes modelos indicam ser de 2000 W, mas durante a maior parte do tempo não conseguiram trabalhar a mais de 700 a 1000 W, mesmo quando programados para funcionar no máximo".

A verdade é que há medidas que pode tomar e apresentam custo zero. "É muito comum ocorrer um sobreaquecimento inútil da divisão. Evite deixá-los a funcionar durante longos períodos sem controlo. Caso sinta que a temperatura começa a ser excessiva, desligue o modelo ou reduza a regulação do termóstato de modo a que o aparelho pare ou se desligue", aconselha a entidade.

Não se esqueça que, a par da zona do país, também a área da casa e o tipo de construção influenciam a decisão. Por exemplo, Guarda é a cidade onde mais rapidamente compensa investir numa caldeira de condensação, mas tem de esperar 11 anos pelo retorno do investimento, enquanto em Lisboa e no Porto há o risco de isso nunca acontecer. Já as caldeiras murais a gás (convencionais ou de condensação) também nem sempre compensam. É necessário fazer muito bem as contas.

22.2.12

Velhice é vista em Portugal como uma «fatalidade»

in TSF

Comentando o fato de quase metade dos idosos não conseguir manter a casa quente, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza disse que a velhice é vista em Portugal como uma «fatalidade».

Ouvido esta quarta-feira pela TSF, Jardim Moreira não ficou surpreendido com os resultados da pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o impacto das desigualdades sociais e económicas nos fatores de risco para a saúde.

O estudo revela que 44 por cento das famílias portuguesas com pelo menos um idoso em casa não têm capacidade financeira para mantê-la adequadamente aquecida.

«As pessoas deviam ter uma sensibilidade maior para a população mais velha», pois o dinheiro que os idosos têm muitas vezes «não lhes dá para ter uma casa adequada e aquecida», porque é caro e porque alguns idosos até têm dificuldade em manipular os equipamentos de aquecimento, disse Jardim Moreira.

Na visão do presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza, a «sociedade em geral acha que é uma fatalidade ser velho». «É essa a forma que se vai sentindo em Portugal de uma sociedade que não tem sensibilidade para amar», rematou.

44% dos idosos não conseguem manter casa quente

in Diario de Noticias

Estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) conclui que Portugal é um dos países europeus a ter mais dificuldades financeiras para conseguir manter a casa, sendo ultrapassado apenas pela Bulgária.

Em Portugal, 44% das famílias com uma pessoa com mais de 65 anos têm dificuldades financeiras em manter a casa adequadamente aquecida. Os resultados são de um estudo da OMS sobre o impacto das desigualdades sociais e económicas nos fatores de risco para a saúde.

O nosso país é mesmo considerado uma exceção na Europa Ocidental, já que é apenas ultrapassado pela Bulgária, onde esta dificuldade atinge quase 80% da população acima dos 65 anos. Na Europa Ocidental são as famílias monoparentais que têm mais dificuldades em manter a casa quente uma percentagem que em Portugal fica pelos 31%, atrás dos 44% dos idosos.

As conclusões têm como base os dados recolhidos no último Inquérito às Condições de Vida e Rendimento referentes a 2009. Os resultados nacionais são os piores entre os 15 países da Europa Ocidental (os 15 que até 2004 compunham a União Europeia).

Nos dados gerais, Portugal é também o país da Europa Ocidental onde as famílias têm em geral mais dificuldades em manter a casa adequadamente aquecida, numa percentagem de 28%, contra os 6,9% da Europa Ocidental (UE15).

Dificuldades que se repercutem na saúde da população e que levam a OMS a sugerir medidas como tarifas sociais de energia para as famílias mais carenciadas ou promover a reabilitação das habitações mais vulneráveis.