Mostrar mensagens com a etiqueta BPI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta BPI. Mostrar todas as mensagens

18.5.23

Mais velhos e crianças são os mais expostos. Risco de pobreza diminuiu em 2021, mas privação material e social aumentou


A taxa de risco de pobreza teve uma redução em 2021, mas aumentou nas famílias com crianças e com
maior impacto nas famílias monoparentais. A privação material e social também aumentou.

2021 parece distante mas é o mais próximo que conseguimos estar quando se analisam os indicadores sociais do país a partir das estatísticas disponíveis. Foi esse o trabalho realizado pela NOVA SBE em parceria com a Fundação ‘la Caixa” e o BPI e refletido no relatório “Portugal Social, 2022” hoje apresentado.

O trabalho foi realizado no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, programa plurianual estabelecido entre as instituições, com o objetivo de traçar o retrato socioeconómico das famílias portuguesas e descrever a situação social no país. Nesta 3ª edição, somam-se dois capítulos adicionais referentes ao impacto da pandemia de Covid-19 ao custo de vida.

Em 2021, a taxa de risco de pobreza reduziu em Portugal em dois pontos percentuais, fixando-se em 16,4%. Contudo, este valor seria bem diferente sem apoios sociais, já que subiria para 43,3%. A taxa de risco global diminuiu, mas houve regiões em que aumentou, a Madeira à cabeça com 23,4%, seguida de Açores e do Algarve.

2021, apesar de distante, é o ano que todos recordamos como o do meio na pandemia de covid-19, que teve início em 2020. O relatório inclui por isso um capítulo especial dedicado ao impacto da crise pandémica em que uma das conclusões é que apenas 18% dos agregados familiares reportaram redução de rendimentos em função da pandemia. O valor é, no entanto, superior entre os mais pobres, em que sobe para 22,8%, nomeadamente por situações de desemprego ou de redução do número de horas de trabalho.

Que são, já agora, enquadradas a partir de um escalão de rendimento abaixo dos 6653 euros ao ano ou 554 euros mensais.

13% da população em geral recebeu algum tipo de apoio do Estado, valor que sobe ligeiramente para 13,8% entre os mais pobres. O apoio social médio foi de 1000 euros, 988 euros na população em geral e 1012 entre os mais pobres.

O teletrabalho pode parecer comum para uma determinada franja da população, nomeadamente a que trabalha nas profissões liberais ou nos serviços, mas os números mostram que apenas 32% das pessoas puderam trabalhar a partir de casa na pandemia.

Mais grave é a percentagem de crianças excluídas do ensino por falta de equipamento ou acesso á internet: foi de 10% entre os mais pobres e de 5% na população em geral. As percentagens podem higienizar a realidade por isso vale a pena ir aos números que as suportam: em Portugal existem 1,9 milhões de crianças e jovens distribuídos pelos vários níveis de ensino, segundo a Pordata. No primeiro ciclo, são 926 mil e no ensino secundário são 393 mil (os restantes são ensino superior). Estamos, por isso, a falar no que respeita ao ensino básico (1º ao 9º ano de escolaridade) de quase 100 mil crianças entre as famílias mais pobres que não puderam acompanhar as aulas durante a pandemia (e quase 50 mil na população em geral). No ensino secundário, são quase 40 mil jovens nas famílias mais pobres privados de aceder às aulas durante a pandemia e quase 20 mil na população em geral.

O que sabemos agora são os indicadores, o impacto futuro desta privação na geração que foi afetada saberemos de futuro, o que faz os autores do estudo chamar especial atenção para os reflexos da pobreza entre as crianças e jovens.

Em 2021, em 20,6% dos agregados pobres houve a preocupação de não ter comida suficiente, em 13,1% as pessoas comeram menos do que deviam, e em 2,4% sentiram fome não satisfeita por falta de dinheiro ou outros meios. Na população geral, estas percentagens são de 7,3%, 5,1% e 2,4%, respetivamente.

Mais uma vez, vale a pena traduzir percentagens em números para compreendermos a dimensão da pobreza em Portugal: cerca de 240 mil pessoas passaram fome e não tiveram como comer.

A privação material e social é uma das dimensões em que se expressa o risco de pobreza e pode ser traduzida em situações quotidianas como as despesas inesperadas, a capacidade para trocar uma roupa usada ou um móvel estragado ou simplesmente gastar dinheiro consigo próprio.

No que respeita a despesas inesperadas é clara a clivagem entre a média e os mais pobres: 30% da população não tem capacidade para lidar com uma despesas inesperada mas este número duplica para 60% entre as pessoas mais pobres.

Um tema na ordem do dia é a habitação e também aqui se espelha a diferença dos mais pobres versus a população em geral: os custos com habitação representam, em média, 20,5% dos gastos dos agregados familiares, mas entre os que têm rendimentos mais baixos, no indicador de risco de pobreza, sobem para 38,4%.

20,4% das crianças e 20,1% das pessoas com 65 anos ou mais anos, em Portugal, eram pobres.

Em 2020, existiam em Portugal 345 mil crianças em risco de pobreza e 465 mil pessoas com mais de 65 anos.

O relatório "Portugal Social, 2022" é da autoria de Bruno P. Carvalho, Miguel Fonseca e Susana Peralta, do Nova SBE Economics for Policy Knowledge Center e usa microdados das seguintes fontes: Inquérito para as Condições de Vida e Rendimento (ICOR) 2021, European Social Survey (ESS) 2020, Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE) 2021


20.5.21

Há 800 mil euros para apoiar projectos que ajudem na inclusão social de jovens e crianças em risco

Nuno Rafael Gomes, in Público on-line

Prémio Infância, promovido pelo BPI e pela Fundação “la Caixa”, quer “romper com o círculo da pobreza” na infância. Candidaturas estão abertas até 7 de Junho.

Em 2019, a taxa de pobreza das crianças em Portugal era de 18,5% — um valor acima do referente à população total, que é de 17,2%. Os dados encontram-se no relatório Portugal, Balanço Social 2020 — Um retrato do país e dos efeitos da pandemia, divulgado pela NOVA SBE, a Fundação “la Caixa” e o BPI. Já em 2018, segundo o Eurostat, 21,9% dos jovens portugueses com idades abaixo dos 18 anos “encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social”. Com a pandemia, a pobreza em Portugal intensificou-se: em Abril, o PÚBLICO noticiou que 101.574 famílias beneficiavam do rendimento social de inserção (mais 7626 do que em Março de 2020). Do número total de beneficiários, 32,4% tinham menos de 18 anos.

Para contrariar esses dados e “romper com o círculo da pobreza, dando valor à infância e à adolescência, assim como à família como eixo da acção socioeducativa”, o BPI e a Fundação “la Caixa” lançaram uma iniciativa que quer facilitar “o desenvolvimento integral e o processo de inclusão social de crianças e jovens” em situações de risco. Assim, está lançada a 3.ª edição do Prémio Infância, cujo valor é de 800 mil euros, a repartir por várias propostas. As candidaturas estão abertas até 7 de Junho e podem concorrer “todas as instituições privadas sem fins lucrativos que apresentem projectos sólidos e inovadores nesta área”, lê-se no site do BPI.

As candidaturas são efectuadas online e há algumas condições de acesso para as entidades e para os projectos. Para este prémio (porque há outros, já lá vamos), cada entidade promotora só pode apresentar uma candidatura. Os projectos podem ser realizados individualmente ou em parceria com outras entidades, excluindo-se as privadas. As propostas apresentadas podem ter a duração de um ou dois anos e são também aceites aqueles que forem “comparticipados por outros apoios financeiros nacionais, comunitários ou internacionais”. As restantes condições podem ser encontradas no regulamento do concurso, que requer a entrega de alguns documentos.

O valor dos projectos vencedores com a duração de um ano será, no máximo, de 40 mil euros “se executado por uma só entidade”; caso haja uma parceria, o prémio sobe para os 60 mil euros. Já no que diz respeito às propostas vencedoras que prevêem uma actuação de dois anos, os valores são de 80 mil (para uma só entidade organizadora) e 120 mil euros (mais do que uma entidade). Note-se ainda que o apoio cobrirá “até 80% do custo total orçamentado” do projecto; assegurar os restantes 20% é da responsabilidade de quem apresenta a proposta.

De acordo com comunicado que anuncia a abertura das candidaturas, este prémio, criado em 2019, “já atribuiu 1,5 milhões de euros a 55 projectos”. Em igual sentido, o BPI e a Fundação “la Caixa” entregaram, desde 2010, “19 milhões de euros para a execução de mais de 600 projectos de inclusão social que contribuíram para melhorar a vida de mais de 150 mil portugueses”.

Em 2021, as duas instituições financeiras já fecharam três concursos dos Prémios BPI Fundação “la Caixa” (Capacitar, Solidário e Seniores), decorrendo, agora, as candidaturas ao Infância. A 8 de Junho abrirão as candidaturas para o prémio Rural. Segundo a mesma nota de imprensa, a iniciativa representa uma dotação de 4 milhões de euros.

O programa de bolsas da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI, disponibiliza bolsas de pós-graduação na Europa, América do Norte e na zona da Ásia- Pacífico, e bolsas de doutoramento e pós-doutoramento em Espanha e Portugal. Nesta página especial dedicada a bolsas de estudo e a empregabilidade jovem, o P3 partilha dicas úteis sobre como concorrer a bolsas, preparar currículos e dar nas vistas entre outros candidatos, sem qualquer relação directa com os apoios atribuídos pelo programa.


24.7.20

BPI tem 50 milhões de euros para inovação e empreendedorismo social

António Vasconcelos Moreira , in Económico

A linha tem por objetivo apoiar as micro, pequenas e médias empresas, ou entidades de economia social, que tenham iniciativas de inovação e empreendedorismo social. O financiamento atinge os 2,5 milhões de euros por operação, tem garantia até 80% e um prazo de até dez anos.

O BPI disponibilizou uma linha de crédito com uma dotação de 50 milhões de euros para facilitar o acesso a crédito para iniciativas de inovação e empreendedorismo social.

A linha tem por objetivo apoiar as micro, pequenas e médias empresas, ou entidades de economia social, que tenham iniciativas de inovação e empreendedorismo social, no âmbito da Iniciativa Portugal Inovação Social com parecer positivo da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social (EMPIS) e que estejam localizadas nas regiões NUTS II do Norte, Centro e Alentejo.

Em comunicado, o banco explica que a “Linha FIS CRÉDITO – BPI” é uma linha de crédito bonificada a garantida, e visa dar resposta “a problemas e a necessidades sociais e societais não satisfeitas” como ” a promoção do emprego, formação e educação; a inclusão social, financeira e digital; a promoção do envelhecimento ativo; a promoção da saúde e bem-estar; o apoio a crianças e famílias e outras intervenções de natureza similar”.

Esta linha de crédito dá financiamento para estas iniciativas até 2,5 milhões de euros por operação e tem um prazo de até dez anos e um período de carência de até três anos.

As entidades que recorram a esta linha podem beneficiar de uma bonificação da taxa de juro e comissões de garantia mútua, spread e comissão de garantia mútua com limites máximos definidos no protocolo, comissão de estudo e montagem de até 0,25% e cobertura pela garantia mútua de até 80%.




22.3.16

BPI apoia projetos sociais com 1,5 milhões

In "Vida Económica"

O BPI apresentou as edições de 2016 dos prémios BPI Seniores, BPI Solidário e BPI Capacitar.

Lançados no âmbito da política de responsabilidade social do banco, estes prémios visam apoiar projetos que promovam a melhoria da. qualidade de vida das pessoas que mais precisam.

Os três prémios têm um orçamento conjunto de 1,5 milhões de euros para 2016. Desde 2010, o BPI já doou, nas 6 edições do Prémio BPI Capacitar e nas três edições do Prémio BPI Seniores, 4,9 milhões de curas e apoiou 182 projetos que visam a melhoria de qualidade de vida de quem mais precisa. Regulamentos, formulários e diversos elementos informativos de apoio às candidaturas da edição 2016 dos prémios BPI estão disponíveis em www.bancobpipt.

Podem candidatar-se todas as instituições privadas sem fins lucrativos, com sede em Portugal, " que apresentem projetos sólidos e inovadores em cada uma das áreas de intervenção dos prémios", de acordo com o banco. Cada instituição só pode candidatar-se a um dos prémios BPI.
BPI Solidário em estreia O BPI Solidário, que tem este ano a primeira edição, tem como meta apoiar projetos que promovam a melhoria das condições de vida de pessoas que se encontrem em situação de pobreza e exclusão social. O valor total dos donativos a atribuir será no mínimo de 500 mil caros, a distribuir por prémios até 100 mil curas, podendo existir um primeiro prémio até 200 mil Curas. O prazo de candidatura é 2 a 29 de maio.
Ern quarta edição, o prémio BPI Seniores visa apoiar projetos que visem a melhoria da qualidade de vida e o envelhecimento ativo de pessoas com idade superior a 65 anos. O valor total dos donativos a atribuir será no mínimo de 500 mil curas, com um primeiro prémio cujo montante poderá ir até 200 mil euros e menções honrosas até 50 mil euros cada.

O prazo de candidatura é de 1 de abril até 1 de maio.

Por fim, o BPI Capacitar, que vai já na sétima edição, tem como objetivo apoiar projetos que visem a melhoria da qualidade de vida e a inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente. O valor total dos donativos a atribuir será no mínimo de 500 mil euros, com um primeiro prémio cujo montante poderá ir até 200 mil curas e menções honrosas aré 50 mil curas cada. As candidaturas estão abertas de 1 a 31 de julho.

15.3.16

Ajuda ao combate da pobreza e exclusão

In "Semanário Oje"

No âmbito da sua política de responsabilidade social, o BPI acaba de lançar o Prémio BPI Solidário, no valor anual de 500 mil euros, para melhorar as condições de vida de pessoas que se encontrem em situação de pobreza e de exclusão social. O Prémio vem complementar o apoio já concedido com os Prémios BPI Capacitar e BPI Seniores, dirigindo-se aos restantes grupos de risco mais vulneráveis. As candidaturas decorrem de dia 2 a 29 de maio, altura em que instituições privadas sem fins lucrativos, com sede em Portugal, poderão apresentar projetos sólidos e inovadores.

29.2.16

Ulrich lamenta que o poder político não se insurja contra os 12,2% de desemprego

Cristina Ferreira, in Público on-line

Presidente do BPI diz que há "tolerância excessiva" em relação ao desemprego.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, elogiou o facto de António Costa estar a governar com moderação, mas afirma que, se o PCP e o BE começarem a governar por intermédio do PS, então teremos um problema, nomeadamente de aumento do desemprego, que constitui hoje o principal desequilíbrio da economia.

“Existe uma tolerância excessiva da sociedade portuguesa em relação ao problema do desemprego”, um dos principais desequilíbrios da economia nacional, defendeu esta terça-feira Fernando Ulrich, um dos oradores de uma conferência sobre o “Orçamento do Estado para 2016: Fiscalidade e Economia”, promovida pelo escritório de advocacia Vieira de Almeida & Associados.

O presidente do BPI classificou o desemprego como um “problema colectivo” e desafiou o poder político a eleger o tema “como prioridade”. Para Ulrich o nível de desemprego do país, de 12,2% [número do final de 2015], constitui mesmo o grande obstáculo “à criação de riqueza”, pelo que lamenta que a sociedade portuguesa “esteja confortável” e “não se insurja”. “Acima de nós só a Espanha e a Grécia têm valores mais elevados”, referiu.

O banqueiro reconhece, no entanto, que para este desinteresse pode estar o facto “de muitos desempregados não terem voz, e desenrascam-se, ou foram forçados a emigrar”.

Sobre a acção do actual primeiro-ministro, António Costa, o banqueiro considera que tem sido equilibrada e mostra-se confortável com os pressupostos do OE de 2016. E opinou: “Ou o Governo governa ao centro, [como aparentemente tem feito, e terá condições para resolver os problemas da economia portuguesa (e do desemprego), ou] o PCP e o BE governam [por intermédio do PS] e teremos no futuro um problema, com mais desemprego.”

O encontro foi aberto por Vasco Vieira de Almeida e na plateia estiveram sobretudo advogados da área dos negócios, gestores e quadros da regulação, nomeadamente, do mercado de capitais.